A pandemia e a fome: 19 milhões de pessoas no Brasil não têm o que comer. Entrevista especial com Juliano Ferreira de Sá

Além desse número estarrecedor, mais da metade da população, ou 116,8 milhões, vive com algum tipo de insegurança alimentar e nutricional

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Os dados sobre o aumento da fome no país são estarrecedores. “Segundo o ‘Inquérito da Insegurança Alimentar e Nutricional no Contexto da Pandemia da Covid-19’, que é o estudo mais atual no país e que já foi detalhado recentemente nessa página, em dois anos a fome praticamente dobrou, tendo, em dezembro de 2020, mais de 19 milhões de brasileiras e brasileiros (9% da população) que não têm o que comer, e mais da metade da população, ou 116,8 milhões, vive com algum tipo de insegurança alimentar e nutricional”, observa Juliano Ferreira de Sá, presidente do Conselho de Segurança Alimentar do Rio Grande do Sul, em entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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Fome: 47% da população no semiárido está sem acesso a alimentos, diz pesquisa

Para Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), interrupção de políticas públicas poderá aumentar mortes por fome na região

Lucila Bezerra, Brasil de Fato

No semiárido brasileiro, cerca de 47% da população está em situação de fome. Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PENSSAN) aponta que foram registradas cerca de 3 milhões e 674 mil pessoas em situação de insegurança alimentar grave durante a pandemia.

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Em contexto grave de aumento da fome, Plataforma Dhesca denuncia violações ao direito à alimentação escolar

Documento com denúncias foi protocolado na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, no Conselho Nacional de Direitos Humanos, na Comissão de Educação do Senado Federal e em secretarias estaduais de educação pelo país.

Por Plataforma Dhesca Brasil

Documento com denúncias foi protocolado na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, no Conselho Nacional de Direitos Humanos, na Comissão de Educação do Senado Federal e em secretarias estaduais de educação pelo país.

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Em defesa do Auxílio Emergencial de 600 reais, movimentos e organizações vão à Brasília nesta terça-feira (27)

A iniciativa é construída junto às Centrais Sindicais, Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e da Campanha Renda Básica que Queremos

Da Página do MST*

Nesta terça-feira (27/4), dirigentes sindicais, representantes de movimentos populares e de organizações da sociedade civil vão à Brasília para dialogar e pressionar o legislativo a restabelecer o Auxílio Emergencial de R$600.

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O retorno da fome ao Brasil está no centro de interesses econômicos e políticos. Entrevista especial com Maria Emília Lisboa Pacheco

Uma conjugação de fatores levou o país de volta ao Mapa da Fome, com milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar e sem perspectiva de melhora

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Não obstante os impactos causados pela crise sanitária global da Covid-19, o Brasil assistiu nos últimos anos a uma escalada no desmonte de políticas públicas que visavam garantir uma alimentação acessível e saudável. O cenário passa pela omissão do governo federal em “cumprir a obrigação constitucional de respeitar, proteger, promover e prover o Direito Humano à Alimentação Adequada – DHAA e de reconhecer o princípio da dignidade da pessoa humana”, o que, segundo Maria Emília Lisboa Pacheco, em entrevista por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, “escancara a gravidade do contexto que vivemos com recorrente violação de direitos”.

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José Graziano, ex-diretor da FAO, aponta papel do agronegócio no agravamento da fome

Do total de 211,7 milhões de brasileiros, 116,8 milhões convivem com algum grau de insegurança alimentar; diretor do Instituto Fome Zero lembra que desigualdade é maior no campo e que problema não está na falta de alimentos, mas na concentração de renda

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

Mais de 70% da população brasileira apresenta algum grau de insegurança alimentar, segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Pennsan). Mas o crescimento da fome, sobretudo no campo, não se deve à falta de comida, e sim à pujança do agronegócio. A conclusão é do agrônomo José Graziano da Silva, ex-diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e diretor do Instituto Fome Zero, lançado em outubro do ano passado.

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Fome volta ao Brasil e quase dois terços da população urbana sofrem de insegurança alimentar. Entrevista especial com Renata Motta

O estudo “Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil” aponta que nas zonas rurais a situação é ainda mais grave, atingindo 75% da população

Por: Patricia Fachin e Ricardo Machado, em IHU On-Line

Há oito anos a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura – FAO (na sigla em inglês) declarou que o Brasil, pela primeira vez na série histórica, havia eliminado a fome. O índice leva em conta nações em que menos de 5% da população vivem em situação de insegurança alimentar grave. A pesquisa Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil revela, no entanto, que a atual situação é, além de grave, inaceitável.

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Fome, estômago e consciência da superexploração

Na rotina de “N” e “V”, duas catadoras de latinhas e mantenedoras de suas famílias, um retrato do trabalho (e das desigualdades) no país. O que há por trás do abismo entre os que consomem e os que sobrevivem à espera de descartes?

Por Roberta Trespadini*, em Outras Palavras

A tontura da fome é pior do que a do álcool. A tontura do álcool nos impele a cantar. Mas a da fome nos faz tremer. Percebi que é horrível ter só ar dentro do estômago.
(Carolina Maria de Jesus, Quarto de Despejo)

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Fome no Brasil cresce e supera taxa de quando Bolsa Família foi criado

Insegurança alimentar grave ou moderada atingiu 27,7% da população no final do ano passado, ou 58 milhões de brasileiros, contra 16,8% em 2004. Pandemia acelerou alta da fome registrada desde 2014, aponta pesquisa.

Bruno Lupion, na Deutsche Welle

As consequências sociais e econômicas da pandemia de covid-19 agravaram a fome no Brasil, que já vinha aumentando e superou em 2020 os níveis registrados no início da década passada, quando foi criado o Bolsa Família.

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