Racismo institucional e repressão cultural: “Tão bonito que nem parece índio”

Mais de seis mil índios moram em Brasília e arredores. Homens, mulheres e crianças que, devido ao preconceito, encontram vários obstáculos nas oportunidades de emprego, saúde, educação e qualidade de vida

 Por Verônica Nunes de Holanda, no Cimi

Mais de 896 mil pessoas se declararam indígenas no censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, inclusive 379.534 que vivem fora de terras demarcadas. Em 2015, uma pesquisa feita pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) apontou que mais de seis mil índios moram em Brasília e arredores. Homens, mulheres e crianças que, devido ao preconceito, encontram vários obstáculos nas oportunidades de emprego, atendimento de saúde, educação, segurança e qualidade de vida. (mais…)

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O legado de negros muçulmanos que se rebelaram na Bahia antes do fim da escravidão

André Bernardo, Do Rio de Janeiro para a BBC Brasil

Salvador, 25 de janeiro de 1835. Foi num sobrado de dois andares, na Ladeira da Praça, que teve início o maior e mais importante levante urbano de africanos escravizados já registrado no Brasil. Era por volta de 1h da madrugada quando um grupo de 50 africanos, das mais diferentes etnias, ocupou as ruas da capital baiana. O levante entrou para a história como a Revolta dos Malês. (mais…)

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Sem Terra sofrem despejo violento no Sertão do São Francisco em Pernambuco

A reintegração de posse dos acampamentos aconteceu a pedido da (CODEVASF) e foi executada pela polícia juntamente com seguranças do projeto de irrigação

Por Rozana Maria, da Página do MST

Na madrugada desta terça-feira (8), cerca de 150 servidores da Polícia Federal, da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência em Áreas de Caatinga (CIOSAC), da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (ROCAM), da polícia militar e de seguranças do projeto de irrigação no Pontal Sul em Petrolina, cercaram os acampamentos Democracia e Dom Tomás Balduíno, no Ceará. (mais…)

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Plataforma Dhesca realiza missão para identificar violações causadas pelo Complexo de Suape

Em Dhesca Brasil

A Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil iniciou nesta segunda-feira (07), em Recife (PE), um conjunto de reuniões e escuta à organizações sociais, órgãos públicos e lideranças comunitárias para identificação e mapeamento de violações de direitos humanos implementação do Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape). As agendas se estendem até o dia 11 e incluem visitas aos territórios afetados. (mais…)

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Comunidades mapeiam fortalezas e ameaças na TI Alto Rio Negro

Em oficina de gestão territorial, povos indígenas da fronteira do Brasil com a Colômbia discutem proteção do território, ausência de serviços públicos e manejo da biodiversidade

No ISA

O rio Apapóris vai se desenhando pela floresta densa em uma das regiões mais remotas do Noroeste Amazônico, entre os municípios de São Gabriel da Cachoeira (AM) e Japurá (AM). A mata intocada é um alento para a equipe que está dentro do pequeno avião rumo à Cachoeira do Machado, comunidade a margem do rio Traíra, na Terra Indígena (TI) Alto Rio Negro. Missão: realizar uma oficina do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) das TIs do Médio e Alto Rio Negro. (mais…)

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Sonho de Alckmin, transposição de rio em Bertioga é repudiada em audiência

Projeto de transposição do rio Itapanhaú é avaliado por ambientalistas e Ministério Público como desnecessário e com estudo de impacto mal elaborado

por Luciano Velleda, da RBA 

Quando Carlos Henrique Aranha, sócio-diretor da empresa Prime Engenharia, responsável pelo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da polêmica transposição do rio Itapanhaú, reconheceu que a obra irá aumentar “um pouquinho” a salinidade do mangue, a definição imprecisa acabou sendo o retrato das críticas e questionamentos ambientais em torno do projeto. “O impacto que pode ocorrer tanto no mangue quanto na restinga, é o aumento da salinidade num pequeno trecho”, minimizou logo em seguida, durante audiência pública realizada nesta terça-feira (8), na Assembleia Legislativa de São Paulo para discutir a obra, que pode afetar em muito a vida na cidade de Bertioga, no litoral paulista. (mais…)

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Atingidos do “Joana D’Arc” permanecem sem justiça em Rondônia

Mais uma vez o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia adia resolução das famílias atingidas pela usina de Santo Antônio no assentamento Joana Darc

No MAB

Ontem (8), a 2ª Câmara Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia na Sessão de Julgamento nº 586, adiou novamente a resolução da situação das famílias atingidas pela usina hidrelétrica de Santo Antônio nos projetos de assentamento Joana D’Arc 1, 2, 3 e agrovilas. Esteve em julgamento recurso da Santo Antônio Energia contra decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública que condenou o consórcio a reassentar e indenizar as famílias atingidas em favor de pedido do Ministério Público do Estado de Rondônia. (mais…)

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“A reforma agrária não é coisa do atraso”, afirma Jaime Amorim

Dirigente do MST, Jaime Amorim fala da importância da distribuição de terras, da agricultura familiar e da agroecologia

Daniel Lamir, Brasil de Fato

Brasil de Fato Pernambuco conversou com Jaime Amorim, dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Na entrevista, ele fala sobre a questão agrária, em especial da região Nordeste, e sobre a formação do campesinato no Brasil. Jaime destaca ainda a importância da reforma agrária não só para a população do campo, mas também para quem mora nas cidades. (mais…)

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“A história nunca se repete, mas há semelhanças entre 1964 e 2016”. Entrevista com Luiz Antonio Dias

por Rodrigo Martins, em CartaCapital / IHU On-Line

Na célebre obra O 18 Brumário de Luís Bonaparte, Karl Marx observa que os grandes acontecimentos históricos costumam ocorrer duas vezes, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. Ao menos em parte, o historiador Luiz Antonio Dias, professor da PUC de São Paulo, confia na validade do vaticínio, embora considere certas farsas piores do que as tragédias originais. Em 2013, durante uma entrevista a CartaCapital, Dias apresentou em primeira mão os resultados de um desmitificador estudo sobre o período pré-1964. Com base em pesquisas feitas pelo Ibope às vésperas do golpe, mas não divulgadas à época, demonstrou que o presidente deposto João Goulart não apenas tinha amplo apoio popular como grandes chances de vencer caso disputasse as eleições presidenciais previstas para 1965. A versão consagrada pela mídia, de um líder fraco e divorciado da opinião pública, não parava em pé. (mais…)

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“O ruralista está acabando com a gente”, diz Yanuke Waurá

por Fábio Zuker, em Amazônia Real

Brasília (DF) – Os povos que se autodenominam Waurá, falantes da língua Maipure da família Aruák, vivem nas proximidades da lagoa Piyulaga (em português significa “lugar de pescar” e é também nome da principal aldeia), na região do baixo rio Batovi, no Parque Indígena do Xingu, no sudoeste do Mato Grosso. No parque vivem também os povos Mehinako, Yawalapiti, Pareci e Kayapó e outras dez etnias. O território foi o primeiro a ser homologado no Brasil, em 1961.

A criação do Parque Indígena do Xingu foi um esforço dos irmãos Villas Boas em razão da especulação imobiliária e invasão da terra. Passados 57 anos da homologação da terra, os Waurá ainda convivem com graves violações de direitos no território. São ameaçados por madeireiros, pecuaristas e pelo avanço do agronegócio. Eles formam uma população de mais de 500 pessoas, conforme dados levantados pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) em 2012. (mais…)

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