Após as eleições, a hora e a vez da Terrabrás

Há sete décadas, pressão popular organizada garantiu que o petróleo fosse nosso. Hoje, de forma semelhante, terras raras são alvo de exploração estrangeira. Criar uma empresa nacional que conduza a exploração de suas próprias riquezas depende da mesma mobilização

Por Reinaldo Dias*, em Outras Palavras

Terras raras é o nome dado a um grupo de 17 elementos químicos pouco conhecidos do público, mas presentes em objetos de uso diário, como celulares e computadores. Apesar da denominação, esses elementos não são escassos na natureza. O que os torna estratégicos é a dificuldade de obtê-los em forma utilizável, pois aparecem em baixa concentração e misturados entre si, o que exige processos de separação caros, complexos e dependentes de tecnologia avançada. Uma vez separados, permitem fabricar os ímãs permanentes que movem os motores de carros elétricos e os geradores das turbinas eólicas, e estão presentes em eletrônicos e sistemas de defesa. Segundo a Agência Internacional de Energia, os ímãs respondem por cerca de 95% do consumo de terras raras em valor, e a demanda pelos quatro elementos magnéticos mais importantes dobrou desde 2015, com previsão de crescer um terço até 2030. Por estarem na base tanto da transição energética quanto da indústria militar, esses minerais passaram a ser tratados pelas grandes potências como questão de segurança nacional.

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Eleições e depois: onde estamos?

Diziam os clássicos que há dias que valem por anos, que mudam a história. Ao votar em massa, o eleitorado chamou Lula a governar mais próximo do povo. A alegria com a vitória indica o rechaço ao projeto das elites. Poucas vezes houve chance tão boa para ousar

Por Carlos Azevedo, em Outras Palavras

É justa a euforia com a vitória eleitoral de 25 de outubro. As forças populares perceberam o perigo que ameaçava a sociedade, foram às ruas e às redes digitais e promoveram uma virada que já está cravada na história política do país. Mas vamos observar com mais profundidade a nossa realidade. O que muda com isso?

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Tragédia iminente: pistoleiros derrubam casa e ameaçam famílias em terra da União no norte do Tocantins

Homens armados destruíram uma residência na manhã desta quarta-feira (4), ameaçam famílias e prometem sitiar a comunidade, fechando todas as entradas e saídas. Os órgãos competentes foram notificados desde 21 de outubro e, novamente, na tarde de ontem (3) — mas, de ontem para hoje, nenhuma viatura chegou ao local. Vidas estão em risco neste momento

CPT

Araguaína/Pau D’Arco (TO), 4 de novembro de 2026

Na manhã desta quarta-feira, seguranças privados armados derrubaram uma casa na Comunidade Chaparral II, em área pública da União na divisa dos municípios de Araguaína e Pau D’Arco (TO). Em seguida, ameaçaram derrubar também a casa onde famílias estão reunidas — entre elas a família já ameaçada de expulsão no dia anterior (3) — e anunciaram que vão fechar todas as entradas e saídas da comunidade, sitiando as famílias.

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Seminário Terra e Moradia fortalece a unidade entre campo e cidade na preparação para a 37ª Romaria

Encontro na Ocupação Tereza de Benguela reuniu movimentos populares, pastorais e organismos sociais; aos 80 anos, Irmã Áurea animou os participantes com uma mensagem de fé, resistência e esperança

Por Lara Tapety, em CPT

Fortalecer a unidade entre quem luta pela terra para plantar e pela casa para morar foi o propósito do Seminário Terra e Moradia, realizado neste sábado, 31 de outubro, na Ocupação Tereza de Benguela, do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), em Maceió. Parte da preparação para a 37ª Romaria da Terra e das Águas, a atividade reuniu movimentos populares, pastorais e organismos sociais para compartilhar suas realidades e construir caminhos de atuação conjunta.

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Projetos de mineradora financiada pelo Master afetam 127 áreas protegidas

Levantamento da Repórter Brasil identificou 88 projetos de minerais críticos da 3D Minerals em áreas sobrepostas ou na zona de impacto de terras indígenas, territórios quilombolas, unidades de conservação e assentamentos; empresa arrematou áreas de exploração em leilão da ANM apenas 45 dias após ser criada

Por Diego Junqueira | Edição Carlos Juliano Barros, em Repórter Brasil

MINERADORA financiada pelo Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro, a 3D Minerals possui 88 áreas de exploração de minerais críticos sobrepostas ou na zona de impacto de ao menos 127 áreas protegidas. Ao todo são afetadas dez terras indígenas, cinco territórios quilombolas, 23 unidades de conservação e 89 assentamentos de reforma agrária.

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MST se manifesta contra privatização do Ceasa em Alagoas

Em nota, Movimento destaca as ameaças que Central de Abastecimento pode sofrer sob coordenação da iniciativa privada

Da Página do MST

Proposta pelo governo de Alagoas, o Projeto de Lei nº 2.123/2026, que propõe a entrega do Complexo da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa/AL) para administração privada, tem levantado o debate em torno do papel e funcionalidade do espaço na distribuição de alimentos no estado.

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Lula 4 e seus principais desafios. Entrevista especial com Filipe Souza Corrêa

O engajamento social observado no período eleitoral, diz o sociólogo, “reforça a importância de que as políticas de enfrentamento das desigualdades sejam construídas com participação social, escuta ativa e coprodução com as populações atendidas”

Por: Patricia Fachin, em IHU

As mobilizações sociais e a participação ativa dos cidadãos no ambiente digital e nas ruas são apontadas como as principais novidades da virada histórica do presidente Lula no segundo turno das eleições. Qual será o peso das manifestações no 4º mandato do presidente Lula, no entanto, ainda é um ponto em aberto. “Embora a composição do Congresso imponha constrangimentos à atuação do novo governo, o apoio das ruas poderá contribuir para sustentar sua agenda. Essa mobilização, contudo, também pode adquirir autonomia em relação às prioridades governamentais, uma vez que se organizou de forma espontânea em torno da defesa da democracia e, consequentemente, dos direitos já assegurados pela Constituição”, pontua Filipe Souza Corrêa na entrevista concedida ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU por e-mail.

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A era Trump na política está terminando. Por Paul Heideman

As conclusões eleitorais são claras: nenhuma gastança bilionária poderia frear a queda de Donald Trump, a esquerda tem muito mais espaço para crescer e entramos num período de novas possibilidades políticas nos EUA.

Na Jacobin

O povo norte-americano impôs uma derrota acachapante a Donald Trump e ao Partido Republicano na noite de ontem. Eis cinco conclusões a partir dos resultados das eleições de meio de mandato:

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Ajuste fiscal e racismo, a conexão oculta

Faria Lima pressiona Lula pela manutenção da austeridade que recai com força redobrada sobre a população negra. Dados mostram os impactos dos cortes do Orçamento nos últimos dez anos. E como o endividamento, principalmente da mulher negra, se tornou questão de sobrevivência

Por Iago Chaves, Outras Palavras

Mais do que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, esta vitória foi do Brasil e dos brasileiros que foram às ruas conter a onda fascista, que longe de ser o fantasma como o fantasma do comunismo, é uma realidade que assombra o país de forma vertiginosa desde as eleições de Jair Messias Bolsonaro em 2018.

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Carlos Marighella: a chama que não se apaga

O revolucionário comunista Carlos Marighella foi covardemente assassinado neste dia, em 1969, pela ditadura. Para relembrar sua trajetória política e estratégia revolucionária, resgatamos o clássico artigo de Florestan Fernandes.

Por Florestan Fernandes, na Jacobin

4 de novembro de 1969 incorporou-se à história graças a um feito policial-militar que culminou na morte de Carlos Marighella. Faz portanto, quinze anos que morreu o principal líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), figura política que se tornara conhecida como militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), seu dirigente de cúpula e também seu deputado no Congresso que elaborou a Constituição de 1946.

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