A época em que o Brasil barrou milhares de judeus que fugiam do nazismo

Por João Fellet, na BBC News Brasil 

Em julho de 1938, o cônsul do Brasil em Budapeste (Hungria), Mário Moreira da Silva, enviou ao ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, uma circular secreta em que informava ter recusado a concessão de vistos a 47 pessoas “declaradamente de origem semita” (judeus) que buscavam migrar para o Brasil.

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Temas “Refugiados” e “Migrantes”: não existe geopolítica baseada em visões unilaterais

Por Sucena Shkrada Resk*, do Blog Cidadãos do Mundo

Em um mundo em que a maioria das pessoas e “nações” aspiram pela manutenção da democracia e da paz mundial, as relações diplomáticas internacionais exigem como alicerce o constante diálogo e o princípio de que as decisões sejam o mais consistentes e equilibradas para a manutenção deste objetivo que inclui o bem-estar dos cidadãos, envolto pelos direitos humanos, comércio justo, e o processo colaborativo entre as nações visando a concepção global e interativa que envolve o conceito de justiça internacional. Portanto, a diplomacia internacional tem como um dos princípios a “solidariedade” e a cooperação multilateral e tem papel estratégico para a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). 

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Brasil vai deixar Pacto Global para Migração da ONU

Anúncio de futuro ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro segue exemplo de países como a Polônia e Hungria, que já haviam abandonado pacto

DW

O embaixador Ernesto Araújo, confirmado para assumir o Ministério das Relações Exteriores, disse nesta segunda-feira (10/12), nas redes sociais, que o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro vai se desassociar do Pacto Global para Migração. Segundo ele, a imigração deve ser tratada de acordo com “a realidade e a soberania de cada país”.

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Misión de observación, éxodo de migración latinoamericana

Educa / Servindi

El día 3 de noviembre la caravana, al contrario de otros días, inicia su andar en Matías Romero de manera desorganizada; quizá las condiciones inhumanas del día anterior les han impedido reposar las fuerzas e iniciar con energía, sin embargo, la inercia los mueve, saben que la mejor manera de continuar es permanecer en el contingente mayor. Y así, sin poder llevar consigo las cobijas y la ropa empapada, deciden hacer un ejercicio de desapego, sacuden sus pies con decisión y avanza bajo el alba que empieza a despuntar. (mais…)

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Razões políticas, econômicas, climáticas e violação de direitos humanos explicam o fenômeno migratório na América Latina. Entrevista especial com Camila Asano

por Patricia Fachin, em IHU On-Line

O fenômeno migratório na América Latina é explicado por motivos econômicos, climáticos e por violações generalizadas de direitos humanos, resume Camila Asano, coordenadora de Programas da ONG Conectas Direitos Humanos, à IHU On-Line. Segundo ela, o processo migratório na região tem sido mais intenso em países como o México, o Haiti e, mais recentemente, a Venezuela. “Nesse contexto, temos tanto os mexicanos que se arriscam na mão de coiotes para atravessar a fronteira com os Estados Unidos em rotas perigosas e precárias, até os haitianos que saíram do país após um grave terremoto que destruiu o país e deixou milhares de pessoas mortas. Mais recentemente, estamos acompanhando o fluxo de venezuelanos em direção à Colômbia, Peru e Brasil, que migram em busca de melhores condições de vida, dada a grave crise econômica, política e social que atinge o país de origem”, exemplifica. (mais…)

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Hostilizados nas cidades, venezuelanos buscam abrigo em aldeias indígenas de Roraima

Centenas de migrantes que fogem do colapso econômico na Venezuela estão buscando abrigo em comunidades indígenas do lado brasileiro da fronteira. O movimento ocorre enquanto crescem as tensões entre venezuelanos e brasileiros em cidades – que culminaram com conflitos em Pacaraima (RR) há duas semanas, quando moradores queimaram pertences de migrantes após uma tentativa de assalto atribuída a estrangeiros na véspera. (mais…)

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O que se vê na fronteira é reflexo do tratamento geral que se dá as questões sociais

A avaliação é de Igor Fuser, professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC

Camila Salmázio, Brasil de Fato

Igor Fuser, professor de relações internacionais da Universidade Federal do ABC avalia a decisão do governo Michel Temer de utilizar as Forças Armadas em Roraima, em meio a crise migratória que envolve o Estado brasileiro e venezuelanos que atravessam em busca de abrigo. (mais…)

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A violência em Roraima é contra a imagem no espelho, por Eliane Brum

Os venezuelanos encarnam o pesadelo real de que toda estabilidade é provisória e o pertencimento é sempre precário

No El País Brasil

Não se compreende a violência dos brasileiros contra os venezuelanos sem entender o que é estar na fronteira e se saber à beira do mapa, a borda como o precipício que lembra a quem se agarra ao lado de cá que há uma fera rosnando no desconhecido. Com exceção dos povos indígenas, a população não indígena de Roraima é formada por migrantes recentes, a maioria da segunda metade do século 20. E sempre chegando de um outro lugar em que o chão se tornou movediço embaixo dos pés. Muitos não desembarcaram em Roraima diretamente do lugar em que nasceram, mas antes tentaram pertencer a outros pontos do mapa e não puderam se fixar por falta de trabalho ou outras faltas. (mais…)

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Refugiados: os diversos contextos das fronteiras humanitárias

Por Sucena Shkrada Resk*, no Cidadãos do Mundo

As relações humanas trafegam em linhas tênues que reúnem processos culturais centenários, questões socioeconômicas, religiosas e limites geográficos, que integram a geopolítica, que ora se fundem, e ora segregam. Historicamente é isto que vimos em diferentes partes do mundo e começamos a ter exemplos mais cotidianos aqui no Brasil, com os episódios envolvendo grupos de brasileiros e venezuelanos, na fronteira dos dois países, em Roraima. Compreender a situação de “refúgio” é algo que exige se despir de “pré-conceitos” e o exercício de se colocar no lugar do outro. Tarefa fácil, longe disso, mas extremamente necessária para que sejam evitados conflitos civis, que mutilam qualquer regime democrático. (mais…)

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PFDC e DPU dão dez dias de prazo para que Casa Civil adote medidas urgentes para minorar crise que envolve migrantes venezuelanos em Roraima

Recomendação é assinada em conjunto com a Defensoria Pública da União e estabelece prazo de dez dias para cumprimento de ações

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), em conjunto com a Defensoria Pública da União (DPU), encaminhou, na tarde desta segunda-feira (20), uma Recomendação à Casa Civil da Presidência da República para que sejam adotadas medidas urgentes diante do acirramento da crise no estado de Roraima em razão da entrada de migrantes venezuelanos no Brasil.

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