Homem posta vídeo ameaçando angolanos que foram agredidos e arrastados para fora de revendedora de bebidas: ‘Vocês vão ver o satanás’

Estrangeiros disseram que foram agredidos quando buscavam a quinta cerveja (já paga) na loja. Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso e saber se as agressões foram motivadas por questão racial.

Por RPC Maringá e G1 PR

Um homem, ex-policial militar, publicou um vídeo na internet ameaçando os dois angolanos que foram agredidos e arrastados para fora de uma revendedora de bebidas, em Maringá, no norte do Paraná. 

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Pandemia e classe social: “parece que chegamos a um acordo em que algumas vidas, de fato, valem menos”

Estudo do Instituto Pólis mostrou que, após meses de relativo sucesso da auto-organização comunitária, os índices de mortalidade em Paraisópolis, segunda maior favela de São Paulo, aumentaram 240%. Em entrevista ao Correio da Cidadania, o arquiteto e pesquisador Victor Nisida, que contribuiu para o referido estudo, explica como funcionou o sistema de organização popular, mas elenca os fatores que fizeram os números de contágios e óbitos subirem tanto.

por Gabriel Brito, em Correio da Cidadania / IHU On-Line

“Paraisópolis estruturou um dos melhores controles da pandemia em São Paulo. É importante ponderar que são poucas as favelas com as mesmas condições e recursos para empreender ações articuladas e com tamanho alcance, mas, ainda que excepcional, trata-se de um exemplo que precisa ser valorizado”, contou.

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E se a solução for extinguir a polícia?

Cresce nos EUA, na esteira do Vidas Negras Importam, a luta por outra segurança pública. A atual, percebe-se, não contém o crime — porque busca calar a revolta das maiorias e preservar o racismo estrutural. É hora de pensar seu fim

Por Keeanga-Yamahtta Taylor*, no The New Yorker| Tradução: Gabriel Rocha Gaspar, em Outras Palavras

As revoltas de maio e junho de 2020 forçaram os Estados Unidos a um ajuste de contas com a profunda marca impressa pelo racismo na sociedade. O linchamento público de George Floyd [ocorrido em 25 de maio] perfurou o véu da segregação, que acoberta a realidade de que milhões de afro-estadunidenses vivem sob o peso sempre crescente da morte. Dezenas de milhares de pessoas negras vitimadas pela rápida disseminação da covid-19; a execução, registrada em vídeo, de Ahmaud Arbery por dois homens brancos na Geórgia; os relatos do brutal assassinato de Breonna Taylor pela polícia de Louisville; e, depois, o terrível homicídio de Floyd em Minneapolis abriram os olhos do grande público para o Estado policial sob o qual vive o país.

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Desaparecimento e impunidade na Amazônia

A situação de desaparecimento forçado é tema do relato de Josep Iborra Plans. Segundo o Fundo Brasil de Direitos Humanos, diferentemente da ditadura, hoje os desaparecimentos têm um carácter racista, pois envolvem na maioria das vezes jovens negros, das periferias, e camponeses sem terra, indígenas e comunidades tradicionais, no caso da região amazônica.

CPT

Leia abaixo o relato na íntegra:

No dia 30 de agosto, se criou o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçado, uma data instituída pela ONU em 2011 para ressaltar a importância de combater este tipo de violação.

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PM pede ‘esclarecimento’ a colégio por usar charges críticas à polícia em prova

Charges de Junião, ilustrador da Ponte, e de Carlos Latuff foram usadas em prova do Colégio Marista de Natal (RN) para alunos do 8º ano; para PM, charges distorciam “a real imagem da instituição”

Por Caê Vasconcelos, na Ponte

A Polícia Militar de Natal, capital do Rio Grande do Norte, pediu “esclarecimentos” ao Colégio Santo Antônio Marista pelo uso de de três charges críticas à polícia em prova de alunos do 8º ano na última terça-feira (1/9). O argumento da corporação é de que as charges “distorciam” a real imagem da instituição.

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Sobre Wakanda e o socialismo

por Elaine Tavares, em Palavras Insurgentes

Chadwick Boseman é um ator negro que morreu aos 40 e poucos anos e causou uma grande comoção nos Estados Unidos. Ele interpretou um rei africano de uma terra imaginária, Wakanda, no cinema. Um filme sobre um reino negro, feito só com pessoas negras. Um marco nos Estados Unidos. Não vou entrar aqui no debate sobre a mensagem do filme, absolutamente liberal. Vou apenas perguntar: e poderia ser diferente? 

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Brutalismo do Antropoceno. Entrevista com Achille Mbembe

IHU On-Line

Brutalismo. A palavra refere-se, espontaneamente, a um movimento arquitetônico famoso pelo uso eficiente do concreto bruto. Ao optar por tomá-lo como o título de seu novo livro, Achille Mbembe propõe outro significado, ainda que o termo original continue ressoando em seu trabalho, já que arquitetura, política, verticalidade e materialidade habitam o pensamento do autor.

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Pós-colonialismo e pós-holocausto: o “caso” Mbembe

Por António Sousa Ribeiro*, no Buala

O universo mediático alemão tem sido agitado nos últimos meses por uma controvérsia que parece não ter encontrado grande repercussão fora da Alemanha, mas merece atenção pelo seu carácter sintomático. A história conta-se em poucas palavras. De origem camaronesa, professor da Universidade de Witwatersrand, Achille Mbembe é autor de obras bem conhecidas e extremamente influentes no âmbito da mais recente reflexão pós-colonial, como Crítica da Razão Negra ou Políticas da Inimizade. O seu conceito de “necropolítica”, isto é, do uso do poder social e político para decidir quem pode ser potencialmente exposto ao risco de morte por formas de exclusão e de condenação a condições de vida precárias, entrou decididamente no vocabulário da teoria contemporânea. A sua obra tem sido amplamente discutida na Europa, incluindo na Alemanha, onde lhe foi atribuído, em 2015, o importante Prémio Irmãos Scholl, entre outros prémios prestigiados como o Prémio Ernst Bloch.

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MPF realiza consulta pública sobre temas prioritários após encontro com movimentos sociais na Baixada Fluminense

Objetivo é a escuta dos movimentos e aprofundamento do debate para a definição de estratégias de atuação e de interação permanentes

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) da Baixada Fluminense lançou nesta sexta (02) uma consulta pública para ouvir os movimentos sociais e as entidades de direitos humanos da região sobre os principais anseios e pautas que desejam ver analisados pelo órgão. A consulta poderá ser respondida até 30 de julho pelo e-mail prrj-sjm-gaboficio3@mpf.mp.br. Na mensagem, considerando os eixos temáticos definidos após o encontro com movimentos sociais, os interessados deverão responder a quatro questões para subsidiará a elaboração de planos de atuação.Os eixos temáticos são:- Direito à Cidade; – Direito à moradia e à reforma agrária- Segurança pública e perspectiva antirracista; – Proteção socioambiental, grilagem e biodiversidade As questões que deverão ser respondidas são as seguintes:

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