Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

Por: Edição Patricia Fachin, em IHU

Nos últimos anos, cresceu o número de países que legalizaram a prática da eutanásia ou do suicídio assistido em seus territórios. O ato de proporcionar uma morte sem dor ou sofrimento, no entanto, encobre outra realidade: a negligência dos cuidados paliativos no fim da vida. A observação foi feita pelo médico hematologista Angelo Atalla, que há 50 anos dedica-se à medicina. “O drama da eutanásia é uma discussão que estamos enfrentando cada vez mais. Ele está sangrando as famílias”, disse em videoconferência ministrada no Instituto Humanitas Unisinos – IHU. O evento integra o Ciclo de Estudos “A morte e o morrer. O direito a viver com dignidade até o fim”, promovido pelo IHU neste semestre e concluído no dia 30-06-2026.

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Mais um 10 de julho na Amazônia negra

Em 10 de julho de 1884, quatro anos antes da Lei Áurea, o estado do Amazonas aboliu a escravidão. Para além de uma data, artigo de Juarez Silva propõe uma reflexão do contexto da época e como os aspectos se desdobraram posteriormente

Por Juarez Silva Jr, da Amazônia Real

A data faz referência à assinatura do ato de abolição da escravidão no Amazonas, no ano de 1884, posterior ao ato da abolição na capital da então província no dia 24 de maio do mesmo.

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Contra decisão do STJ, AirBnb usa tática de lobby de mobilização

Proibição de aluguel por temporada é questionada por “clubes de anfitriões” recrutados pela própria empresa

Por Aline Melo | Edição: Natalia Viana, em Agência Pública

No dia 3 de junho, usuários brasileiros do Airbnb receberam um e-mail incomum, em tom de denúncia. “Não à proibição do aluguel por temporada!”, dizia o assunto. Assinado pelo “Time Airbnb”, o texto dizia que uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) “fere a Constituição” e convocava os destinatários a assinar um abaixo-assinado. “Esse tipo de decisão pode prejudicar não só a comunidade de anfitriões, seus familiares e centenas de milhares de profissionais, como os de limpeza e donos de pequenos negócios, mas também os próprios hóspedes, que terão menos opções de hospedagem”, dizia. Embora o Airbnb não divulgue quantos são seus usuários no Brasil, o alcance do e-mail foi massivo, uma vez que a plataforma afirma ter mais de 1 milhão de acomodações no Brasil. 

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A surpreendente ascensão da esquerda nos EUA

Como os socialistas estão vencendo batalhas importantes no Partido Democrata, ao propor pautas ligadas aos direitos e ao Comum. Os papéis de Bernie Sanders, Mamdani e Alexandra Ocasio. A resposta de Trump: um nervoso “apelo à Ordem”…

Por Daniel Kersffeld, em Outras Palavras

No mesmo momento em que a influência poderosa de Donald Trump impulsiona a ascensão da extrema-direita na América Latina, um fenômeno oposto se dá [nos] Estados Unidos. No interior do Partido Democrata, uma corrente que se coloca de forma clara à esquerda está vencendo um número inédito de eleições primárias, em cidades importantes. Seu triunfo enfraquece as correntes vistas como favoráveis às corporações ou à política imperial norte-americana. O fenômeno é considerado pelo próprio New York Times como um das principais tendências políticas atuais no país.

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Dowbor: Elogio do gratuito e do universal

Nas sociedades contemporâneas, distintos arranjos produtivos podem funcionar. Os mercados têm seu papel. Mas Saúde, Educação, Conhecimento e tudo o indispensável para vidas dignas e proveitosas precisa estar em outra esfera. Somos seres humanos, não clientes

Por Ladislau Dowbor*, em Meer | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Ronald Reagan proclamou que o Estado não é a solução, mas o problema.
Com Margaret Thatcher, abriu-se caminho para o desmantelamento
do Estado de bem-estar social, que mantinha um equilíbrio razoável
entre os interesses públicos e privados.
Com Trump, a situação atingiu dimensões absurdas.
Simplificar as complexas questões de organização em uma
sociedade funcional, e principalmente oferecer à população um alvo para culpar,
certamente funciona em termos políticos. Mas a questão não é encontrar culpados,
e sim organizar a sinergia entre os atores econômicos e políticos.
Não existe uma solução única para todos na complexa sociedade moderna.
Ladislau Dowbor

A necessidade de mudanças drásticas na disciplina econômica nunca foi tão urgente.
A humanidade enfrenta crises existenciais, com a saúde do planeta
e os desafios ambientais tornando-
se grandes preocupações. 1
Jayati Ghosh

Uma abordagem prática consiste em analisar como diferentes áreas de atividade podem se apoiar mutuamente. Como consultor da ONU, organizei iniciativas de desenvolvimento em diversos países, principalmente pobres, e constatei que era prático demonstrar como diferentes áreas de atividade poderiam funcionar melhor se se reforçassem umas às outras. É possível apoiar a produção agrícola, mas isso também exige infraestrutura. A produção estaria na esfera privada, cada agricultor é dono de sua parcela de terra, regulamentada pelos mercados, mas a infraestrutura, como estradas ou energia, exigiria planejamento e financiamento públicos. Organizar a sinergia entre as diferentes áreas, em vez de procurar culpados, é claramente o caminho a seguir.

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Amazônia e o grave risco de privatizar as rodovias

Concessão de trecho da BR-364, adquirido em leilão sem concorrentes, marca retorno do Grupo Opportunity à região. Sua ligação com o agro é conhecida. Empreendimentos ocorrem em paralelo ao fim da moratória da soja e já marcados por ausência de participação social

Por Jacob Binsztock*, em Outras Palavras

Contextualização

O Programa de Concessões de Rodovias Federais foi lançado em 1995 no apogeu das políticas neoliberais, tendo consentido cerca de 10 mil km de estradas, segundo informações divulgadas pelo BNDES. É importante destacar que o mercado de concessões rodoviárias do país é constituído por 70 Sociedades de Propósitos Específicos (SPE), financiadas pelo Estado por intermédio de recursos do BNDES e complementados com a participação do mercado de capitais, emitindo debêntures em projetos de longo prazo e contemplados com benefícios fiscais.

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Entrevista: “Desmatar e queimar a Amazônia é acelerar as mudanças climáticas”

A afirmação é da professora e pesquisadora do INPE, Luciana Gatti, que neste Dia da Ciência (08), destaca a importância das pesquisas científicas na proteção dos povos e enfrentamento aos eventos extremos

Por Solange Engelmann, da Página do MST

Nesta quarta-feira (08), data em que celebramos o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico,  precisamos falar sobre o papel da ciência no enfrentamento às mudanças climáticas e eventos extremos que têm atingido cada vez mais pessoas, principalmente as mais pobres e que vivem em áreas de periferias no Brasil.

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Não à utopia. Por Lúcio Flávio Pinto

Lúcio Flávio Pinto resgata história de quando foi consultado por técnicos do BNDES para falar sobre o Fundo Amazônia, há quase 20 anos, e como sua ideia foi ignorada. ‘Sugeri que, ao invés de distribuir o dinheiro do programa, pulverizando os recursos disponíveis, podiam definir um único alvo: a formação de cientistas para encarar os desafios amazônicos.’

Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real

Não tenho certeza, mas acho que foi em 2008. Um grupo de técnicos do BNDES com atuação no meio ambiente veio me visitar em casa. Queria sugestões e opiniões sobre o Fundo Amazônia, que completa agora 18 anos de vida. Sugeri que, ao invés de distribuir o dinheiro do programa, pulverizando os recursos disponíveis, podiam definir um único alvo: a formação de cientistas para encarar os desafios amazônicos. Não como retaguarda a recolher a massa de pães, como na história de João e Maria, mas como personagens de vanguarda nas frentes de ocupação ainda em sua dinâmica irracional.

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“Não terá impacto algum”, diz especialista sobre discurso de Flávio Bolsonaro nos EUA

Analistas ouvidos pela Pública identificam efeito político, mas pouco impacto prático em ação do senador

Por Maira Escardovelli | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), discursou nesta terça-feira (7) em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Em mais uma tentativa de se afastar do desgaste causado pelo seu entorno político, que, aliado ao governo de Donald Trump, supostamente articulou, em 2025, o tarifaço de 50% sobre as importações brasileiras, Flávio afirmou ter defendido em Washington as empresas brasileiras, a economia nacional e o Pix.

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A pedido do MPF, TRF1 anula sentença que absolvia empresa acusada da compra de 1,3 tonelada de ouro ilegal no Pará

Por unanimidade, tribunal acolhe recurso do MPF que apontou cerceamento de defesa; processo retorna à primeira instância

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

A 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acolheu, por unanimidade, apelação interposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e anulou sentença que julgava improcedente a ação civil pública contra a FD’Gold. A empresa é acusada de adquirir e comercializar mais de 1,3 tonelada de ouro de origem ilegal, extraído nos municípios paraenses de Itaituba, Jacareacanga e Novo Progresso. Com a decisão, o processo sofre um recuo de fases e retorna à primeira instância, na Justiça Federal do Pará, para que o curso regular da instrução seja retomado.

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