Após ação da Defensoria Pública, liminar determina concessão de transporte escolar por barco a comunidades caiçaras do Vale do Ribeira

DPE-SP

Após anos de luta para que seus filhos tenham acesso à educação, as famílias que habitam as comunidades caiçaras de Pereirinha e de Itacuruçá, no extremo norte da Ilha do Cardoso (litoral norte de SP), obtiveram por meio da Defensoria Pública de SP uma liminar judicial que garante transporte escolar para suas crianças e adolescentes. (mais…)

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Familiares de Binho do Quilombo protestam em frente à delegacia de Simões Filho; esposa de vítima passa mal

Da Redação Simões Filho Online

Após a prisão de Leandro Pereira da Silva, o “Léo”, familiares e amigos do líder quilombola Flavio Gabriel Pacifico dos Santos, 36 anos, conhecido como “Binho do Quilombo”, assassinado no dia 19 de setembro deste ano, fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (21/12) pedindo por justiça e agilidade na investigação. Bastante abalada, a esposa de Binho, Eliane de Jesus dos Santos, 36 anos, chegou a passar mal durante o ato.  (mais…)

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Guiné Bissau e a gestão comunitária de florestas como oposição às pilhagens público-privadas de recursos naturais

Gabriel Brito*, Correio da Cidadania

Enquanto vivemos dias de profundo desencanto com o sistema representativo e mesmo entidades que ao longo dos anos representaram os interesses sociais e democráticos mais urgentes, novas experiência e articulações eclodem. Um exemplo disso é trazido pelo sociólogo e ativista socioambiental Miguel de Barros, que nesta entrevista conta a experiência de movimentos sociais e comunitários de Guiné Bissau na gestão sustentável de florestas e ecossistemas onde vivem. (mais…)

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Nação de visionários: comunidades indígenas criam um Governo autônomo na Amazônia peruana

Indígenas wampi se uniram para defender seu território da mineração ilegal e da contaminação por combustíveis, entre outras ameaças

Por Thomas Niederberger e Jacob Balzani Lööv, El País Brasil

Cerca de 20.000 pessoas vivem em um território equivalente a oito vezes o município de São Paulo. São os wampis. Aqui não há estradas, e os dois principais cursos de água – os rios Santiago e Morona, também chamados de Kanus e Kankin em sua língua materna – são a única via de acesso para o comércio e o contato com o mundo exterior. Lima, a capital do Peru, fica no outro lado dos Andes, a 1.500 quilômetros, na desértica costa do Pacífico. As famílias wampis são muito individualistas e costumavam viver dispersas na selva. Só depois da chegada dos missionários e das escolas, na década de 1960, eles se mudaram e formaram comunidades ao redor das instalações educacionais. (mais…)

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A cultura negra: luta e resistência de um povo

Afoxé, capoeira, samba de roda e os blocos afros são exemplos das manifestações culturais do povo negro brasileiro

Lorena Carneiro e Wesley Lima, Brasil de Fato

A história brasileira é marcada por vários episódios de luta popular em defesa de direitos, que garantem dignidade, respeito e, acima disso, a vida. É neste contexto, que o povo negro, vítima da diáspora que os retirou do seu continente de origem – África -, conduziu o enfrentamento cotidiano na defesa de todas as dimensões sociais e culturais que reafirmam o lugar de protagonismo na construção de uma identidade e representatividade social. (mais…)

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Etapa 03 da Mineradora Anglo American Minério de Ferro Brasil S.A continua violando direitos humanos e constitucionais no Brasil

Movimentos sociais, ambientalistas e pesquisadores independentes denunciam a violação de direitos humanos, assim como impactos sociais, culturais e ambientais irreversíveis, causados pela empresa multinacional Anglo American Minério de Ferro Brasil S.A. O empreendimento Minas-Rio é composto por uma mina para extração de minério de ferro em uma extensão contínua de 12,25km, afetando uma área de cerca de 3.888 hectares nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Alvorada de Minas e Dom Joaquim, no estado de Minas Gerais, Brasil. (mais…)

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Novas gerações: Ameaça do trabalho infantil e análogo ao escravo

Velhas ameaças rondam o quilombo, com crianças recrutadas para a mineração e adolescentes indo para as grandes cidades trabalhar como empregadas domésticas

Solange Azevedo, de Serrano do Maranhão, no Repórter Brasil

A história se repete. “Não gosto nem de me lembrar. Eu não podia falar nada que me batiam. Fui muito maltratada”, conta Laudicélia Lisboa Rodrigues, de 32 anos. Ela saiu de casa aos 7 para morar com parentes e se tornou empregada doméstica de uma família em São Luís, capital maranhense, onde ficou até completar 16. “Lavava, limpava, passava pano, fazia comida e cuidava de duas crianças. Não ganhava nadinha, era trabalho escravo.” Além de se lamentar ao lembrar do passado, Laudicélia sofre ao observar o ciclo se repetir no presente. Seu filho do meio, de 12 anos, já está na lida. “Não foi por meu mandado. Eu sei que trabalho infantil é crime”, diz. (mais…)

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Retomada: O quilombo que renasceu na escola

A resistência na comunidade Nazaré se dá dentro da sala de aula. A escola é parte importante da permanência dos quilombolas no território

Solange Azevedo, de Serrano do Maranhão, no Repórter Brasil

Nada lembra uma escola tradicional. Tudo o que os alunos aprendem tem relação com o dia a dia da comunidade. Amazônia e Cerrado ganham destaque nos debates em torno dos biomas brasileiros. A riqueza da juçareira, do babaçu e do tucum é usada como estímulo para a batalha pela preservação ambiental. Incentivar os estudantes a refletir sobre a importância da cultura e da espiritualidade de seus ancestrais é o ponto de partida para a valorização da identidade quilombola. Na sala de aula ampla e sem paredes do Quilombo Nazaré, na baixada ocidental maranhense, a cultura de origem africana é tratada com respeito. Nesse espaço, orixás, encantados e caboclos convivem em paz com divindades católicas. “A gente não camufla o que nos fere”, diz a professora Leidiane Santos Reges, de 30 anos, para quem um importante ensinamento começa com a mudança de vocabulário sobre o passado colonial: “Não fomos escravos, fomos escravizados”. (mais…)

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Longa herança: Quilombolas se recusam a pagar o foro a fazendeiros

No Maranhão, quilombolas ainda são subjugados por fazendeiros que cobram uma taxa pelo uso da terra. Mas muitos estão quebrando esse ciclo

Solange Azevedo, de Serrano do Maranhão, no Repórter Brasil

Capatazes chegam com chicotes em punho para cobrar o foro: uma espécie de imposto pago pelos quilombolas aos fazendeiros para poder viver nas terras e plantar. Sem muita conversa, recolhem a maior e melhor parte da produção da lavoura, fruto de meses de trabalho. Mandioca, milho, arroz, maxixe, abóbora. Quando julgam que a colheita não foi suficientemente farta, exigem dinheiro e confiscam tudo o que encontram. Carregam até pratos, panelas e cavalos. Botam fogo em casa de farinha para retaliar. Ameaçam de expulsão e morte quem se atreve a resistir. Deixam famílias inteiras para trás passando fome. (mais…)

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