Índios Potiguaras fazem manifestação para mudanças na coordenação da Saúde Indígena

Objetivo é que a coordenação do programa no estado seja passada a membro eleito pelos povos potiguara

Homero Baco, Saúde Popular

Potiguares de 32 aldeias espalhadas por três municípios paraibanos e que representam aproximadamente 22 mil pessoas elegeram por voto democraticamente um novo coordenador para o Distrito de Saúde indígena, órgão ligado ao Ministério da Saúde do Governo Federal. (mais…)

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Após áudios, Padilha exonera diretor da Funai

Gravações envolvendo Francisco Nunes Ferreira indicam tentativa de favorecimento a empresas

Por André Borges, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, determinou a exoneração imediata do diretor de administração da Funai, Francisco José Nunes Ferreira. A exoneração será publicada nesta quinta-feira, 24, segundo a assessoria de Padilha. A decisão foi tomada após publicação, na quarta, de reportagem do Estado que revelou áudios de conversas entre Ferreira e o ex-coordenador de tecnologia da informação da Funai Bruno Rebello. (mais…)

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Ação coletiva pede que exploração de bauxita no Pará seja suspensa

Atingidos pelo vazamento em Barcarena protocolaram petição na Justiça Federal

Lilian Campelo, Brasil de Fato

A Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (Cainquiama), de Barcarena (PA), ajuizou ação coletiva à Justiça federal para que seja suspensa a exploração de bauxita da empresa Mineração Paragominas S/A, que pertence ao grupo norueguês Norsk Hydro. (mais…)

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Massacre de Pau d’Arco com dez camponeses mortos pela polícia completa 1 ano – #JustiçaParaPauDarco!

De acordo com testemunha, os assassinos sorriam e atiraram

Lílian Campelo, Brasil de Fato

Há um ano, numa manhã chuvosa de quarta-feira, dez trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados no município de Pau d’Arco, no sudeste do estado, durante operação das polícias militar e civil com a justificativa de cumprimento de mandados judiciais. A ação ocorreu na Fazenda Santa Lúcia, que havia sido novamente ocupada por trabalhadores rurais sem-terra no dia anterior. (mais…)

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1968 no Brasil

“Presenciamos em 1968 a era das múltiplas explosões e revoltas no mundo todo: dos operários, dos estudantes, das mulheres, dos negros, dos movimentos ambientalistas e dos homossexuais, entre tantas outras formas de levante e de descontentamento social e político. No que se refere ao Brasil, apesar da influência de fatores externos e da identidade com movimentos contestadores de outros países, 1968 teve suas especificidades.”

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Governo e políticos tentam implantar na marra obra na terra de índios massacrados pela ditadura

Linha de energia prevista em Terra Indígena Waimiri-Atroari é bandeira eleitoral de parlamentares de Roraima. Mais de 2,6 mil índios morreram por causa da construção de rodovia e ação das Forças Armadas

por Oswaldo Braga de Souza, com informações de Clara Roman, em ISA

Um ofensiva em várias frentes está tentando viabilizar uma linha de transmissão de energia através das terras dos índios Waimiri-Atroari (RR/AM), atropelando o direito à consulta “livre, prévia e informada” de populações indígenas e tradicionais sobre qualquer medida administrativa ou legislativa que as afete, como previsto na Constituição e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). (mais…)

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Controle biológico como alternativa ao consumo excessivo de agrotóxicos. Entrevista especial com José Roberto Parra

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

Para reduzir a aplicação de agrotóxicos na agricultura brasileira, o Brasil precisa avançar no controle biológico das culturas agrícolas e um dos seus principais desafios consiste em criar um modelo de controle biológico que seja adequado para a agricultura brasileira, diz o engenheiro agrônomo José Roberto Postali Parra. Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, o pesquisador explica que o “controle biológico é um fenômeno natural que consiste na regulação de plantas e animais por agentes de mortalidade biótica”, ou seja, um tipo de produto seletivo que mata pragas, mas preserva os inimigos naturais das culturas agrícolas, evitando o desequilíbrio biológico. (mais…)

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Degradação ambiental e criminalização: o impacto da Vale para os povos indígenas

“Com a mineração, a destruição é muito mais brutal porque não é só implantação de capim, é a destruição que se dá no solo, que se dá com a poluição das águas. Isso nós vimos aqui, e a desestruturação das comunidades, isso nós percebemos, com a implantação da ferrovia pela Vale”

por Lilian Campelo, em Brasil de Fato / Opera Mundi

Quando o trem carregado de minério passava por dentro de Santa Rita, no Maranhão, a diversão de Mateus Tainor, com 24 anos, e de outras crianças era correr para a beira da ferrovia da empresa Vale S/A acenar para o maquinista e ver o trem passar com os vagões carregados de minérios de ferro, até ali tudo era brincadeira de moleque. (mais…)

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Implosão do Antigo Prédio do IBGE, Parte 2: Legitimidade do Ato de Ocupar

por Émilie B. Guérette, em RioOnWatch

Da senzala à ocupação

Uma coisa que Crivella parece esquecer, é que as senzalas do passado, tal como as ocupações do presente, não eram meramente habitações sujas e sem água, mas também lugares de cultura e resistência. Elas têm um significado político profundo do qual os negros escravizados do passado e os ocupantes de hoje são muito mais conscientes do que ele aparenta perceber. Invocar a memória da escravidão sem reconhecer que populações escravizadas lutaram durante 350 anos para ganhar a sua liberdade, através de atos cotidianos de resistência, rebeliões, fuga e a criação de quilombos, é perpetuar uma visão muito parcial da história. Esta visão passiva e vitimista das populações escravizadas não faz honra aos séculos de resistência das populações negra e indígena no Brasil, que até hoje lutam para sobreviver, ser reconhecidas e manter suas culturas vivas. Da mesma forma, chamar os ex-ocupantes da IBGE de ‘escravos’ é usar um termo redutor que não reconhece as estratégias de sobrevivência, a extrema inventividade e a resiliência que caracterizava a vida dentro da ocupação, sem falar da consciência política ativa e do orgulho que sentiam alguns moradores ao terem conquistado um espaço para si e tê-lo transformado em lar. Se o prefeito insistir em se referir ao imaginário da escravidão para falar de moradia, em vez de invocar as senzalas, seria mais justo ele comparar as ocupações a quilombos. (mais…)

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Decisões judiciais equivocadas têm recrudescido conflitos fundiários no norte mineiro

Violências praticadas por jagunços, grilagem de terras públicas da União, decisões jurídicas arbitrárias e comunidades tradicionais expulsas dos seus territórios. Esse é o quadro de violências e conflitos fundiários no norte de Minas Gerais, que têm colocado em risco a permanência de várias comunidades tradicionais nos seus territórios

CPP

Para denunciar todas essas ocorrências, representantes de comunidades pesqueiras e de camponeses do norte de Minas Gerais estão por Brasília, entre os dias 22 e 25 de maio, com o objetivo de fazer com que esse debate seja mais conhecido nacionalmente. Na agenda de atividades, incluem-se visitas às lideranças do Senado, ao Conselho Nacional de Direitos Humanos, entre outros. Na ocasião, será apresentado um relatório síntese elaborado pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e pela Comissão Pastoral da Terra, que contextualiza o cenário de violência fundiária no estado.  (mais…)

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