Marcondes Namblá: desenhando com o próprio sangue. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

“… meu ódio é o melhor de mim/ Com ele me salvo/ e dou aos poucos
uma esperança mínima”. (Carlos Drummond – A flor e a náusea)

– Faça um desenho mostrando como são tratados, hoje, os índios no Brasil, imaginando que daqui a 400 anos um historiador o encontrará num arquivo junto com outros documentos que atravessaram o tempo. (mais…)

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“Em nome de Deus”, por Makota Celinha

Em nome de Deus eu quebro sua casa, desmoralizo sua família e amaldiçoo seu livre arbítrio. Em nome de Deus eu te desconheço enquanto sujeito de sua própria história, eu repreendo sua fé e sua humanidade.

Esse é o retrato do que hoje vivemos, uma prática “religiosa” prepotente, autoritária que emana preconceitos. E eu me pergunto que “Deus” será esse, que foge da misericórdia, da compreensão, do amor e da generosidade? Um “Deus” que manda destruir sua própria criação, que desconhece a humanidade do outro e que atropela o livre arbítrio. Um “Deus” que vive a sombra do ódio, que emana o autoritarismo e desconhece a solidariedade. (mais…)

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“As noites dos trabalhadores rurais escravizados. A estrela na noite da solidão”, por frei Henri des Roziers (1930-2017)

O texto abaixo, de frei Henri des Roziers, foi enviado pela Secretaria Geral do MST, com o comentário: “pensando nos reis magos, uma crônica sobre os trabalhadores rurais escravizados no Brasil”. (TP)

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Sentados em frente das suas casas, eles estavam sem trabalho na sua pequena cidade pobre do Piauí, e suas crianças passavam fome. Passou uma camioneta com alto-falante convidando o pessoal para trabalhar numa fazenda do estado do Pará. O “gato” do fazendeiro prometia bons salários, comida, alojamentos. Iludidos, sem alternativa, embarcaram no caminhão. Foram dois dias de viagem cansativa, no calor, na poeira, quase sem comer. (mais…)

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Nina, a cachorrinha que morreu de susto com os fogos de fim de ano

Nina poderá se tornar o símbolo de uma tomada de consciência em favor dos animais

Por Juan Arias, no El País

Nina, a cachorrinha de dois anos que morreu de susto com os fogos de fim de ano estourados por vizinhos de sua dona, em São Paulo, poderá se tornar o símbolo de uma tomada de consciência em favor dos animais, num momento em que levanta uma onda de polêmica nas redes. (mais…)

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Dário Bossi: “Las iglesias son un factor importante en los conflictos y necesitan tomar posición del lado de los más frágiles”

Em Iglesias y Minería

Una de las grandes amenazas que se ciernen sobre América Latina es todo lo relacionado con extracción en gran escala de sus recursos naturales. Los impactos de esas actividades no sólo afectan a la Casa Común, sino también a sus habitantes, especialmente los más pobres y, entre ellos, los pueblos originarios.

Las políticas estatales de muchos países se han decantado por la exportación de sus bienes, como modo de equilibrar su balanza comercial. Son generalmente gobiernos corruptos, comandados por personajes que llenan sus bolsillos a costa de la sangre de aquellos a quienes deberían ayudar y que provocan que los desastres ambientales y sociales sean algo cada vez más cotidiano. (mais…)

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Aula Pública Opera Mundi: A escola respeita a cultura afro-brasileira?

Doutor em ciências sociais pela Unicamp, o professor da Unifesp José Carlos Gomes discute a implementação de conteúdos da cultura afro-brasileira no currículo escolar

No Opera Mundi

As crianças e jovens negros não se identificam com os conteúdos do currículo escolar. Diante desse quadro, educadores defendem que o caminho para a inclusão passa por valorizar os patrimônios culturais africanos e afro-brasileiros no espaço da escola – o que, no entanto, ainda é feito de forma tímida. Esta é uma das análises feitas por José Carlos Gomes, doutor em ciências sociais pela Unicamp, professor da Unifesp e organizador do livro Cultura Afro-Brasileira – Temas Fundamentais em Ensino, Pesquisa e Extensão (Editora Alameda, que pode ser baixado gratuitamente aqui), ao responder “A escola respeita a cultura afro-brasileira?”, na Aula Pública realizada na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em Guarulhos. (mais…)

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Fernanda Giannasi recebe prêmio internacional por luta contra amianto

No Seesp

A auditora-fiscal do Trabalho Fernanda Giannasi foi agraciada com o Prêmio Rachel Lee Jung-Lim 2017, em Seul, capital da Coreia do Sul, pelo seu trabalho em defesa do banimento do amianto. Em sua sexta edição, a homenagem é feita a uma pessoa por ano. A ativista não pôde comparecer à cerimônia de premiação, no dia 21 de dezembro último, mas foi representada por seus colegas, ativistas do movimento pelo banimento do amianto na Ásia. (mais…)

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Poder do Povo no Porto Rico: como uma favela no centro de San Juan escapou da gentrificação

Por Maritza Stanchich, no The Guardian/Rio On Watch*

Como desenvolver uma comunidade sem fazer subir os preços da terra? Moradores ao longo de um canal poluído em San Juan formaram um Fundo de Posse Coletiva (Community Land Trust, ou CLT, na sigla em inglês) para ajudar a salvar suas casas, bem como o meio ambiente.

Durante anos, uma mensagem de grafite tem aparecido por toda San Juan, capital de Porto Rico, como uma demanda urgente: Dragado ya! (que significa “dragagem agora!”). (mais…)

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Setor privado do ensino superior avança com processo de mercantilização

Por Samuel Pontes do Nascimento, no Justificando

A companhia de capital aberto Kroton S.A., maior mantenedora de instituições particulares de ensino superior no Brasil, pareceu constrangida com sua última aquisição. Demorou seis dias para divulgar que havia comprado um novo ativo, o Instituto Camilo Filho, em Teresina-PI, com seus 2.200 alunos. Ao mercado, os diretores da empresa atribuíram a demora em comunicar a novidade aos acionistas “à baixa representatividade do ativo adquirido frente ao atual porte, condições econômicas e operacionais da Kroton”.

E é assim que tem “evoluído” o nosso modelo privado de ensino superior: mercantilização do direito à educação, e nada mais.  (mais…)

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Guilherme Boulos: “A diversidade não impede a unidade da esquerda na defesa da democracia”

A existência de diferentes candidaturas do campo progressista não invalida uma aliança no segundo turno, emenda o líder do MTST

Por Rodrigo Martins, na Carta Capital

Cotado como candidato do PSOL à Presidência da República, Guilherme Boulos recusa-se a alimentar a inútil polêmica sobre a desunião da esquerda em 2018. A existência de diferentes candidaturas do campo progressista não representa uma ameaça à unidade e tampouco invalida uma aliança no segundo turno, avalia o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, em entrevista a CartaCapital. (mais…)

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