Posts tagged: Racismo

Para os maias o mundo não acabará, mas seus recursos sim

Por , 17/01/2012 11:59

A chegada do fim de um período no calendário maia não prevê nenhuma catástrofe global e muito menos o fim do mundo, cujos recursos naturais – estes sim – são depredados pelo ser humano, alertam sábios e ativistas maias ouvidos na Guatemala.

Maias participam de uma cerimônia. Foto: Cortesia da Renoj

Por Danilo Valladares, da IPS

Cidade da Guatemala, Guatemala, 16/1/2012 – Segundo o calendário maia, o chamado 13 Baktún chegará ao seu final no dia 21 de dezembro, o que despertou a histeria entre aqueles que acreditam que isto simboliza a chegada de grandes catástrofes e o fim do mundo, o que é absolutamente diferente do pensamento indígena.

“Há líderes que se deixam levar pelo que se ouve, ou porque o número 13 possui uma energia muito forte, e se preocupam com a possibilidade de ocorrer alguma catástrofe, mas não tem nada disso”, disse à IPS o ativista Antonio Mendoza, da ONG Oxlajuj Ajpop, que em idioma maia quiché se refere às 13 energias do calendário maia. Pelo contrário, explicou, “esta nova etapa tem uma enorme importância para se refletir e analisar a respeito da convivência humana e da natureza”.

Segundo historiadores, o 13 Baktún começou no dia 11 de agosto de 3.114 antes de Cristo e após uma chamada conta larga de 144 mil dias concluirá em 21 de dezembro deste ano. Então a conta será zerada e terá início um novo ciclo de outros 144 mil dias. “O que nos preocupa muito é como unificar esforços para reorientar nosso comportamento diante da natureza, do aquecimento global e das políticas neoliberais que só extraem petróleo, minerais e instalam grandes fábricas, o que coloca em grave risco a humanidade”, explicou Mendoza. Continue lendo… 'Para os maias o mundo não acabará, mas seus recursos sim'»

Presídios: o que você tem a ver com isso?

Por , 15/01/2012 16:30

Em pouco mais de uma década e meia o número de pessoas encarceradas mais do que triplicou. Continuamos prendendo sempre, e cada vez mais, o mesmo público: pessoas pobres

Por Rodrigo Puggina*, no Sul21

Todos sabem que a população carcerária do nosso país vem aumentando vertiginosamente. Para que tenhamos noção, em pouco mais de uma década e meia o número de pessoas encarceradas mais do que triplicou, superando o número de meio milhão de pessoas presas. Acrescentando-se aí o número de pessoas que cumprem pena ou medida alternativa, como prestação de serviço à comunidade, por exemplo, passamos facilmente do número de 1 milhão de pessoas.

O resultado de uma sociedade que não consegue achar outras formas de resolver seus conflitos não poderia ser outra. Curiosamente, quanto mais prendemos pessoas, mais aumentamos a violência. E, por conseguinte, mais gastamos dinheiro com um sistema que está falido há tempos – não é por menos que para o ano que vem gastaremos incalculáveis bilhões com esta estrutura policial, criminal e penitenciária novamente. Como dizem vulgarmente, é o mesmo que enxugar gelo. Ou pior, já que um dia o gelo acaba, enquanto que na questão prisional só temos feito piorar. Continue lendo… 'Presídios: o que você tem a ver com isso?'»

Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental

Por , 11/01/2012 12:32

Nós, organizações, redes e movimentos sociais, estamos envolvidos na construção da Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental , contra a mercantilização da vida e da natureza e em defesa dos bens comuns, que se realizará no Rio de Janeiro, Brasil, entre 18 e 23 de junho de 2012, simultaneamente e na mesma cidade, da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (RIO+20). Fazemos um chamado à mobilização e coordenação das lutas por todo o planeta, para garantir que se cumpra com o direito de todos os povos, especialmente aqueles mais vulneráveis, a terem o direito de acesso à água, alimentos, energia, terra, sementes, território e meios de vida dignos, e para reivindicar os Direitos da Mãe Terra. Estamos construindo juntos, como atividade deste processo de articulação, a Assembléia Permanente dos Povos, a realizar-se no Rio.

Esta assembléia terá como desafio, fazer ouvir a voz das mulheres e homens, jovens e pessoas idosas, que dia-a-dia resistem ao avanço de um modelo de desenvolvimento por definição não sustentável, cuja desumanidade depredadora busca submeter cada aspecto da vida à ação do mercado, antepondo-se sempre a ganância de uns poucos ao bem viver do conjunto, forjando simultaneamente um rosto cada vez mais “verde” atrás do qual se esconde.

Foi durante a Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio em 1992 – a chamada Cúpula da Terra, ou, Rio 92 – que uma mobilização social quase sem precedentes frente a conferência oficial viu nascer, entre outras coisas, a Convenção sobre a Diversidade Biológica e a Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática. Continue lendo… 'Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental'»

Convite à polêmica: “Play”, o filme que desafia estereótipos racistas

Por , 10/01/2012 15:39

O último filme de Ruben Östlund suscitou viva polémica na Suécia. Porque os protagonistas – negros pobres e brancos da classe média – jogam com os preconceitos do público para melhor os pôr em causa Continue lendo… 'Convite à polêmica: “Play”, o filme que desafia estereótipos racistas'»

La Tercera Acción Internacional de la Marcha Mundial de las Mujeres — 2010

Por , 08/01/2012 16:07

Lançado hoje, dia 8 de janeiro, no Youtube, o vídeo de pouco mais de 8 minutos é um verdadeiro manisfesto das mulheres de praticamente todo o mundo, forte e belamente editado.

Enviado por José Carlos.

Mundo: ¿Qué nos espera?

Por , 04/01/2012 15:40

Imagen tomada del sitio: Ecologia.verde

Por Jean Meyer*

Opinión, 3 de enero, 2011.- Empieza 2012 y el planeta tiene 7 mil millones de habitantes. En 1913, cuando nació mi padre, había mil 700 millones de humanos; 6 mil millones en 2000. ¿Cuántos en 2050? Se habla de 9 y de 10 para 2100. Pero una escuela demográfica piensa que la cifra podría bajar a 6, mientras que la otra se espanta con 16. Miles de millones, claro. Todo depende de muchos factores, y no solamente de los índices de fertilidad. Continue lendo… 'Mundo: ¿Qué nos espera?'»

Carta Maior: Um Feliz 2012 para o Brasil

Por , 01/01/2012 20:25

O jornalista Beto Almeida enviou para a redação da Carta Maior o belíssimo vídeo acima, uma música gravada com músicos dos 4 cantos do país, integrante do DVD exclusivo da Luigi Bertolli, 4 Cantos. E escreveu um pequeno texto para homenagear o Brasil e o povo brasileiro neste final de 2011 e início de 2012. Publicamos aqui o vídeo e o texto, como uma mensagem de final de ano para nossos milhares de leitores e leitoras. Uma mensagem que deseja um Feliz Ano Novo para o Brasil. Continue lendo… 'Carta Maior: Um Feliz 2012 para o Brasil'»

As fotos premiadas pelo UNICEF em 2011

Por , 24/12/2011 09:29

Um concurso da Unicef escolheu como Foto do Ano a imagem de um garoto recolhendo materiais de valor em um lixão tóxico de Gana (oeste da África). O país é um destino frequente de dejetos exportados pela Europa, e crianças locais tentam tirar daí seu sustento, sob o risco de contaminação. A seguir, as outras fotos premiadas. Continue lendo… 'As fotos premiadas pelo UNICEF em 2011'»

Declaração do Encontro de defensoras e defensores de direitos humanos de América Latina

Por , 14/12/2011 22:56

Neste mês de dezembro em que comemoramos o Dia Internacional dos Direitos Humanos, nós, Católicas pelo Direito de Decidir – Brasil, fazemos nosso o manifesto dos defensores e defensoras de direitos humanos, reunidos na Argentina no começo do mês:

Declaração do Encontro de defensoras e defensores de direitos humanos de América Latina

Defensoras e defensores de 14 países de América Latina tornamos público que por nosso compromisso com a promoção, proteção e defesa dos direitos humanos enfrentamos assassinatos, crimes de ódio, ameaças, perseguição judicial, detenções ilegais, violações, tratamentos ultrajantes e campanhas de desprestígio, entre muitas outras forma de amedrontamento. Os altos índices de impunidade frente a estes crimes são preocupantes e esta situação aumenta o risco de nossa tarefa.

Apesar de que o trabalho que desenvolvemos é fundamental para a garantia e salvaguarda de democracias substantivas na região, em nossos países afrontamos a aplicação de leis antiterroristas e atividades de inteligência; a repressão e criminalização das manifestações sociais; obstáculos legais ou administrativos para a liberdade de associação; limitações para o acesso aos recursos e o silenciamento de vozes dissidentes.

Muitos desses atos são executados por agentes públicos, permitidos por funcionários judiciais e consentidos pela inanição do aparato estatal que em muitos casos não evita nem protege a defensoras e defensores das agressões que também sofrem por parte de empresas e outros atores não estatais. Continue lendo… 'Declaração do Encontro de defensoras e defensores de direitos humanos de América Latina'»

Unisinos: Judiciário. É possível democratizar um poder elitizado?

Por , 05/12/2011 18:23

Editorial - O Judiciário é um poder elitizado e não democrático, constata o advogado José Carlos Moreira da Silva Filho, professor na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS, em entrevista concedida à revista IHU On-Line desta semana.

Segundo ele, realizada em 2004, sua reforma ainda não é suficiente, e esse poder continua fechado e “avesso a investigações e distante dos anseios e demandas populares”.

Com a participação de pesquisadores e profissionais da área do Direito, a revista IHU On-Line desta semana analisa a elitização do Poder Judiciário e discute as possibilidades de democratizá-lo.

Impregnado de decisionismos, o Judiciário brasileiro é autoritário sob um manto de discricionariedade jurídica, pontua Leonardo Grison.  Nomeações de cargos de confiança demonstram viés patrimonialista através da prática do apadrinhamento, analisa o professor da Faculdade de Integração do Ensino Superior do Cone Sul – Fisul. Continue lendo… 'Unisinos: Judiciário. É possível democratizar um poder elitizado?'»

Fátima Bernardes por Patrícia Poeta no JN? Ali Kamel é o grande perdedor

Por , 03/12/2011 10:35

A mudança de apresentadores tem duplo sentido: enfraquecimento de Kamel e estratégia pra recuperar audiência nas manhãs

Por trás dos sorrisos, um jogo de poder e interesses

Rodrigo Vianna

A Globo confirma a saída de Fátima Bernardes do “JN”. No lugar dela deve entrar Patrícia Poeta – atual apresentadora do “Fantástico”. 

Fiz hoje pela manhã – no twitter e no facebook – algumas observações sobre a troca; observações que agora procurarei consolidar nesse post. Vejo que há leitores absolutamente céticos: “ah, essa troca não quer dizer nada”. Até um colunista de TV do UOL, aparentemente mal infomado, disse o mesmo. Discordo.

Primeiro ponto: a Patrícia Poeta é mulher de Amauri Soares. Nem todo mundo sabe, mas Amauri foi diretor da Globo/São Paulo nos anos 90. Em parceria com Evandro Carlos de Andrade (então diretor geral de jornalismo), comandou a tentativa de renovação do jornalismo global. Acompanhei isso de perto, trabalhei sob comando de Amauri. A Globo precisava se livrar do estigma (merecido) de manipulação – que vinha da ditadura, da tentativa de derrubar Brizola em 82, da cobertura lamentável das Diretas-Já em 84 (comício em São Paulo foi noticiado no “JN” como “festa pelo aniversário da cidade”), da manipulação do debate Collor-Lula em 89.

Amauri fez um trabalho muito bom. Havia liberdade pra trabalhar. Sou testemunha disso. Com a morte de Evandro, um rapaz que viera do jornal “O Globo”, chamado Ali Kamel, ganhou poder na TV. Em pouco tempo, derrubou Amauri da praça São Paulo. Continue lendo… 'Fátima Bernardes por Patrícia Poeta no JN? Ali Kamel é o grande perdedor'»

Censo 2010: Síntese dos principais resultados e acesso à publicação completa

Por , 17/11/2011 09:25

Segundo os resultados do Censo Demográfico, os emigrantes brasileiros residiam em 193 países do mundo, sendo a maioria mulheres (53,8%). O principal destino dos emigrantes foi os Estados Unidos, especialmente daqueles oriundos de Minas Gerais. São Paulo era a principal origem dos emigrantes(aproximadamente 106 mil pessoas ou 21,6%). É a primeira vez que o IBGE investiga essa informação, que permite detectar a origem, o destino e o perfil etário e por sexo dos emigrantes.

O Censo 2010 detectou, ainda, que, embora muitos indicadores tenham melhorado em dez anos, as maiores desigualdades permanecem entre as áreas urbanas e rurais. O rendimento médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, com rendimento1, ficou em R$ 1.202. Na área rural, o valor representou menos da metade (R$ 596) daquele da zona urbana (R$ 1.294). O rendimento das mulheres (R$ 983) alcançou cerca de 71% do valor dos homens (R$ 1.392), percentual que variou entre as regiões.

A taxa de analfabetismo, que foi de 9,6% para as pessoas de 15 anos ou mais de idade, caiu em relação a 2000 (13,6%). A maior redução ocorreu na faixa de 10 a 14 anos, mas ainda havia, em 2010, 671 mil crianças desse grupo não alfabetizadas (3,9% contra 7,3% em 2000). Entre as pessoas de 10 anos ou mais de idade sem rendimento ou com rendimento mensal domiciliar per capita de até ¼ do salário mínimo, a taxa de analfabetismo atingiu 17,5%, ao passo que na classe que vivia com 5 ou mais salários mínimos foi de apenas 0,3%. Continue lendo… 'Censo 2010: Síntese dos principais resultados e acesso à publicação completa'»

“Machado de Assis é clássico duas vezes. É clássico da literatura brasileira e é clássico da literatura negra.”

Por , 12/11/2011 08:00

Eduardo de Assis Duarte, autor do livro “Machado de Assis afro-descendente“ explica em entrevista a sua obra. Uma releitura de um dos maiores escritores brasileiros sob um viés pouco tratado dentro da crítica literária brasileira que é o caráter negro do escritor

O entrevistado da semana dessa edição será Eduardo de Assis Duarte, Doutor em Letras pela USP, professor de Literatura da Faculdade de Letras da UFMG, em Belo Horizonte e escritor. Ele irá falar sobre a sua recente obra “Machado de Assis afro-descendente”, um livro que procura fazer uma releitura das obras do autor sob um viés pouco tratado dentro da crítica literária brasileira que é o caráter negro do escritor.

Rádio Causa Operária (RCO): Você poderia começar falando um pouco da sua história. Como começou o interesse pela literatura e em especial pela literatura negra? Qual é a natureza do seu interesse nesta literatura?

Eduardo de Assis: Eu diria que tem uma natureza política, eu desde pequeno sempre gostei muito de ler. Desde minha adolescência que eu leio sem parar, eu sempre tive um amor muito grande pela literatura em especial pela prosa de ficção, romances, contos, etc. Eu quando me decidi fazer o curso de Letras, quase que fiz também o curso de História, e acabei me decidindo por Letras, onde realmente o meu grande interesse foi a Literatura. Quando eu me formei de repente fui para o mestrado e depois para o doutorado. Passei a me interessar muito por esse tópico do oprimido, da minoria, a questão da mulher, a questão do índio, a questão do negro, como é que isso estava, enfim, representado na literatura brasileira. Continue lendo… '“Machado de Assis é clássico duas vezes. É clássico da literatura brasileira e é clássico da literatura negra.”'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.