FÓRUM SOCIAL TEMÁTICO 2012
TERRITÓRIOS E BEM VIVER
MANIFESTO DOS POVOS INDÍGENAS DE ABYA YALA
EM DEFESA DA MÃE TERRA, PELO BEM VIVER, A VIDA PLENA E CONTRA A MERCANTILIZAÇÃO DA VIDA E DA MÃE NATUREZA
Nós, Povos e organizações indígenas: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), composta pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB; Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME; Articulação dos Povos Indígenas do Sul – ARPINSUL; Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste – ARPINSUDESTE; Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e Região – ARPIPAN; e Grande Assembléia do Povo Guarani – ATY GUASU, em conjunto com as organizações irmãs do Continente de Abya Yala: Coordinadora de Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazônica - COICA; Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas – CAOI; e Consejo Indígena de Centro América – CICA, reunidos em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, por ocasião do Fórum Social Temático, considerando as políticas que os poderes econômicos do mundo com o consentimento dos governos dos nossos países vêm definindo para o futuro do nosso planeta e da humanidade, ameaçando gravemente a vida dos nossos povos e territórios, manifestamos:
Continue lendo… 'Manifesto dos Povos Indígenas de Abya Yala'»

Por Lino Bloch em Desculpe a Nossa Falha
A Revista errou feio (ou mentiu deliberadamente?) ao chamar as manifestantes de “burguesas” e “petistas”, e afirmar que são moradoras do Crusp. Após investigação, nenhuma afirmação se confirmou, como podem ler a seguir
A cena do secretário estadual de Cultura, e pré-candidato a prefeito do PSDB, Andrea Matarazzo com o dedo na cara de uma manifestante foi pras homes dos principais portais de notícias do país no sábado à tarde, logo após a inauguração parcial da nova sede do MAC, no prédio do antigo Detran, em São Paulo. No domingo, a foto de autoria de Paulo Liebert, reproduzida acima, estava na capa da edição impressa do Estadão. Continue lendo… 'Revista Veja mentiu feio ao traçar perfil de garota que discutiu com tucano Andrea Matarazzo'»
Brasília - Cerca de 150 das quase 500 famílias retiradas pelo governo do Distrito Federal (GDF) de terreno pertencente à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), na última sexta-feira (27), são ligadas à Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf). A entidade responde por 15 acampamentos e 43 assentamentos no Distrito Federal e Região do Entorno.
Segundo o coordenador-geral da Fetraf, Francisco Miguel de Lucena, o Chiquinho, o movimento vinha procurando negociar com a SPU no Distrito Federal a possível transferência de parte da gleba de 360 hectares da Fazenda Velha para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O objetivo é que a autarquia federal possa destinar a propriedade ao programa de reforma agrária e assentar as famílias de trabalhadores rurais cadastradas. A proposta deverá ser discutida amanhã (2), durante reunião, na parte da tarde, entre representantes da SPU, do Incra, da Fetraf e de outros movimentos sociais.
“Dois dias antes da ação policial, nós havíamos nos reunido com a superintendente de Patrimônio da União no Distrito Federal [Lucia Helena de Carvalho] e nos comprometido a deixar a área a fim de dar continuidade às negociações”, disseu Chiquinho à Agência Brasil. Segundo ele, a decisão de deixar a Fazenda Velha foi tomada em função do ultimato dado pela superintendente, que se negou a negociar com a área ocupada. Continue lendo… 'Movimentos sociais cobram do GDF política habitacional e reforma agrária'»

Manuel Castells aposta: ao recuar, quando ação se desgastou, movimento revelou maturidade surpreendente. Assumiu novas formas. Reemergirá, quando crise exigir
Por Manuel Castells | Tradução: Daniela Frabasile
O movimento de indignados, que surgiu em 2011 na Espanha, Europa e Estados Unidos, é uma lufada de ar fresco em um mundo que cheira a podre. Expuseram nas redes sociais e em acampamentos o que muitos pensam: que os bancos e os governos criaram a crise; que as pessoas sofrem com ela; que os políticos apenas representam a si mesmos; que os meios de comunicação estão condicionados; que não existem vias para que o protesto social se traduza em verdadeiras mudanças, porque na política tudo está amarrado – e bem amarrado, para que as mesmas pessoas de sempre continuem cobrando e as mesmas pagando.
Por isso, durante meses, dezenas de milhares de pessoas participaram de assembleias e manifestações e por isso a maioria dos cidadãos (até 73%, na Espanha) compartilha de suas críticas. E tudo isso de forma pacífica, exceto a violência resultante de ações policiais excessivas, que levaram os responsáveis a julgamento. O movimento teve a maturidade de levantar os acampamentos quando sentiu que as ocupações já não repercutiam e que só os ativistas participavam das assembleias diárias. Continue lendo… 'Até onde irão os “Indignados”?'»
Alessandra Gonçalves/Sucursal do Diário em Marabá
A BR-153, um dos principais acessos entre os estados do Pará e Tocantins, continua bloqueada pelos índios da etnia Kaewara. O bloqueio aconteceu no início da noite de terça-feira (24). Neste momento, acontece uma reunião na sede do Ministério Público Federal (MPF) em Marabá para tratar sobre a pauta de reivindicações dos indígenas, em busca de um acordo.
Participam da reunião representantes da Funai (Fundação Nacional do Índio), do Corpo de Bombeiros, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), os procuradores federais Tiago Modesto Rabelo e Alan Mansur Silva, além de representantes de uma empresa mineradora, que também é alvo de reclamações dos indígenas.
A empresa extrai um tipo de minério nas proximidades da reserva, localizada entre os municípios São Geraldo do Araguaia e Breu Branco, para a produção de silicone. A empresa estaria usando dinamite para realizar a extração e isso estaria prejudicando a aldeia, afastando a caça e provocado outros problemas. Continue lendo… 'Índios permanecem bloqueando a BR-153'»

"Buzinaço". Manifestação orquestrada pelo "Veta, Lacerda" surgiu na internet e ganhou as ruas de BH. LÉO FONTES - 5.1.2012
Veto do prefeito virou um dos temas mais comentados na internet ontem
Larissa Arantes e Carolina Jardim
Assim que foi divulgada a decisão do prefeito Marcio Lacerda pelo veto ao projeto de lei que prevê o aumento salarial de 61,8% para os vereadores da capital, por volta das 12h30, o assunto virou um dos temas mais comentados na internet pelos belo-horizontinos, especialmente pelos que se mobilizaram e saíram às ruas para protestar contra o reajuste. Continue lendo… 'Cidadãos que foram às ruas comemoram a “vitória do povo”'»

Milenna Gomes*
O Batalhão de Choque da Polícia Militar jogou bombas de efeito moral contra estudantes que realizavam novo protesto contra o aumento de 6,5% nas passagens de ônibus da Região Metropolitana do Recife, na manhã desta segunda-feira (23). Eles estavam no cruzamento da Avenida Conde da Boa Vista com a Rua da Aurora, no Centro de Recife, interrompendo o fluxo de veículos. Por causa das bombas, os manifestantes chegaram a se dispersar, liberando o trânsito no local. Mas voltaram logo em seguida a se concentrar no cruzamento da Conde da Boa Vista com a Rua do Hospício. Continue lendo… 'Batalhão de Choque volta a usar bombas de efeito moral contra estudantes'»
Para CUT, UNE e MST, presidenta Dilma Rousseff manteve-se distante em seu primeiro ano de mandato. Mais identificadas com estilo Lula, entidades queixam-se de perda de influência em decisões do governo, política econômica contraditória e falta de reforma agrária. Secretario Geral da Presidência evitou mal maior. Sem pressão constante, acham que situação não muda
Najla Passos
BRASÍLIA – O primeiro ano da presidenta Dilma Rousseff foi contraditório, para três dos principais movimentos sociais brasileiros. Embora problemas de relacionamento com Dilma, que tem um estilo bem diferente do “companheiro” Lula, tenham sido contornados pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, o tempo de resposta às reivindicações deixou muito a desejar. Compromissos assumidos não teriam saído do papel, enquanto o empresariado arrancava concessões. Se não houver pressão, 2012 corre os mesmos riscos.
“O debate sobre a situação macroeconômica permeou todas as discussões. E, para nosso espanto, o governo adotou uma postura mais conservadora perante a crise, pautada pelos grandes veículos de comunicação”, avalia o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu. Continue lendo… 'Movimentos sociais frustram-se com início de Dilma e reclamam'»

Os moradores queimaram pedaços de madeira e interditaram uma das pistas
As famílias terão de deixar suas casas por causa do risco de deslizamento no local. O protesto durou cerca de 40 minutos e causou um engarrafamento de 9 quilômetros
João Henrique do Vale e Pedro Ferreira
Revoltados por terem de deixar suas casas, famílias que moram às margens do Anel Rodoviário, na altura do Viaduto São Francisco, na Região da Pampulha, fecharam por 40 minutos a via no início da tarde desta quinta-feira. Tempo suficiente para causar um grande engarrafamento de nove quilômetros no sentido Belo Horizonte / Vitória. Os moradores terão que sair de suas residências por causa de deslizamentos de terra, que atingiram a via e provocaram rachaduras no asfalto.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), cerca de dez moradores colocaram fogo em pedaços de madeira e fecharam a única via liberada no Anel Rodoviário, no sentido Belo Horizonte / Vitória. O protesto foi pacífico. O Corpo de Bombeiros foi chamado e conseguiu debelar as chamas. Continue lendo… 'Moradores que serão retirados do Anel Rodoviário fecham a via para protestar'»

Manifestação bloqueia a via Dutra no sentido Rio, em São José dos Campos (SP); protesto é contra reintegração
Moradores de uma invasão em São José dos Campos (97 km de SP) fazem um protesto que fechou a via Dutra no sentido Rio na manhã desta sexta-feira.
Segundo a concessionária NovaDutra, o bloqueio provocava lentidão desde o km 161 até o km 155 por volta das 10h40.
No sentido São Paulo, os motoristas também reduziam a velocidade na altura do km 152.
Os manifestantes protestam contra uma possível reintegração de posse no bairro Pinheirinho, na zona sul da cidade, e prometem fazer passeata até a prefeitura.
Segundo a prefeitura, atualmente 1.600 famílias vivem na área, que pertence a à massa falida de uma empresa e foi invadida em 2004.
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1030725-manifestantes-bloqueiam-a-via-dutra-em-sao-jose-dos-campos.shtml
Enviada por José Carlos.
Leonardo Sakamoto
Limpando a memória do celular neste fim de ano, deparei-me com fotos de manifestações que ocorreram pelas ruas de São Paulo. Posto aqui algumas que estavam no aparelhinho, deixando de lado as da câmera fotográfica. OK, poderia dar várias justificativas, de políticas a tecnológicas para isso, como muitas vezes fazemos nós, jornalistas, quando estamos com preguiça – mas a verdade é essa mesmo. Não se esqueçam que fim de ano é hora de retrospectivas, ou seja, desenterrar e analisar o que foi produzido.
Pedro Carrano, de Curitiba (PR)
O final de 2011 na capital reservou aos paranaenses um sol e um calor incomum nesse ano. Mas, para além das vacilações climáticas, o que mais espantou nesse mês de dezembro foram as diferentes medidas que atingiram diretamente o movimento sindical e popular, vindas do governador Beto Richa (PSDB) e também da prefeitura de Curitiba.
Nesse mês, após a aprovação do Projeto de Lei que autoriza no estado as Organizações Sociais (OSs), à revelia do protesto de mais de 350 pessoas que ocuparam a Assembleia Legislativa do Paraná; e com a aprovação das Parcerias Públicos-Privadas (PPPs) no estado, o final do ano em Curitiba reserva agora a negativa do prefeito Luciano Ducci (PSB), do mesmo grupo político do governador, em sentar na mesa de negociações com os servidores/as municipais da área de saúde. A intransigência chegou a ser pautada nos noticiários nacionais.
Os servidores se auto-intitulam “excluídos” e se mantém em mobilização em que pese a proximidade das festas de fim de ano. Estão paralisados há duas semanas, em torno da reivindicação pela jornada de 30 horas de trabalho semanal, já conquistada por outros segmentos da categoria, como os enfermeiros. Os servidores expõem que Ducci concedeu as 30 horas para 88% da categoria da saúde e que apenas a vontade política seria necessária para incluir os 12% restantes. Continue lendo… '“Excluídos” em Curitiba fazem greve'»
Sitiantes e Moradores do Engenho Una, localizado entre os municípios de Moreno e São Lourenço da Mata-PE, reivindicam do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a desapropriação para fins de Reforma Agrária da área onde vivem desde que nasceram. O Engenho pertence à Usina Bulhões, falida há mais de 4 anos, e possui uma área de 485 hectares. Segundo os próprios moradores, aproximadamente 70% de suas terras encontram-se improdutivas. Hoje (20) pela manhã, uma comissão formada pelos moradores do Engenho encontra-se na Sede do Incra para exigir a vistoria na área.
No Engenho, moram atualmente 35 famílias, quase todas formadas por sitiantes nascidos e criados no local, que há 25 anos está em posse do Grupo da Usina Bulhões, liderado por Roberto Beltrão, atual proprietário. O período em que as terras estão sob o domínio da Usina Bulhões tem sido marcado por pressão e ameaças para que as famílias abandonem o local. Os trabalhadores relatam que já sofreram pressões como destruição de lavouras com tratores, aplicação de veneno nas plantações, a não permissão de plantios nos sítios e de construção de moradias, além de ameaças verbais.
Mas, foi nos últimos meses que as pressões para a expulsão dos sitiantes se intensificaram, diante de um provável contrato de arrendamento das terras para a Usina Petribu. Falida e sem condições de moer, “a Usina Bulhões quer ver a terra livre de posseiros”, afirmam os moradores. A situação de pressão e ameaça transformou ainda mais a rotina dos sitiantes nesse período. Um dos casos de ameaças mais recente aconteceu no último dia 15 de novembro, quando um dos moradores estava levantando sua casa de taipa e foi abordado pelo proprietário da Usina. Na ocasião, o proprietário prometeu derrubar a casa, caso o trabalhador insistisse na construção, afirmando que a terra não era dele. Apesar das ameaças, as famílias afirmam que resistirão para permanecer no local onde sempre viveram. “Minha mãe vive no sítio há mais de 50 anos. Se ela sair daqui não vai conseguir viver em outro lugar. E assim será com todos os agricultores que vivem no Engenho Una. Vivem e plantam aqui há mais de 50 anos”, afirmou um dos moradores que preferiu não se identificar. Continue lendo… 'Sitiantes reivindicam desapropriação do Engenho Una, em Moreno/PE'»