Ditadura militar e Bolsonarismo: política doméstica e relações internacionais

O populista, que tanto critica o “viés ideológico” de seus opositores, chancela uma política externa subalterna e ideologicamente afinada aos interesses dos EUA, que não coincidem com os interesses nacionais. Tal modalidade de inserção internacional tem contribuído para o enfraquecimento do Mercosul

Por Carlos Eduardo Santos Pinho, no Le Monde Diplomatique

A eleição de Jair Bolsonaro, potencializada pela difusão de fake news por meio de mídias sociais, redefiniu o pacto político da Nova República (1985-1989) e sucumbiu a polarização política entre PT e PSDB, vigente em seis eleições presidenciais. Foi sufragado nas urnas um projeto de poder fortemente conservador nos costumes, radicalmente liberal na economia e submisso, do ponto de vista das relações exteriores, aos interesses econômicos e geopolíticos dos EUA, como mostram as evidências empíricas.

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Por que confundir populistas com fascistas é um equívoco, segundo pesquisador do Holocausto em Israel

Por Paula Adamo Idoeta, da BBC News Brasil

Pesquisador por três décadas do Museu do Holocausto em Israel, Avraham Milgram sugere cautela a quem chama tudo de fascismo.

Historiador, ele defende que há uma distinção objetiva entre fascistas e populistas, apesar de semelhanças históricas como lideranças carismáticas, identidade nacional e crise socioeconômica.

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