Raiva e narcisismo alimentam poder das redes sociais, diz especialista alemão

Por Daniel Hopenhayn, especial para a BBC News Mundo

“O crescimento da digitalização sempre foi exponencial, mas a pandemia acelerou esse processo com esteroides”, afirma Martin Hilbert, pesquisador alemão da Universidade da Califórnia-Davis, nos Estados Unidos, e autor do primeiro estudo que calculou quanta informação existe no mundo.

Conhecido também por ter alertado sobre a coleta de dados da consultoria Cambridge Analytica durante a campanha eleitoral de Donald Trump um ano antes de estourar o escândalo, Hilbert tem acompanhado de perto os efeitos digitais do coronavírus.

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Zizek vê a distopia mais desumana de Elon Musk

Ao propor romper a fronteira entre o fluxo de pensamento e a realidade, o Neuralink expõe um projeto desumano. Sua tecnologia implica eliminar, em nome do conforto, uma distância psíquica sem a qual não há autonomia possível

Por Slavoj Žižek, no Outras Palavras

No final de agosto, Elon Musk apresentou, numa entrevista coletiva em Los Angeles, a primeira prova viva do sucesso de seu projeto Neuralink. Exibiu o que era, em suas palavras, “um porco saudável e feliz”, com um implante que tornou seus processos mentais legíveis por um computador. Fico curioso por saber como ele descobriu que o porco estava feliz…

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Pesquisa aponta 62,6% das cidades brasileiras como ‘desertos de notícias’

Nesses locais, os moradores têm acesso à cobertura nacional, mas sem foco no poder público local

Por Folhapress, em O Tempo

O Atlas da Notícia, levantamento anual de jornalismo local no país, afirma que 3.487 municípios brasileiros, 62,6% do total, são hoje “desertos de notícias”. Não têm um veículo sequer, seja jornal, site ou emissora de rádio e TV com programação propriamente jornalística. A cobertura que seus moradores recebem se restringe ao noticiário dos órgãos nacionais, sem foco no que faz o poder público local – que passa por eleição no ano que vem.

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Das Casas Bahia a Donald Trump. Por Patrick Mariano

Na Revista Cult

Um aplicativo que envelhecia as faces de usuários logo se tornou febre entre os brasileiros. O roteiro é parecido: famosos e influenciadores digitais começaram a estampar os seus rostos envelhecidos nas redes sociais e rapidamente em nossos próprios grupos pipocam imagens de amigos e conhecidos. 

Pouco tempo depois, saíram algumas matérias apontando riscos na proteção de dados dos usuários do aplicativo, com autorizações amplas que permitiriam grande vulnerabilidade. Considerando que não faz muito tempo que o Facebook admitiu a utilização em massa de dados dos seus usuários – motivo pelo qual foi condenado pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos em US$ 5 bilhões por falhas na política de privacidade da rede social -, não deveria ter causado muita surpresa a notícia relativa ao aplicativo do envelhecimento.

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A comunicação e a servidão. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Quando em 1938 o jovem Orson Welles levou a sociedade estadunidense a beira do delírio coletivo com a apresentação radiofônica de uma invasão alienígena – na verdade a dramatização da novela de George Wells, Guerra dos Mundos – ficou bastante claro o poder que o rádio – naqueles dias uma mídia insurgente – desempenhava. Sua penetração era avassaladora e o que era veiculado na caixinha de som assumia status de verdade absoluta. A sociedade já não estava mais refém dos ilustrados, que sabiam ler, e desvendavam as letras dos jornais. Pelo rádio, a informação falada podia chegar a qualquer pessoa e em qualquer lugar. Abria-se o espaço para a liberdade do conhecimento. Só que não.

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A Tecnologia da Adaptação — e como vencê-la

Falta à esquerda uma crítica mais profunda às redes sociais e à captura e tráfico de dados. Não se trata de “desmembrar o Facebook”, mas de opor, às “inovações” que apenas conservam a ordem social, uma possível Tecnologia Rebelde

Por Evgeny Morozov | Tradução: Gabriela Leite, em Outras Palavras

No momento em que o Facebook confessa seus pecados digitais e promete tornar-se cidadão da aldeia global, respeitoso da vida privada e preocupado em evitar a compulsão digital, as bases da hegemonia cultural das grandes empresas de tecnologia parecem estar desmoronando. Mais surpreendente ainda: é nos Estados Unidos, país do Vale do Silício, que parecem estar mais fracas.

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Facebook e seu novo algoritmo: a distopia total

Por que o novo algoritmo converte a rede social mais poderosa do mundo em algo que combina a vigilância total, de George Orwell, com o anestesiamento permanente, de Aldous Huxley?

Por Chris Taylor*, na Mashable – Outras Palavras

Ao se construir uma distopia, é bem difícil deixá-la aos moldes tanto de Orwell quanto de Huxley ao mesmo tempo. Mas, com as mudanças recentemente anunciadas no feed de notícias do Facebook, Mark Zuckerberg parece ter realizado esta façanha. (mais…)

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Quando cobramos dos mais ricos, não estamos falando de você

Por Almir Felitte, no Justificando

Em novembro de 2017, escrevi um artigo em que fiz muitas críticas ao relatório do Banco Mundial sobre o Brasil. Um dos problemas que apontei foi a completa falta de sentido e a distorção causada pelo relatório quando se utilizava da composição de classes sociais do país. Não parecia racional, científico, muito menos honesto, atribuir o termo “privilégio” a pessoas que estivessem no 40% mais rico da população, por exemplo. (mais…)

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