“Funai voltou para ser parceira e caminhar ao lado dos povos indígenas”, afirma presidenta Joenia Wapichana na abertura da Assembleia Geral do CIR

Na Funai

“A Funai voltou para ser parceira e caminhar ao lado dos povos indígenas”. Foi com essa expressão que a presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, apresentou a comitiva da autarquia indigenista presente na abertura da 55ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima. O evento, promovido pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR), iniciou nesta quarta-feira (11), na comunidade indígena Maturuca, conhecida como o “coração da Raposa Serra do Sol”, localizada na região das Serras, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no município de Uiramutã.

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20 deputados mais ausentes da Câmara já somam mais de 700 faltas sem justificativa

Deputados somam quase 14 mil faltas no Congresso desde início do mandato, 3,1 mil delas sem qualquer justificativa

Por Dyepeson Martins | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

O clássico “assim eu prometo”, juramento padrão de um deputado federal na cerimônia de posse do mandato, se refere ao cumprimento e defesa da Constituição, que, entre os vários princípios, não aborda, de forma específica, a assiduidade parlamentar. Os 513 parlamentares somam 13.813 ausências desde 2023, quando teve início a atual legislatura. 

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‘Eu vi a água. No outro dia, a lama’: Juiz de Fora tem 8 mil desabrigados pelas chuvas

Milhares esperam laudos para saber se podem voltar, ou se perderam tudo; além disso, preços de aluguéis aumentaram

Por Renan Ribeiro | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Maria Tereza do Vale Oliveira, de 75 anos, tentou. Ela não queria deixar a sua casa, sua história, afinal, e resultado de muita luta. Mas não sobrou alternativa. Naquela segunda-feira, 23 de fevereiro deste ano, a chuva recorde colocou a senhora na rua.

“Eu vi a água entrando, não tinha como segurar. Vi o botijão de gás boiando. A vizinha tentou ajudar tirando água com o balde. No dia seguinte, veio a lama”, relembra.

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O governo federal sucumbe ao lobby nuclear? Por Heitor Scalambrini Costa*

“O segredo da vitória consiste em continuar lutando,
mesmo quando a batalha parece impossível”
(De autoria popular ou anônima)

A situação do setor nuclear brasileiro é confirmada pelos seus dirigentes como crítica e alarmante no início de 2026, com a Eletrobrás Termonuclear S.A. (Eletronuclear) enfrentando sérios riscos de insolvência técnica, dependência crônica de aportes da União e possíveis paralisações de projetos.

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Documentário da Brasil Paralelo usou laudo falso em campanha de ódio contra Maria da Penha, aponta MP

Denúncia do Ministério Público do Ceará foi aceita pela Justiça nesta segunda (9)

Sul21

Nesta segunda-feira (9), a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público do Ceará contra quatro suspeitos de participação em campanha de ódio contra a farmacêutica e ativista Maria da Penha na produção do documentário “A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha”, da Brasil Paralelo. Segundo a denúncia, os quatro atuaram de forma organizada para atacar a honra da ativista e descredibilizar a Lei Maria da Penha, apresentando um laudo de exame de corpo de delito forjado para sustentar a inocência de Marco Antônio Heredia Viveiros, ex-marido da ativista já condenado pela tentativa de homicídio de Maria da Penha que a deixou paraplégica.

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Covid, 6 anos: anjos da memória e do esquecimento

Em um 12 de março, morria a primeira vítima da pandemia no Brasil. Quem se lembra? Em Manaus, ergue-se sinistra homenagem: uma estátua de costas ao cemitério onde foram enterradas 4.679 pessoas, mortas por falta de ar. A quem restará resgatar sua história?

Por Mariana Cabral Campos, em Outra Saúde

Exatamente seis anos atrás, no dia 12 de março de 2020, morria na zona leste da cidade de São Paulo a primeira vítima da covid-19 no Brasil: Rosana Aparecida Urbano, diarista de 57 anos, falecida no mesmo hospital em que visitou sua mãe no dia anterior. Até 2023 somaram-se 700 mil mortes por covid-19 reportadas, vítimas do projeto negacionista do ex-presidente Jair Bolsonaro que transformou o país com o maior sistema público de saúde do mundo em um laboratório a céu aberto, no qual estratégias comprovadamente falsas – como a “imunidade de rebanho” ou o “tratamento precoce” – deixaram rastros de destruição.

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Cuba: a agressão e os riscos de omitir-se

Trump impõe garrote vil a Havana. Após mais de 60 anos de bloqueio, objetivo agora é impor a fome, para forçar país a por-se de joelhos. O Brasil fará algo? História mostra: silêncio e concessões a potências agressoras não evitam tragédias

Por Roberto Amaral, em Outras Palavras

Em 1938, regressando de Munique, onde fora negociar com Adolf Hitler, o primeiro-ministro Neville Chamberlain declara ao Parlamento britânico haver conquistado o que denominava como “a paz para o nosso tempo”. Enganado ou não, enganava os ingleses e despistava o mundo, em especial o mundo europeu, mal saído da Primeira Guerra Mundial e já se vendo ameaçado por um novo conflito para o qual não estava preparado, como se veria logo depois.

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O colapso hídrico e a seca de propostas

No final do ano, Conferência global da ONU debaterá um dos problemas mais dramáticos desencadeados pela crise climática. Hoje, 75% da população mundial enfrenta escassez de água. Até a América Latina, coberta de floresta, vive secas severas. Multilateralismo em crise será grande entrave

Por Sergio Ferrari | Tradução: Rose Lima, em Outras Palavras

O diagnóstico é alarmante, embora sua leitura ofereça nuances diferentes. Para alguns, todo o ciclo da água do planeta — que inclui mares, atmosfera e outras fontes de água doce ou potável — enfrenta uma “tensão”. Para outros, é algo ainda mais cruel: o planeta começou a passar por uma “falência hídrica”, nas palavras da Universidade das Nações Unidas, em seu mais recente relatório sobre o assunto. Não apenas a renda anual de água dos rios e da chuva foi gasta, mas também as economias milenares guardadas em geleiras, áreas úmidas e veios subterrâneos foram esvaziadas. O resultado são sistemas literalmente falidos: aquíferos compactados, lagos fantasmas, deltas afundando, todos sem capacidade de recuperação.

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Quando o “verde” volta-se contra os povos tradicionais

Em SP, governo expulsa famílias caipiras que habitam, há muitas gerações, área florestal do Parque do Jurupará. Agentes históricos de preservação, são vítimas de uma “proteção integral” que, ao mesmo tempo, abre as portas para projetos de grandes empresas

Por Daniela Doms, em Outras Palavras

A história do ambientalismo é marcada por um debate profundo sobre a relação entre o ser humano e a natureza. Longe de ser um movimento monolítico, ele se desdobra em diferentes escolas de pensamento que carregam visões distintas sobre conservação, desenvolvimento e o papel das populações humanas. A partir das obras de Joan Martínez Alier e Antonio Carlos Diegues, é possível traçar um panorama dessas correntes e compreender os apontamentos críticos que as atravessam, especialmente no que tange à oposição entre uma visão “intocada” da natureza e as práticas sustentáveis de comunidades tradicionais.

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Estudo revela: sanções matam como guerras

Números são claros: consequências dos embargos dos Estados Unidos a países causam número de morte semelhante ao de conflitos armados – fora a fome, as doenças e a falta de medicamentos… Principais vítimas são crianças e idosos

Por Antônio Carlos Queiroz, em Outra Saúde

Sanções econômicas são o instrumento de política externa mais utilizado pelas grandes potências mundiais. Impostas com o objetivo declarado de coagir governos a mudar comportamentos – “encerrar violações de direitos humanos”, “promover a democracia” ou conter conflitos armados –, essas medidas restritivas afetam transações comerciais e financeiras, atingindo de forma ampla e indiscriminada as populações civis dos países-alvos. Seu uso cresce exponencialmente desde a década de 1950, mas a eficácia real dessas sanções em atingir seus objetivos declarados permanece ao redor de apenas 30%, segundo o Global Sanctions Database (GSDB).

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