Posts tagged: transgênicos

FST – Mulheres camponesas lutam por outro modelo de agricultura

Por racismoambiental, 26/01/2012 17:33

Durante o Fórum Social Temático (FST), em Porto Alegre, o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) participa de atividades para mostrar que o feminismo contribui na construção de uma agricultura que respeite a natureza e a saúde humana.

Rosangela Piorizani, da direção nacional do movimento, conta que mulheres organizadas no campo defendem um plantio “limpo de venenos” em tempos de crise climática. Em uma atividade realizada na Tenda Paulo Freire, no Acampamento da Juventude, explicou que é preciso construir a agroecologia.

Para isso, ela ressalta que são necessárias políticas públicas e mobilização, mas também debates dentro das próprias famílias camponesas. Rosangela fala da dificuldade de enfrentar uma visão “mais masculina” do cultivo de alimentos, que é mais “desbravadora” e se adequa às “perspectivas de mercado”.

Ela critica ainda o agronegócio e domínio das transnacionais. Mais que o mercado, Rosangela diz que essas empresas são tão poderosas que controlam “o ciclo da vida das pessoas”. Isso por produzirem sementes, agrotóxicos e, algumas delas, produtos do ramo farmacêutico. Continue lendo… 'FST – Mulheres camponesas lutam por outro modelo de agricultura'»

Basf deixará de produzir transgênicos para Europa e foca no Brasil

Por racismoambiental, 17/01/2012 10:05

Ante a desconfiança persistente na Europa sobre os alimentos transgênicos, a empresa alemã Basf vai abandonar o desenvolvimento de novos produtos destinados ao mercado europeu, centrando suas atividades em mercados mais permissivos como Estados Unidos e Brasil. A informação é do Portal Uol, 16-01-2012.

“Estamos convencidos de que as biotecnologias verdes são cruciais para o século XXI, mas não são suficientemente aceitas em muitas regiões da Europa pela maioria dos consumidores, agricultores e responsáveis políticos”, disse em um conferência telefônica Stefan Marcinowski, membro do diretório da Basf encarregado dos OGM.

“É por isso que não faz sentido econômico seguir investindo nestes produtos, que devem ser exclusivamente cultivados neste mercado”, disse.

O grupo alemão, número um do setor químico, havia lutado durante uma década para obter em 2010 a autorização de comercializar na União Europeia a Amflora, uma batata transgênica reforçada com amido. Continue lendo… 'Basf deixará de produzir transgênicos para Europa e foca no Brasil'»

Carta do VII Congresso Brasileiro de Agroecologia

Por racismoambiental, 16/01/2012 12:43

O VII Congresso Brasileiro de Agroecologia, reuniu em Fortaleza-CE 2.624 profissionais do ensino, da pesquisa e da extensão, estudantes, agricultores e agricultoras de todo o Brasil para debater o tema “Ética na Ciência: Agroecologia como Paradigma para o Desenvolvimento Rural”. A definição deste tema para o nosso Congresso partiu da constatação de que as instituições científicas em nosso país vêm sendo cada vez mais utilizadas como instrumento de legitimação de decisões políticas que aprofundam um modelo de desenvolvimento insustentável, que acentua as desigualdades sociais e destrói a base de recursos naturais necessária à Vida.

A forma como os temas dos agrotóxicos e dos organismos geneticamente modificados vêm sendo tratados pelas instituições do Estado atenta contra os mais fundamentais princípios da prática científica. Denunciamos e repudiamos o emprego da Ciência a serviço de interesses privados que atentam contra a Vida. As regras de funcionamento da CTNBio contrariam a biossegurança e o Princípio da Precaução tendo em vista que suas decisões não são tomadas levando em consideração estudos independentes da tutela dos interesses comerciais. O mesmo se aplica à liberação de agrotóxicos proibidos em outros países com base em fundamentação científica, mas que permanecem sendo utilizados com a autorização e incentivo do Estado brasileiro.

Afirmamos que o princípio Ético de defesa da Vida e do meio ambiente deve pautar a ação do Estado e de suas instituições e isso só se concretizará a partir do reconhecimento oficial e da internalização do paradigma agroecológico nas políticas públicas. Continue lendo… 'Carta do VII Congresso Brasileiro de Agroecologia'»

Decisões para o amianto e para os transgênicos

Por racismoambiental, 06/01/2012 09:48

“Diz a Procuradoria-Geral da República – PGR – que “uma infinidade” de documentos nacionais e internacionais “já avaliaram que todas as formas desse mineral provocam câncer e outras doenças”, todas progressivas, que levam à morte. Segundo o documento, “não há índice de exposição segura ao amianto”, informa Washington Novaes, jornalista, em artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo, 06-01-2012.

Referindo-se aos transgênicos o jornalista escreve que “não se trata de ser contra ou a favor de transgênicos. Trata-se de respeitar o princípio da precaução, em respeito à biodiversidade”. Eis o artigo:

Dois temas importantes para a economia e a saúde no Brasil – banimento (ou não) do amianto e do plantio de alimentos transgênicos no Brasil – parecem aproximar-se de decisões neste começo de ano.

No caso do amianto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal parecer em que pede a declaração de inconstitucionalidade da Lei n.º 9.055/95, que permite a exploração, utilização industrial e comercialização do produto. Com base nela, muitos Estados permitem esse uso. Cinco outros – São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Mato Grosso – têm legislações que o restringem. A União Europeia proibiu a utilização desde 2005. Chile, Argentina e Uruguai já o baniram. Continue lendo… 'Decisões para o amianto e para os transgênicos'»

Tecnologia Terminator em cultivos agrícolas e árvores transgênicos: uma ameaça a soberania alimentar

Por racismoambiental, 05/01/2012 10:03

Julian Perez-Cassarino e Larissa Packer*

“Eu venho de uma família que tem a semente como uma coisa sagrada. No tempo do meu pai, os vizinhos dormiam tranqüilo pois sabiam que meu pai tinha semente garantida para o plantio”. (Agricultor familiar – Paraíba)

As sementes são o maior patrimônio dos agricultores. São a base para a produção agrícola, portanto para a alimentação de qualquer nação. Durante dez mil anos, comunidades de agricultores, indígenas e povos tradicionais melhoraram e multiplicaram suas sementes livremente, fazendo da troca de sementes um momento de união e partilha entre povos e nações.

Não é por outro motivo que tratados internacionais como Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura -TIRFAA (art. 5, 6 e 9), e a Convenção da Diversidade Biológica – CDB (art. 10, c e 8, j) protegem e incentivam o empoderamento das práticas comuns como armazenamento, troca, venda e melhoramento de sementes on farm (nas unidades produtivas) pelos agricultores, fundamentais à conservação da biodiversidade e da agrobiodiversidade dos países.

Somente nos últimos 40-50 anos é que as sementes se tornaram um grande negócio, pequenas mudanças feitas pelas multinacionais podem ser patenteadas e as sementes, que sempre foram de livre intercâmbio, passaram a ser privatizadas e passaram das mãos dos agricultores, portanto dos cidadãos de cada país, para as mãos das grandes empresas. Continue lendo… 'Tecnologia Terminator em cultivos agrícolas e árvores transgênicos: uma ameaça a soberania alimentar'»

Não há soberania alimentar sem biodiversidade

As monoculturas em larga escala para a produção de alimentos foram sendo introduzidas, acompanhadas pelos ´pacotes tecnológicos´ da ´revolução verde´ que, ao longo dos anos, têm envenenado e empobrecido a biodiversidade. Isso tem afetado em especial as mulheres, por elas, em muitas comunidades ao redor do mundo, serem as principais responsáveis para cuidar da saúde, do abastecimento de água e da produção de alimentos, atividades muito atreladas à conservação da biodiversidade.

Enquanto muito da diversidade foi perdida, foram introduzidas e avançaram monoculturas geneticamente modificadas, como a soja, milho, eucalipto, etc., aprofundando os impactos sobre a biodiversidade. Nas suas definições, organismos oficiais, como a FAO, apoiam e fortalecem o modelo monocultural, chamando, por exemplo, uma monocultura de eucalipto transgênica de ´floresta´ e, com isso, desconsiderando por completo, a biodiversidade imensa de uma verdadeira floresta.

O modelo monocultural em larga escala tem sempre alegado a sua suposta ´produtividade´ que, no entanto, não conseguiu evitar que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo continuem passando fome. Vale esclarecer que essa ´produtividade´ está sendo contestada seriamente, inclusive pela ciência. O mais longo estudo nos Estados Unidos sobre o assunto comprovou que a agricultura sem insumos químicos é muito superior ao modelo convencional em termos de colheita e viabilidade (1). E mais: é fato que os camponeses, mesmo com todas as pressões vividas, continuam responsáveis pela produção da maior parte da comida consumida pela população mundial. Continue lendo… 'Não há soberania alimentar sem biodiversidade'»

Mundo: Maíz transgénico de Monsanto ligado a falla masiva de órganos

Por racismoambiental, 29/12/2011 17:56

Por Pijamasurf

Vanguardia, 28 de diciembre, 2011.- Investigación examina efectos de los alimentos genéticamente modificados en la salud animal, encontrando que el maíz producido por Monsanto afecta hígado, riñones, corazón y otros órganos

En un estudio publicado en el International Journal of Biological Sciences, investigadores franceses analizaron tres variedades de maíz genéticamente modificado y producido por Monsanto que actualmente se encuentran aprobadas para su consumo en Estados Unidos, Europa y muchos otros países.

El problema es que de acuerdo con el susodicho estudio, estas variedades de maíz, como muchos de los alimentos genéticamente modificados, afectan la salud de los mamíferos cuando se incluyen en la dieta diaria, en este caso en particular los alimentos de Monsanto se relacionan con daño de órganos en ratas. Continue lendo… 'Mundo: Maíz transgénico de Monsanto ligado a falla masiva de órganos'»

Pequenos agricultores apostam na agroecologia contra transgênicos

Por racismoambiental, 23/12/2011 09:37

Como alternativa à disseminação de sementes transgênicas pelas multinacionais da produção de alimentos, pequenos agricultores apostam na agroecologia.

Cerca de 74 % da tecnologia transgênica é de propriedade de empresas como Syngenta, Bayer, Monsanto, Basf, Du Pont e Dow AgroSciences. O agrônomo Gabriel Fernandes explica que existem perigos em todo esse controle tecnológico por essas empresas.

Segundo ele, que integra a AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, o monopólio do mercado faz com que estas multinacionais direcionem quais sementes serão plantadas. Gabriel afirma que esta realidade acaba tendo influência nas definições do governo.

Ele ainda ressalta que as pesquisas sobre as sementes transgênicas nem sempre consideram todos os riscos da tecnologia. O vínculo com a empresa de sementes transgênicas, por exemplo, prejudica a autonomia dos pequenos agricultores.

Como alternativa, pequenos agricultores trabalham com as sementes crioulas, que são melhoradas com o tempo e repassadas de geração em geração. Além de não exigirem muitos recursos financeiros, são as que melhor se adaptam a cada região, já que se aperfeiçoam por seleção natural.

Os agricultores discutem sobre a perspectiva agroecológica e sobre como a agricultura familiar trabalha com sementes crioulas, também chamadas de sementes da paixão, caipiras, nativas, locais.

http://www.brasil.agenciapulsar.org/nota.php?id=8445

‘Salvemos as sementes e os cultivos tradicionais’. Entrevista com Vandana Shiva.

Por racismoambiental, 14/12/2011 09:17

Vandana Shiva dirige o Centro para a Ciência, Tecnologia e Política dos Recursos Naturais de Dehradun, na Índia, e está entre as principais especialistas internacionais em ecologia social. Ativista, política e ambientalista, ganhou o Right Livelihood Award, o prêmio Nobel alternativo da Paz em 1993, e o City of Sydney Peace Prize em 2010. Ela escreveu inúmeros livros sobre as questões ambientais, alguns traduzidos ao italiano.

A reportagem é de Elisabetta Gatto, publicada na revista Popoli, dos jesuítas italianos, 29-11-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis a entrevista.

O que se entende pela expressão “salvar as sementes”?

Foi-nos dito repetidamente que, sem o uso de substâncias químicas, não teria sido garantida a segurança alimentar; que, sem a engenharia genética, não poderíamos ter enfrentado o problema da fome. Mas nem a primeira revolução verde das substâncias químicas, nem a segunda, baseada na engenharia genética, asseguraram os alimentos. Ao contrário, asseguraram bens. Os bens não alimentam as pessoas, mas sim o lucro.

O que devemos fazer é restituir aos alimentos a sua essência de fonte de nutrientes. O nosso trabalho mostrou que as sementes originais, polinizadas por mecanismos naturais, e os cultivos biológicos e ecológicos podem produzir de duas a três vezes os alimentos produzidos com a importação de sementes e de substâncias químicas. Isso foi vital para nós na Índia, porque essas importações estão levando centenas de milhares de agricultores ao suicídio. Continue lendo… '‘Salvemos as sementes e os cultivos tradicionais’. Entrevista com Vandana Shiva.'»

“Desabafo de um agricultor”

Por racismoambiental, 27/11/2011 10:57

AS-PTA – Abaixo vocês lerão carta que nos enviou um agricultor do oeste do Paraná, que se sente “encurralado” por querer manter-se fora do sistema imposto pelas empresas de transgênicos e seguir produzindo suas próprias sementes.

A família dos Guerini voltou do Paraguai em 2001 após alguns anos de agricultura convencional nas terras que lá estavam sendo “desbravadas”. Decidiram manter-se na agricultura porque é a atividade que amam e o que sabem fazer. Para isso buscaram uma área vizinha ao Parque Nacional do Iguaçu tendo em mente um projeto de agricultura orgânica. Mas por diversos motivos a ideia acabou não se viabilizando como planejado. A zona de amortecimento de impacto no entorno de unidades de conservação caiu de 10 km para 500 metros para o plantio de soja transgênica.

As sementes convencionais registradas eram compradas e plantadas como convencionais, mas já vinham contaminadas. O produtor prejudicado ainda corria o risco de ser penalizado por ter plantado sementes transgênicas na margem do parque e sem pagar o royalty cobrado pelas empresas. “As sementeiras não sofrem nenhuma penalização por vender sementes contaminadas, o agricultor sim”, denuncia.

Encurralar: meter em curral, encantoar em local sem saída, sem opção de escolha, perda da liberdade… é assim que está o agricultor que não deseja aderir ao plantio de organismos geneticamente modificados, no meu caso a soja e o milho. Gostaria que me permitissem um desabafo. Continue lendo… '“Desabafo de um agricultor”'»

Relatório confirma maior incidência de câncer e bebês malformados em regiões de soja transgênica na Argentina

Por racismoambiental, 07/11/2011 10:39

Novo relatório argentino confirma incidência maior de câncer e bebês malformados em regiões de produção de soja transgênica

Car@s Amig@s,

Por quase 10 anos, os moradores de áreas rurais e periurbanas da Argentina onde a agricultura industrial vem se expandido têm recorrido a autoridades políticas e aos tribunais de justiça, bem como protestado diante do público, por causa dos problemas de saúde que suas comunidades vêm sofrendo em função da pulverização de agrotóxicos usados nas diferentes culturas agrícolas.

Nesses locais, chama a atenção o aumento do número de casos de câncer, de nascimento de bebês com malformações e de problemas reprodutivos e hormonais desde que a pulverização sistemática de agrotóxicos se generalizou. As reclamações das cidades-pulverizadas têm sido confirmadas por equipes médicas que atuam nessas regiões, mas as respostas do sistema público de saúde e o envolvimento das universidades públicas com o problema têm sido escassos e limitados.

Buscando promover um espaço para a análise acadêmica e a reflexão científica sobre o estado da saúde em cidades-pulverizadas, bem como ouvir e apoiar os profissionais de saúde que vêm denunciando estes problemas, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Córdoba promoveu em agosto deste ano o Primeiro Encontro Nacional de Médicos em Cidades-Pulverizadas. Médicos, outras equipes de saúde e pesquisadores de diferentes disciplinas atuando no país foram chamados a apresentar suas experiências, dados, propostas e trabalhos científicos. O evento reuniu mais de 160 participantes de dez estados e de seis universidades federais. Continue lendo… 'Relatório confirma maior incidência de câncer e bebês malformados em regiões de soja transgênica na Argentina'»

México: Monsanto, lobo con disfraz de oveja, se infiltra en Iniciativa México

Por racismoambiental, 27/10/2011 17:22

Por Greenpeace México

27 de octubre, 2011.- Más Monsanto, con sus maíces transgénicos, es la peor amenaza a los maíces nativos y el proyecto Maíces Mexicanos es el disfraz que utiliza Monsanto para posicionarse y apropiarse de la diversidad genética de nuestro maíz por eso en Greenpeace te pedimos que nos ayudes a frenar esta iniciativa.

Esta transnacional ha dado financiamiento al proyecto de Maíces Mexicanos y no desinteresadamente ya que a través de éste, tendría acceso a la información genética de las variedades nativas de maíz y con ellas a investigar y desarrollar tecnología en su propio beneficio.

Monsanto, con sus maíces transgénicos, es la peor amenaza a los maíces nativos y el proyecto Maíces Mexicanos es el disfraz que utiliza Monsanto para posicionarse y apropiarse de la diversidad genética de nuestro maíz por eso en Greenpeace te pedimos que nos ayudes a frenar esta iniciativa. Continue lendo… 'México: Monsanto, lobo con disfraz de oveja, se infiltra en Iniciativa México'»

Transgênicos contaminam as sementes crioulas. Entrevista especial com Magda Zanoni

Por racismoambiental, 26/10/2011 15:29

Embora tenha crescido a produção de transgênicos no mundo, não é possível comprovar os benefícios agrícolas e econômicos da transgenia. De acordo com a organizadora do livro Transgênicos para quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (Brasilia: Nead, 2011), o tema ainda não é consenso entre os cientistias. “Enquanto a Monsanto faz estudos de impacto em um prazo mínimo, com um número reduzido de animais que alimentam-se de transgênicos, há cientistas como Gilles-Eric Serralini, que realizam estas pesquisas há vários anos, tendo já obtido resultados sobre as modificações fisiológicas dos animais de experimento que corroboram com a presença de riscos”, aponta.

Defensora de uma ciência cidadã, Magda Zanoni argumenta que os novos estudos científicos devem considerar “as necessidades reais da população em termos de saúde e alimentação”. Em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail, ela informa que atualmente quatro milhões de pessoas morrem de malária no mundo e, portanto, a transgenia não deve ser prioridade. E reitera: “A sociedade civil deve ter um papel preponderante na escolha das linhas de pesquisa e das inovações tecnológicas”.

Magda Zanoni é graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e doutora em Sociologia pela Université Paris I. Atualmente é funcionária da Université de Paris X, e da Universite de Bordeaux II. Atualmente é membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança CTNBio, na qual representa o Ministério do Desenvolvimento Agrário MDA. Também é pesquisadora do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (Nead) do MDA. Magda Zanoni e Gilles Ferment lançaram recentemente o livro Transgênicos para quem? Agricultura, Ciência, Sociedade (Brasilia: Nead, 2011). Confira a entrevista. Continue lendo… 'Transgênicos contaminam as sementes crioulas. Entrevista especial com Magda Zanoni'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.