Tocaia da Vale contra posseiros no Pará teve bala de borracha e perseguição com drones

Seguranças da multinacional Prosegur, que presta serviços à mineradora, esperaram o amanhecer, no domingo, para atacar mulheres, crianças e idosos do Acampamento Lagoa Nova Carajás, em Parauapebas (PA); eles tentavam instalar energia elétrica

Por Yago Sales, em De Olho nos Ruralistas

Vivian Oliveira, 39 anos, perdeu a consciência quando caiu ao ouvir os primeiros disparos de balas de borracha na noite de domingo (21) quando seguranças da empresa Prosegur, que presta serviços à mineradora Vale, com rostos encobertos e sem a identificação na farda, atiravam contra um grupo de camponeses do Acampamento Lagoa Nova Carajás, no município de Parauapebas (PA). Na tentativa de fugir, ela se jogou em um matagal, onde bateu a cabeça.  Ela se lembra apenas — “tenho tumor no cérebro” — de gritos de crianças e idosos pedindo socorro enquanto três drones perseguiam quem fugisse. Caídos, agricultores eram chutados e agredidos com o cano das armas.

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Nota de repúdio à violência e em solidariedade aos companheiros da FETRAF

Na noite de domingo (21), os trabalhadores foram violentamente atacados por seguranças da Vale

Da Página do MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vem a público manifestar repúdio à violência sofrida pelas famílias acampadas no Acampamento Lagoa Nova Carajás, no município de Parauapebas, Pará. Recebemos nesta manhã com muita tristeza e preocupação a notícia do ataque sofrido às famílias acampadas na fazenda Lagoa na noite de ontem (21).

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Níquel e arsênio são detectados na água do Rio Paraopeba, entre Pará de Minas e Pompéu

Metais pesados foram encontrados durante análises do Instituto Mineiro de Gestão das Águas em janeiro deste ano; elementos não foram localizados na época do rompimento da barragem em Brumadinho.

Por G1 Centro-Oeste de Minas

Os metais pesados níquel e arsênio foram detectados pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) na água do Rio Paraopeba, no trecho entre Pará de Minas e Pompéu, em janeiro de 2020. A confirmação foi enviada pelo Instituto ao G1 através de nota, nesta sexta-feira (14). Os elementos não haviam sido encontrados na água na época do rompimento da barragem B1, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

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Abriremos a caixa preta do crime de Brumadinho?

Um ano após crime da Vale, que matou 270 pessoas, água do rio Paraopeba continua imprópria para consumo. População sofre com doenças respiratórias, dengue e aumento de taxa de suicídios. Consumo de remédios psiquiátricos aumentou 80%

Por Patrícia Martins, no Congresso em Foco

Neste sábado (25), completou um ano do rompimento da Barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, localizada em Brumadinho, em Minas Gerais. A tragédia causou 270 mortes, entre funcionários da Vale e de empresas terceirizadas; moradores do município e visitantes. Até agora, ninguém foi preso ou responsabilizado. O Corpo de Bombeiros segue incessantemente na tarefa de buscar de 11 corpos que ainda estão desaparecidos. Danos ambientais, econômicos e à saúde pública são algumas das marcas deixadas nos sobreviventes.

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O crime da Vale em Brumadinho: metáfora de um sistema minerário predatório

IHU On-Line

“A mineração que matou, negocia o que será reparado. Isso denuncia o estilo de um extrativismo colonialista, disfarçado em proposta de desenvolvimento. O que impera, aqui, de fato, é o interesse de uma multinacional e de seus acionistas, mesmo que para isso seja necessário burlar leis, comprar o Estado, usar maquiagens nas mídias”, denuncia Dom Vicente Ferreira, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, no dia 25 de janeiro, 1º ano do “crime da Vale com o rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão, testemunhando “um luto e uma luta que fazem pensar elementos de respostas às perguntas” que surgem com os crimes de Mariana e Brumadinho.

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Marcha de Belo Horizonte a Brumadinho protesta contra crimes da Vale

Grupo de 350 atingidos vai cumprir jornada na próxima semana, quando a ruptura da barragem Córrego do Feijão completa um ano.

por Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

Mais de 350 pessoas atingidas pelo crime ambiental de Brumadinho vão percorrer, a partir de segunda-feira (20), 300 quilômetros de Belo Horizonte até a cidade de Brumadinho. A chegada está prevista para sábado (25). O episódio completa um ano em 25 de janeiro, quando a barragem em Córrego do Feijão se rompeu, deixando 272 mortos.

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Presidente da Fundação Renova recebe voz de prisão na CPI da Sonegação

Roberto Waack deve voltar à CPI na quinta-feira, com as diretorias das empresas Vale, Samarco e BHP

por Fernanda Couzemenco, em Século Diário

O diretor-presidente da Fundação Renova, Roberto Waack, recebeu voz de prisão durante reunião extraordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação, na noite desta terça-feira (1). O habeas corpus preventivo apresentado antes de iniciar a sessão do colegiado não impediu que o executivo fosse retirado do plenário Judith Castelo Leão e recolhido a uma sala, enquanto um procurador da Casa tentou junto ao plantão judiciário o acolhimento do pedido de prisão. A decisão foi adiada para esta quinta-feira (3).

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Com a morte do rio Paraopeba, em Brumadinho, indígenas pedem realocação de território

Morosidade da Vale em cumprir acordo força saída dos pataxó da aldeia Naô Xohâ, às margens do rio contaminado pela lama

Por Pedro Stropasolas, em Brasil de Fato

Oito meses após o crime da mineradora Vale, a aldeia Naô Xohã teve seu modo de vida destruído pela morte do rio Paraopeba. A comunidade com cerca de 200 indígenas das etnias pataxó e pataxó Hã Hã Hãe reivindica, desde o fim de agosto, junto ao Ministério Público Federal (MPF), a realocação para outro território.

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“A Agência Nacional de Mineração terá capacidade de resistir ao lobby do setor mineral?” Entrevista especial com Bruno Milanez

Por: Patricia Fachin, em IHU On-Line

rompimento das barragens de rejeitos em Brumadinho e em Mariana e o risco de rompimento imediato da barragem de Gongo Soco, todas localizadas no estado de Minas Gerais, suscitam ao menos dois questionamentos: qual é o nível de segurança dessas barragens e como são realizadas as auditorias que atestam a segurança? Ao responder a essas questões, o engenheiro Bruno Milanez é categórico: “Não existem barragens 100% seguras. Todas as barragens correm risco de cair. Barragens caem em países ricos e pobres” e “o automonitoramento continua sendo ineficiente”.

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