Com amor, Vincent

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

A primeira vez que vi Vincent foi através de uma de suas pinturas, “Os comedores de batatas”, que compunham uma coletânea dos melhores pintores do mundo, numa dessas coleções que meu pai comprava dos vendedores de livros que batiam na nossa porta. Eu devia ter uns 10 anos. Gostava do quadro porque me lembrava da casa da vó Tila e do vô Dionísio. Lá não havia luz e a gente também comia sob a luz do lampião. Eles eram agricultores e a comida sempre era simples, no geral um único prato. E, por fim, porque eu sempre fui apaixonada por batatas. Assim, aquela cena de luz bruxuleante impregnava minhas retinas. Os trabalhadores e sua imanência. (mais…)

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Carne Fraca: Frigoríficos do país deveriam parar de nos envergonhar lá fora, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Quando a primeira fase da Operação Carne Fraca, que detectou fraudes no controle de qualidade de frigoríficos foi deflagrada, em março do ano passado, muita gente lembrou que esse setor é um dos mais problemáticos do país, com incidência de trabalho análogo ao de escravo, aposentadoria precoce forçada e morte de operários em unidades de processamentos, violência contra populações tradicionais, crimes ambientais, roubo de terras públicas, contaminação de água e de solo, sofrimento desnecessário de animais, fraudes na garantia da qualidade dos produtos e, é claro, corrupção. (mais…)

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Entrevista: o feminicídio é um crime que está relacionado ao ódio

Conversamos com Graciete Santos, coordenadora geral da Casa da Mulher do Nordeste, sobre a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, o que tem sido feito para combater a violência contra a mulher e quais são os resultados disso

Por Sara Brito – Centro Sabiá, na Asa

O Canto do Sabiá: Por que o uso do termo feminicídio é importante?

Graciete Santos: É bem importante o uso do termo feminicídio porque na verdade ele qualifica. Hoje temos uma lei, que está em vigor desde 2015, que qualifica esse crime, a violência que tira a vida das mulheres ou que, na verdade, tem uma ação de violência, de menosprezo ou de opressão, a violência doméstica familiar, por ser mulher. Então está relacionada a uma questão de gênero, de poder. Esse termo vai qualificar o homicídio, ele torna o homicídio de mulheres um crime hediondo, ou seja, de uma maior gravidade. Eu acho que ele é importante porque dá visibilidade à questão, aos registros oficiais, a partir do momento que é uma lei e que se cria essa condição, e ao mesmo tempo ele problematiza mais isso, institucionaliza mais isso nesse âmbito. Outra questão que eu acho que é importante destacar é que na verdade ele é um crime que está relacionado ao ódio, não é um evento isolado. Na verdade existe toda uma questão que está enraizada no patriarcado, na violência contra as mulheres pela condição da ameaça que as mulheres trazem a essa concepção de que os homens têm privilégios e têm um poder maior sobre as mulheres. (mais…)

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Manaus: Representantes de religões de Matriz Africana denunciam Estado de não investigar crimes de intolerância religiosa

A ação é motivada por uma tentativa de assassinato contra um pai de santo ocorrida quinta-feira (1º), em Manaus. Segundo eles, os delegados se negam a apurar

Silane Souza, A Crítica

Representantes do Povo Tradicional de Terreiro de Matriz Africana de Manaus foram nesta segunda-feira (5) ao Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) denunciar o Estado por não tomar as medidas cabíveis para acolhimento das denúncias de crimes de intolerância religiosa, bem como de proteção as vítimas. A ação é motivada por uma tentativa de assassinato contra um pai de santo ocorrida no último dia 1º, por volta de 20h, na rua Louro Tachi, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte. (mais…)

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#MêsdasMulheres: A relevância permanente das contribuições socioambientais de Wangari Maathai

Por Sucena Shkrada Resk, no Blog Cidadãos do Mundo

Quando em 25 de setembro de 2011, a queniana Wangari Maathai faleceu, devido a um câncer, escrever no dia seguinte um artigo a respeito de sua trajetória de vida (veja também abaixo), como manifestação de respeito ao importante legado que esta ativista deixou ao continente africano, ou melhor, ao planeta, foi algo natural. Praticamente sete anos depois, nas proximidades do Dia Internacional da Mulher e neste mês das “Águas”, retomar os propósitos desta cidadã resiliente, que focou sua vida em ações voltadas à justiça socioambiental, se torna mais uma vez, coerente, diante de uma contemporaneidade, na qual há flagrantes de um esquecimento histórico sobre elos de aprendizados que tecem essa rica teia de historicidade. (mais…)

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Indígenas da Bahia cobram fiscalização e investimento em parque que sobrepõem terra tradicional

or Guilherme Cavalli, no Cimi

No Ministério do Meio Ambiente, o grupo exigiu atenção ao Parque Nacional do Descobrimento, unidade de conservação sobreposta à Terra Indígena (TI) Comexatibá, no extremo sul da Bahia, município de Prado. Segundo as lideranças, invasões e retiradas de madeira persiste como problema no local. (mais…)

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Mulheres do MST fazem ato em fábrica de celulose na Bahia

Ação faz parte da jornada de lutas das mulheres que ocorre durante esta semana nas cinco regiões do país

Redação Brasil de Fato

Na madrugada desta segunda-feira (05), mais de mil mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a frente da fábrica Suzano Papel e Celulose, localizada na cidade de Mucuri, na região sul da Bahia. O ato denuncia a grave crise hídrica no município causada pela produção em grande escala de eucalipto. (mais…)

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Com elogios de Lula, Boulos confirma pré-candidatura à presidência

por Ana Luiza Basilio, Carta Capital

O líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, confirmou pré-candidatura à presidência nas eleições 2018 pelo PSOL. O candidato terá como vice em sua chapa a líder indígena e coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Sonia Guajajara. A filiação oficial de Boulos ao partido é esperada para esta semana. (mais…)

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Gustavo Guerreiro: O Muro e a Luta

Gustavo Guerreiro* – Vermelho

A resistência popular se manifesta na luta internacionalista por diversas formas. Um verdadeiro exemplo de união transnacional se iniciou entre os índios tohonoo’odhams, que habitam ambos os lados da fronteira entre México e EUA e resultou em uma grande mobilização na cidade de Cuetzalan (Norte do México). O evento contou com a presença de diversos povos indígenas mexicanos e representantes dos indígenas estadunidenses do Novo México e Dakota (Arikara,Yaquis e Tohono O’odham) contra a política racista e xenófoba de Donald Trump. (mais…)

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