Escola pública não deve ser mero local de implementação de programas pedagógicos, mas também de produção do Comum. Isso depende dos vínculos que o Estado tece com a comunidade escolar – e, claro, da ampla participação social na construção de políticas educacionais
Por Roberto Rafael Dias da Silva, em Outras Palavras
A governança democrática nas políticas educacionais constitui-se, hoje, como uma das tarefas mais decisivas para a vitalidade do Estado e para a renovação dos sentidos públicos da educação. Em contextos marcados por disputas eleitorais intensas, polarizações e desconfianças generalizadas, a escola pública parece emergir como um dos poucos espaços institucionais capazes de sustentar experiências concretas de vida em comum. Um dos debates mais interessantes nas teorias educacionais deste início de século encontra-se, justamente, na possibilidade de construir um ‘comum’. Em razão disso, no decorrer deste breve texto, gostaria de argumentar que pensar a governança democrática na educação não é apenas discutir modelos administrativos, mas refletir sobre os modos pelos quais o Estado pode organizar, legitimar e compartilhar sua responsabilidade formativa com a sociedade.
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