Ministro do STJ teve filho com doméstica e nunca o reconheceu. Seu nome é Tiago Silva

A Pública conta a história do filho de Jorge Mussi, futuro vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, negro e nascido na favela

Por Edson Rosa, Fábio Bispo, Agência Pública

Quando assumiu o cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em janeiro de 1994, aos 42 anos, o advogado Jorge Mussi pisou com orgulho no tapete vermelho estendido na entrada do salão nobre da sede do Judiciário catarinense, na antiga praça dos Três Poderes, centro de Florianópolis. Oriundo dos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), começava ali a sua caminhada para a vice-presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cargo que assume em agosto deste ano.

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Argentina: Governo estuda punir quem negar crimes da ditadura

Enquanto governo Bolsonaro coloca em dúvida período de repressão no Brasil, Casa Rosada vai avaliar edição de lei inspirada na França para penalizar negacionistas de crimes da ditadura entre 1976 e 1983

Por Márcio Resendoe, RFI, em Ópera Mundi

O presidente argentino, Alberto Fernández, ordenou avançar com uma legislação que penalize aqueles que negarem os crimes da ditadura militar argentina, seguindo o modelo francês que pune os que negarem o holocausto, publicamente. A postura é oposta à do governo brasileiro que nega a existência da ditadura.

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‘Vida sustentável é vaidade pessoal’, diz Ailton Krenak

Em entrevista, autor de Ideias Para Adiar o Fim do Mundo, que está em Salvador, diz que nem mesmo ele pode se considerar uma pessoa sustentável

Por Fernanda Santana, no Correio*

Ailton Krenak, 67 anos, balança o braço esquerdo no ar, enquanto diz: “Um voo de um pássaro no céu, um instante depois que ele passou, não há rastro nenhum”. Uma das lideranças indígenas da tribo dos Krenak, às margens do Rio Doce, em Minas Gerais, está certo de que a passagem humana na Terra, ao contrário do voo dos pássaros, deixa rastros de destruição. Por isso, ele sempre pensa formas de adiar o fim do mundo.  

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Pesquisa aponta 62,6% das cidades brasileiras como ‘desertos de notícias’

Nesses locais, os moradores têm acesso à cobertura nacional, mas sem foco no poder público local

Por Folhapress, em O Tempo

O Atlas da Notícia, levantamento anual de jornalismo local no país, afirma que 3.487 municípios brasileiros, 62,6% do total, são hoje “desertos de notícias”. Não têm um veículo sequer, seja jornal, site ou emissora de rádio e TV com programação propriamente jornalística. A cobertura que seus moradores recebem se restringe ao noticiário dos órgãos nacionais, sem foco no que faz o poder público local – que passa por eleição no ano que vem.

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Pelotas sediará congresso internacional de Arqueologia

Por Jorge Eremites de Oliveira (*)

A cidade de Pelotas, localizada no sul do Rio Grande do Sul, também conhecida como Princesa do Sul, sediará, no período de 4 a 8 de novembro de 2019, o XX Congresso da SAB, evento promovido pela Sociedade de Arqueologia Brasileira. O organização do encontro está sob a responsabilidade da própria associação científica, fundada em 1980, que congrega arqueólogas/os e profissionais de campos afins que atuam no país e em outras partes do mundo.

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Ciência brasileira vive “a maior provação de sua história”, alertam ex-ministros em Manifesto

Grupo divulgou carta aberta à população manifestando preocupação com a falta de investimento público no setor

Na USP

Dez ex-ministros da Ciência e Tecnologia divulgaram uma carta aberta nesta segunda-feira, 1º de julho, alertando para o risco de “um retrocesso sem paralelo na história da ciência brasileira”, caso os investimentos públicos no setor não sejam retomados.

“Vivemos hoje a maior das provações da nossa história”, diz o documento. “Não podemos concordar com as recorrentes manifestações, por parte de autoridades do governo, que negam evidências científicas na definição de políticas públicas. As pesquisas são fundamentais para o País avançar em direção a um desenvolvimento econômico, com inclusão social, respeito aos direitos humanos e sustentabilidade ambiental, que preserve nossos recursos naturais estratégicos.”

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Como os indígenas colocaram o ovo em pé (a ciência indígena e a Medicina

Sem a sabedoria milenar indígena, o desenvolvimento de alguns medicamentos talvez fosse impossível. Foram os indígenas que colocaram o ovo em pé.

Por João Ernesto de Carvalho, na Revista AdNormas

A primeira referência bem documentada sobre a existência de um veneno de flechas de grande poder letal, entre os indígenas da América do Sul, encontra-se no livro De Orbe Novo, de Pietro Martine d’Anghera, publicado em 1516:

“[…] é um suco destilado de algumas árvores em que eles mergulham as flechas. Após atingido, o animal começa a perder a coordenação motora, que evolui para flacidez muscular e paralisia flácida da musculatura locomotora. A morte é consequência da paralisia da musculatura respiratória. Mas nem a todo mundo é permitido preparar a mistura, que foi denominada de curare. São as mulheres velhas, peritas nessa arte, que são encerradas durante algum tempo com todo material necessário e durante dois dias permanecem acordadas e destilam a mistura”.

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Quilombola capixaba lança primeiro clube de leitura antirracista do Brasil

Com entrega mensal de livros a associados, Pretaria BlackBooks busca visibilizar produção literária negra

Do Século Diário, no Geledés

Nascida no quilombo de Angelim, em Conceição da Barra (norte do Estado), e fundadora do Coletivo Negrada em Vitória, Mirtes dos Santos era figura atuante no movimento negro capixaba até sua ida para o Niterói (RJ) para cursar Mestrado em Direito e Sociologia na Universidade Federal Fluminense (UFF). Nesta semana, ela apresentou junto a um grupo de colaboradoras o projeto do Clube Pretaria BlackBooks, o primeiro clube literário especializado em livros voltados para promoção da igualdade racial e formação antirracista no Brasil.

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