Posts tagged: saúde e meio ambiente

Carvoarias são vistoriadas depois de acordo entre MPF/PA e governo estadual

Por , 15/05/2012 17:42

Equipes já estão em campo fazendo vistorias, informa o Programa Municípios Verdes

Além de ter sido aprovada pela Justiça Federal, a assinatura de um acordo no início do ano entre Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA), indústrias de ferro gusa e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) está apresentando seus primeiros resultados na atividade do Poder Executivo estadual.

Segundo informações encaminhadas ao MPF/PA pelo Governo do Pará, a Sema já enviou equipes a campo para realizar vistorias nas carvoarias fornecedoras de matéria prima para as guseiras.

Segundo o Secretário Extraordinário de Estado para Coordenação do Programa Municípios Verdes, Justiniano de Queiroz Netto, a Sema está estruturando um setor de monitoramento da produção do carvão. A secretaria terá o apoio de uma consultoria externa.

Ao procurador da República Tiago Modesto Rabelo, Queiroz Netto também relatou que o governo estadual está finalizando a elaboração de um plano de trabalho que vai abranger todas as medidas necessárias para atendimento ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o MPF/PA. Continue lendo… 'Carvoarias são vistoriadas depois de acordo entre MPF/PA e governo estadual'»

Greenpeace realiza manifestação em alto mar em cargueiro de ferro gusa

O Greenpeace realizou ontem um protesto pacífico em alto mar próximo a São Luís do Maranhão. De acordo com o site da ONG, a atividade é contra a cadeia de produção do ferro gusa que deixa um rastro de destruição e ilegalidades na Amazônia.

O navio escolhido foi o Clipper Hope, cargueiro bahamense que está na baía de São Marcos prestes a receber um carregamento de 30 mil toneladas de ferro gusa. Os integrantes da ONG subiram a bordo do navio e outros ficaram na corrente da âncora da embarcação para bloquear o recolhimento para não sair e ser carregado de ferro gusa.

Para chegar até o cargueiro, o Greenpeace utilizou o navio da ONG – Rainbow Warrior. A embarcação da Organizção Não-Governamental está ancorado desde domingo na Baía de São Marcos.

O carregamento de ferro gusa tem como destino os Estados Unidos.

http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/urbano/2012/05/14/interna_urbano,115467/greenpeace-realiza-manifestacao-em-alto-mar-em-cargueiro-de-ferro-gusa.shtml

Licenças ambientais de termelétrica Porto do Itaqui são anuladas

Empresa deve refazer o pedido de licenciamento ao junto ao Ibama. Ação foi proposta pelo Ministério Público Federal.

O juiz federal Ricardo Macieira julgou procedente a ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e Ibama decidindo pela nulidade de todas as licenças ambientais dadas à empresa Diferencial Energia Empreendimentos e Participações Ltda, rebatizada de UTE Porto do Itaqui Geração de Energia, pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão.

A ação civil pública apontava irregularidades como o descumprimento de etapas previstas em normas administrativas e deficiências no licenciamento e nos estudos apresentados pelo Ibama.

Na decisão, o juiz torna nulos os atos referentes ao pedido de Licença de Instalação, do processo nº 0989-2008, e também condena a Usina Termelétrica Porto do Itaqui a  refazer o pedido de  licenciamento ambiental junto ao Ibama. A defesa da empresa apresentou os embargos de declaração contra a decisão do juiz. Continue lendo… 'Licenças ambientais de termelétrica Porto do Itaqui são anuladas'»

Rio de esgoto deságua em área protegida

Além do esgoto doméstico, a baía também recebe muito chorume de lixões

O banheiro químico boiando na Baía de Guanabara, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim, é revelador. Ali desemboca o Rio Guaxindiba, que nasce no município de São Gonçalo. Trata-se de um rio de esgoto, com água escura e viscosa. O cheiro é insuportável. “O pessoal de Magé vinha pescar aqui porque esse rio era rico demais. Fica dentro da área de proteção ambiental, mas hoje é só esgoto e chorume, tá acabando com o pulmão da baía”, diz o pescador Gilson Alves Milagre, de 42 anos, filho e neto de pescadores.

Presidente da Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara (AHOMAR), Alexandre Anderson cita levantamento feito em conjunto com geógrafos em 28 colônias de pescadores que aponta redução de 80% do volume de pescado desde a década de 1990. “Pelo menos 34 espécies de peixes e crustáceos desapareceram, não entram mais na baía. Daqui a pouco não vamos ter mais nada, acho que é só uma questão de tempo”, lamenta.

Segundo ele, havia 23 mil pescadores cadastrados em toda a baía até o fim da década de 1990, e hoje são menos de 9 mil. Até 78% da área da baía era usada para pesca artesanal, diz Anderson, mas hoje só é possível aproveitar um trecho seis vezes menor, por causa do assoreamento, da instalação de plantas industriais e de outros problemas. “Está difícil, o quadro é crítico. Não acreditamos que será possível reverter a situação.” Além do esgoto doméstico, a baía também recebe muito chorume de lixões. “Se tornou um grande penico, uma área de descarte de toda a região metropolitana.”

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http://www.estadao.com.br/noticias/vida,rio-de-esgoto-desagua-em-area-protegida,rio-de-esgoto-desagua-em-area-protegida,852026,0.htm

Enviada por Alexandre Anderson.

MA – Açailândia: Rastro de destruição até em reserva indígena

Por , 14/05/2012 18:56

Cleide Carvalho

Do igarapé Piquiá, à beira da BR-222, brotam colunas gigantes de concreto. Formam quase uma fortaleza empinada em direção ao céu, por onde locomotivas arrastam quilômetros de vagões de minério de ferro num dos 892 km da Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale, que começa em Carajás, no Pará, e vai até o Porto de Itaqui, no Maranhão, levando , principalmente, minério de ferro.

Para alguns, é só uma ponte. Para os moradores da comunidade de Piquiá de Baixo, uma comunidade de Açailândia, era o sonho do desenvolvimento, do emprego, de dias melhores que seguiriam os rastros do trilho. Mas, além da ferrovia, as várias usinas de ferro-gusa nas proximidades poluem a região.

É fim de tarde. Dona Angelita Oliveira, 60 anos, olha a ponte do outro lado da estrada. Ao lado do marido, calado após ter sido vítima de um AVC (acidente vascular cerebral), ela lembra que a vida nunca foi fácil, mas parecia melhor quando nos fundos de casa havia frutas, hortaliças. Além de peixes, que se escondiam sob as folhas de igarapés.

— Não foi o Piquiá que entrou no polo industrial, foi o polo industrial que entrou no Piquiá. No início, quando as empresas chegaram, a gente pensava que ia trazer muito benefício, emprego. Mas a maioria dos empregados veio de Minas Gerais, pois diziam que aqui não tinha gente qualificada. Depois, começou a vir o pó fino, as plantas foram queimando — conta dona Angelita. Continue lendo… 'MA – Açailândia: Rastro de destruição até em reserva indígena'»

MA – Açailândia: O aço que engole a floresta

Fabricantes de aço e ferro-gusa instalados no entorno do polo de Carajás, na divisa do Pará com Maranhão, ainda usam em seus fornos carvão de mata nativa, parte dela extraída ilegalmente de terras protegidas, como a Reserva Biológica do Gurupi e terras indígenas da região. No Maranhão, são 111 mil quilômetros quadrados (km²) de terras no bioma Amazônia, dos quais mais de 71% já estão desmatados. Na prática, o que sobra de floresta em pé está dentro de áreas protegidas. A denúncia é da entidade ambientalista Greenpeace, que investigou o desmatamento na região durante os últimos dois anos. Na cadeia de produção do ferro-gusa são comuns também denúncias de trabalho escravo. O cenário de devastação não parece compatível com um país que vai sediar, daqui a um mês, a conferência da ONU Rio+20.

Em 2011, cerca de 40 trabalhadores foram resgatados de carvoarias no Maranhão, em operações do Ministério do Trabalho, feitas a partir de denúncias do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos. Num relatório que acaba de ser concluído, a ONG afirma que grandes empresas americanas, entre elas montadoras de automóveis, se abastecem com produtos que deixam rastros de degradação ambiental e miséria para comunidades do entorno.

O carvão é usado para fabricar ferro-gusa, que posteriormente é vendido para grandes siderúrgicas do mundo todo. Na aciaria, o ferro-gusa líquido é transformado em aço por meio da injeção de oxigênio puro, sob altíssima pressão. O uso de energia é intenso. Em 2011, o Brasil aumentou em 65% as exportações do produto. Para o Maranhão é sinônimo de riqueza. O minério de ferro e seus derivados correspondem a dois terços das vendas externas do estado, que somaram US$ 3,047 bilhões em 2011. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que apenas quatro siderúrgicas instaladas em Açailândia (Viena Siderúrgica, Gusa Nordeste, Companhia Siderúrgica Vale do Pindaré e Fergumar) exportaram perto de US$ 390 milhões em 2011, sendo 87,88% deste valor para os Estados Unidos. Continue lendo… 'MA – Açailândia: O aço que engole a floresta'»

Perú: Ex trabajador de Antamina denuncia tener cáncer por intoxicación con metales pesados

Servindi, 14 de mayo, 2012.- Saúl Juárez Flores es un extrabajador de Antamina despedido por la empresa minera a causa del agravamiento en su salud ocurrido durante el trabajo. En el programa Punto Final denuncia su caso.

Hoy, Saúl no sólo debe enfrentar el desamparo por parte de la empresa a la que le dedicó más de diez años de su vida, sino también la indiferencia de la justicia que ignora su caso. Continue lendo… 'Perú: Ex trabajador de Antamina denuncia tener cáncer por intoxicación con metales pesados'»

15 de Maio: Caetité relembra paralisação do transporte de carga radioativa

O dia 15 de maio de 2011 tornou-se um marco histórico em Caetité e região. Neste dia a população foi às ruas para impedir a entrada de 12 carretas de material nuclear radioativo transportado de Iperó (SP) para a cidade. Um ano depois, o povo volta a se mobilizar, chamando a atenção para a falta de transparência e responsabilidade das Indústrias Nucleares do Brasil (INB). O tempo passou, parte do material foi retirado das dependências da empresa, mas as perguntas continuam no ar: Por que a carga de Iperó não foi retirada em sua totalidade? O que será feito com esse material? Será que ficará eternamente em Caetité confirmando a tese de transformar aquela região num grande aterro de lixo nuclear?

Para refletir sobre estas questões e os impactos da exploração do urânio em Caetité, nos dias 15 e 16 de maio a Comissão Paroquial de Meio Ambiente realizará partilha de experiências dos efeitos da radiação com presença de vítimas do acidente com Césio em Goiânia e exposição Mãos do Césio, além da exibição do filme Urânio em Movimento e debates na Universidade Federal da Bahia (UNEB).

Toda a programação do dia 15 será transmitida ao vivo pela Rádio Educadora Santana de Caetité, podendo ser acompanhada através do site: http://www.educadorasantana.com.br/(o link só funciona através do navegador internet explorer). Continue lendo… '15 de Maio: Caetité relembra paralisação do transporte de carga radioativa'»

O Brasil dos desastres naturais

Urbanização descontrolada é maior responsável por tragédias no país, revela estudo

Ana Lucia Azevedo

São bem terrenas as causas dos desastres naturais que se multiplicam no Brasil, revelam novas pesquisas. Após um 2011 de devastação na Serra na Fluminense, enchentes avassaladoras no Sul e no Sudeste e um início de 2012 com a pior seca em três décadas no Nordeste, não resta lugar para o mito de que este é um país imune aos desastres naturais. Na verdade, somos muito vulneráveis. Mas as mudanças climáticas, que alteram padrões de temperatura e chuva pelo planeta afora, não são as maiores culpadas pelo aumento de tragédias naturais no Brasil. A principal causa de perdas de vidas e bens é humana; é a urbanização galopante e mal planejada, como mostram dados apresentados ontem na Reunião Magna da Academia Brasileira de Ciências (ABC), cujo tema é Ciência para o Desenvolvimento Sustentável, num evento preparatório para a Rio+20.

Os dados fazem parte de estudo da resseguradora Swiss Re, que analisa o número e o impacto de desastres naturais em todo o mundo. Na conta dos desastres, os céus entram com a chuva que alimenta as enchentes relâmpagos, mas o que pesa e torna as pessoas realmente vulneráveis são as construções em áreas de risco evidente, como estradas, ferrovias, estádios e outras obras de vulto levadas a cabo sem considerar cursos de rios, áreas de baixada – por definição, alagadiças – e pontos sujeitos a desmoronamentos. Continue lendo… 'O Brasil dos desastres naturais'»

“Racismo Ambiental em Vitória”: Vale e Arcelor Mittal

Filme curta-metragem em animação que alerta para o racismo ambiental praticado pela Vale e pela Arcelor Mittal em Vitória, por não adotar na capital capixaba a mesma tecnologia de suas plantas do exterior, para minimizar a poluição atmosférica de suas atividades.

Cúpula dos Povos rejeita conceito de economia verde da Rio+20

Por , 13/05/2012 20:20
Vladimir Platonow, Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As principais lideranças responsáveis pela organização da Cúpula dos Povos, reunião de movimentos populares paralela à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), divulgaram hoje (13) um documento condenando o conceito de economia verde, defendido por integrantes de governos que participarão da Rio+20, que ocorrerá em junho no Rio.

O documento critica, em três páginas, o foco das discussões em torno da Rio+20, que não estaria tocando nas questões fundamentais da crise global, que na visão dos participantes da Cúpula dos Povos, “ é o capitalismo, com suas formas clássicas e renovadas de dominação, que concentra a riqueza e produz desigualdades sociais”.

Os organizadores elaboraram o documento durante encontro internacional no Rio e divulgaram o conteúdo em coletiva de imprensa. A mexicana Silvia Ribeiro, diretora da organização ETC, dedicada a temas agroalimentares, disse que a economia verde é um nome enganoso.

“Muitos creem que é algo positivo, mas é um disfarce para mais negócios e mais exploração dos ecossistemas. O outro aspecto é que eles querem se apropriar da natureza usando tecnologias perigosas, como os transgênicos e a biologia sintética. É uma solução falsa dizer que vai se resolver tudo com tecnologia, em vez de se ir às causas para baixar as emissões do efeito estufa, os padrões de produção e o consumo”, criticou Silvia. Continue lendo… 'Cúpula dos Povos rejeita conceito de economia verde da Rio+20'»

Perú: Presencia petrolera en cabecera del río Nanay preocupa a científicos

Por , 12/05/2012 17:46

Río Nanay / Foto: Protejamos la Amazonía

Servindi, 12 de mayo, 2012.- A los reclamos de diferentes organizaciones sociales que piden información acerca de la presencia de la petrolera Conoco Phillips en el río Nanay (Iquitos), se sumó esta semana una carta en la cual especialistas internacionales dan cuenta del daño que corre la fuente de agua de iniciarse actividades extractivas.

En el documento los expertos reconocen que el río Nanay se encuentra entre los más puros de la Amazonía y los derrames de aguas de formación y desechos asociados a la perforación (petrolera) en los lotes 123 y 129 representan un daño para el río que abastece a los cerca de quinientos mil de habitantes de la región.

Destaca asimismo la biodiversidad de la cuenca de este río que alberga a miles de especies entre plantas y animales.

La carta está encabezada por científicos de la talla de Robert Stallard, prestigioso biogeoquímico, y Corine Vriesendorp, directora del Programa Andino Amazónica del Museo Field de Chicago.

Remitida por Amazon Watch a los accionistas de Conoco Phillips, un gigante del mercado de energía a nivel mundial, la misiva sostiene que la petrolera “tiene previsto instalar un total de 16 plataformas de petróleo y 48 pozos de agua entre el bloque 129 y 123 del bloque adyacente”. Continue lendo… 'Perú: Presencia petrolera en cabecera del río Nanay preocupa a científicos'»

Comissão vai ao Canadá verificar exploração de minério em terras indígenas

Integrantes da comissão especial sobre mineração em terras indígenas viajam neste sábado (12) ao Canadá para conhecer a política de extração de minério em territórios indígenas naquele país.

O presidente da comissão, deputado Padre Ton (PT-RO), afirma que a visita servirá para a coleta de subsídios ao relatório da comissão. “Nosso objetivo é colher subsídios em uma realidade análoga, que possam contribuir para a elaboração do relatório da comissão, na perspectiva de uma legislação moderna e condizente com a realidade brasileira.”

A comissão foi criada para dar parecer sobre o Projeto de Lei 1610/96, que regulamenta a exploração de minérios em terras indígenas no Brasil.

Roteiro
O roteiro da viagem inclui visitas à comunidade aborígene Missanabie Cree First Nation, na cidade de Sault Ste Marie (Ontário), na segunda-feira (14); e a uma mina da Vale em Sudbury (também na região de Ontário), na quarta-feira (16).

Na sexta-feira (18), está prevista visita ao Departamento de Recursos Naturais e ao Departamento de Assuntos Aborígenes, ambos com sede em Ottawa (capital canadense). A viagem de retorno terá início no dia 19. Continue lendo… 'Comissão vai ao Canadá verificar exploração de minério em terras indígenas'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.