Por que Glenn teve que dar aula aos jornalistas sobre o que é jornalismo?

Tiago Tristão Artero, no Portal Pensar a Educação Pensar o Brasil

A atuação dos jornalistas no programa de entrevistas na data de 02 de setembro gerou incômodo aos que, minimamente, conhecem o ofício do jornalismo e a própria Constituição. Muitas das vezes, as perguntas elaboradas denotavam uma defesa pelo descumprimento das leis por parte de promotores e juízes e o ataque ao exercício do jornalismo. É o obscurantismo escrachado e naturalizado numa evidente glamourização da ignorância e isso nos impele a apoiarmos as manifestações pela democracia no dia 07 de setembro.

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Parlamentares e jornalistas pedem federalização de crimes contra trabalhadores da comunicação

Por Pedro Calvi, CDHM

Federalizar os crimes contra jornalistas e comunicadores, levantar todos os projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados sobre violência contra trabalhadores do setor, transparência no pagamento de patrocinadores de redes sociais e colocar no Código de Ética do Congresso a incitação de violência contra profissionais da imprensa como quebra de decoro. Todas essas sugestões foram apresentadas na audiência pública desta terça-feira (4) sobre liberdade de imprensa, violência contra jornalistas e comunicadores e como isso ameaça os direitos humanos e a democracia.

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O calabouço onde o governo da Nicarágua prendeu jornalistas

Condições da prisão não servem “nem para criar porcos”, diz deputado europeu que foi visitar o dono de um canal de TV detido pelo governo de Daniel Ortega

Por Wilfredo Miranda Aburto, Agência Pública

As lanternas dos celulares machucaram os olhos do jornalista nicaraguense Miguel Mora. Os deputados do Parlamento Europeu iluminaram a cela para, no escuro, encontrar o jornalista e preso político da ditadura de Daniel Ortega e Rosario Murillo na Nicarágua. Mora estava no fundo da cela, vestindo o uniforme azul de presidiário. Passou quase um minuto até que os olhos do diretor do antigo canal de TV 100% Noticias se adaptassem à iluminação e ele pudesse ver com clareza os visitantes de sotaque estrangeiro que haviam chegado ao seu calabouço na prisão conhecida como El Chipote, na capital Manágua.

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Sobre a imprensa e a classe trabalhadora

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Jornal Nacional. Rede Globo. O presidente da Vale fala por um tempo gigante, a considerar o valor do tempo num jornal global. Repete insistentemente que o que houve em Brumadinho foi um acidente. Um acidente? Com todos os laudos técnicos que mostram o risco dessas barragens? Com todos os avisos de gente muito especializada que milita nos movimentos? Com a trágica experiência de Mariana? Acidente? Foi um crime.

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Ramonet tenta desbravar a nova selva midiática

Que papel jogam as “fake news”, num ecossistema em que mentira e ocultação já eram norma? Como movimentar-se, em meio a algoritmos e manipulações fabricadas? Resta espaço para uma mídia alternativa?

Outras Palavras

Encontramos Ignácio Ramonet, ex editor do Le Monde Diplomatique, co-fundador da Attac e do Fórum Social Mundial. Ex professor da Universidade de Paris VII, Ramonet tornou-se figura proeminente do altermundismo, é especialista em estudos sobre América Latina e sistema midiático. Nessa entrevista, ele trata das mutações pelas quais passou o campo midiático, sobre a maneira como as redes sociais contribuem para modificá-lo, sobre a erosão da hegemonia neoliberal, sobre o fenômeno populista, e ainda sobre os fenômenos políticos recentes que marcaram a América Latina (eleição de López Obrador no México, derrota de Gustavo Petro na Colômbia, eleição de Bolsonaro no Brasil…)

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Assim o Facebook estrangulou o jornalismo

Como as mudanças constantes (e unilaterais) no algorítimo atraíram jornais e revistas a uma arapuca — para depois deixá-los aprisionados e à míngua. Agora, é possível escapar?

Por Paulo Motoryn, em Outras Palavras

O debate sobre a influência do Facebook no jornalismo nasceu para morrer. Não falo isso pela crise do próprio Facebook, sobre a qual alguns analistas já se apressaram em profetizar a queda do império de Mark Zuckerberg – o que está muito distante de acontecer. Eu digo isso porque não é o Facebook, mas o jornalismo que está em perigo. (mais…)

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Série M: Pacto de neutralidade

Por Clara Câmara[1], no Manchetômetro

Em maio de 2016, a Folha de S. Paulo publicou uma coluna de Mario Vitor Santos em que este reverbera[2] o entendimento que muitos jornalistas têm da própria profissão. No texto, Santos afirma que as normas e técnicas jornalísticas não são enfeites, mas, sim “peças essenciais para a sobrevivência da democracia”. Na ocasião, o jornalista e colunista da Folha se referia aos modos como o jornalismo brasileiro lidou com os vários escândalos de corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores (PT), colocando-se como um dos principais promotores da derrubada da então presidente Dilma Rousseff. Essa fala expressa uma compreensão sobre o jornalismo, sua cultura profissional e seu propósito como instituição que serve de base para a reflexão que segue. (mais…)

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As novas tecnologias, as notícias falsas e o jornalismo

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

As novas tecnologias e a criação das redes sociais colocaram uma novidade na vida cotidiana de bilhões de pessoas: o acesso rápido às informações e também a possibilidade de produzi-las e distribuí-las. Assim, o que era até bem pouco tempo quase que exclusividade dos jornalistas ou formadores de opinião ligados aos meios de comunicação, passou a ser comum para qualquer pessoa no planeta que tenha acesso à rede mundial de computadores. Mas, o que parecia ser uma vitória da democracia tem mostrado que, no sistema capitalista de produção, nada mais é do que mais do mesmo. Isso porque nos últimos tempos o que se percebeu foi que as informações  que circulam na internet também estão dentro da forma-mercadoria geradora de mais-valia ideológica. A enxurrada de notícias falsas, fabricadas por empresas especializadas nesse fazer, tem servido para produzir “verdades” que servem aos interesses do capital e das forças que conformam o poder político e econômico do sistema. (mais…)

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A Nova Onda no Jornalismo Global: ‘Positive News’ e Jornalismo de Soluções

A Comunidades Catalisadoras—organização responsável pelo RioOnWatch–acaba de lançar o mapa da Rede Favela Sustentável(RFS) com 111 iniciativas comunitárias, na Região Metropolitana do Rio, que fortalecem a resiliência social e sustentabilidade ambiental local. O texto apresentado abaixo sobre a importância do jornalismo de soluções da pesquisadora Sophie Pizzimenti, da Universidade de Leiden, faz parte do relatório completo, “Rede Favela Sustentável: Mapeamento (2017)”, que descreve todo o processo do trabalho e os resultados obtidos

Sophie Pizzimenti – RioOnWatch

Ao longo da última década, uma nova tendência têm se tornado evidente na mídia internacional: o compartilhamento de notícias orientadas para soluções como resposta ao desejo crescente do público por algo que diverge da negatividade típica e constante vinda da mídia. Essa onda também chega na mídia de massa, com exemplos no The GuardianAl JazeeraBBC e outros, mas tem sido vista com mais frequência no surgimento de novos tipos de revista, documentários e sites focando em positive news (notícias positivas) e dependendo de um crescente corpo de pesquisadores. A professora Denise Baden, do departamento de negócios da Universidade de Southampton, Inglaterra, mostra em suas pesquisas como o constante bombardeamento de notícias negativas desencoraja e dessensibiliza o público, que consequentemente se desengaja do problema sendo discutido. (mais…)

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Racismo no jornalismo e nas redações

Entrevista trata de questões como o racismo estrutural e institucionalizado nas redações do país; entrevistado cita o caso William Waack

A Pública

“Eu conto nos dedos de uma das mãos quantos negros dividem o mesmo espaço de trabalho numa redação”, afirma Cíntia Cruz, do jornal Extra, em entrevista a Gabriele Roza, repórter da Pública. Além de Cíntia, a conversa que tratou de jornalismo e racismo contou com a presença do jornalista Pedro Borges, do Alma Preta e Filó Filho do Cultne. A seguir, os principais trechos do papo realizado na Casa Pública, no Rio de Janeiro. (mais…)

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