Foto: Gilson Abreu /AEN Agência de Notícias do Governo do Paraná

Escolas cívico-militar. Por Lauro Mattei

Cinco anos após sua expansão, o modelo cívico‑militar mostra-se um fracasso pedagógico e um risco social, marcado por autoritarismo, abusos e violação de direitos

No A Terra é Redonda

1.

Desde o lançamento do programa de escolas cívico-militar pelo governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) no ano de 2021 ficou claro que não se tratava de uma política educacional específica, mas sim de um projeto político conservador e reacionário cujo principal objetivo era doutrinar crianças e adolescentes de todo o país. E tudo isso foi sendo feito sob o pretexto de que essas escolas aumentariam a segurança dos estudantes, ao mesmo tempo em que reforçariam o processo disciplinar escolar. (mais…)

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Cuba, a Espanha do século XXI. Por Gabriel Cohn

A inação diante de Cuba repete o erro fatal de Munique: apaziguar o agressor só adia a guerra e a torna mais devastadora — a história não perdoa os que se calam diante do fascismo renascente

No A Terra é Redonda

1.

As atitudes do discípulo menor do senhor Adolf Hitler, com direito a reivindicação análoga à Grande Alemanha (Grossdeutschland) nazista no esgar maníaco da Grande América-MAGA, o senhor Donald Trump, vêm alisando o caminho de tendência atual de fundamental importância. Trata-se da experiência de pesadelo configurada na repetição passo a passo nos primeiros 30 anos do século XXI do período correspondente no século passado. (mais…)

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Militarização da folia: o que o poder público faz quando não sabe administrar festa. Por Jessica Santos

Newsletter da Ponte

Quando a equipe da Ponte voltou do feriado de Carnaval, recebeu uma enxurrada de imagens de agressões de policiais militares e guardas civis contra foliões em diferentes cidades brasileiras durante a maior festa de rua do planeta. Foi o segundo final de semana em que nos deparamos com vídeos que mostram a mesma situação.

Enquanto o poder público agia com seu braço armado, questões básicas como banheiros químicos e planejamento foram deixadas de lado, demonstrando, mais uma vez, a falta da mais simples gestão de um evento anual e previsível em termos de público, sobretudo em cidades como São Paulo. (mais…)

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A pedido da Funai, TRF1 suspende reintegração de posse da Terra Indígena Comexatibá na Bahia

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) obteve decisão judicial para suspender a liminar que concedia reintegração de posse à parte interessada na Terra Indígena (TI) Comexatibá, localizada no município de Prado, sul da Bahia. Com a decisão, fica determinada a paralisação da retirada forçada da comunidade indígena do território tradicionalmente ocupado pelo povo Pataxó. A decisão foi proferida na quarta-feira (18), em ação interposta pela Procuradoria Federal Especializada junto à Funai (PFE), pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

A decisão atende ao recurso apresentado pela autarquia indigenista após determinação que previa desocupação no prazo de dois dias. Com base em informações técnicas e cartográficas produzidas pela Funai, demonstrou-se que a área objeto da disputa está integralmente inserida nos limites da Terra Indígena Comexatibá, já declarada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em novembro de 2025, por meio da Portaria 1.073.  (mais…)

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Economia, o calcanhar-de-Aquiles de Lula. Por Paulo Kliass

Esqueça as avaliações róseas dos “analistas” de mercado. O exame concreto das dificuldades eleitorais do presidente mostra que três de seus déficits cruciais – precarização, salários baixos e superendividamento – decorrem diretamente da política econômica subordinada ao rentismo

No Outras Palavras

Maria da Conceição Tavares foi a grande mestra de várias gerações de economistas que não raciocinam pela lógica das abordagens conservadoras, liberais e monetaristas dos fenômenos econômicos. Ela nos deixou em 8 de junho de 2024, aos 94 anos de uma vida intensa e produtiva. Maria Conceição não aceitava passivamente os ditames do mundo do financismo e muito menos as soluções apresentadas pelo campo do neoliberalismo para os problemas estruturais da economia e da sociedade brasileiras. (mais…)

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Três rios brasileiros por um fio. Por Célio Turino

Madeira, Tapajós e Tocantins são artérias de água e vida. Nutrem a biodiversidade e os povos da Amazônia. A privatização pode reduzi-los a rotas mortas, para escoar soja e minérios. Os indígenas resistem. Está na hora de derrubar o Decreto 12.600

No Outras Palavras

Escrevo navegando contra a corrente.

Antes de partir convido quem queira navegar comigo. Começo pelo Rio Madeira, partindo de Porto Velho até Nazaré, comunidade ribeirinha situada a mais de 100 quilômetros da sede do município. Foi antes da pandemia de Covid, quando fui para participar de um encontro de Museologia Social. Ali, o rio é parente, água que cozinha, que banha, que alimenta. São festas, memórias do tempo da borracha, identidade cultural amazônica, resistência. No caminho, dragas de mineração. Muitas, alocadas lado a lado a quase perder a conta. O barulho do motor, os garimpeiros separando ouro de cascalho, o mercúrio ficando no leito. (mais…)

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Em meio à luta pelo rio Tapajós, mulheres indígenas enfrentam ameaças

Mobilização dos indígenas e apoiadores contra decreto governamental que abre rios amazônicos à concessão privada chega a um mês sob tensão crescente; lideranças mulheres denunciam hostilidade e repressão contra o movimento. Nos últimos dias, a mobilização cresceu, recebendo apoio de outros povos indígenas, que exigem a revogação do decreto e não apenas a suspensão.

Por Nicoly Ambrosio da Amazônia Real

Manaus (AM) – Já são trinta dias de resistência dos povos indígenas do Rio Tapajós no Pará, para pressionar o Governo Federal pela revogação do Decreto nº 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em agosto de 2025. A canetada presidencial incluiu as hidrovias dos rios Tapajós e Tocantins-Araguaia, no Pará, e Madeira, no Amazonas e Rondônia, no Programa Nacional de Desestatização (PND), medida que abre caminho para o uso privado de trechos dos rios e que gerou indignação entre o movimento indígena da Amazônia. (mais…)

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