Por trás de uma das manifestações mais conhecidas da Amazônia, os indígenas reivindicam o território de onde vêm os conhecimentos que mantêm a celebração de 300 anos viva. Há 23 anos, eles esperam pela demarcação da Terra Indígena Borari de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará. O processo de regularização fundiária está parado na Funai desde o ano de 2009. A festa do Sairé depende diretamente dos recursos naturais, do alimento e dos espaços sagrados desse solo tradicional para existir.
Por Taina Rionegro da Amazônia Real
Alter do Chão (PA) – Para o povo Borari, habitante ancestral de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, celebrar o território é a prova viva de sua existência e resistência. É dessa relação espiritual e comunitária com a terra que brota a Festa do Sairé, uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas da Amazônia. Muito antes de as agremiações folclóricas dos botos Tucuxi e Cor-de-Rosa tomarem a arena e de milhares de visitantes transformarem a vila em um dos destinos turísticos mais movimentados do Norte do país, são a memória e os saberes Borari que fazem a festa pulsar.
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