Das Casas Bahia a Donald Trump. Por Patrick Mariano

Na Revista Cult

Um aplicativo que envelhecia as faces de usuários logo se tornou febre entre os brasileiros. O roteiro é parecido: famosos e influenciadores digitais começaram a estampar os seus rostos envelhecidos nas redes sociais e rapidamente em nossos próprios grupos pipocam imagens de amigos e conhecidos. 

Pouco tempo depois, saíram algumas matérias apontando riscos na proteção de dados dos usuários do aplicativo, com autorizações amplas que permitiriam grande vulnerabilidade. Considerando que não faz muito tempo que o Facebook admitiu a utilização em massa de dados dos seus usuários – motivo pelo qual foi condenado pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos em US$ 5 bilhões por falhas na política de privacidade da rede social -, não deveria ter causado muita surpresa a notícia relativa ao aplicativo do envelhecimento.

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A comunicação e a servidão. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Quando em 1938 o jovem Orson Welles levou a sociedade estadunidense a beira do delírio coletivo com a apresentação radiofônica de uma invasão alienígena – na verdade a dramatização da novela de George Wells, Guerra dos Mundos – ficou bastante claro o poder que o rádio – naqueles dias uma mídia insurgente – desempenhava. Sua penetração era avassaladora e o que era veiculado na caixinha de som assumia status de verdade absoluta. A sociedade já não estava mais refém dos ilustrados, que sabiam ler, e desvendavam as letras dos jornais. Pelo rádio, a informação falada podia chegar a qualquer pessoa e em qualquer lugar. Abria-se o espaço para a liberdade do conhecimento. Só que não.

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A Tecnologia da Adaptação — e como vencê-la

Falta à esquerda uma crítica mais profunda às redes sociais e à captura e tráfico de dados. Não se trata de “desmembrar o Facebook”, mas de opor, às “inovações” que apenas conservam a ordem social, uma possível Tecnologia Rebelde

Por Evgeny Morozov | Tradução: Gabriela Leite, em Outras Palavras

No momento em que o Facebook confessa seus pecados digitais e promete tornar-se cidadão da aldeia global, respeitoso da vida privada e preocupado em evitar a compulsão digital, as bases da hegemonia cultural das grandes empresas de tecnologia parecem estar desmoronando. Mais surpreendente ainda: é nos Estados Unidos, país do Vale do Silício, que parecem estar mais fracas.

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Facebook e seu novo algoritmo: a distopia total

Por que o novo algoritmo converte a rede social mais poderosa do mundo em algo que combina a vigilância total, de George Orwell, com o anestesiamento permanente, de Aldous Huxley?

Por Chris Taylor*, na Mashable – Outras Palavras

Ao se construir uma distopia, é bem difícil deixá-la aos moldes tanto de Orwell quanto de Huxley ao mesmo tempo. Mas, com as mudanças recentemente anunciadas no feed de notícias do Facebook, Mark Zuckerberg parece ter realizado esta façanha. (mais…)

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Quando cobramos dos mais ricos, não estamos falando de você

Por Almir Felitte, no Justificando

Em novembro de 2017, escrevi um artigo em que fiz muitas críticas ao relatório do Banco Mundial sobre o Brasil. Um dos problemas que apontei foi a completa falta de sentido e a distorção causada pelo relatório quando se utilizava da composição de classes sociais do país. Não parecia racional, científico, muito menos honesto, atribuir o termo “privilégio” a pessoas que estivessem no 40% mais rico da população, por exemplo. (mais…)

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Quem tripudia direitos humanos chama a si mesmo de lixo, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Direitos humanos dizem respeito à garantia de não ser assaltado e morto, de professar a religião que quiser, de abrir um negócio, de ter uma moradia, de não morrer de fome, de poder votar e ser votado, de não ser escravizado, de poder pensar e falar livremente, de não ser preso e morto arbitrariamente pelo Estado, de não ser molestado por sua orientação sexual, identidade, origem ou cor de pele. Mas devido à deformação provocada por políticos escandalosos, líderes espirituais duvidosos e formadores de opinião ruidosos, a população acha que direitos humanos dizem respeito apenas a ”direito de bandido”, esquecendo que o mínimo de dignidade e liberdade do qual desfrutam estão neles previstos. (mais…)

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Brasil é 2º país com pior noção da própria realidade

Em pesquisa que confrontou dados oficiais com percepção de entrevistados em temas como criminalidade e saúde, brasileiros só ficaram à frente dos sul-africanos. Suecos são os com maior noção da realidade.

Na DW

Os brasileiros têm a tendência de perceber um quadro pior do que a realidade ou têm pouca familiaridade com características do seu próprio país. Segundo uma pesquisa realizada em 38 países, os brasileiros só ficam à frente dos sul-africanos em um ranking que mede a percepção equivocada que as pessoas têm da realidade à sua volta. (mais…)

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