Nas eleições para Conselho de Direitos Humanos da ONU, Brasil é ficha suja

Conectas se posiciona contrariamente à candidatura brasileira a um novo mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Por Conectas Direitos Humanos 

No próximo dia 16 de outubro, acontecem em Nova York as eleições dos países que desejam ocupar um assento no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para o mandato de janeiro de 2020 a dezembro de 2022. O Brasil é candidato a uma das duas vagas dedicadas aos países da América Latina e Caribe e, se eleito, terá direito a propor e votar resoluções.

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O ‘oba-oba’ religioso é opressor: 1ª Carta de João. Por frei Gilvander Moreira[1]

No Brasil atual, sem interpretação sensata e libertadora dos textos bíblicos, afundamos cada vez mais em fundamentalismos, em moralismos e em esquizofrenia religiosa. O caminho para resgatarmos a construção de uma sociedade justa, solidária, democrática e sustentável ecologicamente passa também pela leitura e interpretação da Bíblia a partir dos injustiçados. Setembro é também mês da Bíblia, porque dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo, o tradutor da Bíblia da língua hebraica, aramaica e grega para o latim, que era a língua do povo durante o império romano. Jerônimo colocou a Bíblia na língua do povo, porque pensava que os textos bíblicos precisavam ser democratizados, não podiam ser privatizados pelo clero. Em 2019, somos convidados a ler e refletir a partir da 1ª Carta de João. Vamos chamar a atenção para alguns dos muitos raios de luz e de força divina que irradiam a partir da 1ª Carta de João.

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É preciso coragem para refazer a cidadania, sem medo de errar e recomeçar. Por Cândido Grzybowski

Do Ibase

É próprio do fazer sociológico a análise mais apurada da correlação de forças políticas criadoras das conjunturas, por mais retrógradas que sejam. Mas o “que fazer” de ativista é pensar e agir sempre para mudar as conjunturas com visão de futuro desejável, vendo onde incidir para torná-lo possível. Carrego em mim mesmo tal dilema. É sempre mais fácil tomar distância e fazer análise, a mais fundadamentada possível, sem nela incorporar o nosso imaginário de outro mundo, dos princípios e valores éticos que nos orientam, das opções estratégicas que pensamos serem necessárias para tanto. O fato é que este outro lado da reflexão, engajado, muda a própria análise e revela o compromisso que ela carrega. É um dilema? Sem dúvidas, é! Mas para que vale a ciência sem visão e compromisso ético com o futuro e com a busca de sua realização histórica a partir do aqui e agora?

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PFDC recomenda ao governo suspensão imediata de ato que descaracteriza homeschooling como evasão escolar

Ministério determinou que conselhos tutelares excluam crianças educadas em casa de lista sobre abandono da escola. Medida fere legislação

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC)

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), do Ministério Público Federal, encaminhou na quinta-feira (11) ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) uma  recomendação para que o órgão suspenda, imediatamente, as orientações encaminhadas a Conselhos Tutelares em todo o Brasil para que deixem de cumprir o que estabelece a legislação acerca de crianças e adolescentes mantidas fora de instituições de ensino regular.

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Associação de juristas evangélicos fundada por Damares Alves amplia lobby no governo

Criada há sete anos, Anajure, que recebeu Sérgio Moro em seu último evento, tem atuado junto aos três poderes para garantir “valores cristãos”

Por Carolina Zanatta, Agência Pública

“Com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto: existe algum, entre os 11 ministros do Supremo, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. E respeitamos, um tem que respeitar o outro. Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”, disse o presidente Jair Bolsonaro no dia 31 de maio durante um evento realizado na congregação Madureira da igreja Assembleia de Deus.

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MBL usa o aborto para reposicionar a marca. Por Eliane Brum

Na disputa da direita com a direita, pelas almas, pelos cliques e pelos votos, a milícia enfrenta dificuldades para mudar a imagem sem perder poder de pressão

No El País Brasil

O Brasil tem apenas três possibilidades de aborto legal: em caso de estupro, risco de morte da mãe e feto anencefálico. Ao propor um projeto na Câmara de Vereadores de São Paulo para dificultar a interrupção da gestação nestes casos, um dos mais conhecidos membros do Movimento Brasil Livre (MBL), Fernando Holiday (DEM), sabe que o projeto pode ser contestado na Justiça porque extrapola a competência do município. A constitucionalidade, porém, não importa. Não importa se o projeto vá adiante ou não, importa ser relacionado por eleitores à “defesa da vida”, mesmo que isso comprovadamente signifique a morte de mulheres. Importa manter seguidores que começam a se afastar e importa também conquistar seguidores novos, especialmente entre evangélicos neopentecostais. Nem que para isso seja necessário defender a tortura das mulheres. O cinismo se torna cada vez mais – literalmente – criminoso no Brasil.

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Associação de juristas evangélicos fundada por Damares Alves amplia lobby no governo

Criada há sete anos, Anajure, que recebeu Sérgio Moro em seu último evento, tem atuado junto aos três poderes para garantir “valores cristãos”

Por Carolina Zanatta, Agência Pública

“Com todo respeito ao Supremo Tribunal Federal, eu pergunto: existe algum, entre os 11 ministros do Supremo, evangélico? Cristão assumido? Não me venha a imprensa dizer que eu quero misturar a Justiça com religião. Todos nós temos uma religião ou não temos. E respeitamos, um tem que respeitar o outro. Será que não está na hora de termos um ministro no Supremo Tribunal Federal evangélico?”, disse o presidente Jair Bolsonaro no dia 31 de maio durante um evento realizado na congregação Madureira da igreja Assembleia de Deus.

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O lobby é a alma do negócio

A trajetória do dono da CNN Brasil, Rubens Menin, vai do Minha Casa Minha Vida à articulação de empresários para acabar com a lista suja do trabalho escravo; também passa por reuniões palacianas e polpudas doações nas últimas eleições

Por Alice Maciel, Agência Pública

Apontado no meio empresarial como o “embaixador” do programa Minha Casa Minha Vida, o mais novo barão da mídia, fundador e presidente do conselho da MRV Engenharia, Rubens Menin atua intensamente nos bastidores de Brasília em prol dos seus negócios pelo menos desde 2008, quando participou da elaboração do programa que o transformaria em um dos homens mais ricos do país. Seu mais novo negócio é o canal de notícias CNN Brasil, entre outros seis que carregam seu nome no Brasil e nos Estados Unidos: MRV Engenharia, Banco Inter, AHS Development Group, Urbamais Desenvolvimento Urbano, ABC da Construção, Log Comercial.

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Fake news e fundamentalismo como formas de ver o mundo

As origens das fake news no fundamentalismo cristão: como grupos fundamentalistas criam “sistemas de verdade” baseados em notícias falsas, “fatos alternativos”, teorias de conspiração e pseudociência

Por Igor Tadeu Camilo Rocha, no Justificando

Em fevereiro de 2017, Frank Shaeffer, escritor e contribuidor do jornal New York Times, publicou noutro portal de notícias, o Huffington Post, um artigo escrito pelo professor Christopher Douglas, intitulado The Religious Origins of Fake News and “Alternative Facts” a respeito das origens no fundamentalismo cristão das chamadas fake news. Este autor, professor da universidade de Victoria, no Canadá, é especialista em literatura anglófona e tem estudos que relacionam escritos fundamentalistas com o crescimento de uma nova direita.

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O fetichismo e as formas políticas: o Estado burguês na forma burlesca. Por Mauro Luis Iasi

A bizarrice burlesca do governo atual não é uma característica contingente. Ela é a forma necessária do Estado burguês em um momento em que nenhuma racionalidade minimamente séria consegue mais ligar as intensões neoliberais aos resultados obtidos

“Se há um idiota no poder
é porque os que o elegeram
estão bem representados.”
Barão de Itararé

No Blog da Boitempo

Marx estava convencido de que o fetichismo da mercadoria constituía a base real daquilo que Hegel entendia como uma das dimensões da alienação: o estranhamento, esse processo pelo qual as objetivações humanas se distanciam daqueles que as criaram e se voltam contra ele como uma força hostil que os controla.

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