Estou sob censura: reportagem sobre Willer Tomaz é retirada do ar após decisão judicial. Por Paulo Motoryn

Juíza do TJDFT impõe alterações no título e em informações factuais da investigação jornalística que tiram sentido da matéria; medida será contestada na Justiça.

No Noites Húngaras

Uma reportagem publicada em parceria da newsletter Noites Húngaras com o site ICL Notícias, em 23 de setembro de 2026, sobre relações empresariais envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, foi retirada do ar após decisão da 15ª Vara Cível de Brasília.

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Uma comunista projetou sua cozinha

Margarete Schütte-Lihotzky ficou conhecida como a criadora da primeira cozinha planejada, projetada para reduzir o tempo dedicado às tarefas domésticas. Mas sua “arquitetura social” era fruto de suas profundas convicções políticas – uma jornada que a levou à resistência comunista contra o nazismo.

Por Marcel Bois, na Jacobin

Sem dúvida, a “Cozinha de Frankfurt” foi o trabalho mais visionário de Margarete Schütte-Lihotzky – hoje você pode até encontrar um exemplo no Museu de Arte Moderna de Nova York. Medindo apenas 1,9 por 3,4 metros, foi a primeira cozinha planejada do mundo, conhecida por seus armários azul esverdeado, tamanho compacto e preço acessível. Projetada para aproveitar ao máximo o espaço limitado disponível nos apartamentos dos trabalhadores da década de 1920, ela era tão eficiente que o tempo entre uma tarefa e outra podia ser medido com um cronômetro.

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Perseguidas pela ditadura e por latifundiários, Ligas Camponesas recebem anistia política

Decisão é fundamental na luta por memória, justiça e reparação pelas violações de direitos humanos contra camponeses

No Brasil de Fato

As Ligas Camponesas do Pará conquistaram o reconhecimento de anistiadas políticas pela Comissão de Anistia. O requerimento foi aprovado por unanimidade nesta quinta-feira (5). O pedido foi feito pela organização Memorial das Ligas Camponesas, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, pela Defensoria Pública da União e outras organizações do campo.

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Um genocídio extra-funcional. Por Mário Maestri

A escravidão colonial brasileira configura um genocídio extra-funcional: o extermínio em massa de africanos não era o fim visado, mas foi aceito como condição estrutural do lucro escravista

Por Mário Maestri*, em A Terra é Redonda

Escravismo colonial como genocídio extra-funcional

Talvez onze milhões de africanos escravizados, embarcados em tumbeiros na África, tenham chegado vivos ao dito Novo Mundo. Transferência fantástica diante da baixa população mundial: em 1600, Portugal teria 1,6 milhão de habitantes. Estima-se que 4.865.000 desembarcaram vivos no Brasil, dos séculos XVI ao XIX, uns 45% dos 10.700.000 chegados às Américas.

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Golpe da austeridade afronta 64 milhões de votos. Por Gilberto Maringoni

A vitória popular que derrotou a extrema direita nas urnas é agora desafiada por um terceiro turno financeiro que exige a mesma austeridade que quase custou a eleição ao governo reeleito

Por Gilberto Maringoni *, em A Terra é Redonda

Nunca antes na história deste país houve uma eleição presidencial como a de 2026. Nunca antes houve uma virada tão espetacular entre o primeiro e o segundo turno. Nunca antes um governante de 81 anos, com altas taxas de rejeição, desmentiu estatísticas e viu o jogo virar a seu favor.

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MPF consegue inclusão de alerta para proteger território quilombola de mineração em Mato Grosso

Agência Nacional de Mineração registrou interesse quilombola e presença de sítio cultural na área de exploração de ouro em Nossa Senhora do Livramento

Procuradoria da República — Mato Grosso

A Agência Nacional de Mineração (ANM), atendendo a uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF), registrou oficialmente a existência de interesse quilombola e de um sítio histórico-cultural na área de uma permissão de lavra garimpeira em Nossa Senhora do Livramento (MT). A medida busca proteger o território da comunidade quilombola Mata Cavalo e seu Cemitério Centenário de possíveis impactos da exploração de ouro.

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MPF pede multa à Norte Energia e medidas urgentes contra agravamento de colapso humanitário no Pará

Na Volta Grande do Xingu, crise é agravada por Super El Niño, contaminação no Rio Bacajá e falha na entrega de água pela empresa

Procuradoria da República — Pará

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou, nessa quinta-feira (5), uma nova manifestação à Justiça Federal requerendo medidas imediatas para conter o agravamento do colapso humanitário vivenciado por centenas de famílias na Volta Grande do Xingu, na região de Altamira, no Pará. Na manifestação, o MPF pede a aplicação de multa contra a empresa responsável pela usina hidrelétrica de Belo Monte, a Norte Energia, pelo descumprimento de decisões judiciais.

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A democracia precisa chegar aos territórios indígenas, diz Maíra Pankararu

Advogada fala sobre violência nas eleições e que defesa dos direitos indígenas deve ser uma responsabilidade coletiva

Por Isabel Seta, Marina Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo, Sofia Amaral | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Após o resultado, no segundo turno, das eleições presidenciais no Brasil, indígenas da etnia Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul denunciaram ameaças e violências contra a comunidade da região. Órgãos de proteção, organizações civis e canais oficiais se mobilizaram para dar visibilidade e combater as tentativas de assassinatos e até ameaça de envenenamento da água que abastecia a população.

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Chamado da Amazônia Indígena Brasileira ao presidente Lula

Por Coiab

Nós, povos e organizações indígenas da Amazônia brasileira, representados pela Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), reconhecemos a vontade expressa nas urnas e a sua reeleição à Presidência da República. Neste momento em que a democracia brasileira encontra-se em mais um ciclo de disputas e desafios, compreendemos esse resultado como uma oportunidade de resistência diante das ameaças que seguem colocadas aos direitos dos povos indígenas, especialmente no que diz respeito à garantia dos nossos territórios.

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MPF pede proteção urgente para o povo indígena Parakanã após escalada de violência no Pará

Ação aponta ameaças de morte, incêndios e ataques a veículos e cobra retorno da Força Nacional e plano contra o racismo em Novo Repartimento (PA)

Procuradoria da República — Pará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública nessa quarta-feira (4), na Justiça Federal, com pedido de liminar (decisão urgente), para obrigar a União, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o estado do Pará e o município de Novo Repartimento (PA) a adotarem medidas imediatas de proteção em favor do povo indígena Parakanã (Awaeté). A comunidade, que vive na Terra Indígena Parakanã, no sudeste paraense, enfrenta um cenário grave de intimidações, segregação e violência contínua, intensificado por ataques recentes a veículos e ameaças de morte motivadas por discriminação étnica e política.

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