Posts tagged: violência racial

Líbano – Racismo legitimado por lei

Por racismoambiental, 15/08/2010 15:10

Por Mona Alami, da IPS

Beirute, Líbano – O Líbano tem certa reputação de abertura devido à relativa liberdade que gozam suas mulheres em comparação com outros países do Oriente Médio. Porém, muitas estrangeiras sofrem uma grande discriminação. É comum ver em Beirute mulheres dirigindo caros veículos, acompanhadas de uma asiática ou uma africana no assento de trás. São suas empregadas domésticas, a maioria procedente de lugares como Etiópia, Filipinas, Nepal e Sri Lanka.

Estas não são apenas maltratadas por seus empregadores, que retêm seus passaportes e as obrigam a trabalhar sete dias por semana, como também sofrem discriminação em lugares públicos. Nos balneários podem ser vistas babás estrangeiras completamente vestidas apesar do calor, enquanto as crianças sob seus cuidados brincam felizes na piscina. “Reservei um quarto para a babá da minha filha no ano passado em um dos balneários do norte do Líbano. Fiquei indignada quando soube que ela não poderia ir à piscina conosco”, contou Nayla Saab, que emprega uma filipina. Continue lendo… 'Líbano – Racismo legitimado por lei'»

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A saudade que mata: Pesquisa discute a polêmica questão do banzo como “nostalgia mortal” dos escravos

Por racismoambiental, 27/06/2010 13:54

REPRODUÇÃO DO LIVRO RIO DE JANEIRO - CIDADE MESTIÇA

Carlos Haag

Edição Impressa 172 – Junho 2010

“Vai com a sombra crescendo o vulto enorme/ Do baobá…/ E cresce na alma o vulto de uma tristeza, imensa, imensamente…”, escreveu o poeta parnasiano Raimundo Correia no soneto Banzo. Essa tristeza, batizada de banzo, era um estado de depressão psicológica que tomava conta dos africanos escravizados assim que desembarcavam no Brasil e seria uma enfermidade crônica: a nostalgia profunda que levava os negros à morte. “No século XIX, obras como as do médico francês François Sigaud e do naturalista Carl F. von Martius, bem como crônicas de viajantes europeus, veicularam essa ideia de uma nostalgia fatal dos escravos. Nestes relatos, as mortes voluntárias dos cativos são descritas como uma forma passiva de suicídio – recusar alimentos e deixar-se morrer de inanição e tristeza – e também pelos métodos universais, como enforcamento, afogamento, uso de armas brancas etc.”, explica a psiquiatra Ana Maria Galdini Oda, professora adjunta do Departamento de Medicina do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de São Carlos (UFScar), que analisou o banzo em sua pesquisa Dos desgostos provenientes do cativeiro: uma história da psicopatologia dos escravos brasileiros no século XIX, que recebeu da FAPESP uma bolsa do Programa de Jovem Pesquisador em Centro Emergente. “Invariavelmente, os narradores atribuíam esse desejo de morrer a uma enfermidade melancólica, relacionada à situação de cativeiro: o desgosto causado pelo afastamento violento da África, a revolta pela perda de liberdade e as reações aos castigos pesados e injustos.” Continue lendo… 'A saudade que mata: Pesquisa discute a polêmica questão do banzo como “nostalgia mortal” dos escravos'»

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Perú: Civiles de Bagua. Una justicia que tarda y nunca llega

Por racismoambiental, 19/06/2010 16:53

Nancy Aldana, viuda de Pozzo

Servindi – Un año después del conflicto entre el gobierno y los indígenas amazónicos las heridas aún siguen vivas y los familiares de las víctimas civiles del conflicto claman justicia e indemnización por parte del Estado que no atiende a los civiles sin ninguna participación activa en el conflicto.

En tal sentido, miembros de organizaciones de derechos humanos invocan al Estado peruano atender la situación de los familiares de los fallecidos y de los doscientos heridos y no esperar que resoluciones judiciales obliguen a atender estos casos.

Testimonios

Nancy Aldana Mendoza, recuerda como si fuera una pesadilla, aquel fatídico día en donde su esposo, Angel Pozzo Chipana fue uno de los primeros en cruzar la puerta de su casa rumbo a la calle sin presagiar que afuera lo esperaba la muerte vestida de uniforme.

Un policía nervioso disparaba a diestra y siniestra a la multitud y lo hirió de bala. La orden era evitar a toda costa que los manifestantes tomaran la comisaria de Bagua. La herida en el abdomen acabó con su vida. Continue lendo… 'Perú: Civiles de Bagua. Una justicia que tarda y nunca llega'»

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Perú: Todos somos indígenas. Primer aniversario de Bagua

Por racismoambiental, 13/06/2010 10:06

“Por orden expresa del gobierno -un día como hoy, hace un año- la policía atacó a los amazónicos en la “Curva del Diablo” con fusiles de guerra, como si se tratara de una batalla contra enemigos invasores de la patria.

Los indígenas se preparaban para el regreso a sus comunidades, unas horas más tarde, luego de haber informado de esa decisión a los jefes policiales y del ejército, en la tarde del 4 de junio. La ministra del Interior Mercedes Cabanillas sabía muy bien lo que hacía, tanto al transmitir la orden de disparar como al decir después que ella y los jefes no sabían nada y que la decisión debió bajar seguramente del cielo.

Esa es la peruanísima tradición de los grandes jefes de ordenar que maten y luego esconderse detrás de los oficiales de menor rango. Los primeros muertos fueron indígenas por balas de la policía; después vinieron los policías muertos en manos de indígenas.

“Todos somos indígenas” es la frase que condensa toda la potencialidad política del Movimiento indígena amazónico que comenzó hace 40 años. Continue lendo… 'Perú: Todos somos indígenas. Primer aniversario de Bagua'»

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Nota de Repúdio à arbitrariedade da prisão de Glicéria Tupinambá

Por racismoambiental, 11/06/2010 08:47

Glicéria e seu filho em Brasília, com o Presidente da República, na véspera de seu retorno de Brasília, quando seria presa ao deixar o avião

A Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME  vem a publico externar toda sua indignação com que estão sendo tratados lideranças do povo Tupinambá, que depois que começaram a busca pela retomada do seu território tradicional passaram ser perseguidos por políticos locais e grandes proprietários de terras da região.

A policia Federal já fez algumas incursões extremamente violenta aos tupinambás da comunidade da serra do padeiro deixando os indígenas totalmente aterrorizados e sem justificativa clara para tais ações, com uma ferocidade principalmente sobre o cacique  Rosilvaldo Ferreira da Silva – Babau dando uma demonstração clara que quando uma liderança indígena se destaca em defesa de seu povo as perseguições logo lhe sobre caem numa forma clara de intimidação aos povos indígenas que desrespeitam todos os tratados e convenções sobre direitos humanos e direito dos povos indígenas.

O estado Brasileiro democraticamente eleito e soberano, que deveria diminuir as desigualdades sociais pelo contrário estimula disputas, alimentando o terror a ultima atrocidade cometida pelo Estado Brasileiro contra os tupinambás foi a prisão da líder indígena Glicéria de Jesus da Silva totalmente sem explicação com um filho de dois messes em pleno avião no aeroporto de Ilhéus fazendo-a passar por constrangimento desnecessário trazendo átona mais uma vez tratamento injusto para com os indios tupinambás numa forma clara de intimidação e de opressão do estado brasileiro, diante dessas e de outras arbitrariedades a APOINME vem manifestar toda seu repudio e indignação para com o tratamento dado aos tupinambás como também cobrar ações rápidas das esferas competentes  para soltura dos indígenas Babau e Glicéria tupinambá.

Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste Minas Gerais e Espírito Santo – APOINME

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Polícia Federal rebate denúncias de maus-tratos a índios da etnia Tupinambá, no sul da Bahia

O coordenador-geral de Defesa Institucional da Polícia Federal, delegado Marcos Aurélio Pereira de Moura, disse que são distorcidos os fatos relatados na denúncia de abuso por parte de agentes da Polícia Federal contra índios da etnia Tupinambá, no sul da Bahia. A denuncia foi enviada, no dia 9/6, à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e pela organização não governamental (ONG) Justiça Global.

“Os fatos estão distorcidos. A situação no sul da Bahia é muito mais complexa. Um estudo antropológico concluiu que há muitos anos havia a presença de índios da etnia Tupinambá na área. No entanto, há fazendeiros com títulos de terras também muito antigos”, disse o delegado. Ele afirmou que a Polícia Federal vem agindo em cumprimento de ordens judiciais. “Os índios alegam que estão agindo em retomada, mas estão fazendo invasões de forma muito violenta. Nós, da Polícia Federal, estamos no meio disso tudo.”.

A denúncia está contida em dois informes. Um deles trata da prisão, considerada ilegal pelas organizações, da líder indígena Glicéria de Jesus da Silva, conhecida como Glicéria Tupinambá, integrante da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), órgão consultivo do governo vinculado ao Ministério da Justiça.

Outra parte de denúncia se refere a torturas que teriam sido sofridas por cinco indígenas Tupinambá em junho de 2009. O informe também cita outra prisão considerada ilegal: a de Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau, irmão de Glicéria, em 10 de março deste ano. Continue lendo… 'Polícia Federal rebate denúncias de maus-tratos a índios da etnia Tupinambá, no sul da Bahia'»

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Quilombolas de Sergipe denunciam violência cometida por fazendeiros

Por racismoambiental, 10/06/2010 19:01
Adital – O cotidiano das comunidades quilombolas, no Estado de Sergipe, vem sendo marcado, pela violência dos fazendeiros, essa realidade vem atingindo, em particular, a Comunidade Remanescente de Quilombo Pontal dos Crioulos (Comunidade Lagoa dos Campinhos) no município de Amparo do São Francisco. Diante desse clima de terror e violência, no dia 21 de junho de 2010, os quilombolas da região farão, na cidade de Aracaju, um ato de denúncia contra os fazendeiros.

A violência que antes já existia, se agravou ainda mais com a assinatura do decreto de reconhecimento do Território da  Comunidade Lagoa dos Campinhos, pelo Presidente Lula. Desde então os fazendeiros vêm articulando uma campanha de estímulo à violência. Essa violência vem se manifestando de várias formas, entre elas ameaças de morte por parte dos grandes e dos pequenos fazendeiros.

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=48452

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“Matar o filho na frente da mãe é psicopatia”

O texto abaixo foi enviado pela autora e é um registro indignado da audiência pública realizada na Assembléia Legislativa de São Paulo, sobre o genocídio contra jovens negros realizado por alguns policiais.

Por Ruth Alexandre de Paulo Mantoan

A frase destacada como título é de Milton Barbosa, do Movimento Negro Unificado, grupo que nasceu em 18 de junho de 1978, 32 anos atrás, porque um jovem negro, Robson Silveira, foi torturado até a morte. “O Delegado foi condenado e não passou um dia sequer na prisão”, lembra Milton. Nesta quarta-feira, 9 de junho de 2010, três décadas depois, o assassinato pela polícia, de jovens pobres e negros continua em discussão: Josenildo, na Favela Naval, e o dentista Flávio Santana. Nos últimos dois meses, dois motoboys: Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30 anos, no batalhão da Casa Verde, zona norte de São Paulo, foi assassinado no dia 9 de abril, depois de ser detido por policiais. Um mês depois, na madrugada de sábado para domingo, Dia das Mães, Alexandre Menezes dos Santos, 25 anos, foi espancado até a morte por policiais militares na frente de sua mãe, que ainda foi ameaçada quando em vão tentava tirar o filho das mãos de seus algozes.

Quem mora ou acompanha a vida da periferia com certeza conhece casos semelhantes. Ano 1984. Três jovens negros desciam uma ladeira no Jardim Carumbé, Zona Norte, e foram parados pela polícia. Segundo relatos das testemunhas, um dos policiais olhou para o jovem do meio, 18 anos, e declarou que ele tinha cara de ladrão. E deu um tiro de calibre doze em seu abdome. O jovem era ajudante do pai, pintor de paredes muito requisitado, e se não estava na lida, estava dentro de casa, vendo televisão. Quem pesquisar nos arquivos dos jornais da época vai encontrar os detalhes. Continue lendo… '“Matar o filho na frente da mãe é psicopatia”'»

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Movimento Negro em SP participa em audiência pública contra genocídio

Por racismoambiental, 09/06/2010 19:03
Tatiana Félix *

Adital – Em julho do ano passado, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, o UNICEF e o Observatório de Favelas divulgaram uma pesquisa que aponta que os negros são as principais vítimas dos homicídios no Brasil, já que a execução entre eles é três vezes maior em comparação aos brancos. Pesquisas nacionais e internacionais garantem que grande parte dos homicídios contra os negros no Brasil são cometidos pela própria Polícia.

Em São Paulo, no Sudeste do país, a violência policial tem causado terror para população negra. Os dois últimos casos foram dos negros Eduardo Luís Pinheiro dos Santos, 30 anos e Alexandre Santos, 25 anos, motoboys, que foram torturados e mortos por policiais. A mãe de um deles afirma que o crime foi cometido por motivo de racismo.

Cansados dessa situação, o Movimento Negro e demais movimentos sociais participaram hoje (9) de uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa de São Paulo para debater a problemática já considerada como genocídio. Embora saibam que a audiência não resolverá o problema, ela representa um ganho para o movimento.

“O Estado e suas polícias mantêm uma atuação coercitiva, preconceituosa e violenta dirigida a população negra. Desrespeito, agressões, espancamentos, torturas e assassinatos são práticas comuns destas instituições”, denunciam em carta apresentada para Assembleia. Continue lendo… 'Movimento Negro em SP participa em audiência pública contra genocídio'»

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Cimi e Justiça Global querem garantia de vida e de terra para etnia Tupinambá

Luciana Lima - Repórter da Agência Brasil

Brasília – Além de denunciarem a ação de agentes da Polícia Federal contra índios da etnia Tupinambá, no sul da Bahia, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a ONG Justiça Global pediram a intervenção da Organização da Nações Unidas (ONU) para a imediata concessão de liberdade à índia Glicéria Tupinambá. Ela integra a Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) e está presa desde o dia 2 de junho sob a alegação de ter participado do roubo de um veículo da empresa que presta serviço de energia na região.

A prisão de Glicéria é relatada na denúncia enviada hoje (9) à ONU. Além de pedir a liberdade para a liderança indígena, as entidades querem a garantia imediata da posse do território reivindicado pelo povo Tupinambá, com a conclusão do processo demarcatório. Essa análise já foi iniciada pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Outro pedido feito pelas entidades é a garantia da integridade física dos índios e que a Polícia Federal dê noções de direitos humanos aos agentes que tratam com povos indígenas e outras minorias étnicas. Continue lendo… 'Cimi e Justiça Global querem garantia de vida e de terra para etnia Tupinambá'»

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Conflito por terra provoca ação violenta de agentes da PF, segundo denúncia

Luciana Lima - Repórter da Agência Brasil

Brasília – O pano de fundo para a atuação da Polícia Federal contra indígenas da etnia Tupinambá, no sul da Bahia, é o conflito entre índios e fazendeiros pela posse de terras, segundo a denúncia enviada hoje (9) à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e pela ONG Justiça Global.

De acordo com o documento enviado à ONU, desde que a Fundação Nacional do Índio (Funai) começou o processo de demarcação da Terra Indígena Tupinambá, fazendeiros dos municípios de Ilhéus e Buerarema passaram a contratar pistoleiros e iniciaram campanhas difamatórias nas rádios e jornais locais para incitar a população contra os índios.

Já houve na região uma série de conflitos envolvendo pistoleiros, fazendeiros e indígenas. “Em conseqüência da disputa pela posse da terra, os Tupinambá respondem a uma série de inquéritos e processos criminais originados na Polícia Federal, numa estratégia de criminalização de sua luta em defesa de seu território tradicional”, destaca o documento enviado à ONU. Continue lendo… 'Conflito por terra provoca ação violenta de agentes da PF, segundo denúncia'»

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Agentes da PF são denunciados à ONU por perseguição a índios

Luciana Lima - Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a ONG Justiça Global, organizações que atuam na defesa dos direitos humanos no Brasil, enviaram hoje (9) à Organização das Nações Unidas (ONU) denúncia de que agentes da Polícia Federal têm perseguido índios da etnia Tupinambá, no sul da Bahia.

A denúncia está contida em dois informes. Um deles trata da prisão, considerada ilegal pelas organizações, da líder indígena Glicéria de Jesus da Silva, conhecida como Glicéria Tupinambá, integrante da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), órgão consultivo do governo vinculado ao Ministério da Justiça.

Outra parte de denúncia se refere a torturas que teriam sido sofridas por cinco indígenas Tupinambás em junho de 2009. O informe também cita outra prisão considerada ilegal: a de Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau, irmão de Glicéria, em 10 de março último.

Entre as vítimas da tortura, o Cimi e a Justiça Global citam, na denúncia, os nomes de Ailza Silva Barbosa, Alzenir Oliveira da Silva, Calmerindo Batista da Silva, Mário Oliveira Barbosa e José Otávio de Freitas. Continue lendo… 'Agentes da PF são denunciados à ONU por perseguição a índios'»

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O sangue da floresta

Por racismoambiental, 08/06/2010 19:33
Cesar Teixeira

Hubinet Ka’apor, 38 anos, foi assassinado a pauladas no município Centro do Guilherme a mando de fazendeiros que praticam a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Alto do Turiaçu. Enquanto jorra o sangue dos filhos da floresta, o lucro fácil dos madeireiros se apóia nas dificuldades do governo federal em controlar as invasões sem contrariar os interesses da política ficha-suja do País.

Um grupo de índios Ka’apor esteve em São Luís no último dia 27 de maio, com o apoio do Conselho Indigenista Missionário – CIMI/MA, para denunciar junto à Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal o aumento de invasões e o agravamento da violência dos madeireiros contra as comunidades da Terra Indígena Alto Turiaçu, incluindo assassinatos de lideranças.

O cacique Rerõe Ka’apor, da aldeia Axinguirená, relatou ao Vias de Fato que no dia 17 de maio procurava por seu parente Hubinet Ka’apor, de 38 anos, que havia ido ao Centro do Guilherme fazer compras, quando foi informado ter ele sido assassinado a pauladas nas imediações da cidade, um dia antes, por desconhecidos que estavam num bar junto a uma ponte, e depois jogado no rio.

Chegando ao local, o cacique encontrou o corpo enterrado de cabeça para baixo no leito do rio, tendo em seguida avisado a Polícia Militar, que recolheu a vítima e a conduziu ao necrotério do Centro do Aguiar. Rerõe levou o cadáver para a aldeia, após este ser liberado, mas não sabe informar se foi realizado exame de corpo de delito ou outro tipo de perícia. “Ninguém foi preso até agora, isso não é justo”, acrescentou. Continue lendo… 'O sangue da floresta'»

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