População de rua aumenta e famílias inteiras passam a não ter onde morar. Entrevista especial com Juliana Reimberg

Pesquisadora percebe em suas pesquisas uma mudança de perfil das pessoas que hoje estão em situação de rua, um público que deixa de ser só masculino e passa a ser composto por mulheres, crianças e idosos

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

No Brasil, não há uma amostragem geral sobre as populações em situação de rua e isso é um grande desafio para a concepção de efetivas políticas públicas voltadas a essas pessoas, como bem observa a pesquisadora Juliana Reimberg. Mas, se faltam dados precisos, sobram imagens e relatos desse flagelo urbano. Hoje, até em cidades médias se observam muitas pessoas vivendo pela rua. Nas grandes metrópoles, como São Paulo, Juliana não percebe só o aumento dessa população como também uma mudança de perfil. “Historicamente a maior parte das pessoas que se encontram nessa situação são homens desacompanhados. Porém, nos últimos anos, é perceptível um crescimento das famílias, mulheres e idosos em situação de rua”, pontua, na entrevista concedida por e-mail ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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População em situação de rua aumentou durante a pandemia

Nathállia Gameiro, na Fiocruz Brasília

Os obstáculos no acesso à alimentação, higiene e direitos são apenas algumas dificuldades que a população em situação de rua enfrenta diariamente e a torna ainda mais vulnerável. Esse grupo, invisibilizado há tantos anos e tão heterogêneo, aumentou durante a pandemia. A afirmação foi feita por especialistas e representantes de movimentos sociais durante audiência pública da Câmara dos Deputados realizada na última segunda-feira (7/9).

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Os riscos para as pessoas em situação de rua durante a pandemia e a privatização da Eletrobras entram na pauta da CLP

Audiências Públicas foram aprovadas em reunião virtual nesta terça-feira (13/4), na qual também se aprovou discussão em torno da Lei de Segurança Nacional e a comemoração dos 20 anos da Comissão de Legislação Participativa.

​Pedro Calvi / CLP

De acordo com dados do Cadastro Único, até setembro de 2020 havia 149.654 famílias que se declararam em situação de rua no país. Em janeiro do mesmo ano, eram 140.199. O próprio Cadastro afirma que o levantamento não é exato, já que só constam pessoas que preencheram os dados para tentar inclusão em programas sociais do governo.

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MPF, MPT, DPU e DPE propõem audiência pública para discutir projeto que proíbe distribuição de marmitas à população vulnerável em Curitiba

O projeto disciplina o trabalho de distribuição de refeições por entidades particulares

Os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho e as Defensorias Públicas da União e do Estado do Paraná enviaram, nesta quarta-feira (31/3), um ofício ao presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kusma, propondo que o Projeto de Lei que institui o Programa Mesa Solidária em Curitiba não tramite antes de ser realizada uma audiência pública. Desta forma, cidadãos, entidades públicas, sociedade civil e as entidades signatárias poderão contribuir com elementos e informações para uma deliberação legislativa mais afinada com o interesse público e o respeito aos direitos e garantias fundamentais.

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Padre Júlio derruba a marretadas pedras ‘anti-moradores de rua’ em viaduto

“Indignação diante da opressão. Marretada nas pedras da injustiça”, declarou Júlio Lancellotti em suas redes sociais nesta terça (2), ao derrubar obra da gestão de Bruno Covas na zona leste.

por Clara Assunção, em Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

Um dia após a denúncia de que pedras foram instaladas na calçada embaixo do viaduto Dom Luciano Mendes de Almeida, na avenida Salim Farah Maluf, Tatuapé, zona leste de São Paulo, o padre Júlio Lancellotti foi até o local, nesta terça-feira (2), para derrubar a marretadas a estrutura de concreto instalada. A obra foi feita pela prefeitura de São Paulo para impedir que a população em situação de rua se abrigasse ali.

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Padre Julio Lancellotti: “Não se humaniza a vida numa sociedade como a nossa sem conflito”

Líder religioso, conhecido por seu trabalho com a população em situação de rua em São Paulo, fala ao EL PAÍS sobre seus 35 anos de sacerdócio. Alvo de críticas da extrema direita, ele voltou a sofrer ameaças durante a pandemia

por Felipe Betim, em El País

São oito horas da manhã de quinta-feira, 17 de setembro, e o padre Julio Lancellotti (São Paulo, 1948) veste jaleco branco, avental laranja, sandálias pretas, luvas de látex e uma máscara respiratória rosa com filtro embutido. Há uma fila de centenas de pessoas para tomar café da manhã no Núcleo de Convivência São Martinho de Lima, da prefeitura da capital paulista, e é o religioso quem aponta um termômetro para a testa de cada uma delas. Aos 71 anos, pertence ao grupo mais propenso a desenvolver complicações da covid-19, mas nem uma pandemia tão longa e mortífera freou sua convivência diária com a população que vive nas ruas de São Paulo.

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Júlio Lancellotti: “Morrer de frio não é uma morte medieval, é uma morte do século 21″

Para padre coordenador da Pastoral do Povo de Rua em São Paulo, a solução para quem mora na rua não pode ser camping quando “a cidade tem mais casa sem gente do que gente sem casa”

Por Julia Dolce, Agência Pública

Um dos maiores aliados da população em situação de rua em São Paulo, o padre Júlio Lancellotti, 71 anos, falou à Agência Pública sobre as recentes mortes de pessoas em situação de rua durante a onda de frio na cidade no mês passado. A prefeitura confirma dois óbitos, Júlio cita cinco. 

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Sociedade civil, ONU e parlamentares debatem em mesa de diálogo sobre a população em situação de rua; iniciativa resultou em propostas para durante e o pós-pandemia

Por Pedro Calvi / CDHM​

O convite para o encontro desta segunda-feira (31) foi feito pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Helder Salomão (PT/ES), por Erika Kokay (PT/DF), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua e por Renan Sotto Mayor, presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH). A iniciativa teve o apoio do Sistema da Organização das Nações Unidas no Brasil, que reúne as 26 agências da instituição.

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Do padre Júlio Lancellotti para uma quebradeira de coco: “Olho para você e acredito”

Em live sobre pandemia e fome, ele apontou “estrutura de perversidade” do governo Bolsonaro e se emocionou com Rosalva Gomes, quebradeira de babaçu no Maranhão: “Olhar para você, uma mulher negra, trabalhadora, é olhar para a imagem de Deus”

Por Mariana Franco Ramos, em De Olho nos Ruralistas

O padre Júlio Lancellotti, da Arquidiocese de São Paulo, fez um alerta para o aumento da fome e da vulnerabilidade das pessoas em situação de rua durante a pandemia de Covid-19. Em live organizada pela Oxfam Brasil na noite de quinta-feira (06), ele disse que muitas mães não têm nem gás para cozinhar. O religioso também criticou a “estrutura de perversidade” do governo Jair Bolsonaro.

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“A população de rua é um sintoma da necrofilia que vai matando nosso povo”. Entrevista com o Padre Júlio Lancelotti

O padre Júlio Lancelotti não entenderia sua vida sem a convivência com a população de rua, até o ponto de afirmar que “faltaria na minha identidade uma parte importante”. Mesmo estando dentro do grupo de risco, ele tem 71 anos, a pandemia não o impediu de se fazer presente no meio de uma população que tem aumentado exponencialmente nos últimos meses no Brasil. Antes da pandemia já tinha se incrementado em um 50 por cento.

Por Luis Miguel Modino, no IHU

No Brasil está presente “toda uma política que a gente chamaria de necrófila”, segundo o padre Lancelotti, algo denunciado pelos bispos na Carta ao Povo de Deus e apoiado por mais de 1.500 padres em uma carta que ele diz ter assinado, diante da “calamidade que nós estamos vivendo, como diz a carta, de uma economia que mata”. Diante disso, a Igreja deve mostrar “a proximidade com os que estão sofrendo, a superação de todo tipo de discriminação e preconceito, a convivência com o povo mais simples, mais pobre, a gratuidade, e o princípio misericórdia, defendido e explicitado por Jon Sobrino”.

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