Desalento diante da falta de emprego ajuda a corroer o apoio à democracia. Por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Cerca de 4,6 milhões de pessoas desistiram de procurar emprego no primeiro trimestre deste ano por desalento. Esses contingente está fora da força de trabalho por não acreditar que exista oportunidade ou espaço no mercado, não contar com experiência ou qualificação, ser considerado muito jovem ou muito idoso, não encontrar serviço no local de residência ou não ter conseguido trabalho adequado. (mais…)

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Moro convive com tucanos – e ignora código de ética dos juízes

Por João Filho, no The Intercept Brasil

“Quando recebi o convite, pensei se deveria aceitar. Não sei se um juiz deve chamar este tipo de atenção. Judiciário e juízes devem atuar com modéstia, de maneira cuidadosa e humilde”. Foi assim que, vestindo smoking, o juiz Sérgio Moro se dirigiu aos banqueiros e empresários em um luxuoso evento da Câmara de Comércio Brasil-EUA em Nova York, onde foi premiado como Personalidade do Ano.

Moro não sabia se devia ou não violar mais uma vez o Código de Ética da Magistratura, mas acabou violando sem nenhum constrangimento. O artigo 13 do capítulo 4 diz que o “magistrado deve evitar comportamentos que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social, mormente a autopromoção em publicação de qualquer natureza.” (mais…)

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No jequitibá, sonhando com Sônia Guajajara. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Vanuire: esse é o seu nome. Franzina, de idade indefinida, trabalhou como escrava em uma fazenda, onde o então coronel Rondon, criador do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), foi buscá-la para apaziguar os Kaingang do vale do Rio Feio, invadido pelas obras da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Ela sonhou com a paz. Subiu numa árvore de jequitibá e, lá do alto, começou a cantar em língua kaingang, de manhã, de tarde e de noite, durante dias, até que um acordo de paz foi assinado. Morreu em 1918 e está sepultada em um mausoléu em Tupã (SP), onde existe um museu com seu nome. Conquistou a paz, cantando.  (mais…)

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Entidade de defensores públicos teme fechamento de unidades pelo país

Por Ana Pompeu, na Conjur

Em 2017, o número de pessoas assistidas pela Defensoria Pública da União teve aumento de 2.457 em relação a 2016. As conciliações extrajudiciais atingiram o patamar de 16.454 em 2017, superando os anos de 2014 e 2016 em mais de 135% e 28% respectivamente. No entanto, o futuro da instituição está em xeque. Neste sábado (19/5), foi comemorado o Dia Nacional do Defensor Público. Mas a entidade representativa do setor está pessimista. (mais…)

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Vendo Harry e Meghan, deu vontade de ter um rei no Brasil. José Mujica? Por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Aproveitando o casamento real britânico, monarquistas defenderam o retorno dessa forma de governo nesta parte dos trópicos. A começar pelos herdeiros de Pedro II, há brasileiros que acreditam que o país seria mais ”estável” e ”moderado” se tivesse uma chefia de Estado vitalícia e hereditária.

Eu até toparia. Mas só se for para ter como soberanos pessoas como Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, ou José Mujica (não me importo em ser anexado pelo Uruguai – se passarem a valer algumas das leis de lá). O problema é que ambos, uma vez entronados, adotariam como primeiro ato a Proclamação da República. (mais…)

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Documentário mostra riqueza da música tocada nos terreiros de candomblé

Orin: Música Para os Orixás será lançado em uma série de eventos até o dia 27 de maio

Por Marília Moreira, no Correio 24 horas

A riqueza da música tocada nos terreiros de candomblé de Salvador e sua influência na construção da música popular brasileira são registradas no documentário Orin: Música para os Orixás, que será lançado hoje, a partir das 18h, no Terreiro do Gantois, na Federação. (mais…)

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Museus de Contranarrativas e Resistência, Parte 5: Museu das Remoções #SemanaDeMuseus

“Remoções não removem apenas pessoas, elas apagam histórias.”  (Arquiteta urbanista Diana Bogado)

Por Gitanjali Patel , no Rio On Watch

Museu das Remoções, na Vila Autódromo, foi fundado ha exatamente dois anos, em 19 de maio de 2016, e hoje comemora seu segundo aniversário com exposição, lançamento, debate e festa na Vila. Ele, então, representa o museu comunitário mais recém-criado da cidade, localizado na Zona Oeste, à beira da Barra da Tijuca. (mais…)

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Guia politicamente incorreto: as falácias de Narloch sobre os índios

Ao falar sobre os índios em seu livro “Guia politicamente incorreto da história do Brasil”, Narloch desinforma e se revela eurocêntrico

Por Renato Venancio, no Voyager

A leitura de livros de História permite uma compreensão mais profunda do presente. O que se pensa a respeito do passado orienta decisões atuais e futuras. Daí a importância de se criticar o livro Guia politicamente incorreto da história do Brasil, que apresenta graves deficiências de pesquisa e interpretação. (mais…)

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Crime de trabalho escravo só acontece se empregado perder liberdade, diz TRF-1

Por Fernanda Valente, no Conjur

A violação de leis trabalhistas não caracteriza, por si só, trabalho escravo, pois esse crime só existe se a liberdade de ir e vir dos empregados for impedida. Com esse entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região absolveu um fazendeiro e seu gerente, acusados do delito por irregularidades em Mato Grosso.

O caso envolve 12 trabalhadores contratados para construção e manutenção de cercas na área rural, encontrados por fiscais do trabalho alojados em barracos de madeira e piso de chão batido, sem condição adequada de moradia e também sem equipamentos de proteção individual. Não havia instalações sanitárias e o grupo comia em cozinha sem paredes, local para descartar lixo nem piras para lavar utensílios. (mais…)

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‘Trago a minha história para a ciência que eu faço’, diz pesquisadora negra da USP

A geóloga Adriana Alves conta sua trajetória permeada pelo racismo

Por Fernando Tadeu Moraes, na Folha

​​A lembrança mais antiga que a geóloga Adriana Alves guarda é a de ter disputado com outras crianças da creche, aos cinco anos, quem conseguiria atirar as próprias meias sobre o muro que separava o estabelecimento de um terreno baldio. Na sua vez, Adriana tentou algo diferente: colocou uma pequena pedra dentro do bolo de meias. Foi a única que conseguiu ultrapassar a parede divisória. (mais…)

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