Líder neonazista da Escandinávia vive em liberdade no Brasil

Vincent Weidlich chegou a ser preso por veiculação de conteúdos de ódio e planos terroristas, mas logo foi solto

Por Paulo Nascimento | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Criar uma colônia de supremacistas brancos e nazistas em Santa Catarina e, a partir de uma rede online, instigar ataques terroristas, tendo como alvos judeus e negros. Estes eram os objetivos de Vincent Alexander Pacheco Weidlich. Filho de mãe brasileira e pai alemão, nascido nos Estados Unidos, o homem de 36 anos foi preso pela Polícia Federal em Blumenau (SC), no fim de 2024, e condenado, em setembro de 2025, pela Justiça Federal, sob a acusação de terrorismo e incitação ao genocídio por meio da veiculação de material relacionado ao nazismo e ao discurso de ódio. Mas, menos de um ano depois, foi solto e segue em liberdade, em São Paulo. 

Continue lendo “Líder neonazista da Escandinávia vive em liberdade no Brasil”
Ler maisLíder neonazista da Escandinávia vive em liberdade no Brasil

3º SIBSA: pré-simpósio destaca justiça socioambiental e enfrentamento aos impactos dos agrotóxicos

Na Abrasco

Durante as atividades pré-simpósio do 3º Simpósio Brasileiro de Saúde e Ambiente (3º SIBSA), nesta terça-feira (26), a mobilização para combater os impactos dos agrotóxicos na saúde e os debates sobre uma ciência comprometida com a justiça socioambiental foram destaque. Os encontros movimentaram o campus principal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá (MT). O dia também foi dedicado aos preparativos finais do evento, com montagem dos espaços e credenciamento de convidados, monitores e participantes.

Continue lendo “3º SIBSA: pré-simpósio destaca justiça socioambiental e enfrentamento aos impactos dos agrotóxicos”
Ler mais3º SIBSA: pré-simpósio destaca justiça socioambiental e enfrentamento aos impactos dos agrotóxicos

ES: MPF cobra laudos do Iema sobre contaminação no rio Angelim

Apesar de solicitado, órgão não enviou resultados de análises após mortandades de peixes e camarões

Por Mariah Friedrich, Século Diário

O Ministério Público Federal do Espírito Santo (MPF/ES) reiterou ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), o pedido de envio de laudos e análises produzidos a partir da coleta de amostras da água do rio Angelim, em Conceição da Barra, no norte do Estado, após denúncias de quilombolas sobre a contaminação provocada pelo rompimento de uma abraçadeira em uma tubulação da Usina Alcon utilizada para transporte de vinhoto, resíduo resultante da destilação da cana-de-açúcar.

Continue lendo “ES: MPF cobra laudos do Iema sobre contaminação no rio Angelim”
Ler maisES: MPF cobra laudos do Iema sobre contaminação no rio Angelim

A pedido do MPF, TRF1 impõe fiscalização permanente na Terra Indígena Tenharim Marmelos, no Amazonas

Decisão unânime obriga o envio imediato de forças federais e a instalação de postos fixos para conter a violência na região de Humaitá

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

A Sexta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve, por unanimidade, a condenação da União e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a implementarem medidas imediatas de fiscalização permanente na Terra Indígena Tenharim Marmelos, localizada na região de Humaitá (AM).

Continue lendo “A pedido do MPF, TRF1 impõe fiscalização permanente na Terra Indígena Tenharim Marmelos, no Amazonas”
Ler maisA pedido do MPF, TRF1 impõe fiscalização permanente na Terra Indígena Tenharim Marmelos, no Amazonas

Mapa de Conflitos da Fiocruz é base para ensaio sobre a violência no Cerrado

Tania Pacheco

“Violações de direitos e impactos à saúde: as violências contra os povos do Cerrado” é o título de ensaio bilingue publicado na nova edição da revista Saúde em Debate, liberada hoje, 27 de maio de 2026. Escrito a partir da análise de pesquisas constantes do Mapa de Conflitos envolvendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil, mantido pela Fiocruz, o texto mostra como os povos originários e as comunidades tradicionais do Cerrado têm seus direitos territoriais, sociais e à saúde violados em contextos de conflitos ambientais marcados pela violência.

Continue lendo “Mapa de Conflitos da Fiocruz é base para ensaio sobre a violência no Cerrado”
Ler maisMapa de Conflitos da Fiocruz é base para ensaio sobre a violência no Cerrado

“A Saúde Coletiva deve ser um campo rebelde”

Em debate no evento que pensa os 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde, estiveram em pauta a comunicação e a participação social. Ambas têm grande potência para fortalecer o SUS – mas apenas se lutarem contra as forças que tentam desconstruí-lo

Por Gabriel Brito, em Outra Saúde

A etapa paulista do seminário Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS: 40 anos da 8a Conferência Nacional de Saúde, voltou a colocar a comunicação em destaque. Tal concepção não é casual no contexto multidisciplinar da Saúde Coletiva.

Continue lendo ““A Saúde Coletiva deve ser um campo rebelde””
Ler mais“A Saúde Coletiva deve ser um campo rebelde”

Quem lutará pela transformação do Brasil? Por Marcio Pochmann

Depois de passar do sertão à fábrica e à luta por direitos, país mergulhou na era do trabalho fragmentado e dos conflitos sem projeto. Rendeu-se à agroexportação e ao algoritmo. Como encontrar, neste caos, um novo sujeito social das mudanças?

Em Outras Palavras

O Brasil atravessou, em pouco mais de um século, três formas históricas de conflito social. Cada uma delas correspondeu a uma etapa distinta do capitalismo brasileiro. No país agrário da República Velha, prevaleceram guerras camponesas, messianismos e rebeliões regionais. No Brasil urbano-industrial desenvolvimentista, ganharam força o sindicalismo, as greves gerais, os movimentos de massa e as guerrilhas ideológicas. Já na sociedade de serviços hiperconectada da Era Digital, o Brasil neoliberal produziu algo novo representado pelo conflito fragmentado, financeirizado e emocionalmente mobilizado por algoritmos e redes sociais.

Continue lendo “Quem lutará pela transformação do Brasil? Por Marcio Pochmann”
Ler maisQuem lutará pela transformação do Brasil? Por Marcio Pochmann

Eleições: A agenda necessária ao Brasil

Reunidos em SP, ativistas e pensadores alertam: país ainda fala em “ajuste fiscal”, enquanto mundo recupera papel indutor e planejador do Estado. Reviravolta geopolítica abre janela, mas Lula precisa oferecer futuro convincente. Documento propõe esboço de programa nacional

Por FESP-SP

Agenda democrática e desenvolvimentista

O processo eleitoral deste ano caminha, como em 2022, para a construção de uma ampla e heterogênea frente política para derrotar as forças da extrema direita. Neste processo considera-se essencial um esforço para produzir uma agenda democrática e desenvolvimentista, que recupere e amplie direitos dos trabalhadores, que afirme a soberania nacional, que crie condições para uma renovada e consistente política de investimentos que restitua o protagonismo do Estado para o planejamento, o investimento, a capacidade para estabelecer as diretrizes e coordenar um novo ciclo desenvolvimentista, assentado em bases democráticas. Essas tarefas são incompatíveis com as políticas de ajuste fiscal e de aperto monetário em vigor no país.

Continue lendo “Eleições: A agenda necessária ao Brasil”
Ler maisEleições: A agenda necessária ao Brasil

UFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal

Em eleição inédita para reitoria, comunidade acadêmica reafirma recusa ao ideário travestido de “moderno” e “eficiente”. Propõe a luta pelo orçamento público, o resgate da mobilização permanente, a importância do convívio presencial e o sentido de soberania

Por Graça Druck e Luiz Filgueiras, em Outras Palavras

O resultado da primeira eleição direta para a Reitoria das universidades federais, realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), conforme a nova regra que aboliu a lista tríplice a partir da qual o Presidente de República escolhia o seu indicado dentre os mais votados em uma consulta à comunidade universitária, consagrou a vitória de uma conquista democrática histórica, reafirmando a autonomia das universidades.

Continue lendo “UFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal”
Ler maisUFBA: um projeto para superar a universidade neoliberal

Huck, Galípolo & Durigan: tríplice aliança. Por Paulo Kliass

O apresentador-bilionário “do povão” insurge-se contra o Bolsa Família. O presidente do BC, indicado por Lula, abraça os juros obscenos. O ministro da Fazenda alia-se à Meta. Retratos das forças que sabotam o Brasil: os oligopólios midiáticos, o financismo e as big techs

Em Outras Palavras

O bilionário Luciano Huck não consegue esconder a sua condição de classe social, integrante do bloco dos privilegiados. Apesar de ter conseguido alcançar o patamar do topo da elite brasileira, ele traçou este caminho graças a seus contatos diretos estabelecidos com integrantes da grande maioria da população por meio de programas televisivos. Vira e mexe, ele pratica seus exercícios de sincericídio, verbalizando sem nenhum tipo de autocensura aquilo que as classes dominantes de nosso país pensam a respeito das necessidades do povo e das funções que caberiam ao Estado a esse respeito. Por sua condição de elevada popularidade, graças a seus programas dominicais na maior rede de comunicações e de elevada audiência junto às camadas populares, seu nome sempre volta à baila quando se trata de buscar uma alternativa da chamada “terceira via” para a disputa presidencial. Assim foi em 2018 e 2022. Aguardemos as cenas das próximas pesquisas.

Continue lendo “Huck, Galípolo & Durigan: tríplice aliança. Por Paulo Kliass”
Ler maisHuck, Galípolo & Durigan: tríplice aliança. Por Paulo Kliass