Globo não mostra campanha de vacinação por causa de Xuxa e Galinha Pintadinha

Para o professor Lalo Leal, censura a campanhas de vacinação por interesses comerciais é um crime. “Quantas crianças poderiam correr risco de ficar doentes?”

RBA

São Paulo – A recusa da TV Globo em veicular comerciais da campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo teve como justificativa a aparição do logotipo do Ministério da Saúde nas peças publicitárias, em período eleitoral. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, porém, um dos motivos alegados pela emissora foi a presença na campanha de estrelas de outros canais, como a Galinha Pintadinha e a apresentadora Xuxa. (mais…)

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Entrevista especial Pulsar: Qual o papel da mídia na crise política brasileira?

Pulsar

A crise política enfrentada pelo Brasil a cada dia atinge novos patamares, deixando à tona a fragilidade do regime democrático do país. Os noticiários e as manchetes dos jornais estampam  crimes de corrupção cometidos por políticos e empresários brasileiros. A mídia expõe e fala de todos, mas quem fala da mídia? Como entender o papel desempenhado pelos grandes grupos de comunicação na maior crise política da história recente do país? (mais…)

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Triste fim da imprensa? O embate entre Lula e Moro “em revista”

O modelo de negócio no qual estão assentadas Istoé e Veja agoniza em virtude das receitas que minguam. Temos contraditoriamente, por um lado, uma queda vertiginosa das tiragens de jornais e revistas e, por outro, um aumento exponencial de conteúdos jornalísticos nas plataformas digitais. Donde podemos concluir que a crise é desse modelo de negócio que estruturou a imprensa monopolista e não do jornalismo. Faz-se urgente o exercício do jornalismo para além das fronteiras de um negócio que, para manter-se a todo o custo, atenta contra os princípios da própria imprensa.

Por Rosane Borges, no blog da Boitempo (mais…)

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Quando a mídia incita à violência de gênero

Por que os jornais e TVs contribuem para chacinas como a de Campinas. De que modo Espanha, Argentina e outros países impedem a difusão gratuita do ódio

Por Rachel Moreno – Outras Palavras

O artigo de Carol Patrocínio, replicado pelo Ópera Mundi, faz uma excelente análise dos diversos trechos da carta de Sidnei Ramis de Araújo, que matou a mulher, o filho de 8 anos, dez convidados de uma festa de fim de ano – oito delas mulheres – e depois se suicidou, em Campinas. (mais…)

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Juiz é ameaçado de morte por PCC após Estadão publicar que ele tinha “ligação” com outra facção

No Justificando

Ontem, 2, a rebelião sangrenta no presídio em Manaus que terminou com a morte de 56 presos teve mais um capítulo que preocupou juristas e ativistas ligados aos direitos humanos. Isso porque o Blog do Fausto Macedo, do jornal Estadão, veiculou uma matéria que indicava a “ligação” do magistrado Luís Carlos Valois, que participou das negociações pelo fim da rebelião, com a facção “Família do Norte” (FDN), responsável pelas mortes. Agora, o magistrado – que foi ouvido por 20 minutos e não teve uma frase sequer publicada – está sofrendo ameaças da facção rival, o PCC (Primeiro Comando da Capital). (mais…)

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Operação Cortina de Fumaça

Por J. P. Cuenca, no The Intercept Brasil

Em romances policiais, é manjada a técnica de encher a narrativa de elementos para distrair o leitor da raiz do mistério. As pistas importantes estão todas lá, desde o início. Você é que não as vê, perdidas entre tantas subtramas e personagens secundários – um inocente Coronel Mostarda na biblioteca com um punhal no bolso, por exemplo. É a mesma técnica do mágico que tamborila o ar com os dedos de pianista enquanto tira da outra manga uma carta, como um ladrão que te conta uma piada enquanto rouba a sua carteira.   (mais…)

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Temer no Roda Viva: entrevistá-lo-ei?, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

A entrevista do presidente Michel Temer no Roda Viva da TV Cultura, segunda-feira (14), tem de ser exibida nos cursos de jornalismo para familiarizar os futuros profissionais com o gênero entrevista e ensinar-lhes o que não deve fazer um entrevistador. Durante hora e meia, seis jornalistas de projeção nacional inverteram a conhecida lição de Millôr Fernandes para quem “jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Sem qualquer senso critico, suas perguntas transformaram o programa numa quitanda para Temer vender seu peixe. Tudo farsa, encenação. (mais…)

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Ministro da Justiça inclui Brasil no mapa do terror, por Janio de Freitas

Na Folha

Os nossos terroristas não se assemelham aos que atacam a França, os Estados Unidos, a Inglaterra, agora a Alemanha, e outros comprometidos em ações bélicas no Oriente Médio, na Ásia e na África. Os nossos terroristas não matam pessoas inocentes para fazer mal a cada país inimigo. Mas os nossos terroristas fazem certo mal como os terroristas armados.

Com a diferença de que atingem um só país. O seu. O nosso. (mais…)

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A fraude jornalística da Folha é ainda pior: surgem novas evidências

Por Glenn Greenwald e Erick Dau, no The Intercept

  • Dados de pesquisa ocultados pela Folha mostram que a grande maioria dos eleitores quer a renúncia de Temer, o que contradiz categoricamente a matéria da Folha
  • 62% dos brasileiros querem a renúncia de Dilma e Temer, e a realização de novas eleições: ao contrário dos 3% inicialmente mencionados pela Folha
  • Dados cruciais da pesquisa foram publicados e, em seguida, retirados do ar pelo datafolha: encontrados por portal brasileiro
  • Resposta do Diretor Executivo da Folha de São Paulo de que os dados ocultados não eram “jornalisticamente relevantes” não resiste a análise

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Neta de Marc Bloch responde a editorial do Estadão

Conseguem imaginar a reação de meu avô diante do espetáculo dos deputados que votaram em nome de suas esposas, de Deus ou de um torturador?

Por Suzette Bloch, na Carta Maior

Meu nome é Suzette Bloch. Sou jornalista e, além disso, neta e detentora dos direitos autorais do historiador e resistente Marc Bloch.

Eu li seu editorial do dia 14 de junho sobre o manifesto dos Historiadores pela democracia. Ele me deixou estupefata e indignada. Seu jornal utiliza o nome de meu avô para justificar um engajamento ideológico totalmente oposto ao que ele foi, um erudito que revolucionou a ciência histórica e um cidadão a tal ponto engajado na defesa das liberdades e da democracia que perdeu a vida, fuzilado pelos nazistas em 16 de junho de 1944. (mais…)

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