Para onde vamos? A construção estratégica do SUS

Pensar no potencial revolucionário da 8ª Conferência Nacional de Saúde nos obriga a olhar para o futuro. E levanta questões políticas e filosóficas: como traduzir seu projeto original aos tempos atuais, para construir um novo programa de governo – e um projeto existencial?

Por Túlio Batista Franco*, em Outra Saúde

Sueño con serpientes, con serpientes de mar
Con cierto mar, ay, de serpientes sueño yo
Largas, transparentes y en sus barrigas llevan
Lo que puedan arrebatarle al amor
Oh-oh-oh – La mato y aparece una mayor
Oh-oh-oh – Con mucho más infierno en digestión

(Sueño con Serpientes – Silvio Rodrigues)

Nestes dias 21 e 22 de maio de 2026 ocorrerá em São Paulo, na USP o Seminário Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS: 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde [veja a programação e inscreva-se]. Uma promoção de Outra Saúde, Faculdade de Saúde Pública da USP, Associação Paulista de Saúde Pública e Icict/Fiocruz. O objetivo central anunciado é o de retomar o espírito de ousadia política e participação popular da Oitava Conferência Nacional de Saúde (1986) para pensar os desafios do SUS em nosso tempo.

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Educação: desafios nas pequenas e médias cidades

Justiça escolar precisa ir além da igualdade formal de acesso. E a permanência e evolução dos estudantes depende, em muito, da gestão das escolas. Debate atravessa saúde mental, construção coletiva de estratégias e relação com o território

Por Roberto Amaral, em Outras Palavras

Ao discutir os desafios contemporâneos da escola pública, François Dubet chama atenção para a necessidade de pensar a justiça escolar para além da simples igualdade formal de acesso. Em sociedades marcadas por profundas desigualdades sociais, de acordo com o sociólogo francês, a democratização da educação exige a construção de políticas capazes de enfrentar as diferentes condições de partida dos estudantes e produzir formas mais justas de escolarização. Tal como defenderemos ao longo deste breve texto, essa reflexão torna-se especialmente relevante para os sistemas municipais de ensino, que convivem cotidianamente com os efeitos concretos das desigualdades sociais sobre as trajetórias escolares.

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Dark Horse e a pedagogia do escândalo

Base eleitoral bolsonarista não exige substância – só a sensação de que alguém, mesmo miserável, fale por ela. Por isso suporta o escândalo. Mas Flávio Bolsonaro expõe a vacilação – um calcanhar de Aquiles que pode comprometê-lo, se a esquerda o compreender

Por Ricardo Queiroz Pinheiro, em Outras Palavras

A família Bolsonaro é uma desgraça que assolou o Brasil, isso não quer dizer, aliás só reafirma, que ela não representa as profundas raízes culturais de boa parte de nosso povo. Flávio Bolsonaro é um candidato miserável, isso não quer dizer, que ele deixe de representar uma grande parcela de pessoas que vicejam nessa miséria, que se reproduzem no misto de ressentimento, autoritarismo e negação da política.

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“Espero que os movimentos feministas estejam nas ruas”. Entrevista com Nancy Fraser

IHU

Nestes tempos de trevas em que um ator comparece ao horário nobre da televisão para, diante de milhões, falsear a realidade da violência de gênero enquanto promove seu evento pago de exaltação à masculinidade sitiada — tempos em que o monopólio midiático naturaliza a mentira e a transfere para o centro do debate público —, há certas vozes cujo chamado à lucidez se torna um imperativo ético.

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Vivência agroecológica mostra realidade dos territórios da Reforma Agrária

Jovens devem conhecer formas de organização coletiva, produção de alimentos e cotidiano da luta pela terra

Do Brasil de Fato / MST

Nos dias 20 e 21 de junho, será realizada a Vivência Agroecológica Sem Terra, no Lar de Pesquisas Agroecológicas Abacateiro, localizado no assentamento Agroecológico Egídio Brunetto 01, em Lagoinha, no Vale do Paraíba (SP).

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Embrapa recusa acordo de cooperação e obtém despejo de famílias do MST no RN

Movimento diz que área era “pouco cuidada” e “pouquíssimo utilizada”; estatal afirma que imóvel tinha uso produtivo

Por Rodrigo Chagas, do Brasil de Fato / MST

A Justiça Federal marcou uma reunião para discutir o plano de ação da reintegração de posse da área ocupada pelo acampamento Zé Teixeira, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), entre os municípios de Jandaíra e Baixa do Meio, no Rio Grande do Norte. A decisão que determinou a retirada das famílias foi proferida em 13 de abril pela 11ª Vara Federal do RN.

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Reforma Agrária Popular é saída para crise climática e fome, diz Stedile em entrevista

Em entrevista ao jornal suíço Le Courrier, Stedile propõe Reforma Agrária popular que una distribuição de terras, defesa da natureza e produção de alimentos saudáveis com agroecologia

Da Página do MST

Abril é um mês de memória e luta para o MST, marcado pelo trigésimo aniversário do massacre de Eldorado de Carajás, um acontecimento que reverbera internacionalmente como símbolo da resistência camponesa. Em entrevista exclusiva ao jornal suíço Le Courrier, João Pedro Stedile reflete sobre o significado dessa jornada e a urgência da Reforma Agrária Popular como uma estratégia central, não apenas para os trabalhadores Sem Terra, mas como um projeto de soberania alimentar e justiça social que desperta o interesse e a solidariedade global.

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Carta das forças populares sobre a luta pelo fim da escala 6X1

Linha política e orientações para as organizações populares

Da Página do MST

A luta pelo fim da escala 6×1, com a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, está em um momento decisivo. Avança a tramitação na Câmara dos Deputados dos projetos de emenda constitucional. O relatório será apresentado nesta quarta-feira (20), com a previsão de votação em comissão e no plenário na próxima semana.

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Construirão casas e nelas habitarão

Ao longo dos séculos, profetas e profetisas lutaram para manter vivo e sempre atual o projeto popular que não pode ser reduzido a um sonho futuro, pois é fruto de todas e todos que lutamos para que todos, a partir dos mais pobres, tenham Terra, Teto e Trabalho

Por Sandro Gallazzi e Anna Maria Rizzante, em CPT

Ai dos que juntam casa a casa
e campo a campo (Isaías 5,8)

O texto base da Campanha FRATERNIDADE E MORADIA, de 2026, a respeito da situação rural, diz que “a realidade dos nômades, indígenas e quilombolas não é menos importante. Trata-se, em relação a estes povos, de uma dívida e de uma reparação histórica, frente à expropriação de que foram vítimas em suas vidas, terras, liberdades e culturas” e acrescenta: “Quanto à população rural, vítima do desenvolvimento excludente nos séculos XX e XXI, trata-se de uma demanda que deve acompanhar e complementar uma reforma agrária efetiva, trazendo dignidade plena a 14% dos brasileiros, atualmente dela privados” (73).

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Entre o agro, o garimpo e a omissão estatal, indígenas de Mato Grosso apresentam denúncias e reivindicações em Brasília

Lideranças de onze povos denunciam violações de direitos e apresentam propostas para melhorar a vida de suas comunidades e proteger povos em isolamento

Por Clara Comandolli, do Cimi

Onze povos, sete regiões, três biomas. Apesar da diversidade representada na delegação indígena de Mato Grosso presente em Brasília entre os dias 11 e 14 de maio, as reivindicações soaram em uníssono: demarcação, desintrusão e proteção para territórios e comunidades. Em reuniões realizadas em diferentes órgãos públicos, as lideranças denunciaram a omissão estatal e o avanço do agronegócio e do garimpo ilegal sobre seus territórios. Também apresentaram propostas voltadas à segurança e à melhoria da qualidade de vida das comunidades, incluindo os povos em isolamento voluntário.

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