Operação Cortina de Fumaça

Por J. P. Cuenca, no The Intercept Brasil

Em romances policiais, é manjada a técnica de encher a narrativa de elementos para distrair o leitor da raiz do mistério. As pistas importantes estão todas lá, desde o início. Você é que não as vê, perdidas entre tantas subtramas e personagens secundários – um inocente Coronel Mostarda na biblioteca com um punhal no bolso, por exemplo. É a mesma técnica do mágico que tamborila o ar com os dedos de pianista enquanto tira da outra manga uma carta, como um ladrão que te conta uma piada enquanto rouba a sua carteira.   (mais…)

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Temer no Roda Viva: entrevistá-lo-ei?, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

A entrevista do presidente Michel Temer no Roda Viva da TV Cultura, segunda-feira (14), tem de ser exibida nos cursos de jornalismo para familiarizar os futuros profissionais com o gênero entrevista e ensinar-lhes o que não deve fazer um entrevistador. Durante hora e meia, seis jornalistas de projeção nacional inverteram a conhecida lição de Millôr Fernandes para quem “jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Sem qualquer senso critico, suas perguntas transformaram o programa numa quitanda para Temer vender seu peixe. Tudo farsa, encenação. (mais…)

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Ministro da Justiça inclui Brasil no mapa do terror, por Janio de Freitas

Na Folha

Os nossos terroristas não se assemelham aos que atacam a França, os Estados Unidos, a Inglaterra, agora a Alemanha, e outros comprometidos em ações bélicas no Oriente Médio, na Ásia e na África. Os nossos terroristas não matam pessoas inocentes para fazer mal a cada país inimigo. Mas os nossos terroristas fazem certo mal como os terroristas armados.

Com a diferença de que atingem um só país. O seu. O nosso. (mais…)

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A fraude jornalística da Folha é ainda pior: surgem novas evidências

Por Glenn Greenwald e Erick Dau, no The Intercept

  • Dados de pesquisa ocultados pela Folha mostram que a grande maioria dos eleitores quer a renúncia de Temer, o que contradiz categoricamente a matéria da Folha
  • 62% dos brasileiros querem a renúncia de Dilma e Temer, e a realização de novas eleições: ao contrário dos 3% inicialmente mencionados pela Folha
  • Dados cruciais da pesquisa foram publicados e, em seguida, retirados do ar pelo datafolha: encontrados por portal brasileiro
  • Resposta do Diretor Executivo da Folha de São Paulo de que os dados ocultados não eram “jornalisticamente relevantes” não resiste a análise

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Neta de Marc Bloch responde a editorial do Estadão

Conseguem imaginar a reação de meu avô diante do espetáculo dos deputados que votaram em nome de suas esposas, de Deus ou de um torturador?

Por Suzette Bloch, na Carta Maior

Meu nome é Suzette Bloch. Sou jornalista e, além disso, neta e detentora dos direitos autorais do historiador e resistente Marc Bloch.

Eu li seu editorial do dia 14 de junho sobre o manifesto dos Historiadores pela democracia. Ele me deixou estupefata e indignada. Seu jornal utiliza o nome de meu avô para justificar um engajamento ideológico totalmente oposto ao que ele foi, um erudito que revolucionou a ciência histórica e um cidadão a tal ponto engajado na defesa das liberdades e da democracia que perdeu a vida, fuzilado pelos nazistas em 16 de junho de 1944. (mais…)

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A criminalização da advocacia no Brasil

Por Salah H. Khaled Jr., em Justificando

Você não leu errado. Criminalização da advocacia é exatamente o nome apropriado para descrever o processo de destruição simbólica da figura do advogado que a grande imprensa está conduzindo nos últimos meses. Certamente essa é uma surpreendente novidade, ainda que condizente com o histórico das últimas décadas.

A indústria que fabrica criminologia midiática prospera como nunca, apesar dos inúmeros danos que provoca. Continua a experimentar uma hipertrofia assustadora, que amplia seu poder para muito além dos limites do que seria aceitável. Sua vocação para a produção de cadáveres é amplamente (re)conhecida: contribui de  forma decisiva para a disseminação do ódio e comemora com entusiasmo práticas punitivas que flertam abertamente com o fascismo. (mais…)

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Cinco passos para criar um meme e difundir uma mentira pela rede, por Leonardo Sakamoto

No Blog do Sakamoto

Conteúdo anônimo, sem assinatura, segue ganhando força na rede. Não raro, escondem-se sob a justificativa de que estão fugindo de possíveis represálias porque representam grupos perseguidos. Mas uma grande parte permanece nas sombras a fim de produzir munição para uma guerra virtual por corações e mentes que você pode não ver, mas está aí.

A maioria das pessoas nunca checou a informação que consome. Mas, antes, a procedência era de veículos, grandes ou pequenos, tradicionais ou alternativos, que davam a cara para bater, garantindo transparência ao informar quem fazia parte de suas equipes e sua visão de mundo. Esses veículos são bons, honestos e ilibados? Não necessariamente. Mas, ao menos, podem ser questionados judicialmente em caso de propagação de mentiras. (mais…)

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