Labirintos da razão de massa. Por Luiz Marques

A esquerda precisa fazer da razão de massa sujeito da história, não objeto da extrema direita

Em A Terra é Redonda

1.

Elias Canetti (1905, Bulgária – 1991, Suíça), prêmio Nobel de Literatura e trânsito em distintas áreas de saber, famoso pelo estudo sobre Massa e poder (1960), traz observações úteis acerca do que agora se chama “bolhas”. Na campanha eleitoral em marcha, correntes progressistas devem orientar-se por uma interpelação de persuasão, em vez de hostilidade às bases da intolerância. Devagar com o andor.

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Congresso tem 24 meses para editar lei sobre mineração em terras indígenas, decide STF 

Plenário referendou liminar que reconheceu a ausência de regulamentação da matéria e fixou regras provisórias para exploração nas Terras Cinta Larga

No STF

Na sessão desta quinta-feira (13), o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou liminar do ministro Flávio Dino que deu prazo de 24 meses para que o Congresso Nacional edite lei sobre exploração mineral em terras indígenas, diante da falta de regulamentação da matéria. A decisão foi tomada no Mandado de Injunção (MI) 7516, apresentado pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAJ). 

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Sob Lula, ante ataques do Congresso e omissão do STF sobre Marco Temporal, assassinatos de indígenas sobem 22% em 2025 e superam média da era Bolsonaro

Por Rafael Oliveira, Agência Pública

Em 10 de março de 2025, mais de 300 lideranças indígenas dos povos Pataxó e Tupinambá estavam em Brasília (DF) para participar de uma audiência pública, agendada para o dia seguinte, na sede da Procuradoria-Geral da República. O objetivo era discutir soluções para fazer avançar a demarcação de terras no sul da Bahia, uma das regiões mais violentas do Brasil para os povos indígenas. Naquele mesmo dia, em Porto Seguro, na Terra Indígena (TI) Barra Velha do Monte Pascoal, pistoleiros deram mais uma demonstração da urgência da discussão, assassinando o Pataxó Vitor Braz, de 51 anos, em um ataque atribuído por organizações locais a fazendeiros contrários à demarcação.

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Evidências da memória II: a primeira condenação penal de um torturador da ditadura. Por Edson Teles

No Blog da Boitempo

Neste mês de julho de 2026, os nomes de duas pessoas entraram para sempre na história da ditadura militar brasileira (1964-1988): Inês Etienne Romeu, revolucionária que denunciou a existência, o funcionamento e os agentes da Casa da Morte, centro clandestino de extermínio das Forças Armados; e Antônio Waneir Pinheiro Lima, o Camarão, sargento do Exército e torturador condenado a 12 anos, 11 meses e 25 dias de prisão pelo estupro de Inês.

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Após atuação do MPF e parceiros, estado do Rio de Janeiro institui Comitê Pop Rua com participação paritária da sociedade civil

Decreto estabelece nove representantes da sociedade civil no comitê, incluindo movimentos da população em situação de rua

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Após mobilização social e recomendação do Ministério Público Federal (MPF), o governo do estado do Rio de Janeiro instituiu o Comitê Gestor Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Estadual para a População em Situação de Rua (Comitê PopRua). A medida estabelece a participação paritária de representantes de órgãos estaduais e da sociedade civil, incluindo movimentos representativos da população em situação de rua.

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TRF1 mantém condenação da União e Funai por atraso na demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença (BA)

Decisão reconhece omissão estatal de mais de duas décadas na demarcação e fixa indenização por danos morais coletivos em R$ 500 mil

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

A 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a condenação da União e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) por danos morais coletivos decorrentes da demora excessiva no processo de demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia. O colegiado reconheceu a responsabilidade solidária dos dois entes pela omissão estatal e estipulou em R$ 500 mil o valor da indenização estabelecida.

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TRF1 acompanha MPF e considera regular atuação da Funai na demarcação de terra indígena em Mato Grosso

Tribunal afastou alegações de falta de acesso a informações e de violação ao contraditório no procedimento do território Roro-Walu/Ikpeng

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou, por unanimidade, recurso do Sindicato Rural de Paranatinga (MT) que questionava a atuação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no processo administrativo de demarcação da Terra Indígena Roro-Walu/Ikpeng, em Mato Grosso. A decisão acompanhou o posicionamento do Ministério Público Federal (MPF), que se manifestou pela manutenção da sentença de primeira instância por entender que não houve omissão da autarquia indigenista nem violação ao direito de defesa dos interessados.

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MPF realiza ação de fiscalização e escuta comunidades indígenas em São Paulo de Olivença (AM)

Missão institucional reuniu mais de 70 lideranças que denunciaram invasões territoriais e falhas na saúde e na educação

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma missão institucional de escuta ativa e fiscalização na área indígena do município de São Paulo de Olivença (AM), na região do Alto Solimões. O encontro principal ocorreu na comunidade indígena Campo Alegre e reuniu mais de 70 lideranças dos povos Tikuna, Kokama, Kambeba e Caixana, além de representantes do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi) e de gestores públicos locais e federais.

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Exame do Super El Niño e do que ele revela

Temperaturas oceânicas já anunciam: vem aí uma ruptura climática inédita. O que a provoca? Quais seus nexos com o aquecimento global? Que esperar agora? Por que quase todos os governos permanecem em dissonância cognitiva?

Por Patrick Mazza*, em The Raven| Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Em 1998, um El Niño monstruoso assolava o Pacífico, alterando os padrões climáticos em todo o planeta – que acabara de vivenciar uma sequência de meses com temperaturas recordes. O então vice-presidente dos EUA, Al Gore, preparava-se para uma coletiva de imprensa sobre a turbulência climática. Um assessor ligou para Paul Rauber, editor da revista Sierra, para perguntar se ele tinha alguma pista sobre a relação entre o fenômeno e as mudanças climáticas.

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Alice Grimm: “Tanto o alheamento do cidadão quanto o despreparo dos territórios são perigosos frente às mudanças climáticas”

Uma das principais pesquisadoras do Brasil sobre oscilações climáticas, professora do Departamento de Física da UFPR alerta para os efeitos do El Niño esperado para este ano e pontua a necessidade de políticas públicas de prevenção de desastres articuladas com o conhecimento científico

Por Camille Bropp, no Ciência UFPR

No Oceano Pacífico, a mais de 5 mil quilômetros do Brasil, fica o Niño 3.4, um ponto monitorado por satélites de agências científicas que medem se as águas superficiais estão mais quentes ou subiram de nível. Esses são os indicadores para a previsão do El Niño, a fase quente da oscilação climática chamada ENOS (El Niño-Oscilação Sul), que alterna entre o aquecimento e o resfriamento da superfície do mar, influenciando o tempo em quase todo o planeta. Dessa medição partiu o aviso de que as águas começaram a esquentar entre abril e junho deste ano com aceleração incomum, sugerindo um El Niño de grau “muito forte” para 2026, que deve ter seu pico de intensidade perto do fim do ano.

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