Hitler gargalhava quando o nazismo era confundido com a esquerda

Por João Carlos Magalhães, no The Intercept Brasil

O que Adolf Hitler diria do disparate de que o nazismo “é de esquerda”, como afirmam o presidente Jair Bolsonaro, o ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, e o guru do bolsonarismo Olavo de Carvalho? Ele provavelmente iria rir alto.

De fato, gargalhar era o que Hitler e seus colegas nazistas faziam quando eram confundidos com os “vermelhos”, com quem disputaram na porrada o poder durante os turbulentos anos que antecederam o início do Terceiro Reich. Quem conta é o próprio Hitler, em “Minha Luta”, o misto de autobiografia e manifesto de ódio lançado em 1925 no qual a ideologia nazista foi consolidada.

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Judeus pela democracia lançam nota de repúdio a Ernesto Araújo após ministro afirmar que ‘nazismo era de esquerda’

‘Um chanceler obscurantista que propaga mensagens perigosas e infames como essa não é digno do cargo que ocupa’, afirma a nota

Opera Mundi

O coletivo Judeus pela Democracia divulgou nesta segunda-feira (01/04) uma nota de repúdio às declarações do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que afirmou que o nazismo era uma ideologia de esquerda.

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As origens ideológicas do nazismo

Cinco especialistas alemães explicam as bases ideológicas da ditadura nazista, que era centrada no racismo, no antissemitismo e no nacionalismo e contrária ao comunismo e aos sindicatos.

Por Gabriel Bonis, na DW

Basta uma rápida olhada nas origens do movimento nazista para descartar completamente a ideia de que o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) fosse de esquerda, afirma o historiador Jürgen Zarusky, do Instituto para História Contemporânea Munique-Berlim. “[O nazismo] era profundamente enraizado em tendências extremistas de direita que já existiam ao fim da Primeira Guerra Mundial”, explica.

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“Nazismo de esquerda”: o absurdo virou discurso oficial em Brasília

Como chanceler, Ernesto Araújo repete tese, propagada nas mídias sociais, considerada desonesta e sem sentido por acadêmicos e diplomatas. Historiadores europeus se impressionam: “Uma asneira e um disparate”.

Por Clarissa Neher, Deutsche Welle

Uma recente declaração do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sugere que uma tese tida como absurda e desonesta por acadêmicos e diplomatas europeus se incorporou ao discurso oficial do governo Jair Bolsonaro: a de que o nazismo foi um movimento de esquerda.

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Por que a Alemanha não esquece o seu passado

Na escola, alunos aprendem exaustivamente sobre as atrocidades do nazismo. Nas ruas, memoriais e museus não deixam que a verdade histórica seja esquecida. Estratégia é lembrar do passado para que erros não se repitam

por Karina Gomes, em DW

Nos ensinos fundamental e médio, tive algumas poucas aulas sobre a ditadura militar no Brasil. Aprendi em linha cronológica quem foram os generais, quais atos institucionais foram implementados, mas nunca fui informada pelos professores sobre a tortura institucionalizada, sobre quantas pessoas foram mortas ou quantas desapareceram. Eu também não tive a oportunidade de conhecer as histórias individuais de quem se posicionou contra o regime. As aulas de literatura me permitiram ao menos saber da poesia, da arte e da dor por trás das canções de protesto e de exílio.

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Bannon aponta Eduardo Bolsonaro como líder local de seu Movimento de extrema-direita

Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Eduardo se disse “muito orgulhoso” de ter sido escolhido para a missão

Por Thaís Bilenky, da Folha de Pernambuco

O estrategista americano Steve Bannon anunciou nesta sexta-feira (1º) o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder na América do Sul do The Movement, articulação de direita populista que ele comanda no mundo.

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A época em que o Brasil barrou milhares de judeus que fugiam do nazismo

Por João Fellet, na BBC News Brasil 

Em julho de 1938, o cônsul do Brasil em Budapeste (Hungria), Mário Moreira da Silva, enviou ao ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, uma circular secreta em que informava ter recusado a concessão de vistos a 47 pessoas “declaradamente de origem semita” (judeus) que buscavam migrar para o Brasil.

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A perturbadora vida secreta de adoradores de Adolf Hitler e da Ku Klux Klan

“Devemos ser implacáveis – e, se pessoas inocentes forem eliminadas neste processo, então, que assim seja”

Por Daniel De Simone, na BBC News

Três pessoas foram condenadas por integrarem o grupo Ação Nacional. Adam Thomas, de 22 anos, sua parceira Claudia Patatas, de 38, e Daniel Bogunovic, de 27, eram membros da organização neonazista de extrema direita que foi banida por leis de antiterrorismo após celebrar publicamente o assassinato da parlamentar trabalhista Jo Cox.

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O silêncio, a contemplação e a poesia. Etty Hillesum e a mística em tempos complexos. Entrevista especial com Eduardo Losso

Por João Vitor Santos, no IHU

Em geral, quando se fala que Etty Hillesum esteve diante da face do mal por ter vivido a Shoá, a afirmação é aceita. Entretanto, quando se diz que esse mal que nutriu uma guerra é composto de sentimentos presentes ainda hoje, um estranhamento pode se estabelecer. “Se não estamos pensando radicalmente o nosso mal, é porque ele está vencendo. Bem, diante dos fatos recentes, isso é uma evidência”, aponta o professor Eduardo Losso, que quer chamar atenção justamente para esse ponto. Afinal, a maldade da Shoá não surge do nada, mas de sentimentos bem humanos que se convertem em ações perversas. “Hoje, contudo, temos bons motivos para dizer que o abismo de nosso niilismo é bem mais grave que o de nossos antecessores modernos, mas não vejo ninguém encarando o assombroso alcance dele, isto é, o nosso mal”, observa. “Isso significa que, por mais que tenhamos lido Nietzsche, Kierkegaard, Benjamin, Adorno, Cruz e SousaAugusto do Anjos, Machado de Assis, Drummond, não estamos à altura dos abismos de nosso tempo como eles, no seu tempo, estiveram, talvez precisamente porque o nosso é bem maior”, completa.

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Polêmica na Noruega pela exclusão do Holocausto do currículo escolar

Projeto elaborado por governo conservador gera críticas por ignorar capítulo central da história do país

Por Kristin Suleng, El País Brasil

Renovar o currículo escolar na Noruega se transformou em objeto de polêmica. Semana passada, o jornal de esquerda Klassekampen informou sobre a exclusão do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial do projeto elaborado pelo Governo conservador de Erna Solberg para reformar a educação dos ensinos fundamental e médio. O “Fagnynyelsen”, projeto que pretende inovar a educação dos jovens noruegueses em 2019, concentra-se em conteúdos que sejam “relevantes para o futuro”, afirmam seus responsáveis. (mais…)

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