Há uma dialética inteligente em lutar pela construção de um partido socialista que vai além dos limites do PT e, ao mesmo tempo, lutar ao lado do PT e do governo Lula contra o bolsonarismo. A ideia de que deve existir um só partido de esquerda parece atraente, mas não é progressiva
“A ambição nunca descansa. A ambição não ouve a razão alheia”
(Sabedoria popular portuguesa).
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Ainda que não tenha sido ainda deliberado, formalmente, é previsível que o PSol venha a decidir pelo apoio à candidatura de reeleição de Lula desde o primeiro turno sem uma grande controvérsia interna. Ao contrário do contexto de 2022, prevalece no partido a compreensão de que seria um erro uma candidatura própria, em função dos riscos colocados pela ofensiva de Donald Trump na América Latina, os resultados recentes de eleições na Argentina e Chile, e a implantação da extrema direita no Brasil liderada pelo neofascismo. (mais…)





