Três religiosas de mãos dadas contra o Fundamentalismo e os preconceitos

Por Catarina de Angola*, em SOS Corpo

Uma onda conservadora tem ganhado força em todo o mundo. Na América Latina, governos de esquerda tem dado lugar a representantes que utilizam do conservadorismo em suas campanhas e que tem ampla propagação pelo fundamentalismo religioso. Discursos racistas e contra os Direitos Humanos, em especial das mulheres e da população LGBT, se propagam ampliam nesse contexto. No Brasil, a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) integra esse fluxo global, reforçado pós o golpe de 2016. Movimentos como o feminista e de povos tradicionais tem sido alguns dos mais perseguidos. 

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Por que Racismo Religioso e não apenas Intolerância Religiosa?

Povos de terreiro resistem ao racismo religioso ao longo de séculos no Brasil e enfrentam grandes desafios

por Diogo Fernandes e Jamile Araújo, em Brasil de Fato

Desde um suposto inofensivo ‘chuta que é macumba’, olhares tortos por usar branco e guias no pescoço, até ações mais violentas como apedrejamentos: o Racismo Religioso é uma realidade no Brasil. Vimos, no último semestre na Bahia, alguns casos denunciados. Como o ocorrido em Alagoinhas no final de maio, no Ilê Axé Oyá L’adê Inan, onde um grupo de religiosos evangélicos foi para a porta gritando e batendo com bíblias no portão dizendo que “Satanás iria sair”. Ou ainda os 100 quilos de sal jogados na Pedra de Xangô em Cajazeiras, local tombado pela prefeitura como monumento natural, que faz parte da área também tombada do antigo Quilombo do Tatu.

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O direito ao sagrado dos povos do terreiro

Umbanda e Candomblé sofrem inúmeros – e violentos – ataques. Fanatismos e discursos hipócritas de tolerância, estimulados por algumas igrejas, agravam barbárie. Direito de existir não basta: toda sacralidade deve ser respeitada

por Fran Alavina, em Outras Palavras

Por que há pessoas de fé que não reconhecem o sagrado do outro? De fato, esta pergunta poderia ser uma simples questão de filosofia da religião, porém se trata de algo maior que uma simples especulação teórica: é uma questão de fato, sentida na pele por nós, povo do axé.

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Jovem feminista e militante contra o racismo: conheça Mãe Nivia Luz

‘Quando alguém me dá uma pedrada, não posso considerar apenas como intolerância. Para mim é terrorismo’

por Guilherme Soares Dias, em CartaCapital

Quando Mãe Stella de Oxóssi, uma das mais importantes ialorixás da Bahia, morreu aos 93 anos, em dezembro de 2018, um vácuo abriu-se na hierarquia das religiões de matriz africana no Brasil. Mãe Stella era uma das mais respeitadas e veteranas ialorixás do País, guia de centenas de pais e mães de santo espalhados pelo território nacional. Em março deste ano, o candomblé perdeu Makota Valdina, aos 75 anos, outra referência, vítima de uma parada cardiorrespiratória. As líderes do candomblé costumam ser mulheres mais velhas e, de tempos em tempos, a renovação é natural. A escolha das substitutas geralmente segue a linhagem familiar, mas costuma ser feita pelo jogo de búzios, como determinam os orixás.

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Em audiência pública com o MPF, povos de terreiro pedem políticas de reconhecimento

Medidas promocionais e de enfrentamento à violência motivada por racismo religioso foram discutidas

O Ministério Público Federal (MPF) realizou anteontem (6), audiência pública com povos de terreiro para debater intolerância religiosa e promover a valorização das comunidades de religiões de matriz africana no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense. Além disso, órgãos públicos reafirmaram o compromisso com o combate à violência na região.

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CDHM debate com a sociedade civil a situação dos conselhos e comissões do governo federal

Após reportagem do jornal Estado de São Paulo, no dia 3 de março deste ano, que apontava uma possível paralisação e esvaziamento dos conselhos e comissões ligados ao governo federal, a Procuradora Federal dos Direitos Humanos, Deborah Duprat encaminhou ofício a Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, solicitando informações sobre a atual situação desses conselhos.

Por Pedro Calvi, CDHM

Esse é o ponto de partida da audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), nesta quarta-feira (10), às 14h, no plenário 9. O debate foi solicitado pelos deputados Patrus Ananias (PT/MG) e Nilto Tatto (PT/SP).

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RE 494601: o reconhecimento do racismo religioso?

Além de declarar a constitucionalidade do abate religioso de animais, o STF tangenciou a questão da violência contra as religiões de matriz africana como uma das facetas do racismo estrutural

Por Thiago de Azevedo Pinheiro Hoshino[1] eWinnie Bueno[2], no Jusdh

“É como voto. Saravá!” A saudação, vigorosamente respondida pelas(os) afro-religiosas(os) presentes no plenário do STF, encerrou o pronunciamento do Min. Roberto Barroso na última quinta-feira. Com ela se arrematou a tese de repercussão geral do Recurso Extraordinário 494601: “É constitucional a Lei de Proteção Animal que, a fim de resguardar a liberdade religiosa, permite o sacrifício ritual de animais em cultos de religiões de matriz africana”. Seguindo o entendimento do Min. Fachin[3] pela total improcedência, a Corte Constitucional rejeitou os argumentos do Ministério Público do Rio Grande do Sul, colocando fim a uma controvérsia de mais de quinze anos que ameaçava as expressões religiosas das tradições de matriz africana.

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Criação de Coordenação de Assuntos Religiosos no governo do DF preocupa especialistas

Medida do governador Ibaneis Rocha (MDB) permite a participação de igrejas no governo e desafia a laicidade do Estado

Cristiane Sampaio, Brasil de Fato

Uma decisão anunciada pelo novo governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), logo no início do mandato chamou a atenção de quem acompanha as políticas públicas no âmbito distrital: no último dia 7, o emedebista anunciou a criação de uma Coordenação de Assuntos Religiosos, que atuará no enfrentamento de problemas como “a violência familiar, o combate às drogas e a evasão escolar”.  

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Rio inaugura delegacia especializada em combater crimes raciais e de intolerância

No evento, a campanha “Liberte Nosso Sagrado” cobrou a devolução de objetos religiosos apreendidos pela polícia

Clívia Mesquita, Brasil de Fato

Na última quinta-feira (13) a Polícia Civil inaugurou na Rua do Lavradio, n º155, região central da cidade, a Delegacia Especializada em Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Segundo o delegado titular da unidade, Gilbert Stivanello, os policias estão passando por uma série de capacitações para atender as vítimas de crimes como racismo, xenofobia, intolerância religiosa e homofobia.

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