Delegação Terena em Brasília: “Queremos repostas concretas”

Por Egon Heck, do secretariado nacional Cimi

Como encaminhamento da 10ª Assembleia do Povo Terena, que aconteceu de 31 de maio a 03 de junho na Aldeia Buriti, em Dois Irmãos do Buriti (MS), decidiu-se que uma delegação de lideranças viria até Brasília para agenda de reinvindicações. A assembleia ressaltou a necessidade de acompanhar e fortalecer a cobrança sobre os processos de demarcação das Terras Indígenas junto a Fundação Nacional do Índio (Funai), ao Ministério da Justiça, no Supremo Tribunal Federal e demais instâncias governamentais responsáveis por criarem políticas específicas aos povos indígenas. A delegação composta por lideranças dos povos Terena, Kinikinawa, Kadiwéu e Atikum esteve em Brasília na última semana, de 25 a 30 junho.  (mais…)

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Novo ministro da Justiça indicou à Funai condenado por arrendamento e é contra o Executivo demarcar TI’s

Por Renato Santana,  Cimi

O deputado ruralista Osmar Serraglio (PMDB/PR) será empossado nesta terça-feira, 7, como ministro da Justiça. Parlamentar atuante contra a demarcação de terras indígenas, passará por Serraglio os procedimentos demarcatórios realizados pela Fundação Nacional do Índio (Funai) – alvo de uma segunda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Federal, engendrada pela bancada do empossado. (mais…)

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Povos originários: uma luta sem fim

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

O cinismo tem sido a marca registrada das autoridades e das pessoas “de bem” quando se trata da questão indígena. O exemplo mais cabal disso é a declaração do novo presidente da Funai, Antonio Fernandes Toninho Costa, indicação do conservador Partido Social Cristão, que declarou: “chega de assistencialismo, agora é preciso ensinar o índio a pescar”. Cinismo e mau caratismo, poderíamos agregar. Desde a invasão, em 1500, que a bíblia vem sendo usada pra oprimir e destruir, bem como o discurso de “integração” tem servido para tentar apagar as culturas originárias. (mais…)

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Ruralistas da CPI Funai/Incra gastaram mais dinheiro público em 2016 do que o Estado com demarcações

Por Renato Santana, da Assessoria de Comunicação – Cimi

O total liquidado pela Funai com demarcações de terras indígenas em 2016 chegou a pouco mais de R$ 3 milhões (Siop, 2017). Já os deputados e deputadas ruralistas que compõem a linha de frente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Funai e do Incra 2, instalada em outubro para investigar os procedimentos demarcatórios, gastaram no mesmo período perto de R$ 3.5 milhões em cotas parlamentares (Câmara Federal, 2017).   (mais…)

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Maria Emília Pacheco: “O objetivo é cada vez mais liberar terra para o mercado”

Os retrocessos impostos pelas PEC 215 e 55, o Mapa da Fome e o papel das mulheres foram os temas da conversa

Por Catarina de Angola, no Brasil de Fato

Maria Emília Pacheco, antropóloga, presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). O BdF conversou com ela durante o IX Encontro Nacional da Articulação Semiárido Brasileiro (Enconasa) que aconteceu de 21 a 25 em Mossoró (RN). (mais…)

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Uma história inspiradora

Xavante de Marãiwatsédé lançam plano de gestão no Rio de Janeiro dando exemplo de sucesso das lutas indígenas em um contexto político cada vez mais difícil

Por Andreia Fanzeres – Amazônia Nativa / CPT

A 710 metros de altura, as orações diante dos braços abertos do Cristo Redentor costumam ser um ato emocionado de muitos dos visitantes do principal atrativo turístico do Rio de Janeiro. O banho de mar em um dia ensolarado de primavera nas águas cristalinas do Leme também é um presente a quem quer conhecer a cidade. Mas, no final do mês de novembro, o mar foi tingido de urucum e o Pai-Nosso e a Ave Maria foram rezados na língua Akwén, do povo Xavante, por cerca de 30 representantes da Terra Indígena Marãiwatsédé, que retornaram até o Rio para o lançamento de seu plano de gestão territorial. (mais…)

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Retomada Aty Jovem: “A terra vermelha depende da pele vermelha”

Ana Mendes (MS) – CIMI

Dezenas de jovens reunidos em quase completo silêncio. Apenas um de cada vez, no centro do círculo, fala. Depoimentos contundentes de quem, aos 20 anos, já experimentou muito. São os filhos de lideranças assassinadas, meninos e meninas que passaram a infância nas beiras de estrada, sobreviventes de ataques, trabalhadores da cana, vítimas de chuva de agrotóxico. Eles compõem o Conselho do Coletivo Retomada Aty Jovem (RAJ), formado há seis meses sob o signo da luta pela terra. “Hoje, trabalharemos até as 22h”, avisa um deles, revelando a extensa pauta para dois dias de reunião. (mais…)

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