9 de Julho, trama oligárquica e revolta popular

Elite paulista comemora contrarrevolução de 1932. Mas o dia marca, também, o momento culminante da Greve Geral de 1917 em SP. Assassinato do sapateiro José Martinez pela polícia desencadeou enorme revolta e forçou empresários a recuo

por Thiago Trindade de Aguiar, em Outras Mídias

Em 2017, comemorou-se o centenário da grande greve de 1917 em São Paulo. José Luiz Del Roio recupera a história desse conflito muitas vezes esquecido pelas novas gerações de trabalhadores. O autor foi militante do PCB e companheiro de Marighella na luta contra a ditadura militar. No exílio, como lembra Gilberto Maringoni em prefácio, Del Roio foi responsável por salvar da repressão e organizar na Itália os arquivos de Astrojildo Pereira, fundador do PCB, nos quais se encontra boa parte da documentação do período (hoje depositada no Cedem-Unesp) que ele traz à luz em seu curto, mas vibrante livro.

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Contra reforma da Previdência, camponeses aderem à greve geral e participam de manifestações em 26 estados

Em dia marcado por paralisações, trabalhadores rurais de diversos municípios saíram às ruas para protestar contra a reforma da Previdência e a perda de direitos; no Paraná, sem-terra é ferido após repressão da Guarda Municipal

De Olho nos Ruralistas

Camponeses de várias partes do país juntaram-se nesta sexta-feira (14/06) aos milhares de trabalhadores que paralisaram suas atividades contra o governo Bolsonaro. Os protestos contra a reforma da Previdência nortearam a greve geral convocada por centrais sindicais, estudantes e movimentos sociais. Outros temas também entraram em pauta, como o pedido de afastamento do ministro da Justiça, Sérgio Moro – envolvido em vazamento de diálogos com procuradores da Operação Lava Jato -, os cortes na educação e o aumento do desemprego.

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Greve Geral: relembre 7 paralisações que marcaram a história do Brasil

Nos últimos 102 anos, país assistiu a diferentes momentos de luta e resistência dos trabalhadores por direitos

Por Bruna Caetano, no Brasil de Fato / MST

Com a Previdência social ameaçada pela proposta de reforma do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu ministro da economia, Paulo Guedes, o Brasil está sob iminência de mais uma Greve Geral, marcada para o dia 14 de junho. A última aconteceu no dia 28 de abril de 2017, e pretendia barrar a reforma trabalhista e a reforma da Previdência, ainda nos moldes do governo de Michel Temer. Antes dessas, outras mobilizações nacionais marcaram a história.

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Meses após greve, funcionários do Mundial voltam a cruzar os braços e são demitidos 24h depois

Por Juliana Gonçalves, The Intercept Brasil

Em novembro, um corte nas horas extras levou os funcionários da rede de supermercados Mundial, no Rio de Janeiro, a entrarem em greve. Nos meses seguintes, os grevistas passaram a ser perseguidos e mandados embora aos poucos, por motivos diversos. Agora, nove meses depois, trabalhadores da rede cruzaram os braços novamente, mas dessa vez a reação foi mais rápida: menos de 24 horas após a paralisação, ao menos 40 pessoas foram demitidas. (mais…)

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Teremos coragem para a revolução?

A era do “crescimento” acabou. O progresso virou uma falácia. Um novo projeto de esquerda precisa dar-se conta que não se trata de ocupar o poder — mas de questionar os paradigmas da civilização

Por Mauri Cruz*, em Outras Palavras

Com a greve [i] dos caminhoneiros autônomos e o lockout [ii] das empresas de transportes de cargas ficou escancarada a profunda dependência que nós brasileiras e brasileiros temos em relação aos mecanismos criados pela economia do sistema neoliberal. Até a mais básica das necessidades, que é o acesso a água, depende de como os grandes monopólios econômicos organizam os seus interesses. Nos demos conta da profunda dependência do sistema rodoviário e dos combustíveis fósseis. Sem eles, nada funciona. Os ditos comentaristas” televisivos se perguntam: quem acabou com os trens e com as hidrovias? A resposta, como sabemos, está nos comerciais. Basta olhar para seus patrocinadores como a Shell e as empresas da indústria automobilística. Enfim, o neoliberalismo transformou em mercadoria todas as dimensões da vida. Isso vale dizer que, se o grande capital decidir “fechar as torneiras” não há as mínimas condições de manutenção da vida, pelo menos, no curto prazo. (mais…)

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Num país obstruído, há caminhos

A greve dos caminhoneiros foi um símbolo do Brasil com as entranhas à mostra. Mas os dias conturbados apontaram novas possibilidades de vida com menos carros, menos poluição, menos consumo e mais solidariedade 

Por Débora Nunes*, em Outras Palavras

Estamos engolindo sapos há anos, e em algum momento iríamos ter prisão de ventre ou uma diarreia monumental. A greve dos caminhoneiros foi esse momento em que nossas veias pátrias, as estradas, colapsaram, deixando de irrigar nosso organismo já adoentado. Tudo de ruim veio à tona numa energia nauseabunda em que até marchas pela intervenção militar puderam ser vistas. Nossas entranhas ficaram à mostra,  revelando suas sombras. (mais…)

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“A greve dos caminhoneiros começou a deixar claro o que vamos viver daqui em diante”

por Gabriel Brito, em Correio da Cidadania

A paralisação dos caminhoneiros e do país no fim de maio ainda é o grande tema nacional e tem tudo para deixar sequelas, a exemplo do que já se permite vislumbrar na rápida greve dos petroleiros. Paralelamente, a Petrobras volta ao centro de debates e disputas, dado que sua política de preços foi o disparador da greve e seu presidente acaba de se demitir. Sobre esse intrincado quadro, conversamos com Emanuel Cancella, ex-presidente do Sindicato dos Petroleiros, que traçou um profundo diagnóstico da gestão da estatal. (mais…)

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