Em defesa de Geddel: tecnicamente inocente, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

O ex-ministro Geddel Vieira (PMDB vixe vixe), preso na sexta-feira (8) por guardar malas no valor de mais de 51 milhões de reais, será solto outra vez – aguardem – porque tecnicamente é inocente. Vejam bem: estou enfatizando o “tecnicamente”, coisa que os leigos famintos de justiça não entendem, porque desconhecem as leis e o latinorum. Ignoram que as decisões de um magistrado são sempre amparadas em “critérios técnicos”, como já esclareceu Gilmar Mendes, o mais “técnico” de todos os juízes. O juiz tem que ser “técnico”, não pode ficar atendendo a sede de justiça do populacho.  (mais…)

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Na república dos delatores, o que impera é o oportunismo, por Marcelo Semer

No Justificando

Na semana que passou, o procurador da República Ivan Cláudio Marx pediu a absolvição do ex-presidente Lula no caso Cerveró, alegando não serem verdadeiras as informações que haviam sido prestadas pelo então senador Delcídio do Amaral, que o acusara em delação.

Dias depois, foi a vez do Procurador Geral da República Rodrigo Janot ameaçar retirar a imunidade de Joesley Batista, em face de uma conversa recuperada, que demonstraria supostos crimes que o magnata da carne deixou de mencionar no acordo que haviam fechado. (mais…)

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Janot usa oportunidade de acelerar assédios a Temer, Lula e Dilma, por Janio de Freitas

Na Folha

Rodrigo Janot inicia amanhã sua última semana como procurador-geral da República. Embora os indicativos sejam insuficientes para uma ideia do que Raquel Dodge trará ao cargo, a saída de Janot não é inoportuna. Os fatos recentes entre a corrupção organizada e as ações contrárias expõem, no lado judicial da crise, um estado de confusão, de ações atabalhoadas e perda de controle que só um país abúlico, porque irrigado de muita leviandade, poderia tolerar –a preço altíssimo. Vários são os fatores dessa situação desprovida de toda lucidez, e o Ministério Público Federal tem grande parte da responsabilidade na sua criação, permanência e agravamento continuado. (mais…)

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Joesley, Geddel, Palocci: Por que o roteirista do Brasil é imbatível?, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Cortinas se abrem. Entra em cena um grupo vestido de amarelo-CBF. No meio dele, surge Alckmin. Após olhar para os céus e pedir a proteção de São Antônio de Pádua, comenta com um assessor que o maior arrependimento de sua vida foram as eleições de 2016. Logo atrás, vem um sorridente Doria, vestido de gari, quer dizer, de pintor, quer dizer de indígena, quer dizer de policial, dizendo que nada vai separá-lo do governador. E, enquanto tenta puxar um tapete, xinga um dos jornalistas que lhe faz perguntas. (mais…)

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Situação de Temer agravou-se muito, por Janio de Freitas

Na Folha

Para quem em visita à Noruega pensa estar na Suécia, e, ao lado do presidente paraguaio, trata-o como governante de Portugal, uma confusão a mais seria apenas natural e inevitável. Não fosse, dessa vez, uma viagem de Michel Temer a respeito de si mesmo, ao acreditar que o afundamento de Joesley Batista extingue os efeitos judiciais e políticos do que tramaram no seu encontro noturno. A situação de Temer, na verdade, agravou-se muito. Além de inalterada, a já conhecida incriminação que Joesley lhe fez ganhou, entregue em malas e caixas, volumosa contribuição do seu parceiro Geddel Vieira Lima. (mais…)

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Fazenda recomenda ao Rio que privatize universidades públicas e demita servidores

Por Nelson Lima Neto, no Extra

Em parecer da Subsecretaria de Relações Financeiras Intergovernamentais, vinculada ao Tesouro Nacional e, consequentemente, ao Ministério da Fazenda, técnicos analisaram o plano de Recuperação Fiscal apresentado pelo Estado do Rio. Em um dos trechos do relatório, o Tesouro recomenda que o Rio adote cinco medidas adicionais para normalizar sua situação financeira, e assim “aumentar as suas chances de atingir o equilíbrio fiscal”. Essas recomendações, porém, não precisam ser adotadas pelo governo do estado. (mais…)

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Juiz da lava jato no Rio, Marcelo Bretas caminha para o posto de novo ‘super-herói’ da Justiça

Por Ruben Berta, no The Intercept Brasil

“Nunca quis ser igual ao Moro, não sou”. A frase do juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no estado, deu título à reportagem  publicada no último fim de semana sobre o magistrado no “Estadão”. A matéria, feita com base em quatro entrevistas realizadas ao longo de dez dias, revela detalhes de sua rotina: das idas regulares à igreja evangélica às séries de exercícios três vezes por semana, com corrida e musculação. Mais do que isso, o texto deixa uma pergunta no ar: estaria surgindo um novo candidato a super-herói no Judiciário? (mais…)

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A lei não é para todos, por Eliane Brum

Como a Lava Jato reforça no país uma ideia perigosa: a de que prisão é justiça

No El País

A Operação Lava Jato, mesmo com todas as falhas e abusos cometidos, assim como a vaidade descontrolada de parte de seus protagonistas, presta um grande serviço ao Brasil ao revelar a relação de corrupção entre o público e o privado. Uma relação que atravessa vários governos e vários partidos e vários políticos de vários partidos. E a Operação Lava Jato presta também um grande desserviço ao Brasil ao reforçar uma das ideias mais perigosas, entranhadas no senso comum dos brasileiros, e realizada no concreto da vida do país: a de que prisão é sinônimo de justiça. Num país em que o encarceramento dos pobres e dos negros tornou-se uma política de Estado não escrita – e, paradoxalmente, acentuou-se nos governos democráticos que vieram depois da ditadura civil-militar (1964-1985), reforçar essa ideologia não é um detalhe. Tampouco um efeito colateral. É uma construção de futuro. (mais…)

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