A intensificação das disputas políticas e culturais no Brasil, sobretudo a partir da década de 2010, tem produzido impactos diretos sobre o ambiente escolar e o exercício da docência. Em meio ao avanço de agendas conservadoras, à disseminação de discursos de ódio e ao fortalecimento de mecanismos institucionais de controle, professores e professoras passaram a enfrentar um cenário crescente de censura, perseguição e violência simbólica e matéria
Por Rodrigo Coutinho Andrade, Le Monde Diplomatique Brasil
Ao longo do ano de 2025, o Observatório Nacional da Violência contra Educadores/as (ONVE) publicou uma pesquisa intitulada Um estudo quantitativo da perseguição a educadoras/es no Brasil (ONVE, 2025), tratando das ameaças à educação democrática em seu primeiro volume[1]. O mesmo estudo, materializado por meio do Projeto de Extensão interinstitucional sediado na Universidade Federal Fluminense (UFF), e viabilizado financeiramente pelo Ministério da Educação (MEC), objetivou “mensurar o impacto da censura e da perseguição sobre o trabalho docente no Brasil desde 2010” (ONVE, 2025, p. 6), motivado principalmente pela expansão do discurso de ódio contra educadores e demais situações que impulsionaram práticas de censura após o ano de 2010. (mais…)
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