A tentativa de punir o dissenso acadêmico expõe o anacronismo de setores que ainda tentam blindar a violência de Estado do escrutínio da história
Por Gilberto Maringoni, A Terra é Redonda
Meu amigo Chico Teixeira, professor emérito de história da UFRJ, está sendo processado pelo general da reserva Álvaro de Souza Pinheiro, ligado ao aparelho repressivo durante a ditadura militar. Ele também integrou a operação que massacrou a guerrilha do Araguaia, em 1972. O crime: Chico o chamou de “torturador” numa entrevista ao portal UOL. O processo do militar alega calúnia, difamação, “falsa narrativa histórica” e exige indenização financeira, retratação e cassação de títulos universitários. Segue abaixo meu testemunho à Justiça em favor desse grande intelectual.
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