Ministra suspende processos na Justiça Federal que investigam extração ilegal de madeira no PA e no AM

Fatos investigados nas varas federais do Pará e do Amazonas são conexos aos apurados no STF em inquérito contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de todos os processos em trâmite na Justiça Federal do Pará e do Amazonas relativos à Operação Handroanthus, que investiga a comercialização de madeira extraída ilegalmente na Amazônia. A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito (INQ) 4871, que tem como alvo de investigação o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim, pelo suposto cometimento dos crimes de obstrução à fiscalização ambiental, embaraço das investigações e advocacia administrativa.

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Escândalo que envolve Salles evidencia lacunas do mercado de madeira no Brasil

ClimaInfo

A revelação de que a direção do IBAMA e do ministério do meio ambiente faria parte de um esquema de contrabando de madeira explorada ilegalmente na Amazônia para o exterior colocou em xeque o mercado brasileiro de madeira, um dos maiores do mundo, que segue com muita ilegalidade em sua cadeia produtiva. A má fama do país no mercado internacional tem forçado algumas empresas do setor a reforçar suas credenciais ambientais por meio de esquemas de certificação de terceira parte como maneira de convencer consumidores cada vez mais exigentes no exterior sobre a legalidade da origem do produto.

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As conexões financeiras de Salles com madeireiros suspeitos de ilegalidades

ClimaInfo

Nos últimos dias, as acusações contra Ricardo Salles vêm se avolumando. A Folha, por exemplo, destacou as ligações entre empresas de exploração e venda de madeira nativa brasileira com um escritório de advocacia que o ministro mantém em sociedade com a mãe dele. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou o acesso pela Polícia Federal a relatórios de inteligência financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) sobre Salles. Segundo a PF, análises sobre as operações financeiras do escritório da família Salles nos últimos dois anos apontam para um “conteúdo bastante interessante” para a investigação. Parte dessas informações foi vazada na semana passada para a imprensa. Segundo o Poder360, o vazamento foi feito por policiais federais contrários à direção da corporação e ao governo Bolsonaro.

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Madeireiros pressionam comunidades a apoiar extração de madeira em Resex, diz sindicato

Cooperados parceiros de empresa invadiram a entidade, em Santarém (PA), exigindo retomada de projeto de manejo da reserva extrativista; área é vizinha do assentamento onde atuam madeireiras investigadas pela PF e protegidas do ministro Ricardo Salles 

Por Julia Dolce, em De Olho Nos Ruralistas

Na segunda-feira (03),o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) em Santarém (PA) foi invadido  por representantes de cooperativas da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns que exigiam a volta dos planos de manejo de madeira na área. Para o sindicato, esses agricultores estão sofrendo pressão de madeireiras interessadas em entrar na Resex por meio das cooperativas. O Ministério Público Federal (MPF) solicitou abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar a supeita de participação de madeireiros na invasão.

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Entenda a pressão de madeireiros sobre o STTR de Santarém

Terra de Direitos

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares (STTR) de Santarém, no Oeste do Pará, viveu momentos de pânico neste dia 3 de maio. Isso porque cerca de 100 pessoas, entre eles representantes de cooperativas madeireiras, invadiram à sede do Sindicato e tentaram arrombar portas para chegar ao presidente do STTR, Manoel Edivaldo Santos Matos. A ação foi uma tentativa de coagir o sindicato a desistir de Ação Civil Pública, movida junto com o Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), que resultou na suspensão dos processos de aprovação dos projetos de manejo florestal dentro da Reserva Extrativista (Resex) Tapajós Arapiuns. Os projetos foram suspensos porque estão sendo discutidos ou foram aprovados sem que houvesse Consulta Prévia, Livre e Informada a povos indígenas e comunidades tradicionais da reserva sobre a possibilidade dessa exploração florestal. A consulta prévia desses grupos é um direito previsto inclusive em tratados internacionais, como a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. As cooperativas madeireiras alegam que a autorização dada pelo Conselho Deliberativo da Resex – que é liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodividersidade (ICMBio) e reúne 95 entidades internas ou externas à reserva – já seriam uma forma de consulta.

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Fornecedor de madeireira investigada pela PF conta como se aproximou de Salles para “pedir ajuda”

A Pública conversou com fontes envolvidas na apreensão de madeira ilegal na Amazônia e revela os bastidores do lobby que provocou a notícia-crime do delegado da PF contra o ministro do Meio Ambiente

Por Alice Maciel, em Agência Pública

Passava pouco das 17 horasdo dia 17 de março, quarta-feira, quando o ministro do Meio Ambiente abriu as portas de seu gabinete para um grupo de madeireiros de Santa Catarina. Eles foram apresentados a Ricardo Salles pela deputada federal Caroline de Toni (PSL/SC) e pelo senador Jorginho Mello (PL/SC). O encontro foi agendado pelos dois parlamentares a pedido de empresários catarinenses com extensas terras no Pará, representados pelo vice-presidente regional oeste da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Waldemar Schmitz, e do vereador de Palmitos, Rafael Dutra Dacroce (PP). Na pauta, a maior apreensão de madeira ilegal da Amazônia, realizada durante a Operação Handroanthus GLO pela Polícia Federal. 

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Criador de galos e defensor de rinhas, Telmário Mota quer desarmar fiscais do Ibama

Senador de Roraima foi, ao lado de Ricardo Salles, alvo de notícia-crime da PF por interferir em investigação contra madeireiros; ele já foi acusado de manter rinha de galos, comprar votos em comunidade indígena e desviar verbas para combate à pandemia

Por Alceu Luís Castilho e Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

O senador Telmário Mota (Pros-RR) tem uma relação peculiar com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Criador de galos “combatentes” e defensor da rinha de galos, ele foi acusado pela Polícia Federal de tentar prejudicar a ação policial contra madeireiros e tenta emplacar o desarmamento dos fiscais do órgão.

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Substituto do deputado Schiavinato, morto por Covid-19, representa setor madeireiro

Próximo da controversa Araupel, Valdir Rossoni (PSDB-PR) é sócio de duas empresas em Bituruna, no interior do Paraná, onde possui terras; ele já foi acusado de crime ambiental, de contratar funcionários fantasmas e de desviar dinheiro de escolas públicas

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) Valdir Rossoni (PSDB-PR), de 68 anos, é sócio de duas empresas do setor madeireiro em Bituruna, no interior do Paraná, e já respondeu por crimes ambiental e de improbidade administrativa. Ele vai assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados, no lugar de José Carlos Schiavinato (PP-PR), morto na terça-feira (13) em decorrência de complicações da Covid-19.

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Sem militares no comando, Ibama aperta cerco contra madeira ilegal no Pará

ClimaInfo

A região de Uruará, pequeno município no centro-oeste do Pará, votou em peso em Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, na esperança do novo governo relaxar a fiscalização ambiental, dando espaço para a atividade madeireira ilegal e para a regularização fundiária de posseiros e invasores dentro da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca. A expectativa não se confirmou, como contaram Fabiano Maisonnave e Lalo de Almeida na Folha. Em contraste curioso com o resto da Amazônia, o cerco às atividades ilegais aumentou no município, gerando insatisfação e tensões entre madeireiros e fiscais ambientais.

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Políticos bolsonaristas assinam lobby da madeira

Senadores da base do governo e deputados federais e estaduais pressionam contra leis e políticas que coíbem a destruição das florestas; eleitos em novembro, prefeitos aliados são madeireiros e já foram acusados de crimes ambientais

Por Alceu Luís Castilho, Bruno Stankevicius Bassi e Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

No cenário internacional, o presidente Jair Bolsonaro acenou para uma revelação dos países que importam madeira extraída de forma ilegal da Amazônia. “Alguns desses países são os mais severos críticos ao meu governo no tocante a essa região”, afirmou, durante reunião virtual da 12ª Cúpula dos Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Depois, voltou atrás. Disse que revelaria nome de empresas. No cenário nacional, políticos muito próximos de Bolsonaro fazem parte do lobby madeireiro no Congresso e nas Assembleias Legislativas. A exemplo de prefeitos madeireiros eleitos em novembro, alguns deles têm interesse direto no setor.

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