Cimi Regional Sul divulga nota técnica sobre expansão da multinacional CMPC, que ignora direitos indígenas e amplia riscos ambientais

A multinacional chilena Companhia Manufatureira de Papéis e Cartões (CMPC) pretende instalar sua segunda unidade industrial de processamento de celulose na Região Metropolitana de Porto Alegre

No Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Regional Sul, manifesta profunda indignação diante do processo de licença prévia do projeto de expansão da multinacional chilena Companhia Manufatureira de Papéis e Cartões (CMPC) no município de Barra do Ribeiro, Região Metropolitana de Porto Alegre, nas margens do rio Guaíba., Rio Grande do Sul (RS). (mais…)

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Sem justiça para os catadores, não há justiça ambiental

O paradoxo é evidente: enquanto governos e empresas promovem metas climáticas e políticas de economia circular, ignoram os trabalhadores que há décadas tornam essa economia possível

Severino Lima Junior, No Le Monde Diplomatique Brasil

No dia 1º de março de 1992, onze catadores foram assassinados em Barranquilla, na Colômbia, enquanto exerciam seu trabalho. A data se tornou um símbolo global de memória e resistência. Hoje, 34 anos depois, o Dia Internacional dos Catadores é também um alerta: trabalhadores essenciais para o futuro ambiental do planeta continuam enfrentando exclusão, insegurança e invisibilidade.  (mais…)

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Fiocruz vai lançar Rede de Observatórios de Vigilância Digital e Prevenção ao Feminicídio

Júlio Pedrosa, Fiocruz Amazônia

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher (8/3), a Fiocruz vai promover, na próxima sexta-feira, (6/3), o Seminário Amazônico sobre Vigilância Inteligente do Feminicídio. O evento marca o lançamento da estratégia Vigifeminicídio e a entrega do primeiro centro de inteligência epidemiológica focado em feminicídios do Brasil, espaço físico que abrigará o primeiro observatório com tecnologia da informação e protocolos voltados especificamente para o monitoramento inteligente de assassinatos femininos na Amazônia Ocidental, cuja sede funcionará oficialmente na Fiocruz Amazônia. (mais…)

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MPF obtém no TRF1 a manutenção das restrições à pesca esportiva irregular em Terras Indígenas no Amazonas

Sentença mantida condiciona atividade à autorização da Funai e ao consentimento das comunidades e determina multa diária por descumprimento

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão favorável da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que manteve as principais restrições impostas às atividades da Amazon Sport Fishing em terras indígenas no Amazonas. A empresa continua proibida de realizar pesca esportiva sem a prévia e expressa aprovação do plano de visitação pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e sem o consentimento de todas as comunidades indígenas envolvidas. (mais…)

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TRF1 mantém restrições pedidas pelo MPF ao uso de agrotóxicos no Quilombo Mesquita em Goiás

Decisão mantém liminar que impede aplicação irregular de defensivos agrícolas em área vinculada à comunidade em Luziânia (GO)

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) indeferiu pedido de efeito suspensivo apresentado pelo proprietário da Fazenda Mesquita e manteve a liminar concedida em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), que determinou a observância das normas de distanciamento mínimo na aplicação de agrotóxicos em área vinculada ao território da Comunidade Quilombola Mesquita, no município de Luziânia (GO). Com isso, permanece integralmente válida a tutela de urgência concedida em pela Justiça Federal em primeira instância. (mais…)

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Trabalho: o STF ameaça rasgar a lei

No momento em que país desperta para a perversidade da escala 6×1 e das jornadas exaustivas, possível decisão do Supremo pode eliminar décadas de conquistas, ampliar ainda mais a desigualdade e fabricar uma crise da Previdência

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

Num país desigual, empobrecido e perigosamente desencantado da política, poucos temas despertaram tanta envolvimento popular quanto a crítica à escala 6×1. Há pouco mais de dois anos, Rick Azevedo, um jovem negro até então desconhecido, tornou-se campeão de votos para a Câmara Municipal do Rio ao defender o fim da jornada desumana. A deputada Érika Hilton transformou-se em seguida em referência nacional das lutas contra o sofrimento dos trabalhadores, ao empunhar a mesma bandeira. Ainda no final de 2025, o governo Lula conseguiu pautá-la no Congresso Nacional. Nada menos de 73% dos brasileiros a apoiam, segundo pesquisa do Instituto Nexus. Já o grande empresariado quer evitar que ela se torne tema do debate nacional e da democracia. Em 22/2, o jornal Valor Econômico revelou que a estratégia dos lobbies corporativos é postergar a tramitação do tema para depois das eleições – pois “não haverá como barrar a aprovação” se os “representantes” da sociedade tiverem que prestar contas de seus votos antes de pleito. (mais…)

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