Projeto de lei quer educar para prevenir ódio e intolerância

Por Pedro Calvi / CDHM

Desde o início do ano, oito pessoas moradoras de rua foram queimadas vivas por causa do ódio e da intolerância. No Rio de Janeiro, comerciantes estariam pagando 30 reais a milícias para tirar quem vive na rua da frente dos seus comércios. A denúncia é de Leonildo Monteiro Filho. Ele faz parte da Comissão Permanente dos Direitos da População em Situação de Rua do Conselho Nacional de Direitos Humanos. Leonildo participou do debate realizado nesta terça-feira (14) sobre o Projeto de Lei Projeto de Lei 7582 de 2014, que propõe definir o que são crimes de ódio e intolerância e, dessa forma, prevenir, educar e responsabilizar de forma mais adequada.

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No Alerta de Ipanema, retratos do fascismo quotidiano

Por Priscila Figueiredo, em Outras Palavras

Desde o ano passado há uma campanha em página do Facebook, seguida por milhares de moradores da zona sul no Rio de Janeiro, para punir quem ajude a população de rua presente nessa região com o que quer que seja, comida, roupa e, claro, dinheiro, caso em que a sanção deve ser ainda maior.[1] A ideia é pegar no pulo, ou melhor, no grito, qualquer bom samaritano que se vir abrindo a bolsa. Frequento seu posto virtual habitualmente desde então, em especial o de Ipanema, acompanhei os passos da Intervenção Federal na cidade, vi o administrador da página pedindo que não se divulgassem fotos de ações de soldados, por mais estranhas que fossem, pois poderiam indispor a população contra eles, cujo trabalho seria para o bem de todos; deparei lá pelas tantas, ainda antes da intervenção e no dia seguinte a um grande tiroteio entre a polícia e o tráfico, com uma foto em que um policial puxava um carrinho de cimento no qual estavam deitados dois jovens negros e creio que mortos, e vi ainda a propósito da imagem alguns reclamarem que era muito pouco, ou que “a colheita foi pequena” dessa vez. Mas sempre há pessoas que manifestam estranhamento com o conteúdo da campanha, e como alguém disse certo dia: sim, dinheiro eu nunca dei por causa disso… mas um bom prato de comida etc. Não fora convencido pela explicação razoável, para não dizer silogística, do administrador: “(…) a Superintendência da Zona Sul e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro têm retirado estas pessoas e encaminhado a abrigos, mas vocês percebem que eles sempre voltam? Não vão para Santa Cruz, nem para Nova Iguaçu, Campo Grande; eles vêm para Ipanema. Por que será? Nascer aqui eles não nasceram. Vêm porque tem algo de bom. Esse algo de bom são as pessoas que dão esmola e comida”. Nós os mandamos para longe, mas eles sempre voltam, como aqueles seres fabulosos, meio idiotas, meio geniosos – os atiramos pela janela e quando nos viramos estão sentados na nossa cama. Seria da ordem da maldição, como a Cracolândia, que sempre se refaz. (mais…)

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GCM invade espaço de convivência de moradores de rua e agride padre Júlio Lancelloti

Segundo Júlio Lancelloti, da Pastoral do Povo da Rua, guardas municipais entraram usando gás de pimenta e pistola de choque no local, onde diariamente almoçam cerca de 800 pessoas

por Luciano Velleda, da RBA

Cerca de 20 integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) invadiram na manhã desta sexta-feira (14) o Centro Comunitário São Martinho de Lima, na Mooca, região central de São Paulo – um espaço de convivência diariamente usado por pessoas em situação de rua para fazer refeições e higiene pessoal. O tumulto começou com os policiais tentando recolher pertences das pessoas no local, o que causou revolta. (mais…)

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Júlio Lancellotti: ‘Há uma ação de extermínio dos moradores de rua’

Em entrevista em vídeo a CartaCapital, o padre da Pastoral do Povo da Rua denuncia ações violentas da GCM e a política higienista

por Tatiana Merlino, Carta Capital

As ações contra a população de rua estão cada vez mais truculentas, afirma o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, que há mais de 30 anos trabalha com pessoas em situação de rua. Embora acredite que a política de higienização esteja presente em todas as gestões da prefeitura de São Paulo, ele afirma que a situação só piora. “Não há continuidade das ações, o que um começa o outro termina”, critica. (mais…)

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Corregedorias do TJ e MP vão apurar esterilização de moradora de rua

Laqueadura foi determinada por juiz de São Paulo a pedido do MP

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

A Corregedoria Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo abriu ontem (11) procedimento para apurar a denúncia de que um juiz da comarca de Mococa (interior paulista) autorizou a esterilização (laqueadura) compulsória de uma moradora de rua sem o acompanhamento de um advogado ou de um defensor público. O caso foi revelado no último sábado em uma coluna publicada no jornal Folha de S. Paulo. A Corregedoria do Ministério Público também instaurou nesta segunda-feira uma reclamação disciplinar para apurar o caso. (mais…)

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“Uma sociedade que naturaliza pessoas vivendo nas ruas é hipócrita e autodestruidora”

O urbanista Luiz Kohara diz que a tragédia com o edifício Wilton Paes, que desabou em São Paulo, expôs a solidariedade paulistana e a demagogia dos governantes sobre o grave problema de habitação na cidade

Carla Jimenez, em El País

O dia primeiro de maio parece ter ficado mais distante do que é de fato. O país que acaba de passar por uma convulsão com a greve dos caminhoneiros já deixou bem para o fundo da memória a tragédia do edifício Wilton Paes, que desabou em pleno feriado do dia do trabalho, no centro de São Paulo. Ao menos quatro vítimas fatais foram confirmadas, moradores que não conseguiram fugir a tempo quando o fogo começou a derreter as estruturas do prédio que foi ao chão. Outras centenas de pessoas ficaram desabrigadas, e muitas se instalaram no Largo do Paissandu, a poucos metros de onde ocorreu o desabamento. (mais…)

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Lollapalooza: Moradores de rua denunciam terem sido contratados irregularmente para erguer palcos

Piero Locatelli – The Intercept Brasil

Ao longo da última semana, uma van branca fez diversas viagens entre a Mooca, na zona leste de São Paulo, e o autódromo de Interlagos, onde ocorria o Lollapalooza na zona sul. O veículo, modelo Sprinter, levou dezenas de pessoas em situação de rua ao festival. Não para ver os shows, mas para ajudar em trabalhos pesados na montagem e desmontagem dos palcos.

Os trabalhadores, contratados sem qualquer formalização, contam que recebiam entre R$ 40 e R$ 50 por uma jornada de dez a doze horas – um vigésimo da entrada do festival, que custava R$800. (mais…)

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As políticas de assistência para as populações em situação de rua. Desafios e Perspectivas. Entrevista especial com Ivaldo Gehlen

João Vitor Santos e Patricia Fachin – IHU On-Line

“Atualmente cerca de 60% (aproximadamente 1.300 pessoas) da população adulta em situação de rua de Porto Alegre pode ser considerada morador de rua, por não ter local protegido para dormir, não ter privacidade e por se autoidentificar com esse modo de vida”, informa o sociólogo Ivaldo Gehlen à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Segundo ele, a principal dificuldade em relação às pessoas em situação de rua é a falta de um acompanhamento sistemático do aumento ou diminuição dessa população. “Os intervalos em geral são de cinco ou mais anos, em razão de sua complexidade”, diz. (mais…)

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Jogar água fria em morador de rua não pode virar política pública, por Jacques Távora Alfonsin

No Sul 21

Ouvido por órgãos de comunicação sobre o fato de moradores de rua terem sido vítimas de jatos de água fria lançados contra eles na praça da Sé em São Paulo,  na madrugada de 19 deste julho, o prefeito João Doria qualificou a ação como “descuidada”, esclarecendo que “o secretário das prefeituras regionais, Bruno Covas, foi alertado para que os trabalhos de limpeza sejam feitos com mais cuidado”, conforme se lê no site 247. (mais…)

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