Restringir celulares como restringimos o cigarro

Uso excessivo de tecnologia é um dos fatores que explicam explosão de casos de ansiedade e depressão. Lei que proibiu smartphones fora das escolas foi primeiro passo. Não seria possível ampliá-la e criar “ilhas de presença”, em nome da vida em comum?

Por Felipe Azevedo Moretti*, autor convidado, em Outra Saúde

A rápida disseminação de smartphones, especialmente a partir de 2010, transformou profundamente a nossa forma de viver e se relacionar – com evidências crescentes de que a presença constante destes dispositivos em nosso dia a dia traz repercussões sérias na atenção, no aprendizado e na saúde mental, especialmente entre os mais jovens. 

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Flávio Bolsonaro e Zema são aplaudidos por empresários ao criticarem CLT e leis ambientais

Encontro foi em Brasília com industriais; além do senador e do ex-governador de Minas, Ronaldo Caiado também participou

Por Dyepeson Martins | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

Temas que dividem bancadas no Congresso Nacional ganharam uma defesa uníssona nas falas dos pré-candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo), na sabatina de presidenciáveis realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na segunda-feira (22), em Brasília. Ambos deixaram o evento sob aplausos após a sinalização de apoio irrestrito aos posicionamentos dos empresários a respeito da flexibilização de leis trabalhistas e da legislação ambiental no Brasil.

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Dolarização, ameaça que ronda o Brasil. Por Paulo Kliass

Resolução do BC libera operações em moeda estrangeira no sistema bancário. País pode ficar refém do financismo e suscetível a crises internacionais. Lula precisa abraçar também a bandeira da soberania econômica e revogar medida antes de que entre em vigor

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

O Banco Central (BC) adotou na semana passada mais uma medida regulamentadora a respeito da possibilidade de abertura e manutenção de contas correntes em dólar norte-americano no Brasil. Este tem sido um tema bastante polêmico e recorrente na extensa pauta relativa ao longo processo de liberalização generalizada que a economia e a sociedade brasileiras têm sofrido desde o início da implementação da agenda do neoliberalismo em nossas praias. No dia 18 de junho de 2026, o BC anunciou a Resolução BCB nº 75, ampliando o escopo de possibilidades de detentores de conta em moeda estrangeira dólar no mercado doméstico.

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Para uma cartografia do Colonialismo Digital

Espoliação das riquezas minerais do Sul, em condições laborais degradantes. “Normalização” do trabalho em todo o mundo, segundo padrões das big techs. Apagamento das mulheres e pessoas negras. Artigo sumariza as ameaças e propõe caminhos para justiça racial e geopolítica

Por Fabricio Solagna, no OPlanoB

Ao despertar com o alarme do smartphone, ao pedir um almoço por aplicativo ou ao traçar a rota no GPS, a maioria das pessoas não sente o peso das engrenagens que sustentam esse sistema. O que se vende como progresso tecnológico é, muitas vezes, um cabresto digital, uma nova forma de a tecnologia se tornar imprescindível, mesmo que nunca tenha sido realmente necessária. O “fantasma na máquina”, aqui, não é um erro de sistema, mas a permanência de um projeto secular de controle e exploração sob a aparência de atualização permanente.

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Arraiá Normandia: o São João que celebra a colheita, a cultura e a vida no campo

Da Página do MST

Enquanto Caruaru vive a intensidade dos festejos juninos, o campo também celebra uma das tradições mais importantes do Nordeste. No dia 23 de junho, o assentamento Normandia realizou mais uma edição do seu tradicional Arraiá Normandia, reunindo famílias assentadas, visitantes, militantes, amigos e amigas para uma grande celebração da cultura popular e da colheita.

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Em assembleia, Associação Hutukara celebra conquistas, elege nova diretoria e debate os desafios à proteção do território Yanomami

Reunidas, mais de cem lideranças da TI Yanomami traçaram estratégias diante da persistência do garimpo e do avanço de propostas legislativas favoráveis à mineração em terras indígenas

Por Ligia Apel, da Ascom Cimi Regional Norte I

O Lago Caracaranã, no município de Normandia, dentro da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, lugar sagrado, de resistência e conquista territorial, recebeu entre os dias 15 e 19 de junho, a 8ª Assembleia Ordinária da Hutukara Associação Yanomami (HAY). Sob a proteção das divindades dos povos indígenas do território, Davi Kopenawa passou o “arco e flecha” da presidência da HAY para seu filho, Dário Kopenawa. Na ocasião, estiveram presentes mais de cem lideranças Yanomami, Ye’kwana e dos demais povos que habitam a TI Yanomami.

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Retomada Kaingang em General Câmara (RS) fortalece projeto de vida e avança na regularização territorial

Enquanto aguarda a regularização da área, comunidade investe em produção de alimentos, educação indígena e fortalecimento da autonomia coletiva

Cimi

A comunidade Kaingang de General Câmara, no Rio Grande do Sul, vem consolidando sua permanência no território retomado em 27 de fevereiro de 2026, enquanto aguarda o avanço do processo de regularização da área. Com cerca de 15 famílias, a retomada tem sido marcada pela organização comunitária, pela produção de alimentos e pela construção de iniciativas voltadas à autonomia e à garantia de direitos.

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Cimi pede revogação de portaria da Sesai e alerta para risco ao acesso à água em terras indígenas

Entidade afirma que norma foi editada sem consulta aos povos indígenas, restringe a atuação da Sesai no saneamento, enfraquece a política de saúde indígena e pode comprometer o abastecimento de água, especialmente em áreas de retomada

Cimi

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) publicou, em 13 de maio de 2026, a Portaria nº 425, que dispõe “sobre os limites de atuação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) nas articulações com as concessionárias de fornecimento de água e esgotamento sanitário nas comunidades indígenas”. A norma foi publicada sem consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas potencialmente afetados, em desacordo com os princípios estabelecidos pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com o dever do Estado de assegurar a participação dos povos indígenas nas decisões que impactam seus direitos. A ausência de diálogo ficou evidenciada pelo fato de a própria Sesai ter promovido, nas semanas seguintes à publicação da norma, diversas reuniões para prestar esclarecimentos sobre seu conteúdo.

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Demora em desintrusão faz crescer tensão na TI Cachoeira Seca, dos Arara

STF determina que União apresente em 90 dias o plano de retirada de invasores que ameaçam os indígenas Arara, no Pará. Lideranças alertam que estão recebendo ameaças e que estão sendo assediadas por políticos e fazendeiros. Ministério dos Povos Indígenas afirma que já prepara o plano de desintrusão

Por Cristina Ávila, da Amazônia Real

Brasília (DF) – “Até a Funai está com medo. A Funai faz a fogueira, joga a gente dentro, pra queimar, e fica de fora. Eu posso até contar o que está acontecendo, mas não coloca o meu nome aí. Tenho medo. Os invasores estão furiosos, tem um bocado deles pela estrada”, relata uma liderança da Terra Indígena Cachoeira Seca. 

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Com base no Marco Temporal, decisão judicial ordena despejo de terra indígena Pataxó demarcada em 2024

Na Aldeia Velha, há escola, posto de saúde e sítios arqueológicos; Ahnã Pataxó afirma que comunidade não desocupará área

Por Gabriela Carvalho, Lucas Salum e Maria Teresa Cruz, Brasil de Fato

A Justiça Federal determinou o prazo de 60 dias para o despejo de cerca de 650 famílias indígenas Pataxó de uma área de 1.275 hectares da Terra Indígena Aldeia Velha, já demarcada e homologada pelo governo federal em 2024. A comunidade abriga escola com 235 estudantes, posto de saúde, sítios arqueológicos, manguezais e uma importante faixa remanescente de Mata Atlântica preservada no sul da Bahia, região de Porto Seguro.

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