O rastro de destruição deixado por transnacionais na América Latina

O que a luta por justiça na Amazônia equatoriana tem a ver com os movimentos por justiça ambiental e direitos humanos no Brasil? Em artigo, Diana Aguiar, da FASE, responde a essa questão apontando para a impunidade de empresas em todo continente

Por Diana Aguiar¹, na FASE

O crime da Samarco/Vale/BHP na bacia do Rio Doce, que teve seu estopim no rompimento da bacia de rejeitos de mineração em Mariana (MG) em 5 de novembro de 2015, sem lugar a dúvidas, se somou ao rol dos maiores crimes ambientais dos últimos 50 anos, juntando-se aos da Chevron na Amazônia equatoriana, da Shell no território Ogoni, na Nigéria, dentre outros. E, assim como no caso desses outros crimes emblemáticos causados pelas operações de transnacionais, a resolução do caos gerado, a reparação ao meio ambiente e a necessidade de acesso à justiça para os povos atingidos está longe de encontrar um desfecho razoavelmente digno. (mais…)

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O monstro: sobre a chacina de Campinas, misoginia e notícias

Talvez o crime de Campinas seja justamente sobre a manutenção das relações de poder, do status quo, em um momento em que as disputas de narrativas sobre os casos de feminicídio trazem à tona crimes perversos que – é importante ressaltar – acontecem diariamente, embora nem sempre sejam tão noticiados.

Por Daniela Lima*, no Blog da Boitempo

Quando um caso de violência contra mulheres chega à grande imprensa, o debate é orientado quase sempre pela mesma pergunta: qual a motivação do crime? Mas o que é que motiva a formulação dessa pergunta? Deixando de lado o procedimento jurídico que levará em consideração as motivações do crime dentro de um protocolo de investigação policial, o senso-comum e os consumidores de notícias em geral desejam encontrar  uma explicação individual, específica e subjetiva. E a pergunta pela motivação do crime atende a essa necessidade. Muitos dizem: “era louco”, “era um monstro”, “não era humano”. (mais…)

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Incra/RS identifica territórios quilombolas em Viamão e Arroio do Tigre

No Incra

Foram publicados na última sexta-feira (30), no Diário Oficial da União (DOU), editais dos Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTIDs) das comunidades quilombolas da Anastácia, em Viamão, e de Linha Fão, em Arroio do Tigre. As publicações informam as áreas determinadas pelo Incra/RS como territórios destas comunidades, após uma série de estudos e levantamentos técnicos. Com esta ação, as famílias quilombolas avançam no processo de regularização das suas terras. (mais…)

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Matopiba: na fronteira entre a vida e o capital

De “última fronteira agrícola do país” a projeto abortado pelo governo por falta de verbas, Matopiba segue nos planos dos investidores, continua sendo um desafio para povos e comunidades tradicionais e uma ameaça para o cerrado

Por Maíra Mathias – EPSJV/Fiocruz

A “última fronteira agrícola” do país. O lar de milhares de indígenas, quilombolas, agricultores familiares e populações que mantêm um modo de vida tradicional, como quebradeiras de coco, geraizeiros, vazanteiros e comunidades de fecho de pasto. Um desdobramento da crise econômica internacional. Uma porção do cerrado brasileiro em que o desmatamento cresce em ritmo acelerado. E, ao mesmo tempo, uma região tão importante para o equilíbrio hídrico nacional que recebeu o apelido de ‘berço das águas’. Um gigante de 73 milhões de hectares que, ainda sim, segue invisível e desconhecido da maior parte dos brasileiros. Matopiba é tudo isso e mais um pouco. (mais…)

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ASA Piauí lança projeto para multiplicação das Casas de Sementes

Por Neto Santos, do FPCSA, na ASA Brasil

Oito Organizações integrantes do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido – FPCSA também chamado ASA Piauí estão aderindo ao Projeto de Multiplicação e Ampliação das Casas de Sementes do Piauí que tem como objetivo maior disseminar as Sementes da Fartura que aos poucos tem garantido a biodiversidade das espécies no estado, além de fortalecer os guardiões e guardiãs das sementes do Piauí. A ideia principal é garantir que famílias agricultoras de diferentes regiões do Piauí tenham acesso a uma semente nativa para a produção agrícola, sem transgenia, ao mesmo tempo em que possa gerar renda para mais famílias que estão inseridas no Projeto Sementes do Semiárido da ASA Brasil. (mais…)

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Recursos federais de políticas para mulheres, negros e direitos humanos são reduzidos

No último ano, repasse feito pelo Governo Federal para políticas de mulheres, negros e direitos humanos é 35% menor

Por Redação Brasil de Fato

Em 2016, o repasse orçamentário destinado a políticas federais para pautas de mulheres, população negra e direitos humanos foi reduzido em 35% pelo governo federal. Enquanto em 2015 esse valor correspondia a R$ 95.263.006,89 do orçamento público, no último ano, o montante passou a R$ 61.842.623,05. (mais…)

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Saúde quilombola no Pará também é alvo de pente-fino do MPF

Investigações em bloco, que já haviam sido abertas para avaliar educação indígena e ribeirinha, agora também focam comunidades quilombolas do Marajó e nordeste do Estado

MPF PA

Assim como fez em relação à educação indígena e à educação ribeirinha, em 2016 o Ministério Público Federal (MPF) no Pará abriu uma série de investigações para fazer um balanço sobre quais são e como são executadas as políticas públicas voltadas à saúde quilombola no arquipélago do Marajó e no nordeste do Estado. (mais…)

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Países rejeitam política de acesso do maior conglomerado científico do mundo

Na Abrasco

Instituições científicas de países como Alemanha, Peru e Taiwan intentam iniciar um movimento de questionamento aos altos valores cobrados pelo grupo editorial holandês Elsevier, líder mundial no segmento de ciência, tecnologia e saúde. Universidades, centros de pesquisa desses países e órgãos responsáveis pela manutenção de serviços semelhantes ao do Portal de Periódicos da Capes, não concordam com os custos cobrados pela editora e estão dispostos a não ceder, mesmo que isso gere dificuldades para suas universidades e centros de pesquisa. (mais…)

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Antes de se vestir de gari, João Doria poderia se “vestir” de prefeito, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

O prefeito João Dória vestiu-se com um uniforme de trabalho de gari, na manhã desta segunda (2), e fez uma ”limpeza simbólica” na região da praça 14 Bis, no Centro de São Paulo, em companhia de seus secretários de governo. Simbólica, porque a praça já havia sido limpa antes de sua chegada. Ele diz que repetirá a ação semanalmente até o final de seu mandato. (mais…)

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