Posts tagged: trabalhador@s rurais sem terra

Eldorado de impunidade

Por , 14/05/2012 10:22

Dida Sampaio/AE

Passados 16 anos da chacina de 19 sem-terra no Pará, dois responsáveis cumprirão pena. E os outros?

Eric Nepomuceno

Na tarde de segunda-feira, 7 de maio, o coronel Mário Colares Pantoja, da Polícia Militar do Pará, foi preso. Tinha passado pela mesma experiência em novembro de 2004. Naquela ocasião, ficou detido numa sala, não cela, de um quartel da Polícia Militar em Belém. No dia 23 de setembro de 2005, foi solto: uma decisão do ministro Cezar Peluso, do STF, assegurou a ele o direito de recorrer em liberdade. Flanou por aí até agora. Condenado a 228 anos, esgotou seus recursos, depois de 16 anos do seu crime.

Também foi recolhido num quartel da mesma PM o major aposentado José Maria Pereira de Oliveira, condenado a pena mais branda: 158 anos. Outra experiência, em todo caso, uniu para sempre a história dos dois. Aconteceu num fim de tarde de abril de 1996. Convém lembrar: Continue lendo… 'Eldorado de impunidade'»

“Conflitos no Campo – Brasil 2011″ (para baixar)

Por , 08/05/2012 10:51

Incidência da violência sobre povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, no gráfico da CPT

A Comissão Pastoral da Terra dedicou a edição referente a 2011 de Conflitos no Campo a Dom Ladislau Biernaski (1937 – 2012), presidente da CPT que “viveu e pensou a fé a partir dos condenados da terra”. Uma bela e merecida dedicatória, sem dúvida.

Ao longo das 182 páginas, artigos e tabelas comprovam o que lamentavelmente já é óbvio: a forma como a violência no campo aumenta, de forma proporcional à cobiça pelo território. E a contestação de que quem mais sofre com ela são as comunidades atingidas pelo Racismo Ambiental, para as quais a CPT usa o termo Populações Tradicionais. Tanto que Povos Indígenas e Quilombolas merecem textos específicos a respeito do que com eles vem acontecendo.

Mas a intenção desta breve nota não é comentar a publicação, mas noticiar que ela esta disponível para ser baixada, necessitando para isso  clicar AQUI ou AQUI1 (dependendo do programa que você estiver usando para conectar a internet). O trabalho da CPT é inestimável e merece ser lido e estudado por tod@s nós.

Tania Pacheco.

Suspeitos de matar sem-terras em Minas dormiram em acampamento antes do crime

Por , 27/04/2012 10:06

A Polícia Civil divulgou o retrato falado dos suspeitos nesta quinta-feira

João Henrique do Vale

A polícia divulgou o retrato falado dos suspeitos de assassinar três líderes do Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST) em uma estrada no Triângulo Mineiro, em 24 de março. As características dos supostos assassinos foram passadas por outros integrantes da comunidade que acampa na Fazenda São José dos Cravos, que tiveram contato com eles. De acordo com o delegado Kleyverson Resende, da Delegacia de Homicídios de Betim, responsável pelo caso, os suspeitos chegaram a dormir no acampamento um dia antes do crime. “Eles foram lá e usaram o argumento de montar uma barraca. Mas, já estavam planejando os homicídios”, explica o delegado.

O crime aconteceu na manhã de 24 de março. Segundo a Polícia Militar (PM), Valdir Dias Ferreira, de 39 anos, Milton Santos Nunes da Silva, de 52, e Clestina Leonor Sales Nunes, de 48, saíram do acampamento no município de Prata para uma reunião de representantes de movimentos sociais em Uberlândia. No trajeto, foram interceptados por um carro cinza antes de uma ponte na MG-455. Segundo a perícia, Clestina Sales foi atingida por dois tiros na parte frontal da cabeça, Valdir Dias Ferreira levou um tiro no pescoço e outro na nuca e Milton Santos Nunes foi atingido por um tiro na região temporal direita e por outro de raspão na nuca. O único sobrevivente do assassinato é uma criança de 5 anos, neta de Milton e Clestina, que conseguiu fugir do local do crime ileso.  Continue lendo… 'Suspeitos de matar sem-terras em Minas dormiram em acampamento antes do crime'»

Fazendeiro que mandou matar Sem Terra é indiciado ao assassinar Policial Federal

Por , 25/04/2012 15:58

Da Página do MST

O empresário rural Alessandro Meneghel, ex-presidente da Sociedade Rural do Oeste (SRO), foi preso na manhã de sábado (14) sob acusação de ter matado o policial federal Alexandre Drummond Barbosa, de 36 anos, por volta das 3h30 da manhã do dia 14, numa casa noturna em Cascavel. Ele deve responder por homicídio qualificado.

Depois de ter atirado no policial, Meneghel fugiu do local do crime em uma caminhonete, mas foi encontrado mais tarde em uma propriedade rural. Barbosa, que estava de folga, chegou a receber atendimento no local, mas morreu quando era encaminhado para o hospital. Ele estava na Polícia Federal em Cascavel desde a inauguração da delegacia, em 2006.

A Polícia Civil de Cascavel, no oeste do Paraná, entregou na tarde desta terça-feira (24), ao Ministério Público, o inquérito que indicia o fazendeiro. Segundo a defesa do fazendeiro, ele teria atirado em legitima defesa. Porém, segundo o delegado que cuidou do caso, Luiz Rogério Sodré, os depoimentos de 15 testemunhas foram decisivos na conclusão do inquérito. “A maioria das testemunhas alega que o fato não foi legítima defesa. Ele (Alessandro Meneghel) atirou primeiro. O policial federal somente começou a atirar depois que estava caído”, concluiu. Continue lendo… 'Fazendeiro que mandou matar Sem Terra é indiciado ao assassinar Policial Federal'»

Violência policial contra trabalhadores sem terras no Triângulo Mineiro

Por , 19/04/2012 10:48

Segurança privada invade acampamento do MST. Polícia despeja e prende Sem Terra no Triângulo Mineiro

Cerca de 80 famílias Sem Terra, do MST, do Acampamento Roseli Nunes II – MST do Triângulo Mineiro – ocuparam a Fazenda Inhumas, no município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, dia 17/04/2012, por volta das 20 horas. Na madrugada de 18/04, por volta das 5h, um grupo de segurança privada da Empresa Máster chegou no acampamento dando tiros e semeando pânico. A Polícia florestal chegou logo após e chamou reforço. As famílias já tinham instalado as barracas de lona preta nas quais dormiram até serem despertadas por tiros dos seguranças particulares da Fazenda Inhumas. Sem mandado judicial, por volta das 8h de hoje, a Polícia Militar de Uberaba prendeu algumas das lideranças:Edvaldo Soares e Adelson Luís. E levaram em ônibus da Usina Vale do Tejuco as outras famílias para a Praça Pio XII, da Igreja São José, do Bairro Gameleira, em Uberaba, onde o padre Rogério e pessoas de boa vontade estão prestando solidariedade.

Todos os Sem Terra foram revistados e suas bolsas também. Por que a PM não vistoriou os seguranças privados?

A PM alega que foi flagrante, mas isso é impossível de ter ocorrido, tendo em vista que as famílias já estavam com suas barracas feitas e bem organizadas fisicamente no imóvel. Continue lendo… 'Violência policial contra trabalhadores sem terras no Triângulo Mineiro'»

Governador recebe os sem-terra que acamparam no Palácio

Por , 18/04/2012 09:14

Manifestantes ameaçaram ocupar o Palácio da Abolição. Hoje, devem desfazer acampamento

Manifestantes acampados nos jardins do Palácio ameaçaram ocupar as dependências caso não fosse marcada reunião com governador. Cid os recebeu e atendeu várias reivindicações. Desocupação deve ser hoje

Bruno Cabral

Ao final do segundo dia de acampamento nos jardins do Palácio da Abolição, representantes agricultores integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) foram recebidos por Cid Gomes (PSB). Continue lendo… 'Governador recebe os sem-terra que acamparam no Palácio'»

Polícia destrói lavoura e plantio de plantas nativas em reintegração de posse

Por , 13/04/2012 09:31

Na última segunda-feira (10), cerca de 12 viaturas da polícia militar de Pernambuco invadiram o acampamento João Claudio, localizado na Fazenda Cedro, município de Ipubi, Sertão de Pernambuco para realizar a reintegração de posse da área ocupada há mais de três anos por cerca de 100 famílias de trabalhadores rurais Sem Terra.

Apesar de acordo firmado entre o Promotor Agrário de Pernambuco e o Major Ronaldo Antonio Tavares Ferreira, Chefe da Controladoria de Justiça e Disciplina do Comando Geral da PM-PE, de que os trabalhadores teriam até o mês de março para colher a lavoura plantada, as máquinas autorizadas pelos policiais destruíram cercas e praticamente toda a plantação dos acampados, inclusive uma área de plantio de plantas nativas que estava sendo preservada pelos acampados.

Histórico de violência
Nesse sentido, o estado de Pernambuco se confirma como um dos estados com maior índice de violência no campo. Fatos recentes têm reafirmado esse triste título. Em menos de um mês, dois trabalhadores Sem Terra foram assassinados, cinco foram baleados e um foi espancado por fazendeiros ou a mando deles. O MST possui uma lista de cerca de 15 nomes de dirigentes e lideranças de acampamentos ameaçadas de morte no estado.

Além da violência do latifúndio, as famílias Sem Terra enfrentam ainda a violência institucional por parte da polícia e do poder judiciário.

http://www.mst.org.br/Policia-destroi-lavoura-e-plantio-de-plantas-nativas-em-reintegracao-de-posse#.T4eCIAG7guA.gmail

Enviada por José Carlos.

Tribunal Popular da Terra-MS acontece na UFMS a partir de amanhã, sexta-feira

Por , 29/03/2012 11:09

Demarcação das terras indígenas e quilombolas, violência no campo e reforma agrária são os temas centrais do evento que termina no domingo, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Tem início nesta sexta pela manhã, no auditório do LAC, o Tribunal Popular da Terra-MS, promovido por diversas entidades da sociedade civil de Mato Grosso do Sul. Além de realizar um julgamento do papel cumprido pelo Estado na questão da terra, fazem parte da programação do evento oficinas sobre diversos temas, apresentações culturais e debates.

O evento tem início na sexta com uma mesa redonda que abordará os seguintes assuntos: Estrutura fundiária e a questão agrária em MS (Miescelau Kudlavicz, agente da Comissão Pastoral da Terra -CPT/MS); O golpe de 64 e seus impactos históricos e atuais na questão fundiária (Narciso Pires, presidente da ONG Tortura Nunca Mais/PR-Sociedade HPAZ/PR); Como o coletivo se transforma em privado: o histórico papel do Estado na privatização das terras indígenas sul-mato-grossenses (Katya Vietta, doutora em Antropologia Social/Etnologia Indígena) e Informe sobre a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) 215. Continue lendo… 'Tribunal Popular da Terra-MS acontece na UFMS a partir de amanhã, sexta-feira'»

Acampamento do MLST que teve líderes executados terá de ser desfeito

Os líderes do acampamento foram executados em uma estrada de terra

Nesta quarta-feira, a Justiça determinou a reintegração de posse da Fazenda São José do Cravo à usina Vale do Tijuco Açúcar e Álcool Ltda

João Henrique do Vale

Os integrantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) terão de deixar o acampamento localizado na Fazenda São José do Cravo, na Cidade do Prata, no Triângulo Mineiro. O juiz da Vara Agrária de Minas Gerais, Octávio de Almeida Neves, determinou a reintegração de posse do terreno que pertence à usina Vale do Tijuco Açúcar e Álcool Ltda. As terras foram ocupadas em novembro de 2011. O local é o mesmo onde moravam os três líderes do movimento que foram assassinados no último fim de semana. A decisão ainda cabe recurso.

De acordo com o juiz, a posse do imóvel deve permanecer com a usina, que o explora “sistematicamente”, e não ficar “nas mãos daqueles que nem sequer têm recursos para explorá-lo, dependentes que são de políticas públicas viabilizadoras”. O magistrado questionou também se os ocupantes “estão cadastrados ou são aptos a serem beneficiários da reforma agrária”. Continue lendo… 'Acampamento do MLST que teve líderes executados terá de ser desfeito'»

Mais uma liderança do MST é assassinada no agreste pernambucano

Por , 28/03/2012 11:11

Na última sexta-feira (23), o trabalhador rural Sem Terra, Antônio Tiningo, foi assassinado em uma emboscada quando se dirigia para o acampamento da fazenda Açucena, no município de Jataúba, agreste de Pernambuco.

Tiningo era um dos coordenadores do acampamento da fazenda Ramada, ocupada há mais de três anos. No final de 2011, mesmo ocupada pelos Sem Terra, a fazenda foi comprada por um empresário do ramo de confecção e especulação imobiliária, conhecido por Brecha Maia. Logo que comprou a área, o fazendeiro – que possui outras fazendas na região – expulsou ilegalmente as famílias, sem nenhuma ordem judicial ou presença policial.

As famílias reocuparam a área em fevereiro desse ano e, desde então, o proprietário tem ameaçado retirar as famílias à força, intimidando pessoalmente algumas lideranças da região, dentre elas, Antonio Tiningo. Na semana passada, Brecha Maia havia declarado que faria o despejo das famílias por bem ou por mal, e que não passaria de sexta-feira, dia em que Tiningo foi assassinado.

O assassinato de Antonio Tiningo é mais uma consequência da omissão do Estado em relação à violência e impunidade do latifúndio na região do agreste de Pernambuco. Por ser uma região em que os poderes públicos locais possuem uma relação estreita com os proprietários de terra, o MST está exigindo que seja indicado um delegado especial para apurar o caso.

A direção do MST também solicita a presença do Ouvidor Agrário Nacional, Dr. Gercino Filho, para que visite a região no sentido de debater e encontrar soluções para os frequentes conflitos agrários nessa área.

http://www.mst.org.br/Mais-uma-lideranca-do-MST-assassinada-no-agreste-pernambucano

Mais três líderes rurais ameaçados de morte no Triângulo Mineiro

O MLST deverá pedir proteção policial para os agricultores acampados em Miraporanga

Gabi Santos – Do Hoje em Dia

A liderança do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) poderá pedir proteção policial para três agricultores que estão acampados nas terras da fazenda São José dos Cravos, no município de Prata, a 60 quilômetros de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Eles teriam sido ameaçados de morte dias antes do triplo assassinato de integrantes do MLST, ocorrido na manhã do último sábado (24), no distrito de Miraporanga. 

Os agricultores ameaçados são Ismael Costa, Robson dos Santos Guedes e Vander Nogueira Monteiro. Eles teriam sido procurados por estranhos, que estavam em uma caminhonete e visitaram o acampamento. A polícia está atrás dos homens, que podem estar envolvidos no triplo homicídio. Continue lendo… 'Mais três líderes rurais ameaçados de morte no Triângulo Mineiro'»

Luz para Todos fará mais de 400 mil novas ligações elétricas até 2014, diz presidenta

Por , 27/02/2012 11:56

Paula Laboissière*

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (27) que mais de 400 mil novas ligações elétricas devem ser feitas no país até 2014 por meio do Programa Luz para Todos. Apenas no ano passado, segundo ela, 253 mil famílias que vivem no campo, em assentamentos da reforma agrária, em aldeias indígenas e em comunidades quilombolas e ribeirinhas, além de produtores rurais, foram beneficiados pelo programa.

“Isso chega a quase 1 milhão de pessoas que saíram da escuridão”, disse no programa semanal Café com a Presidenta. Dilma lembrou que, desde 2003, quase 12 milhões de pessoas passaram a ter acesso à energia elétrica no Brasil. “Já fizemos muito, mas agora ainda temos um desafio grande, que é o de levar luz elétrica para as pessoas que moram em lugares de acesso mais difícil, em áreas isoladas, no meio da floresta, em serras e ilhas”, explicou.

Uma das estratégias do governo para os próximos meses será o uso de novas tecnologias, como postes de fibra de vidro, que pesam menos que os de concreto e podem flutuar na água, facilitando o transporte por rios.

Para Dilma, investimentos no programa impulsionam a economia brasileira, já que criam novas oportunidades para comunidades antes desassistidas. “O Luz para Todos é um dos caminhos para melhorar a qualidade de vida, garantir cidadania, dar oportunidades de crescimento a todos os brasileiros”, concluiu.

*Edição: Graça Adjuto

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-27/luz-para-todos-fara-mais-de-400-mil-novas-ligacoes-eletricas-ate-2014-diz-presidenta

Ação do MP mira vendedor de lote em assentamentos

Por , 23/02/2012 10:05

Maria Clara Prates

Pelos menos 75 pessoas que negociaram indevidamente, cederam ou venderam lotes em assentamentos no Alto Paranaíba e Triângulo Mineiro estão identificadas em ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, desde março. No entanto, passado quase um ano, não houve decisão judicial sobre o pedido de liminar apresentado pela procuradora Raquel Cristina Rezende Silvestre, em Uberaba, para suspender o intenso comércio ilegal de terras da União destinadas a trabalhadores sem-terra e exigir que o Incra apresente um levantamento completo da situação de nove assentamentos naquela região.

O único despacho na ação, até agora, foi a transferência para a Vara de Conflitos Agrário da Justiça Federal, em Belo Horizonte. A ação não poupa também o Incra-MG, acusado de “leniência na fiscalização e correção das distorções, constatadas desde 2009”. “Gastar mais dinheiro público, em compras diretas ou em desapropriações, sem antes realizar a retomada dos lotes que foram negociados irregularmente, para repassá-los a outras famílias inscritas no programa, é dilapidar o patrimônio público”, afirma a procuradora. Continue lendo… 'Ação do MP mira vendedor de lote em assentamentos'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.