Seminário discute racismo estrutural

Atividade híbrida será realizada nos dias 30 e 31 de julho na PRR2, no Rio de Janeiro, com transmissão pelo YouTube. Aula magna será com a ministra do STF Cármen Lúcia

Escola Superior do Ministério Público da União

Com carga horária de 14 horas-aula, o seminário busca analisar os impactos históricos e contemporâneos do racismo, compreender a formação das desigualdades raciais, identificar os mecanismos que perpetuam a discriminação e discutir o papel das instituições públicas no enfrentamento do racismo. O orientador pedagógico é o procurador da República Eduardo Benones.

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Os porquês de uma campanha pela Terrabrás

Reservas brasileiras de materiais estratégicos são vastas. Mas, atraído pelo lucro fácil, setor privado já entrega a riqueza em estado bruto – e o governo está imóvel. Só uma decisão política, tomada a partir de mobilização social, evitará o saque

Por Antonio Carlos F. Galvão*, em Outras Palavras

O país do futuro

No imaginário retratado por Stefan Zweig no livro “Brasil, um país do futuro” (1941), publicado em meio à Segunda Guerra Mundial, o Brasil surgia como um contraponto à barbárie que devastava a Europa. O escritor austríaco destacava, em uma época em que o país dava seus primeiros passos rumo à modernidade ocidental, aquilo que considerava o traço distintivo da identidade nacional: o “espírito de conciliação” do povo, a harmonia entre pessoas de diferentes origens e a “(…) convivência pacífica (…), apesar da diversidade de raças, classes, cores, religiões e convicções”. Décadas depois, ao prefaciar a obra em 2006, o jornalista Alberto Dines especulava de forma provocadora: “Zweig errou ou foi o Brasil que escolheu o modelo errado?”

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Clima: A necessária reparação aos povos negros

Diante de recursos para o clima concentrados nas mãos de instituições internacionais, organizações latino-americanas propõem outro modelo de governança: financiamento direto e titulação coletiva para territórios negros como forma de justiça — inclusive, histórica

Por CITAFRO*

A disputa global sobre financiamento climático entrou em uma nova fase após a realização da COP30, em Belém. Em meio ao agravamento da crise ambiental, ao avanço das desigualdades raciais e às limitações dos atuais mecanismos multilaterais, organizações negras passaram a defender mudanças estruturais na forma como os recursos internacionais são distribuídos. 

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Dois caminhos para o Brasil, na nova transição global. Por Marcio Pochmann

IA, bioeconomia e mudança energética provocarão enormes mudanças nos cenários geopolítico e econômico. Após quatro décadas de reprimarização, país tem chance de virada. Mas o colonialismo também se configura. Muito dependerá de novo projeto de país

Por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

A ideia de que o Brasil pode viver um novo superciclo de riqueza é sedutora. O mundo ingressa em uma era de transformações estruturais marcada pela transição energética, pela inteligência artificial, pela emergência climática, pela reconfiguração geopolítica e pela reorganização das cadeias globais de produção.

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“Interoperabilidade” ou entrega de dados de saúde?

Em debate organizado pela Coalizão Direitos na Rede, um projeto de lei que se vende como “inovador”, mas pode abrir margem para ampliar o chamado extrativismo de dados da população brasileira. Quais seus riscos? Como ele fustiga a participação social no SUS?

Por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Em tramitação desde 2013, o PL 5.875 é a nova frente de batalha pelos dados dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Batizado de PL da Interoperabilidade, sua linha de defesa defende uma suposta integração positiva entre setor público e privado. Para os críticos do projeto, o termo dissimula interesses capitalistas no setor saúde.

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Custo social das bets é quase 4 vezes a arrecadação fiscal. Entrevista especial com Tiago Braga e Dayana Rosa

“Dos 38 bilhões gastos com impactos negativos gerados pelas bets, 30 bilhões são associados à saúde mental. Esse valor diz respeito ao uso de drogas, alcoolismo, depressão, ansiedade e suicídio”, informa a pesquisadora

Por: Edição: Patricia Fachin, em IHU

Nesta semana, as plataformas de apostas voltaram a ser destaque nas notícias durante o anúncio dos programas Desenrola Adimplentes e Fies Empreendedor, lançados pelo governo federal na última segunda-feira, 29-06-2026. Quem aderir às medidas terá o  CPF bloqueado nas bets por seis meses. As casas de apostas online ganharam visibilidade nacional após a CPI das Bets e a crise de endividamento das famílias, mas elas atuam nas redes sociais há pelo menos dez anos e ampliam seus negócios patrocinando clubes de futebol.

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Saúde no campo fortalece cuidado coletivo com ervas medicinais e saberes populares no MST em MG

No território da Reforma Agrária Popular, o setor de Saúde une ancestralidade, escuta e plantas medicinais para construir um cuidado que nasce da terra e da organização coletiva

Por Alí Nacif, da Página do MST

A saúde no campo é construída a partir da terra, do trabalho coletivo e dos saberes populares. Nos territórios do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Minas Gerais, o cuidado vai além do tratamento das doenças. Ele está presente na prevenção, na alimentação, na escuta e no conhecimento das ervas medicinais, preservado por gerações e colocado em prática todos os dias pelas famílias Sem Terra.

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Povo Karaxuwanassu denuncia crise sanitária e destruição ambiental em território reivindicado

Aldeia enfrenta há mais de um ano falta de água, luz e alimentos, além de invasões, desmatamento e descarte irregular de resíduos hospitalares

Cimi Regional Nordeste

O povo Karaxuwanassu, que ocupa o território Marataro Kaeté, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, questiona a presença de tratores derrubando vegetação em uma área de reflorestamento, localizada atrás de galpões da Prefeitura a poucos metros das habitações, e teme grilagem com a venda de lotes contíguos ao perímetro da terra tradicional, em processo de regularização pelo Estado.

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A IAra usa Inteligência Artificial, e a Amazônia Real explica como

Reportagens de mais de 15 mil caracteres não cabem em segundos de atenção. Foi para encurtar essa distância, sem abrir mão da apuração precisa que a agência criou a ferramenta Inteligência Artificial para Relatos Amazônicos

Por Amazônia Real

Um leitor da Amazônia Real sabe que quando abre uma de nossas reportagens vai encontrar textos que passam de 15 mil caracteres, 15 a 20 minutos de leitura, com o aprofundamento necessário para explicar temas complexos. É assim desde 2013, porque as histórias sobre povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, que vivem cercados por ameaças contra os territórios, como garimpos, grilagem e a crise climática, são difíceis de caber em resumos. O problema é que esse mesmo cuidado, que rende elogios e prêmios, também afasta quem só tem 30 ou 60 segundos de atenção entre um vídeo e outro nas redes sociais. A nossa IAra nasceu para reduzir essa distância entre a profundidade que defendemos e a pressa de quem poderia conhecer essas narrativas.

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Forças federais fecham o cerco ao garimpo ilegal com inutilização de 35 bunkers e 33 túneis na TI Sararé

Operação desmonta estruturas clandestinas usadas para esconder equipamentos, burlar a fiscalização e manter a exploração ilegal de ouro em território indígena

No MPI

A operação de desintrusão na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, promovida pelo Governo do Brasil, ultrapassou 90 dias e segue focada em incursões de inteligência que impeçam o retorno de garimpeiros e a consequente exploração ilegal de ouro dentro do território.

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