Levantamento dos resultados das políticas de ação afirmativa na universidades federais em 2016

O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (IESP-UERJ) acaba de publicar em seu site o Levantamento sobre a Evolução da Lei Nº 12.711 Nas Universidades Federais (2016).

Este estudo apresenta resultados do acompanhamento das políticas de ação afirmativa realizado anualmente pelo GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa), com foco nas universidades federais brasileiras. A aprovação da Lei Federal 12.711, em 2012, demandou que as universidades federais – muitas das quais já possuíam programas de ação afirmativa – se adequassem às suas prescrições, de modo que a lei fosse cumprida nos processos seletivos para 2013. (mais…)

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A retomada Mbya Guarani da Fazenda do Arado Velho: um olhar desde a etnoarqueologia

Por Marcus A. S. Wittmann (NIT/UFRGS) e Carmem Guardiola (NIT/UFRGS)

Aqui é meu lar!”

Estas palavras definem o sentimento e a certeza do lugar que deve ocupar um mbya guarani no mundo. Alexandre Acosta Kuaray sente este pertencimento porque sabe que seu deus Nhanderu fez este mundo caminhando, trazendo à existência as águas, terras para as roças, o milho, a mandioca, o feijão, a batata doce, a abóbora, a melancia, a pitanga, o tabaco, a erva mate, as árvores, as ervas medicinais e os animais. Este é um mundo sagrado, sem ele não há mbya, e sem os mbya não há um mundo onde essas substâncias, alimentos e coisas possam existir. Alexandre caminha hoje neste que é o seu lar, seu lugar de existir. O contato com este mundo que já foi pisado pelos deuses e seus ancestrais lhe traz esta certeza de um bem viver junto aos seus. Sente-se alegre, seguro e forte ao ver sua filha e neta neste contato com o  divino. (mais…)

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Povo indígena Kaxixó, guardião dos cerrados, por Gilvander Moreira*

Ao som de assobios imitando pássaros dos cerrados, em um toré (dança de roda), cantando “Jaci rerê, jaci rará (bis). Sou índio Kaxixó, na luta vou entrar (bis). Conquistar a nossa terra e pra sempre aqui morar (bis). Com muita coragem e vontade de vencer (bis). Sou índio e vou à luta pra vitória a gente ter (bis). Esquecemos a tristeza batendo maracá (bis). Cantando e dançando para nossa festa animar (bis). Jaci rerê jaci rará (bis) …”, iniciamos uma  Roda de Conversa com indígenas do Povo Kaxixó na sede do CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva), em Belo Horizonte, MG, dia 30 de junho de 2018. Foram mais de cinco horas de retrospectiva de uma luta justa, necessária e legítima: a do Povo Indígena Kaxixó. (mais…)

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Los Estados usan las leyes de migración para justificar políticas racistas

Las ideologías racistas y xenófobas basadas en el nacionalismo se combinan regularmente con el descontento económico y la creación de miedos acerca de la seguridad nacional y para violar los derechos humanos de los extranjeros, los pueblos indígenas y las minorías, expresó la relatora especial de la ONU sobre racismo

Noticias ONU / Servindi

En un informe al Consejo de Derechos Humanos, Tendayi Achiume instó a “prestar atención a las formas calculadas y oportunistas en que muchos líderes políticos y partidos continúan explotando el descontento económico y las ansiedades de seguridad nacional de sus poblaciones”. (mais…)

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O Brasil que o mundo precisa, por Cândido Grzybowski*

Em plena Copa do Mundo de Futebol, reconheço que há no mundo muita expectativa e até admiração pelos feitos da seleção brasileira. Algo bom, pois o esporte ainda dá um certo sentido de unidade e compartilhamento coletivo como povo. Mais do que isso: faz nos sentirmos parte de um mundo belo em sua diversidade de povos e estilos de viver. Sem dúvida, um refresco na conjuntura política e econômica em que estamos mergulhados nos últimos anos. De toda forma, o futebol pouco ou nada nos pode ajudar diante do monumental retrocesso em termos de princípios e valores de convivência democrática como nosso piso básico comum, com sistemático esforço de destruição dos sonhos e imaginários mobilizadores para que outro Brasil seja possível. Estamos totalmente esgarçados em termos de tecido social, com falta de pão, teto, salário e dignidade para muitos, com ódios, intolerâncias e violências se alastrando como um virulento câncer, parecendo incapazes diante da barbárie que se impôs. Apesar das eleições gerais logo ali, predomina um perigoso descrédito na política, nos partidos, nos políticos. (mais…)

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Conflitos no campo brasileiro são denunciados em Bogotá, na Colômbia

Publicação “Conflitos no Campo Brasil 2017” foi apresentada durante Reunião do Comitê Internacional do Fórum Social Pan Amazônico (FOSPA) nos dias 26 e 27 de junho, na capital colombiana

Por Elvis Marques – CPT Nacional 

O ano de 2017, no aspecto da violência no campo, superou várias estatísticas, e levou o campo brasileiro aos patamares dos anos 1980. Os assassinatos, crescentes ano a ano, vieram também na forma de massacres, que se concentram, assim como em décadas atrás, na Amazônia Legal, composta por Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, e parte dos estados do Maranhão e Mato Grosso. (mais…)

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Indígenas se toman las instalaciones del Parque Arqueológico de Copán Ruinas

La determinación es parte de una protesta por parte del Consejo Indígena Chortí (Conic), que exige la inscripción de la nueva junta directiva por parte de algunas instituciones del Estado. (mais…)

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Conflitos por terra: áreas em disputa no Brasil superam o tamanho da Alemanha

CPT aponta violência em regiões que somam mais de 37 milhões de hectares, mais da metade em terras indígenas; Amazônia concentra 85% do território em conflito

Por Igor Carvalho, em De Olho nos Ruralistas

Mais de 4% do território brasileiro – 37 milhões de hectares – teve conflitos de terra no ano passado, conforme o relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre conflitos no campo em 2017. Essa área equivale ao tamanho do Japão, pouco mais que o território da Alemanha. (mais…)

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