Abraçando o Paradoxo do Planejamento da Informalidade

Nós fomos para Buenos Aires para ajudar a reprojetar o assentamento informal mais emblemático da cidade e aprendemos a apreciar o que os moradores já construíram

por Jeff Risom e Mayra Madriz, em RioOnWatch

Planejadores e designers urbanos enfrentam frequentemente um paradoxo desconfortável: as pessoas tendem a preferir bairros que se desenvolveram organicamente com as contribuições de muitos ao invés daqueles que foram planejados por um pequeno grupo de especialistas. Os criadores de cidades adoram usar termos como ‘orgânico’, ‘espontâneo’ e ‘autêntico’, mas tendem a planejar e projetar áreas que limitam essas mesmas qualidades. Nós enfrentamos esse paradoxo de forma muito explícita quando Gehl, onde trabalhamos como designers urbanos, foi convidada pelo governo de Buenos Aires para prestar assessoria de design para um plano ambicioso liderado pela Secretaria de Inclusão Social e Urbana da prefeitura para reconstruir a favela mais emblemática, construída por moradores, da capital da Argentina. O plano era transformar Villa 31—villa é a gíria argentina para favela–em um bairro, um barrio. (mais…)

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Movimento Pró-Saneamento da Baixada #RedeFavelaSustentável

por Lucas Smolcic Larson, em RioOnWatch

Em muitas comunidades estabelecidas informalmente no Rio de Janeiro a estrutura de saneamento inexistente ou de má qualidade é uma recordação constante de uma longa história de abandono por parte dos governos municipais, estaduais e federais. Na Baixada Fluminense da Região Metropolitana do Rio onde moram aproximadamente três milhões de pessoas, o acesso aos sistemas de água e esgoto é especialmente insuficiente. No município de São João de Meriti na Baixada–apelidado de “formigueiro das Américas” por ter uma das densidades populacionais mais altas no continente–apenas 48,86% da população têm acesso a um sistema de esgoto formal, de acordo com as estatísticas de 2015 do Ministério das Cidades. A ONG Trata Brasil classificou São João entre os dez piores municípios brasileiros com populações acima de 300.000 devido à sua infraestrutura de esgoto, e os moradores estão constantemente frustrados devido à política ineficaz de saneamento público. (mais…)

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#Saneamentoambiental – Tamanduateí, um rio metropolitano em agonia

Por Sucena Shkrada Resk, no Cidadãos do Mundo

A nostalgia de recordar o Tamanduateí sinuoso e límpido (Tamanduá grande, em tupi), na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), que já foi conhecido como Rio Piratininga, talvez esteja ainda nas memórias de bisavós e tataravós e de alguns relatos em bibliografias sobre sua importância para os indígenas e moradores da região, que o utilizavam como meio de transporte, pesca e, inclusive, para lavar roupa. Sim, suas águas em 35 km de extensão eram límpidas, desde sua nascente na Gruta Santa Luzia, localizada em parque ecológico em Mauá, passando por Santo André e São Caetano até desembocar em São Paulo, no Tietê. Desde as primeiras décadas do século XX, este rio que poderia ser um cartão-postal, se tornou um depósito de esgoto que exala um odor fétido. (mais…)

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Crise econômica afeta metas do Plano Nacional de Saneamento Básico. Entrevista especial com Alceu Galvão

Patricia Fachin – IHU On-Line

“A crise hídrica de 2014 na região Sudeste demonstrou que o problema do abastecimento de água tende, cada vez mais, a ficar mais crônico, e os estudos de planos de bacias apresentam uma realidade em que esse déficit tende a aumentar”, diz Alceu Galvão à IHU On-Line ao comentar o estudo Rede Brasil do Pacto Global da ONU, que aponta os desperdícios de água no processo de distribuição na bacia hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, em São Paulo. (mais…)

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Engenheiros e deputados estaduais criticam privatização da CEDAE no Dia Mundial da Água

Lisa Godde – RioOnWatch

Dia 22 de março marcou o Dia Mundial da Água. Com o apoio da Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ) e da ONG Baía Viva, o Clube de Engenharia aproveitou este dia para discutir alternativas relacionadas a privatização da CEDAE. Conselheiros, funcionários da CEDAE, estudantes de engenharia e outros estiveram entre o público do evento intitulado “Alternativas para saneamento X privatização da CEDAE“. (mais…)

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“X-Week” no Studio-X Rio debateu escala local vs. grande nas soluções para água e esgoto

Consenso era usar novas iniciativas sustentáveis e mecanismos de baixo para cima

Lisa Godde – RioOnWatch

De 9 a 14 de março, o Studio-X Rio sediou a x-Week (Semana X) como parte das comemorações do seu sexto aniversário. Organizada em parceria com o Columbia Global Centers (Centros Global Columbia)–que comemora o seu quarto aniversário–o Museu do Amanhã e a Prefeitura do Rio de Janeiro, os eventos do Studio-X focaram nos tópicos de água e habitação. Especialistas do Brasil e do exterior participaram dos debates, exposições, mesas redondas e de uma visita guiada. (mais…)

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Saneamento precisa ser inserido na agenda política do país. Entrevista especial com Roberval Tavares de Souza

Vitor Necchi – IHU On-Line

A lei que prevê a universalização do saneamento básico até 2033 completou dez anos em janeiro e, no ritmo atual, isso não será alcançado. O prognóstico negativo é do presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Abes, Roberval Tavares de Souza. Para atingir a meta, seria necessário investir cerca de R$ 15 bilhões por ano até 2033, mas a média de investimento é de R$ 8 bilhões, ou seja, quase a metade. “Se continuar neste ritmo, não conseguiremos universalizar no prazo estipulado”, afirmou Souza em entrevista concedida por telefone para a IHU On-Line. (mais…)

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ONU: falta de água e de tratamento de esgoto afeta principalmente mulheres

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil

Direito humano fundamental, o acesso à água segura e ao esgotamento sanitário não estão disponíveis da mesma forma para homens, mulheres e outras identidades de gênero, mostra relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo foi coordenado pelo pesquisador brasileiro Léo Heller, que é relator especial sobre o direito humano à água potável segura e ao esgotamento sanitário da instituição. Heller, que também coordena o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas e Saneamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contou que  verificou que em quase todas as localidades onde há falta ou má distribuição de serviços de saneamento são as mulheres que coletam água para manter a higiene do lar. (mais…)

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Desafios para o semiárido são debatidos na Fiocruz Brasília

Além de abordar as dificuldades por que passam as regiões do semiárido brasileiro, evento promovido pela Fiocruz e Funasa reúne especialistas e apresenta experiências para superação dos desafios

Mariella Oliveira-Costa e Valéria Vasconcelos Padrão – Fiocruz

“Mudanças importantes não estão consolidadas e podem sofrer retrocesso no atual momento nacional. Forças conservadoras permanecem atuantes”. A observação foi feita por Tânia Bacelar, economista e professora aposentada da Universidade Federal de Pernambuco, durante palestra “Brasil e Nordeste: desenvolvimento recente e semiárido”, em que traçou um panorama comparativo do desenvolvimento do Brasil, do Nordeste e da região do semiárido nas últimas décadas. A palestra foi proferida no “Seminário Desafios para os Territórios Saudáveis e Sustentáveis do Semiárido”. (mais…)

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