As digitais da Microsoft no genocídio palestino. Por Yuval Abraham

Revelada aliança secreta entre a corporação e o exército de Israel. Milhões de palestinos têm celulares espionados. Áudios armazenados ajudam a planejar ataques em Gaza e prisões na Cisjordânia. Rastrear todos, o tempo todo é a ordem

Por Yuval Abraham*, no 972 Magazine | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

A unidade de guerra cibernética de elite do exército israelense está utilizando os servidores em nuvem da Microsoft para armazenar grandes quantidades de inteligência sobre palestinos na Cisjordânia e em Gaza — informações que têm sido usadas para planejar ataques aéreos letais e moldar operações militares, conforme pode revelar uma investigação conduzida pela 972 MagazineLocal Call e o The Guardian. (mais…)

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EUA desafiam BRICS e tentam dominar o Atlântico Sul

Sob o pretexto de combater cartéis, Washington militariza o Caribe, pressiona rotas comerciais e mira riquezas estratégicas brasileiras em plena disputa global

Por Reynaldo Aragon, Brasil 247

A mobilização de tropas e frotas dos Estados Unidos na América Latina em agosto de 2025 marca mais do que uma operação “antidrogas”: trata-se de um movimento calculado para transformar o Atlântico Sul em zona de disputa, pressionar as exportações brasileiras de petróleo, soja, minério, terras raras e nióbio, e conter a expansão do BRICS e da ferrovia bioceânica ligada ao porto chinês de Chancay. Este artigo analisa os riscos, cenários futuros e os mecanismos de guerra híbrida que podem subjugar a soberania regional sem um único tiro disparado. (mais…)

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Por que a esquerda perde eleições? Por Álvaro García Linera

Derrota na Bolívia escancara crise profunda. Progressistas não chegaram às reformas estruturais e, melancólicos, ancoram-se em conquistas do passado. Desencanto foi capturado pela ultradireita. Reacender esperanças exige ousadia…

Por Álvaro García Linera*, no Estrategia | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

As esquerdas e os progressismos no governo não perdem eleições por causa dos trolls das redes sociais. Também não porque as direitas sejam mais violentas, e muito menos porque o povo que foi beneficiado por políticas sociais seja ingrato. As batalhas políticas nas redes não criam do nada ambientes político-culturais expansivos nas classes populares majoritárias. Elas radicalizam e conduzem por caminhos histéricos. Mas sua influência requer, previamente, a existência social de um mal-estar generalizado, de uma disposição coletiva ao desapego e rejeição de posições progressistas. (mais…)

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Gaza: a “solução final” de Israel e a hipocrisia da Europa

Ao preparar a invasão por terra, Netanyahu desperta críticas na Alemanha e França, Reino Unido e Itália. Mas o gesto resultará em ação? Ou será apenas uma tentativa de esconder a cumplicidade com 8 décadas de ocupação criminosa da Palestina?

Por Jonathan Cook, no GGN

Se você pensava que as capitais ocidentais estavam finalmente perdendo a paciência com a estratégia israelense de causar fome em Gaza, quase dois anos após o início do genocídio, pode estar decepcionado. (mais…)

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A corporação de vigilância total mira também o Brasil. Por Ricardo Queiroz Pinheiro

Filial da Palantir já atua no Brasil e caça oportunidades: nos seguros, polícias, empresas privadas e bases de dados do Estado. Sua sombra aletra para necessidade de o país livrar-se da dependência das big techs e construir instrumentos de soberania digital

No Outras Palavras

Você não tem a obrigação de saber o que é a Palantir. Mas ela pode se interessar por você. Tudo isso a depender dos rumos da política. Vamos lá. Essa empresa norte-americana virou peça-chave no governo Trump para montar uma estrutura de vigilância estatal que cruza dados de todo tipo: imposto, saúde, redes sociais, histórico policial, localização. No Brasil, ela já observa o terreno — de longe, pelas bordas, pelas parcerias e pela digitalização acelerada dos serviços públicos. O modelo está pronto: uma plataforma que organiza a vigilância como política de Estado, vendida como tecnologia neutra, mas construída para controlar. E o que está em jogo não é o futuro. É o agora, reorganizado em silêncio e com uma doutrina pronta. (mais…)

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O déspota, a política e a guerra. Por Valton de Miranda Leitão

Todo império decadente apela para a guerra em grande escala, tentando manter seu poder mundial

Brasil de Fato

Os acontecimentos guerreiros atuais na Palestina, na Ucrânia e a violência dos ataques do presidente norte-americano contra o Brasil trouxeram à minha memória o Por que a guerra? de Sigmund Freud, e o meu trabalho, O Édipo entre o duelo e a guerra. Nele, mostro as contradições do poder político, mas em especial, como o Direito não consegue deter a violência subjacente ao seu exercício. (mais…)

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