Manifestação contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, reuniu entre 500 e 700 pessoas (de acordo com organizadores do ato) na avenida Paulista, em São Paulo. A marcha saiu do Masp e se dispersou na Praça da República. Na altura da rua Augusta, os manifestantes simularam a “morte” do rio Xingu, deitando-se no cruzamento. Continue lendo… 'Protesto contra Belo Monte fecha a avenida Paulista'»
Estudante do ensino médio ganhou Prêmio Jovem Cientista com pesquisa sobre embalagens ecológicas para mudas
Rafael Moraes Moura – O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA – A presidente Dilma Rousseff foi surpreendida nesta terça-feira, 6, com um protesto de uma estudante, contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, durante solenidade de entrega do 25.º Prêmio Jovem Cientista, dentro do Palácio do Planalto.
A paulista Ana Gabriela, de 19 anos, foi uma das premiadas do evento – ficou em primeiro lugar na categoria estudante do ensino médio com a pesquisa “Embalagens ecológicas para mudas”. Ao subir ao palco para receber o prêmio das mãos da presidente, apareceu com a frase “Xingu vive” escrita no braço e trocou palavras com Dilma.
“Falei com ela sobre Belo Monte rapidinho, ela não demonstrou interesse, não deu muita importância”, disse Ana Gabriela. “Pedi que ela desistisse da usina e salvasse o Xingu. Não queria perder a oportunidade de estar na frente de tantas autoridades políticas e não demonstrar o meu interesse pela vida no Xingu.”
Uma marcha organizada pelo movimento político Guarani Kaiowá, Aty Guasu, deve reunir amanhã (30/11) ao menos 500 indígenas, que caminharão pela rodovia MS 386 (entre Amambai e Ponta Porã) até o local do acampamento Guaiviry, onde foi morto, no último 18 de novembro, o líder político e religioso Nísio Gomes.
A marcha pedirá a investigação rigorosa e a efetiva prisão dos criminosos que realizaram o crime. Os Guarani Kaiowá pedem que sejam apresentados resultados concretos das investigações ainda no decorrer deste ano de 2011. No último fim de semana, a Aty Guasu, em reunião extraordinária, divulgou manifesto pedindo intervenção federal em Mato Grosso do Sul, em função da incapacidade do estado de garantir a segurança dos indígenas.
A Marcha contra o Genocídio e pela Paz será iniciada entre 7h e 8h da manhã desta quarta-feira, no Posto Taji (altura da saída para Aral Moreira, na MS 386), e conta com apoio das seguintes entidades do movimento indígena regional e nacional: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpinsul), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Associaçao Kaguateca Marçal de Souza, Movimento dos Professores Guarani Kaiowá, Aty Guasu Jovem, Aty Guasu das Mulheres e acadêmicos indígenas. Continue lendo… 'Marcha pede o fim do genocídio contra os Guarani Kaiowá'»
Cerca de cem indígenas do Vale do Javari ocupam o local desde às 9h.Principal reivindicação é a instalação de uma coordenação para a região.
Girlene Medeiros, do G1 AM
Cerca de cem indígenas pertencentes a comunidade do Vale do Javari, no extremo oeste do Amazonas, ocuparam a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) no município de Atalaia do Norte, situado a 1.623 Km de Manaus, por via fluvial. A ação está acontecendo desde a manhã desta quinta-feira (10). A principal reivindicação dos manifestantes é a criação de uma coordenação regional para a comunidade do Vale do Javari.
Atualmente a comunidade do Vale do Javari é vinculada ao Vale do Juruá, localizado no extremo oeste do Acre. As duas comunidades estão situadas na divisa dos estados do Amazonas e do Acre.
Os representantes indígenas afirmam que, no momento, estão se organizando e vendo como os índios vão se alimentar ao longo da ocupação que vai ocorrer por tempo indeterminado até que haja a presença do presidente da Funai, Márcio Vieira, no local. A ideia é que ocorra uma negociação para a implantação da coordenação regional do Vale do Javari. O coordenador do Conselho Indígena do Vale do Javari (Civaja), Clóvis Marubo, criticou a gestão da Funai. “O presidente nunca esteve aqui e nem sequer conhece a nossa realidade”, reclamou. Continue lendo… 'Indígenas ocupam sede da Funai em Atalaia do Norte, no Amazonas'»
A carta abaixo, de Taravy, liderança da TI Kayabi, chegou através de Vânia Regina de Carvalho, do Fórum da Amazônia Oriental. Juntos, já vieram o apoio e a solidariedade do FAOR e do Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo para Sempre. Nos juntamos a eles, pelo direito do Povo Kayabi a de ser ouvido e de poder decidir seu destino, na luta contra o barramento de seus rios. Que o bom senso prevaleça, e tudo seja resolvido sem violência. TP.
Companheiros de luta, Sou Taravy Kayabi, liderança indígena da Terra Indigena Kayabi, e estou enviando essa mensagem para pedir a ajuda de vocês para divulgarem uma medida que tomamos para que pudéssemos ser escutados.
Como deve ser do conhecimento de vocês estamos sendo atropelados pelo governo que pretende construir várias barragens no entorno de nossa terra. Temos aceitado fazer parte dos estudos e estamos sempre conversando com os empreendedores e Funai para que a gente saiba os impactos que causarão em nossa vida. Mas estamos sendo sumariamente desrespeitados.
Já estamos vendo a barragem de Teles Pires ser construida e até agora, mesmo após a licença de Instalação, nenhum programa nos foi apresentado. Mal pudemos saber melhor desse processo e agora o governo quer fazer audiência pública de São Manoel sem que os estudos na terra indígena tenham terminado. O próprio antropólogo nos contou que tem somente uma semana para apresentar o estudo. Continue lendo… 'Todo apoio ao Povo Kayabi, na luta contra a contínua expropriação da Amazônia!'»
A Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) enviou ontem, 28 de setembro, Ofício ao Ministro da Educação, Fernando Haddad, assinado pelas diretorias executivas da AGB Nacional e das AGBs Juiz de Fora, Belo Horizonte, Viçosa, Uberlândia e Uberaba. O Ofício critica as manobras feitas pelo Governador Anastasia (corte de salário dos grevistas e contratação de professores substitutos horistas) com o apoio do MEC e reinvindica o respeito à Lei do Piso Nacional. Segue texto abaixo:
“De acordo com o artigo 9º da Constituição Brasileira, o Direito de Greve é um direito de todos os trabalhadores. Porém, no dia 01 de Setembro, Vossa Excelência manifestou seu apoio ao governador Antonio Anastasia*, que promoveu ação punitiva e ilegítima contra os trabalhadores da educação do Estado de Minas Gerais: a de publicar uma chamada para a contratação de professores temporários em substituição aos professores grevistas.
Tal medida infringe diretamente o Direito de Greve, pois a substituição dos professores acarretará em não reposição salarial para os grevistas, que estão com seu ponto de salário cortado desde o mês passado, tornando evidente o objetivo de inviabilizar, através de instrumento econômico, o exercício da greve amparada pelo Estado de Direito. Entendemos que esta postura, além de punir de modo ilegítimo os trabalhadores, divide a categoria e desmobiliza o movimento de greve que luta pela aplicação da Lei do Piso Nacional da Educação. Continue lendo… 'Associação dos Geógrafos Brasileiros critica Haddad e Anastasia e defende professores'»
Erbol, 27 de setiembre, 2011.- Masiva protesta en La Paz contra represión a indígenas, Organizaciones campesinas e indígenas, junto a la ciudadanía paceña, protagonizaron una masiva marcha en el centro de la sede de Gobierno, como rechazo a la intervención policial a la movilización indígena en defensa del TIPNIS. La COB se sumó a la protesta y anunció para este miércoles un paro cívico de 24 horas en Bolivia.
A COIAB em parceria com o povo Xavante está organizando uma grande manifestação de apoio à Terra Indígena Marãiwatsédé, no Mato Grosso, nos dias 27, 28 e 29 de outubro de 2011, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade nacional para o drama dos parentes Xavante.
O Governo do Mato Grosso, junto com os deputados estaduais, promoveu uma verdadeira obra anti-indígena, ilegal, contrariando a Constituição Federal, ao criarem a Lei 9.564 que tenta obrigar o povo Xavante a abandonar o seu território tradicional, para dar lugar ao criminoso esquema do latifúndio e do agronegócio, patrocinado por políticos e fazendeiros da região.
A manifestação é um momento também para nos posicionarmos contra o Grupo de Trabalho da Assembleia Legistaliva e do Governo de MT, autorizado pelo Ministro da Justiça, que prevê a reavaliação dos processos para a demarcação de Terras Indígenas no Estado, o que vai trazer ainda mais dificuldades para o reconhecimento dos nossos direitos. Continue lendo… 'Campanha: Marãiwatsédé, Território Xavante'»
Esta situação vergonhosa merece a nossa solidariedade e denúncia. Ao final, posto novamente o documentário “TIPNIS: Território y Dignidad”, para quem não vinha acompanhando a questão. TP
La vicepresidenta de la Confederación de Pueblos Indígenas de Bolivia (CIDOB), Nelly Romero, informó que el diálogo que iba iniciar la Asamblea del Pueblo Guaraní (APG) con el Gobierno, este lunes, fue descartado por la dura represión policial a la movilización indígena en defensa del TIPNIS.
“Repudiamos la actitud de este acto brutal, de cómo han sido reprimidos (los indígenas), sin considerar a nadie, esto nos indigna”, señaló la dirigente con lágrimas en los ojos a radio Parapetí de Erbol.
Servindi, 20 de setiembre, 2011.- La Comisión de Comunicación de la VIII Marcha Indígena denunció el secuestro de un vehículo con víveres y medicinas y el permanente acoso de espías e infiltrados como acciones de terrorismo psicológico.
Fernando Vargas Mosúa, presidente de la Subcentral de comunidades del Territorio Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), señaló que un vehículo que transportaba donaciones recolectadas en La Paz fue secuestrado y su carga decomisada por los bloqueadores progobiernistas en la localidad de Yucumo.
Johnny Cárdenas, vicepresidente del Foro Boliviano para el Medio Ambiente y el Desarrollo (FOBOMADE) indicó que la movilidad transportaba alimentos, agua y medicinas y fue interceptada a viva fuerza.
Na manhã desta segunda-feira, estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) realizaram um protesto durante a inauguração do restaurante universitário. Os alunos terão de desembolsar 3 reais se quiserem comer no bandejão. Esperava-se a presença do governador Sérgio Cabral, que não compareceu. Uma barreira composta por seguranças da UERJ impediu o acesso dos universitários às dependências do restaurante, cuja entrada era permitida apenas a convidados. O reitor Ricardo Vieiralves chegou ao evento debaixo de vaias dos manifestantes. Vieiralves é acusado por estudantes e servidores de promover a privatização de setores da UERJ. Ao ser indagado o motivo pelo qual os estudantes estavam sendo barrados, o chefe da segurança da UERJ, de nome Cleber, reagiu tentando impedir a gravação de imagens, o que acirrou ainda mais os ânimos. Os manifestantes então forçaram a entrada no bandejão e foram contidos pelos agentes, que protagonizaram cenas de verdadeiro pugilismo.
Mil indígenas bolivianos querem que o presidente Evo Morales suspenda a construção da estrada que atravessará o parque (AFP, Str)
LA PAZ, Bolívia — Indígenas bolivianos que realizam desde segunda-feira uma marcha de 600 km até La Paz para proteger um parque ecológico ameaçado por uma rodovia em construção recorreram à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da OEA para apoiar suas demandas.
“Apresentamos à Comissão Interamericana um pedido com medidas cautelares para a proteção do TIPNIS (Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure), não é uma ação judicial”, afirmou à AFP (Agence France-Presse) o diretor do Centro de Estudos Jurídicos e Pesquisa Social (CEJIS), Leonardo Tamburini.
Cerca de 1.000 indígenas bolivianos querem convencer o presidente Evo Morales a suspender a construção de uma estrada que deve atravessar um parque natural.
La Paz, 17 ago (RV) – Um convite ao diálogo “sincero e construtivo” em favor dos indígenas para o bem do país. É o que pedem os bispos bolivianos, em um momento em que o país está vivendo dias de tensão. Milhares de índios de diferentes etnias, de fato, partiram, nesta quinta-feira, para uma marcha de 600 quilômetros da cidade de amazônica de Trinidad em direção à capital La Paz.
O objetivo é defender o Parque Nacional Isiboro Secure, a maior reserva ecológica da Bolívia, habitada por 50 mil pessoas. O parque está em risco devido à construção de mais 300 km de rodovia que irá dividir em duas partes essa área da Amazônia boliviana, forçando o abate de quase meio milhão de árvores.
Por isso, por ocasião da Festa da Assunção, em 15 de agosto, a Conferência Episcopal Boliviana (CEB) divulgou uma nota na qual se lê: “A marcha organizada pelos habitantes indígenas do território do Parque Nacional Isiboro Secure coincide no tempo e no espaço com a primeira marcha indígena ‘pelo território e pela dignidade’, realizada há 21 anos. Continue lendo… 'Bolívia: bispos pedem diálogo construtivo sobre a questão indígena'»
“Chamamos de Racismo Ambiental às injustiças sociais e ambientais que recaem de forma implacável sobre grupos étnicos vulnerabilizados e sobre outras comunidades, discriminadas por sua 'raça', origem ou cor”.