“África é a última fronteira do capitalismo”, entrevista a Achille Mbembe

por António Guerreiro, do jornal Público, no BUALA

Achille Mbembe esteve em Portugal, em Outubro, para uma conferência na Culturgest que tinha por título Para Um Mundo Sem Fronteiras. A questão da fronteira é fundamental na obra deste teórico africano, nascido nos Camarões, em 1957, com doutoramento em Ciência Política feito em Paris (na Sorbonne), professor na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, África do Sul, e também em Harvard, nos Estados Unidos. A sua obra, objecto de um enorme reconhecimento internacional e traduzida em todo o mundo, compreende livros tão importantes como Crítica da Razão NegraPolíticas da Inimizade (estes dois traduzidos em português e editados pela Antígona) e De la Postcolonie. Essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine.

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Uso de produtos para clarear a pele se estende na África

Da AFP

Quando estava na faculdade de Medicina e ouviu falar de mães que descoloriam a pele de seus bebês, Isima Sobande pensou que se tratava de uma lenda urbana. Mas não demorou a vê-lo com seus próprios olhos.

Pouco tempo depois de ter sido enviada para um centro médico de Lagos, capital econômica da Nigéria, Sobande registrou a entrada de um bebê de dois meses que se contorcia de dor, “com furúnculos muito grandes por todo o corpo”.

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Em defesa do acesso das mulheres à matemática

por José Tadeu Arantes, em Agência FAPESP

Em contraste com exposições sobre temas matemáticos altamente abstratos, uma palestra focada na questão social de gênero destacou-se no Congresso Internacional de Matemáticos (International Congress of Mathematicians 2018 – ICM 2018), que se realiza até 9 de agosto no Rio de Janeiro. Foi a fala de Marie Françoise Ouedraogo, professora do Departamento de Matemática da Université de Ouagadougou, em Burkina Faso, e presidente da African Women in Mathematics Association (AWMA).  (mais…)

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Flip 2018: “Compreendi o racismo sozinha, de acordo com o exemplo de Cristo, com o que lia na literatura”

Escritora portuguesa Isabela Figueiredo, que fala na Flip no sábado, comenta sua trajetória de “retornada” de Moçambique e a centralidade do corpo na sua obra

Por André de Oliveira, no El País

Quando pequena, a escritora Isabela Figueiredo, lia as histórias de Charles Dickens e pensava algo como: “Epa, este não é o mesmo mundo em que cá estou a viver”. É que nos livros do britânico, havia dois tipos de personagem. Ou os velhacos avarentos ou umas pessoas, assim, muito boas, muito generosas. Onde estavam, então, a gente da vida real, como seu amado papá, que, num momento, podia ser o homem mais carinhoso e generoso que ela conhecia, para, no seguinte, dar um encontrão ou um pontapé em um negro e gritar-lhe que ele não passava de um parvo? (mais…)

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Guiné Bissau: “Não se pode projetar políticas públicas para grupos sociais sem que tais não participem no processo”, afirma Miguel de Barros

Por Enfamara Cassamá , para Revista Perspectiva das Nações Unidas

No dia 29 de junho, o Programa Alimentar Mundial (PAM) organizou em Bissau, uma consulta nacional para a apresentação e validação da Estratégia Fome Zero. A elaboração da estratégia foi lançada publicamente a 31 de janeiro de 2018 na presença do  secretário-geral do Ministério da Economia e Finanças, em representação do ministro desta tutela. Visou apoiar o Governo na moldura de uma estratégia e um roteiro para o alcance da Meta 2, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030. (mais…)

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A coreógrafa por trás do sucesso ‘This is America’, de Childish Gambino

Na BBC Brasil

Incensado pela crítica, o videoclipe de “This is America”, do rapper americano Childish Gambino, já superou a marca de 300 milhões de visualizações no YouTube. Trata-se de uma crítica principalmente ao racismo e à violência por armas de fogo nos Estados Unidos.

Mas poucos conhecem a verdadeira responsável pela coreografia do videoclipe, que gerou debates no mundo todo: Sherrie Silver, de apenas 23 anos. (mais…)

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37 países de África necesitan ayuda alimentaria externa

Un reciente informe de la FAO indica que los países africanos se encuentran en esta situación debido a los impactos climáticos. A esto se suman los conflictos civiles y la inseguridad

Servindi

Treinta y siete países de África necesitan ayuda alimentaria externa debido a los impactos climáticos, según el informe Perspectivas de cosechas y situación alimentaria, publicado recientemente por la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO). (mais…)

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#MêsdasMulheres: A relevância permanente das contribuições socioambientais de Wangari Maathai

Por Sucena Shkrada Resk, no Blog Cidadãos do Mundo

Quando em 25 de setembro de 2011, a queniana Wangari Maathai faleceu, devido a um câncer, escrever no dia seguinte um artigo a respeito de sua trajetória de vida (veja também abaixo), como manifestação de respeito ao importante legado que esta ativista deixou ao continente africano, ou melhor, ao planeta, foi algo natural. Praticamente sete anos depois, nas proximidades do Dia Internacional da Mulher e neste mês das “Águas”, retomar os propósitos desta cidadã resiliente, que focou sua vida em ações voltadas à justiça socioambiental, se torna mais uma vez, coerente, diante de uma contemporaneidade, na qual há flagrantes de um esquecimento histórico sobre elos de aprendizados que tecem essa rica teia de historicidade. (mais…)

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O fiasco de um programa sueco para ajudar os pobres em Moçambique

Desfalques e apropriação de terras são herança de programa financiado pelo Governo sueco. Objetivo do projeto era reduzir a pobreza a partir de investimentos privados na região

Nils Adler e Pascal Vossen – El País

Ao longo da década passada, Moçambique foi testemunha do arrendamento de um milhão de hectares (10.000 quilômetros quadrados) de terras cultiváveis —uma área maior do que a de Chipre— para investidores privados estrangeiros do setor agrícola. O Governo, que mantém a propriedade legal de todas as terras do país, ofereceu concessões a empresas estrangeiras como parte de uma campanha voltada a manter o crescimento econômico e ajudar 35% dos domicílios moçambicanos que ainda não têm seu sustento garantido. (mais…)

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