Posts tagged: Racismo

Abaixo-assinado condena defesa de assassinato por jornalistas da Globo. Assine

Por racismoambiental, 03/02/2012 15:30

Caio Blinder (dir.) e Diogo Mainardi (esq.) defenderam assassinato publicamente

“Ao divulgar a defesa da prática do assassinato como meio de fazer política, a Rede Globo dá as mãos ao fundamentalismo – não importa se de natureza religiosa ou ideológica – e abre um precedente muito perigoso no Brasil”, diz petição

Um grupo de jornalistas, professores e estudantes decidiu criar um abaixo-assinado ‘contra a defesa explícita da prática de assassinatos como meio de fazer política, perpetrada por comentaristas da Rede Globo’. No dia 15 de janeiro deste ano, o jornalista Caio Blinder defendeu abertamente no programa Manhattan Conection o assassinato de cientistas iranianos como um meio válido de fazer política. Continue lendo… 'Abaixo-assinado condena defesa de assassinato por jornalistas da Globo. Assine'»

Movimentos sociais fazem balanço do FST e preparam mobilizações para Rio+20

Por racismoambiental, 29/01/2012 11:12

Paula Laboissière, Enviada especial

Porto Alegre – Cerca de 1,5 mil pessoas participaram hoje (28) de uma assembleia que reuniu mais de 100 movimentos sociais participantes do Fórum Social Temático (FST) 2012. Em carta, os ativistas citaram a construção de uma agenda e de ações comuns contra o capitalismo, o patriarcado, o racismo e todo tipo de discriminação e exploração.

A coordenadora dos movimentos sociais, Rosane Bertotti, explicou que o documento lista elementos em comum em meio à diversidade registrada na assembleia. Entre os destaques, temas como a democratização da comunicação, a violência contra as mulheres, o desenvolvimento sustentável e solidário, a reforma agrária, a agricultura familiar, o trabalho decente, a luta pela educação e pela saúde.

“Rejeitamos toda e qualquer forma de exploração e discriminação, seja ela no mundo do trabalho, sexista ou racial. Rejeitamos também toda forma de criminalização dos movimentos sociais e a forma como o capitalismo se reinventa na proposta de uma economia verde, achando que apenas pintar de verde um espaço vai mudar a realidade. Entendemos que, para mudar a realidade, não é só pintar de verde, é garantir direitos, liberdade de organização, democracia, proteção social”, disse. Continue lendo… 'Movimentos sociais fazem balanço do FST e preparam mobilizações para Rio+20'»

Austrália propõe mudar lei, mas aborígenes querem mudança real

Por racismoambiental, 26/01/2012 10:59

Alison Golding, 73 anos, posa com a bandeiraaborígene, uma das três bandeiras oficiais daAustrália

Liz Lacerda

Alison Golding tinha 10 anos quando chegou à escola pela primeira vez em um ônibus lotado de crianças aborígenes. Próximos à cerca, os colegas brancos esperavam os novos alunos com um grito uníssono, repetido inúmeras vezes: “os negros estão chegando”. Era início dos anos de 1950. A menina nunca tinha ouvido a palavra ‘negros’, mas se acostumaria com ela nos tempos que se seguiriam.

Recebidas com cuspes, as crianças sentavam separadas nas salas de aula, usavam banheiros exclusivos e tinham os cabelos e as mãos inspecionados todas as manhãs, diante das gargalhadas dos outros estudantes. “Quando cheguei à adolescência, me chamaram de ‘lixo’ e de ‘macaca’, fui impedida de entrar em lojas e ninguém ficava do meu lado no ônibus”, lembra.

Aos 73 anos, Alison garante que a situação melhorou, mas os aborígenes ainda lutam contra a discriminação. Eles representam um quarto da população carcerária, mas apenas 2,5% do total de habitantes do país. Segundo o Australian Bureau of Statistics, a taxa de desemprego entre os indígenas atinge 18%, quando a média nacional é de 5,2%. “Muitas vezes, eu vi mulheres brancas conseguirem o emprego algumas horas depois de as empresas me dizerem que não tinha mais vaga”, diz Alison. Continue lendo… 'Austrália propõe mudar lei, mas aborígenes querem mudança real'»

FST – Programação do Espaço de Saúde e Cultura Frida Khalo

Por racismoambiental, 24/01/2012 12:30

O Espaço de Saúde e Cultura Frida Khalo usará três espaços para a sua Programação: as Tendas Paulo Freire  e Irma Dorothy e a Arena Chico Mendes, que funcionarão com eventos paralelos, da manhã até a noite.

Na manhã de hoje, houve a sessão de abertura oficial do Espaço, na Arena Chico Mendes, com a presença de representantes das seguintes entidades:  Setorial Nacional da Saúde – Central de Movimentos Populares – CMP; Articulação Nacional de Educação e Praticas Populares – ANEPS; Rede Nacional de Religiões Afro Em Saúde – RENAFRO; Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – Ministério da Saúde; Movimento de Mulheres Camponesas – MMC; Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG; Conselho Regional de Psicologia; Núcleo de Educação, Avaliação  e Produção Pedagógica em Saúde –EducaSaúde UFRGS; Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (MinC); Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz – MS; Escola de Saúde Pública – Secretaria Estadual da Saúde do RS; Departamento de Atenção Saúde – Secretaria Estadual da Saúde do RS; Secretaria Estadual do Meio Ambiente RS; Prefeitura Municipal de Porto Alegre; Secretaria Especial de Direitos Humanos- Presidência da Republica; Conselho Municipal da Saúde de Porto Alegre; Conselho Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul; Rede Unida; e Abrasco.

Das 13 às 16 horas, haverá uma reunião com os Movimentos Sociais, sobre a dinâmica e metodologia da Tenda. Participarão: Setorial Nacional da Saúde – Central de Movimentos Populares – CMP; Articulação Nacional de Educação e Praticas Populares – ANEPS; Rede Nacional de Religiões Afro Em Saúde – RENAFRO; Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa – Ministério da Saúde; Movimento de Mulheres Camponesas – MMC; e Rede Saúde e Cultura – Fiocruz/MINC. Abaixo, a Programação de amanhã, 25, até a noite de sábado:

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“É preciso mais negros na universidade para ampliar seu espaço social”

Por racismoambiental, 23/01/2012 15:01

Professora da PUC-SP, defende ações afirmativas, afirma que Brasil tem racismo historicamente instaurado e diz que livros didáticos deveriam ter avisos sobre “deformações da vida social e política”

Psicóloga e escritora, Fúlvia Rosemberg é uma das maiores autoridades do País nos estudos sobre ações afirmativas e educação infantil. Pesquisadora sênior da Fundação Carlos Chagas (FCC) e professora titular em Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela também é coordenadora do Programa Internacional de Bolsas de Pós-Graduação da Fundação Ford no Brasil. É dessa última atividade que ela fala com prazer em um dos trechos desta entrevista, ao citar o exemplo de Maria das Dores Oliveira Pankararu, que se tornou a primeira indígena brasileira a concluir um doutorado.

Está no âmbito das ações afirmativas o maior foco de atuação da professora, que iniciou seu trabalho voltado para questões da infância e da literatura infanto-juvenil — é uma crítica do sexismo nas obras do gênero e não poupa o trabalho de Monteiro Lobato. “Expressões como ‘macaca’, que ele usava nos textos para se referir a Tia Nastácia, por exemplo, não seriam jamais aceitas hoje em dia.” Continue lendo… '“É preciso mais negros na universidade para ampliar seu espaço social”'»

Milico saiu de moda, benhê

Por racismoambiental, 22/01/2012 16:00

Raquel Munayer

O Brasil cresce rápida e ferozmente. Depois de toda uma existência na pobreza e no anonimato, estamos hoje no topo da lista das maiores democracias mundiais, das maiores economias mundiais, das maiores orgias mundiais. Seus filhos se alimentam de conhecimento, e o poder de transformação finalmente deixou de ser privilégio da burguesia paulistana para se espalhar pelos quatro cantos do país, agregando valores culturais à nossa luta. Em meio a tanta modernidade, ainda caminham por aí algumas figuras que parecem não se encaixar neste modelo de progresso. O cortador de cana, o catador de papel, o policial militar…parecem ter fugido de alguma vitrine de museu. O caso do PM é peculiar, pois ele foi o escolhido para nos “proteger”.

Estudantes levam tiro de borracha, multidões tropeçam em seus cartazes quando dispersados por gás lacrimogêneo e, quando os milicos não conseguem encontrar nenhuma desculpa para utilizaram-se de violência, simplesmente ligam seus motores e sirenes em altura máxima para abafar a voz da verdade. A falta de sucesso desse sistema é clara, mas, ao invés de compreenderem que bombas não explodem idéias, o que fazem é aumentar a repressão, para que aqueles que se mantiveram neutros possam agora se colocar contra os ideais daquele tal protesto, que causou tanta confusão. Continue lendo… 'Milico saiu de moda, benhê'»

Feministas pedem ao MPF direito de resposta no caso BBB

Por racismoambiental, 19/01/2012 15:12

Leonardo Sakamoto

A Rede Mulher e Mídia e outras organizações feministas de todo o país vão protocolar, nesta quinta (19), uma representação ao Ministério Público Federal em São Paulo, pedindo a investigação da responsabilidade da Globo no caso do suposto estupro que teria acontecido no Big Brother Brasil na madrugada do dia 15. Elas solicitam à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão que junte ao procedimento, já instalado pelo órgão sobre o caso, a análise de outros aspectos ainda não considerados. Também solicitam, ao MPF, um direito de resposta coletivo em nome de todas as mulheres que “tiveram seus direitos violados por este comportamento da Rede Globo”. Segue o conteúdo da nota:

“As organizações entendem que, além do aspecto da estigmação das mulheres, que já está sendo apurado pelo MPF, é preciso investigar a responsabilidade da emissora pela ocultação de um fato que pode constituir crime; por prejudicar as investigações da polícia; por ocultar da vítima todas as informações sobre o que tinha acontecido quando ela estava desacordada e por enviar ao país uma mensagem de permissividade diante da suspeita de estupro de uma pessoa vulnerável.

Na representação, as entidades signatárias relacionam uma série de ações da emissora e da direção do BBB que teriam resultado nesses questionamentos. Entre elas, a edição da cena feita no programa de domingo e as declarações do diretor geral Boninho e do apresentador Pedro Bial, que transformou uma suspeita de violência sexual em “caso de amor”. Continue lendo… 'Feministas pedem ao MPF direito de resposta no caso BBB'»

Unaids aborda racismo no enfrentamento da Aids

Por racismoambiental, 17/01/2012 15:48

A Ministra da Seppir, Luiza Bairros, participou da reunião

Tema foi debatido em reunião que teve como desdobramento a formulação de um plano de enfrentamento à Aids e ao racismo a ser realizado conjuntamente por instituições parceiras e a sociedade civil

Aids e racismo. O tema será foco de um seminário que o GT Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS) realizará ainda este ano no Brasil. A ação, incorporada ao plano de trabalho integrado do programa, foi proposta durante reunião ampliada do GT Unaids, realizada em parceria com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Proposto para o biênio 2012/2013, o plano prevê a aplicação de US$ 3.254.000, provenientes de orçamentos das agências do Sistema ONU Brasil e de instituições parceiras.

Além do seminário, o plano apresentado pelo representante do GT Unaids, Pedro Chequer, propõe ações focadas no diagnóstico precoce, na violência de gênero e na redução da transmissão vertical. Segundo o gestor, entre as estratégias baseadas na resposta comunitária, o plano prevê a implantação de projeto piloto em comunidades baianas e no Quilombo Kalunga, no sertão de Goiás, visando a redução da vulnerabilidade desses grupos sociais. Em parceria com o Departamento de Aids e Hepatites Virais, do Ministério da Saúde (MS), a perspectiva é implantar a agenda nos municípios brasileiros. Continue lendo… 'Unaids aborda racismo no enfrentamento da Aids'»

Para os maias o mundo não acabará, mas seus recursos sim

A chegada do fim de um período no calendário maia não prevê nenhuma catástrofe global e muito menos o fim do mundo, cujos recursos naturais – estes sim – são depredados pelo ser humano, alertam sábios e ativistas maias ouvidos na Guatemala.

Maias participam de uma cerimônia. Foto: Cortesia da Renoj

Por Danilo Valladares, da IPS

Cidade da Guatemala, Guatemala, 16/1/2012 – Segundo o calendário maia, o chamado 13 Baktún chegará ao seu final no dia 21 de dezembro, o que despertou a histeria entre aqueles que acreditam que isto simboliza a chegada de grandes catástrofes e o fim do mundo, o que é absolutamente diferente do pensamento indígena.

“Há líderes que se deixam levar pelo que se ouve, ou porque o número 13 possui uma energia muito forte, e se preocupam com a possibilidade de ocorrer alguma catástrofe, mas não tem nada disso”, disse à IPS o ativista Antonio Mendoza, da ONG Oxlajuj Ajpop, que em idioma maia quiché se refere às 13 energias do calendário maia. Pelo contrário, explicou, “esta nova etapa tem uma enorme importância para se refletir e analisar a respeito da convivência humana e da natureza”.

Segundo historiadores, o 13 Baktún começou no dia 11 de agosto de 3.114 antes de Cristo e após uma chamada conta larga de 144 mil dias concluirá em 21 de dezembro deste ano. Então a conta será zerada e terá início um novo ciclo de outros 144 mil dias. “O que nos preocupa muito é como unificar esforços para reorientar nosso comportamento diante da natureza, do aquecimento global e das políticas neoliberais que só extraem petróleo, minerais e instalam grandes fábricas, o que coloca em grave risco a humanidade”, explicou Mendoza. Continue lendo… 'Para os maias o mundo não acabará, mas seus recursos sim'»

Presídios: o que você tem a ver com isso?

Por racismoambiental, 15/01/2012 16:30

Em pouco mais de uma década e meia o número de pessoas encarceradas mais do que triplicou. Continuamos prendendo sempre, e cada vez mais, o mesmo público: pessoas pobres

Por Rodrigo Puggina*, no Sul21

Todos sabem que a população carcerária do nosso país vem aumentando vertiginosamente. Para que tenhamos noção, em pouco mais de uma década e meia o número de pessoas encarceradas mais do que triplicou, superando o número de meio milhão de pessoas presas. Acrescentando-se aí o número de pessoas que cumprem pena ou medida alternativa, como prestação de serviço à comunidade, por exemplo, passamos facilmente do número de 1 milhão de pessoas.

O resultado de uma sociedade que não consegue achar outras formas de resolver seus conflitos não poderia ser outra. Curiosamente, quanto mais prendemos pessoas, mais aumentamos a violência. E, por conseguinte, mais gastamos dinheiro com um sistema que está falido há tempos – não é por menos que para o ano que vem gastaremos incalculáveis bilhões com esta estrutura policial, criminal e penitenciária novamente. Como dizem vulgarmente, é o mesmo que enxugar gelo. Ou pior, já que um dia o gelo acaba, enquanto que na questão prisional só temos feito piorar. Continue lendo… 'Presídios: o que você tem a ver com isso?'»

Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental

Por racismoambiental, 11/01/2012 12:32

Nós, organizações, redes e movimentos sociais, estamos envolvidos na construção da Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental , contra a mercantilização da vida e da natureza e em defesa dos bens comuns, que se realizará no Rio de Janeiro, Brasil, entre 18 e 23 de junho de 2012, simultaneamente e na mesma cidade, da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (RIO+20). Fazemos um chamado à mobilização e coordenação das lutas por todo o planeta, para garantir que se cumpra com o direito de todos os povos, especialmente aqueles mais vulneráveis, a terem o direito de acesso à água, alimentos, energia, terra, sementes, território e meios de vida dignos, e para reivindicar os Direitos da Mãe Terra. Estamos construindo juntos, como atividade deste processo de articulação, a Assembléia Permanente dos Povos, a realizar-se no Rio.

Esta assembléia terá como desafio, fazer ouvir a voz das mulheres e homens, jovens e pessoas idosas, que dia-a-dia resistem ao avanço de um modelo de desenvolvimento por definição não sustentável, cuja desumanidade depredadora busca submeter cada aspecto da vida à ação do mercado, antepondo-se sempre a ganância de uns poucos ao bem viver do conjunto, forjando simultaneamente um rosto cada vez mais “verde” atrás do qual se esconde.

Foi durante a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio em 1992 – a chamada Cúpula da Terra, ou, Rio 92 – que uma mobilização social quase sem precedentes frente a conferência oficial viu nascer, entre outras coisas, a Convenção sobre a Diversidade Biológica e a Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática. Continue lendo… 'Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental'»

Convite à polêmica: “Play”, o filme que desafia estereótipos racistas

Por racismoambiental, 10/01/2012 15:39

O último filme de Ruben Östlund suscitou viva polémica na Suécia. Porque os protagonistas – negros pobres e brancos da classe média – jogam com os preconceitos do público para melhor os pôr em causa Continue lendo… 'Convite à polêmica: “Play”, o filme que desafia estereótipos racistas'»

La Tercera Acción Internacional de la Marcha Mundial de las Mujeres — 2010

Por racismoambiental, 08/01/2012 16:07

Lançado hoje, dia 8 de janeiro, no Youtube, o vídeo de pouco mais de 8 minutos é um verdadeiro manisfesto das mulheres de praticamente todo o mundo, forte e belamente editado.

Enviado por José Carlos.

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.