Senado convida Lula a radicalizar, e Lula faria bem se aceitasse. Por Milly Lacombe

No UOL

Uma rejeição para a história. O veto que o Senado impôs a Jorge Messias é uma das derrotas política mais vergonhosas da carreira de Lula. As eleições que Lula perdeu não entram na chave da vergonha porque, nos três casos, a vergonha estava do outro lado. Lula perdeu eleições das quais saiu maior a cada derrota. Depois, foi eleito e reeleito e escreveu seu nome como o melhor presidente que o Brasil já teve. Mas o cenário político mudou muito desde 2014 e talvez Lula tenha deixado de perceber que não estamos mais no espaço das conciliações simplesmente porque o lado de lá hoje se chama fascismo. Como conciliar com o fascismo?

Lula parece acreditar que ainda existe espaço para fazer a gestão das crises que vivemos. A derrota de Messias deve ter indicado ao presidente que esse espaço não existe mais. Tudo o que temos é extrema-direita e a possibilidade de radicalizarmos para a esquerda. Se Lula não aproveitar a bizarra circunstância criada pelo Senado para virar à esquerda então, de fato, pouca chance ele terá de se reeleger no final do ano.

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Duas transparências. Por Eugênio Bucci

O conflito entre a publicidade necessária das contas públicas e a espetacularização da sinceridade que serve apenas para mascarar a manutenção de benefícios injustificáveis

Em A Terra é Redonda

A imprensa cumpre seu papel quando dá transparência a paredes que os poderosos gostariam de manter opacas. Manchete de anteontem no jornal O Estado de S. Paulo: “Fazenda de São Paulo pagou, em um mês, R$ 111 milhões em penduricalhos”. A reportagem de Felipe de Paula e Fausto Macedo abriu a planilha para o público, ou seja, tornou transparentes os tapumes que a escondiam. Um auditor sozinho recebeu 513 mil reais. Líquidos. Num único mês. E este é a penas um dos muitos absurdos que se tornaram visíveis.

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Publicado o relatório técnico de território quilombola no Recôncavo baiano

Incra na Bahia

O território quilombola Mutecho e Acutinga, situado no município de Cachoeira, na região do Recôncavo baiano, teve seu Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID) publicado em 28 de abril de 2026 (terça-feira), no Diário Oficial da União.

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MPF, DPU e Justiça Federal vistoriam assentamento em Mato Grosso para garantir destinação correta de terras federais

Comitiva acompanhou a situação do Projeto de Assentamento Tapurah/Itanhangá, um dos maiores projetos de reforma agrária do país

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) integrou, entre os dias 22 e 24 de abril, uma comitiva interinstitucional para realizar vistoria técnica no Projeto de Assentamento Tapurah/Itanhangá, situado a cerca de 400 km de Cuiabá (MT). A comitiva também contou com a participação da Defensoria Pública da União (DPU) e de magistrados da Justiça Federal.

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Cargill e JBS são alvos do MPT por trabalho análogo ao escravo em suas cadeias produtivas

Segundo Ministério Público do Trabalho, R$ 48 bilhões ligam grandes empresas a fornecedores com histórico de exploração

Por Duda Sousa | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O levantamento da primeira fase do projeto “Reação em Cadeia”, realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), mostrou que o trabalho análogo à escravidão está inserido nas cadeias produtivas de grandes empresas brasileiras, algumas delas bilionárias. Mais de R$ 48 bilhões em operações comerciais ligam cerca de 50 grandes corporações, e suas cadeias produtivas, ao trabalho análogo à escravidão.

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Justiça condena articulador do assassinato do ambientalista Raimundo dos Santos Rodrigues

Decisão histórica rompe uma década de impunidade no Maranhão, mas violência contra quem protege territórios e florestas continua fazendo vítimas no país

Justiça nos Trilhos

Após 11 anos de espera, o Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (28), a 35 anos de prisão o articulador do assassinato do defensor ambiental Raimundo dos Santos Rodrigues, em 2015, em Bom Jardim, no Maranhão. Apontado como mediador da contratação dos executores do crime, o réu também foi responsabilizado pelo atentado que deixou ferida Maria da Conceição, companheira de Dos Santos e sobrevivente do ataque.

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Território quilombola em Armação dos Búzios (RJ) recebe seu relatório de identificação

No Incra

A comunidade quilombola Baía Formosa, situada no município de Armação dos Búzios, no estado do Rio de Janeiro, recebeu nesta quinta-feira (30) o seu Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID). Elaborado pelo Incra/RJ, o documento delimita a área, identifica as famílias e comprova o vínculo histórico, antropológico e geográfico do grupo com o território. É também a porta de entrada para as políticas públicas executadas pelo instituto, como o Crédito Instalação.

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Alcolumbre afirmou a líder do PL atuar contra Messias: “faça a sua parte, faço a minha”

42 votos contra e 34 a favor impôs derrota acachapante ao presidente Lula; saiba bastidores

Por Dyepeson Martins | Edição: Thiago Domenici | Colaboração: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

Com muitos gritos e aplausos, deputados e senadores da direita e da ultradireita amontoaram-se em frente ao plenário do Senado para celebrar uma derrota histórica do Governo Lula, na noite desta quarta-feira (29). A Casa rejeitou — por 42 a 34 votos, além de uma abstenção — o nome do Advogado-Geral da União, Jorge Messias, à vaga deixada por Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). Foi a primeira rejeição de uma indicação presidencial à Corte desde 1894.

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Pochmann: Além da regressão e ressentimento

Num país que se reprimarizou por décadas, até a ascensão social marcada por desigualdade refluiu. Sobrou a frustração dos empobrecidos e atomizados, ainda que em conexão. Reconstruir a coletividade crítica e transformadora: eis o desafio

Por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

Há um equivocado na afirmação de que o Brasil vive hoje uma crise de engajamento sociopolítico. O que caracteriza o presente não é a apatia, mas uma nova forma de mobilização que se apresenta contínua, intensa e, ao mesmo tempo, incapaz de produzir transformação estrutural. Trata-se de uma mobilização politicamente estéril, marcada pelo ressentimento como afeto dominante e como base do novo sujeito coletivo que emerge da sociedade de serviços hiperconectada da era digital.

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Como seria uma saúde pós-capitalista?

Para imaginá-la, conceito de determinação social da saúde é chave: se queremos superar o atual modelo de saúde, é preciso superar também a sociedade em que ele se insere – desigual e exploradora. Sobre o tema, leia capítulo de livro recém-lançado pela editora Hedra

Por outra determinação social da saúde

Por Diego de Oliveira Souza*, em Outra Saúde

Como seria a saúde numa sociedade pós-capitalista?

Para responder à pergunta, partimos da premissa da determinação social da saúde, que implica rechaçar qualquer visão fragmentadora para adotar um olhar processual e dialético.  Essa mudança de perspectiva permite escapar dos causalismos para entender a saúde como processo, socialmente determinado. Enxergada assim, a saúde não seria o resultado da interação de diversos fatores (fragmentos), mas um processo uno, embora heterogêneo, que expressa a generalidade das relações sociais que a constituem. Ora, se as relações sociais estão constituídas sobre processos de desigualdade, com exploração e opressão de muitos por poucos, a saúde só poderia se expressar como processo no qual impera a degradação.

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