A história de resistência e morte dos povos indígenas na ditadura militar

‘Os fuzis e as flechas’, de Rubens Valente, reconstrói embates a partir de documentos inéditos

Por Leonardo Cazes, em O Globo

O marechal Rondon cunhou uma frase que se tornou o lema de gerações de sertanistas brasileiros e funcionários do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), criado em 1910: “Morrer se preciso for, matar nunca”. A declaração ecoou até os anos 1960 e 1970. Contudo, apesar do desejo declarado de proteger os indígenas, o resultado da ação do Estado brasileiro não raro foi o massacre de tribos inteiras. Essa é a história que o jornalista Rubens Valente conta em “Os fuzis e as flechas: a história de sangue e resistência indígena na ditadura” (Companhia das Letras). A partir de uma vasta pesquisa nos arquivos oficiais abertos a partir de 2008 e entrevistas com índios e ex-funcionários do SPI e de sua sucedânea criada em 1967, a Fundação Nacional do Índio (Funai), Valente constrói um painel de violência, morte e luta desses povos. (mais…)

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“O pensamento colonial se prolifera como praga”, adverte Ailton Krenak

por Lorenzo Leuck – Nonada

O comunicador e ambientalista indígena Ailton Krenak ministrou a aula inaugural do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da UFRGS , intitulada  “Povos Originários na América Latina: o dilema de integração”, terça-feira passada, 14 de março, no auditório do Instituto Latino-americano de Estudos Avançados do Campus do Vale. (mais…)

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Pesquisadores internacionais discutem as periferias na Maré

Julianne Gouveia – ANF

Pensar a ideia de periferia. Esta foi a missão nada fácil de ativistas, pesquisadores e intelectuais de 15 países, reunidos no Complexo da Maré durante a última semana. Eles participaram do seminário internacional “O que é a periferia afinal e qual o seu lugar na cidade?”, que aconteceu nos dias 16 e 17 de março no Galpão Bela Maré. (mais…)

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A Máfia do desmatamento: A saga da Famiglia Vilela, os maiores pecuaristas e destruidores de florestas do Brasil

Parte 10 – Mesmo com prisões, multas e processos, terras griladas continuam nas mãos do agronegócio

Por Mauricio Torres e Sue Branford, no The Intercept Brasil

Desde 2010 as “damas do agronegócio” reúnem-se mensalmente na sede da Sociedade Rural Brasileira na cidade de São Paulo. Entre as 23 integrantes do Núcleo Feminino do Agronegócio, participava a grande pecuarista Ana Luiza Junqueira Vilela Viacava. Em 2012, ela declarou: “Gosto da terra e da segurança que ela me dá para o futuro”. Quatro anos depois, Ana Luiza seria presa, acusada de grilagem. (mais…)

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“Nós somos a terra”

Por Sonia Bone Guajajara*, na Folha

Em entrevista à Folha publicada no último dia 10, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, declarou que terra não enche a barriga de ninguém. Egresso da bancada ruralista, citado pela Polícia Federal na Operação Carne Fraca, ele apenas reproduziu o pensamento de quem tem o olho na barriga e enxerga a terra apenas como commodity.

Mas, de certa forma, atirou no que viu e acertou no que não viu: para nós, povos tradicionais, a terra serve, antes de tudo, para alimentar nosso espírito e nossa identidade. (mais…)

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Atacados, Pataxós ocupam Parque do Descobrimento

Habitantes seculares do Sul da Bahia, pressionado por turismo e “racismo ambiental”, indígenas exigem demarcação de território e denunciam extrativismo ilegal, má gestão e descaso do Estado

Por Bruna Aieta – Outras Palavras

Os Pataxó, povo originário da região sul da Bahia, mantêm ocupado desde 11 de março o Parque Nacional do Descobrimento, uma área de 22,7 mil hectares cujos biomas e espécies nativas estão ameaçadas por pressão de empresas e descaso de órgãos públicos. A sede do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), órgão do ministério do Meio Ambiente também está ocupada. O ato é de resistência. Os Pataxós querem o reconhecimento e demarcação de seu território e estão ameaçados por reintegrações de posse que podem desalojar centenas de famílias. (mais…)

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Día Internacional de la Lucha Campesina 2017 – ¡Llamado a movilización global!

Día Internacional de las Luchas Campesinas 2017: ¡Derechos de los Campesinos, Derechos Humanos!¡Avancemos hacia una Declaración de las Naciones Unidas sobre los derechos de los campesinos y otras personas que trabajan en zonas rurales!

La Vía Campesina

El movimiento campesino internacional La Vía Campesina llama a todos sus miembros y aliados a movilizarse el 17 de abril, Día Internacional de las Luchas Campesinas. Este año, queremos que el mundo sepa que los campesinos y otras personas que trabajan en las zonas rurales han estado trabajando muy duro por sus derechos. La iniciativa de los derechos de los campesinos, iniciada hace 17 años por La Vía Campesina, es ahora un proceso avanzado dentro de las Naciones Unidas hacia una Declaración de los Derechos de los Campesinos y otras personas que trabajan en las zonas rurales. Esta declaración, si se aprueba, creará un instrumento jurídico internacional para proteger los derechos y llamar la atención sobre las amenazas y la discriminación que sufren los campesinos y otras personas que trabajan en las zonas rurales. (mais…)

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A liberdade de expressão agora é só pra jornalista?

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Durante muitos anos lutamos contra os donos da mídia para manter a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Sabíamos que o objetivo único dessa gente era poder extrair mais-valor dos trabalhadores, diminuindo direitos, estendendo a jornada e intensificando o trabalho. As novas tecnologias estavam chegando, permitindo que tudo fosse feito com mais velocidade e em maior quantidade. Não havia saída para os empresários da imprensa. Era preciso avançar sobre os direitos para garantir mais lucros. Nada de novo, portanto. Só a mesma velha técnica da acumulação capitalista. (mais…)

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Vítimas da Samarco são ameaçadas de despejo por aluguéis atrasados

Fundação Renova informou que problema foi causado por transição nos contratos e que vai regularizar a situação ainda esta semana

O Tempo

Moradores de Bento Rodrigues atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão foram ameaçados de ficarem, mais uma vez, sem casa. Desde o fim do ano passado, a Samarco atrasou parte dos pagamentos dos imóveis alugados para os atingidos, que foram ameaçados de serem despejados por alguns dos proprietários das casas. As residências ficam em Mariana e Barra Longa, na região central do Estado. (mais…)

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