Campanha de quaresma busca apoio para indígenas e ribeirinhos do Rio Abacaxis, atingidos por conflitos, violência e fome

Iniciativa arrecada doações para comunidades ribeirinhas e povos Munduruku e Maraguá, duramente afetados pela violência policial e pela fome em meio à pandemia. Saiba como ajudar

Cimi

Anualmente, na Quaresma, o frade dominicano, escritor e ativista Frei Betto lança uma campanha de arrecadação de recursos para ajudar comunidades em situação de vulnerabilidade. Neste ano, sensibilizado pela situação grave que passa o estado do Amazonas na pandemia e em contato com entidades da região, Frei Betto decidiu direcionar sua iniciativa solidária aos povos e comunidades do Rio Abacaxis, localizado nos municípios de Borba e Nova Olinda do Norte.

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Emergência da fome intensifica luta pelo Auxílio Emergencial e evidencia necessidade da renda mínima. Entrevista especial com José Antônio Moroni

Para o ativista, o Auxílio é uma ajuda imediata que não apaga o debate maior sobre uma renda mínima e digna para afastar as famílias da extrema insegurança alimentar

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

“Estou no mercado comprando comida”. A singela frase recebida numa mensagem de WhatsApp revela uma alegria e uma dor a José Antônio Moroni, pois a guerra que ele e que seu grupo têm travado pela assistência a famílias carentes durante a pandemia livrou mais uma da fome iminente. Mas, ao mesmo tempo, revela a dor de um Brasil que comemora algo tão simples como ir ao supermercado e garantir algumas refeições. Isso quando consegue, pois muitos nem isso têm alcançado. “A maior tragédia de um povo é saber que parte dele passa fome. A fome, que achamos que estava fora da agenda nacional, voltou com força”, observa, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Moroni, através do Instituto de Estudos Socioeconômicos – Inesc e de outras entidades, vem encabeçando a Campanha Renda Básica que Queremos [1].

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Pelo menos 10 milhões de pessoas passam fome no Brasil. Pandemia piorou quadro já desolador. Entrevista especial com Francisco Menezes

Estimativas apontam que nos próximos meses, com o fim do Auxílio Emergencial, a situação deve se agravar muito

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

A conjuntura não era boa e o ano de 2019 encerrou com o fantasma da volta do Brasil para o Mapa da Fome. Em 2020, na eclosão da pandemia, a falta de comida na mesa virou uma realidade não somente para aqueles que estão em vulnerabilidade social, mas também para quem ‘se virava’ e tinha um trabalho mesmo que informal. “As pessoas ficam desprovidas de renda, de início se endividam, depois já não tem mais condições de garantir compras de alimentos, mesmo os de mais baixo valor e pior qualidade”, aponta o economista Francisco Menezes, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

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País tem troca de cestas básicas por votos em 25 dos 26 estados

De Olho nos Ruralistas fez levantamento após viralização de vídeo contra a candidatura de Bruno Covas, em São Paulo, e só não localizou no Acre algum relato desse tipo de compra de votos; prática constitui crime eleitoral, mas país faz vista grossa para o tema

Por Alceu Luís Castilho e Sarah Fernandes, em De Olho nos Ruralistas

O Brasil encerra amanhã as eleições municipais de 2020 sem dizer adeus a uma de suas tradições mais notórias: a distribuição de alimentos em troca de votos. Em meio a uma cobertura sobre a fome no país, De Olho nos Ruralistas identificou situações como essa em 25 dos 26 estados. As acusações foram repercutidas, na maioria das vezes, por jornais locais. Em grande parte dos casos, os suspeitos usaram a emergência alimentar causada pela pandemia de Covid-19 como pretexto para as entregas. O clientelismo e a fome também vão às urnas.

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No Rio e no Espírito Santo, apenas Coser apresenta propostas para combater a fome

Paes e Crivella ignoram segurança alimentar; atual prefeito carioca chegou a reter verba da merenda escolar durante a pandemia; na capital capixaba, petista foi o único a se comprometer com a agroecologia

Por Mariana Franco Ramos e Sarah Fernandes, em De Olho nos Ruralistas

Nenhum dos dois candidatos que disputam o segundo turno no Rio de Janeiro apresentou programas de combate à fome e à miséria em seus planos de governo. Atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos) cita supostas realizações de sua gestão e fala em ampliar a distribuição de merenda nas escolas, algo previsto em lei.

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Prefeito reeleito de BH foge do padrão nas capitais com plano de produção familiar sustentável de alimentos

Especialistas apontam necessidade de maior abrangência; em 2015, o percentual de famílias cadastradas no Cadastro Único em situação extrema de pobreza era de 20% e em 2018 passou para 30%; município prevê programa de agricultura urbana

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho nos Ruralistas

O plano de governo do prefeito reeleito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), prevê a produção sustentável de alimentos em territórios comunitários. No primeiro mandato, sua administração iniciou parceria com a Ocupação Izidora e com o Quilombo Mangueiras, ambos na zona norte do município. No entanto, de acordo com quem atua com agricultura urbana, ainda é preciso ampliar a proposta para outras áreas.

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Em Curitiba, com 115 mil famílias vulneráveis, Greca aposta no urbano e ignora o campo

Capital paranaense vê o retorno da fome, mas plano de governo do prefeito reeleito não define como será o monitoramento das políticas públicas de segurança alimentar; ele fala em verticalização da produção e investe em refeições gratuitas 

Por Márcia Maria Cruz, em De Olho nos Ruralistas

O programa de governo do prefeito reeleito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), prevê a distribuição de refeições gratuitas e a implementação de projetos de agricultura urbana. O plano pretende ampliar o programa Mesa Solidária, que deve completar um ano em dezembro e até julho tinha distribuído 126 mil refeições gratuitas para pessoas em situação de rua em Curitiba. 

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Em Porto Alegre, Manuela fala em “mobilizar a cidade por comida de verdade”

Candidata do PCdoB apresenta oito propostas para acabar com a fome e se compromete com campanha Agroecologia nas Eleições; Sebastião Melo (MDB) ignora o tema em seu plano de governo, centrado em questões econômicas

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Em Porto Alegre (RS), única capital da Região Sul onde haverá segundo turno, o tema segurança alimentar e nutricional expõe diferenças entre os candidatos. Enquanto Sebastião Melo (MDB) sequer cita as palavras “fome” ou “alimentação” no documento que protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Manuela D’Ávila (PCdoB) apresenta oito propostas, em um capítulo específico.

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A qualidade da alimentação piorou na pandemia. Entrevista especial com Walter Belik

“Há uma homogeneidade na alimentação: as pessoas comem o mesmo alimento no Sul e no Norte; se aproveita pouco a diversidade brasileira”, diz o pesquisador

Por: Ricardo Machado e Patricia Fachin, em IHU On-Line

Se no início da crise pandêmica muitos de nós vimos a possibilidade de ter uma alimentação mais saudável por passarmos mais tempo em casa, a constatação, depois de oito meses de distanciamento social, é a de que “a qualidade da alimentação piorou”, diz o pesquisador Walter Belik, professor da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Segundo ele, isso se deve, em parte, às próprias escolhas alimentares dos brasileiros e ao aumento da compra de refeições por aplicativo, inclusive nas famílias com renda mais baixa.

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