MPF pede criação de cursos e espaço de memória no ITA por atos de repressão durante a ditadura

Instituição de ensino perseguiu professores, alunos e servidores; ação judicial requer também indenização e pedido formal de desculpas

MPF

O Ministério Público Federal (MPF) quer que o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) seja obrigado a implementar uma série de medidas para reparar os atos de repressão política ocorridos na instituição durante a ditadura militar e evitar que eles se repitam. Os pedidos do MPF fazem parte de uma ação civil pública ajuizada nesta segunda-feira (25). Até hoje, a atuação do ITA foi insuficiente para manter a comunidade acadêmica e a sociedade cientes dos abusos cometidos no período e para fazer justiça às vítimas de prisões, perseguições e demissões realizadas nas décadas de 1960 e 1970.

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A batalha diária dos palestinos pelo futuro

Jovem palestina narra os traumas familiares da Nakba: ver familiares só por telas, a vida áspera no exterior, a interdição das fronteiras… Se esta dor provocou melancolia, hoje o genocídio alimenta a revolta das novas gerações, enraizada na memória e em projeto de libertação

Por Jenin, no site Z | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Como uma palestina nascida no século XXI, sou fruto geracional dos sobreviventes da Nakba e do trauma que a acompanhou. Por mais distante que possa parecer, estou a apenas duas gerações da Catástrofe da Palestina de 1948, quando mais de 750 mil palestinos foram deslocados de suas terras e milhares foram massacrados. Milícias sionistas apoiadas pelo Império Britânico arrasaram aldeias palestinas, matando, estuprando, deslocando e aprisionando quem encontravam, tudo para estabelecer o novo projeto colonialista de assentamento chamado Israel. Esse único dia na história palestina mancharia o solo com sangue derramado e trauma acumulado por décadas vindouras.

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Greve nas universidades paulistas: e agora?

Recursos reduzidos, arrogância de dirigentes, violência policial e ausência de canais democráticos: um coquetel explosivo deflagrou um movimento justo e necessário. Os reitores têm uma brecha para encontrar a saída – e a responsabilidade de fazê-lo. Estarão à altura?

Por Ubiratan de Paula Santos, em Outras Palavras

O epicentro da atual greve teve origem na USP quando o atual Reitor, profissional qualificado, dedicado à universidade, boa praça, construiu hegemonia no colégio eleitoral que o escolheu, por boa maioria de votos, como o mais indicado na lista de candidatos. Escolha avalizada pelo Governador, acendeu expectativas positivas ao tomar posse. Com larga experiência em órgãos de gestão da universidade, o novo reitor, na tentativa, justa, de melhorar os ganhos dos professores que trabalham em tempo integral e dedicação exclusiva o fez, a meu ver, de forma errônea, com um penduricalho por até dois anos e, principalmente, não avaliou, com sua equipe dirigente, quais seriam as repercussões nas demais categorias e se elas não deveriam ter sido contempladas.

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A história e a cor do flagelo climático nas cidades

Estado está despreparado para enfrentar tragédias climáticas. E o mercado usa a narrativa de “resiliência” para promover despejos e especulação. Há caminhos para a justiça ambiental. O primeiro deles: encarar o racismo fundiário que estruturou nossas cidades

Por Antônio Celestino, em Outras Palavras

As chuvas que caem sobre as cidades brasileiras enxurram o vocabulário da arena de debate público de palavras como tragédia, desastre natural, fatalidade. É uma forma de catarse para a simetria nacional de imagens de corpos retirados do barro, casas arrastadas, lugares submersos. O movimento narrativo subsequente do senso comum é quase sempre privatizante da culpa: “Por que essas pessoas escolheram morar lá?”

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Nova ameaça de despejo deixa vulneráveis dezenas de famílias do Acampamento Grotão do Mutum, em Canaã dos Carajás/PA

Por CPT Marabá (PA)

Após terem sido despejadas de uma área municipal no último dia 11 de maio, por ordem do juiz da Comarca de Canaã dos Carajás, cerca de 120 famílias do Acampamento Grotão do Mutum enfrentam uma nova ameaça de despejo, desta vez a pedido da mineradora VALE. 

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Conflitos no Campo 2025: Mesmo com aparente redução nos registros, ataques com agrotóxicos às comunidades continuam alarmantes

CPT

Mesmo com a aparente redução nos registros de contaminação por agrotóxicos nos conflitos no campo em 2025, além da instalação do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) pelo presidente Lula, os ataques às comunidades continuam alarmantes. Nos últimos 10 anos, são 630 ocorrências de conflitos no campo envolvendo a contaminação por agrotóxicos, e 122 registros de violências contra as pessoas.

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Eduardo Bolsonaro e Go Up procuraram empresa da Hungria para pagamentos de Dark Horse 

Documentos apontam tentativa de contratação de “escrow account” e pagamento de US$ 57,5 mil ao diretor Cyrus Nowrasteh

Por Natalia Viana, Ken Silverstein | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

Eduardo Bolsonaro e Karina Ferreira da Gama buscaram uma empresa com braços na Hungria e na Holanda para mover fundos para o filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, segundo documentos obtidos e analisados pela Agência Pública.

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Comissão da Memória e da Verdade traz relatos de resistência durante a ditadura na Ufrgs

Nesta quinta-feira (28), audiência pública no Salão de Atos reúne técnicos perseguidos na universidade

Por Clara Aguiar, Agência Brasil

A Comissão da Memória e da Verdade Enrique Serra Padrós, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), realiza nesta quinta-feira (28), às 18h30, sua segunda audiência pública com foco nas marcas deixadas pela ditadura militar dentro do ambiente universitário. Com o tema “Técnicos(as) e a memória da ditadura na Ufrgs”, o encontro ocorre na Sala II do Salão de Atos da universidade, na av. Paulo Gama, 110, em Porto Alegre.

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Mais de meio milhão de pessoas já bloquearam acesso a sites de apostas. E você?

Duzentos e sete mil apostadores dizem ter perdido o controle

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

Mais de 574 mil pessoas já usaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, do governo federal, para impedir o próprio acesso a sites de apostas autorizados a funcionar no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, 207 mil usuários da ferramenta, ou 41% dos pedidos, apontaram a perda de controle sobre o jogo e/ou eventuais danos à saúde mental como principal razão para solicitar o bloqueio.

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Comissão aprova projeto que cria protocolo para povos indígenas em situações de risco e desastres

Na Câmara, o texto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça; depois segue para o Senado

Por Agência Câmara Notícias

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui protocolo nacional de adaptação, resposta e recuperação para povos indígenas em situações de risco e desastres climáticos, ambientais e sanitários.

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