“Liberdade de ensinar é condição para melhorar nosso debate democrático”

Amanda Travincas, autora de tese premiada sobre a liberdade acadêmica, critica o “escola sem partido”. “Garantir sala de aula livre não é limitar a expressão do professor, mas fazê-la coexistir com a do aluno”

Por Talita Bedinelli, no El País

Nos últimos anos, iniciativas inspiradas no projeto Escola Sem Partido, cujo objetivo é “eliminar a doutrinação ideológica nas escolas”, tem surgido em vários Estados e municípios brasileiros. Alagoas foi o primeiro a aprovar uma lei do tipo, já em 2015, para instituir o programa Escola Livre, posteriormente suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele proibia qualquer conduta por parte do corpo docente ou da administração escolar que “imponha ou induza aos alunos opiniões político-partidárias, religiosa ou filosófica”. O município de São Paulo, por sua vez, está com um projeto pronto para ser votado na Câmara, que também afirma que o professor da rede pública municipal deverá se abster de “introduzir, em disciplina obrigatória, conteúdos que possam estar em conflito com as convicções morais dos estudantes ou de seus pais”. (mais…)

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Ações de vigilância e monitoramento ambiental da T.I. Apinajé

Pempxà

Após confronto violento com invasores não-índios ocorrido na aldeia Buriti Comprido em 15 de dezembro de 2007, os moradores das Aldeias Buriti Comprido, Cocalinho, Palmeiras e Patizal foram removidos pela FUNAI para Aldeia São José. Uma semana após a ocorrência, a aldeia Cocalinho foi incendiada, provavelmente por moradores da região envolvidos no conflito.Um ano depois as famílias das aldeias Palmeiras e Patizal retornaram para suas comunidades. (mais…)

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DNIT prevê remoção de casas em território quilombola sem consultar a população

Por Sabrina Felipe, no Vias de Fato

Cerca de 4.200 pessoas vivem no território quilombola de Santa Rosa dos Pretos, no município de Itapecuru-Mirim, a 86 km da capital maranhense. Dessas, quase metade corre o risco de ter suas casas demolidas por conta da duplicação da BR 135, que rasga o território pelo meio. A obra vai de Bacabeira a Miranda do Norte, e está avaliada em pouco mais de R$ 173 milhões, de acordo com informações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pela obra. (mais…)

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Moção de pesar da Sociedade de Arqueologia Brasileira pelo falecimento do Prof. Marcondes Namblá

A Sociedade de Arqueologia Brasileira – SAB vem a público manifestar pesar a todas as pessoas amigas e aos familiares do Prof. Marcondes Namblá, 38 anos, liderança do povo Laklãnõ Xokleng, vítima de um covarde e cruel assassinato ocorrido no dia 1º de janeiro de 2018 na cidade de Itajaí, litoral norte do estado de Santa Catarina, região Sul do Brasil. (mais…)

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Bruxaria, escravidão e misoginia no Brasil colonial

Por Carolina Rocha, na DR

O que se convencionou, mais recentemente, chamar de intolerância religiosa no Brasil foi constitutiva do processo de colonização do país, deixando suas marcas no âmbito cultural e político-estatal até os dias atuais, com mudanças que dizem respeito aos atores que perpetraram essas violências (ora colonizadores, ora agentes do estado, ora líderes religiosos) e aos argumentos em que se ancoravam suas ações. (mais…)

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A transformação do negro em ser errante. Entrevista especial com Kabengele Munanga

Por Ricardo Machado, na IHU On-Line

Os dicionários de Língua Portuguesa definem errante como aquele ser que vaga, um nômade sem destino e, ainda, que se desvia do caminho da sensatez, do bom senso. Para o antropólogo Kabengele Munanga, é justamente nisso que a historiografia tradicional quer transformar o negro no Brasil. “Um povo sem história, isto é, sem passado, presente e futuro, é como um errante”, resume. “O negro só pode ser protagonista da História do Brasil ao mostrar que ele faz parte dessa história não apenas como força muscular humana, mas como cérebro, resistente apesar do rolo compressor da escravidão, que deu sangue, deu cultura ao Brasil e, portanto, sem ele a história do Brasil não teria a configuração atual”, defende. (mais…)

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#Protagonismofemininoindígena: da comunicação à incidência política. Entrevistada da semana: Telma Taurepang

Por Sucena Shkrada Resk, no Cidadãos do Mundo

No Brasil e em outros países da América Latina, o papel da mulher indígena se destaca cada vez mais. No universo da comunicação, existe a iniciativa Comunicadoras y Realizadoras Indígenas, que tem incentivado este protagonismo na AL. Em abril passado, uma iniciativa interessante foi a criação da Agência de Notícias de Mulheres Indígenas e Afrodescendentes, a Notimia, no México, que está em pleno vapor. No Peru, está ocorrendo o fortalecimento da Red de Comunicadores Indígenas del Perú. Aqui no Brasil, mídias indígenas também têm consolidado a participação feminina, como na Rádio Yandê e na área de cinema, no projeto Vídeo nas Aldeias. Existe um processo ascendente, neste sentido, que não tem volta. (mais…)

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Henfil é tema de documentário ainda sem data de estreia nos cinemas

Cartunista, jornalista e escritor morreu há três décadas, a menos de um mês de completar 44 anos

Em O Tempo

Há 30 anos, morria no Rio de Janeiro, a menos de um mês de completar 44 anos, o cartunista, jornalista e escritor Henrique de Souza Filho, mais conhecido como Henfil. Assim como seus outros dois irmãos – o sociólogo Hebert de Souza, o Betinho, e Chico Mário – Henfil era hemofílico (doença genética que se manifesta sob a forma de hemorragias espontâneas ou traumáticas). (mais…)

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