Movimento negro busca na ONU apoio para fundo de reparação racial no Brasil

Proposta de usar indenizações de famílias e empresas que lucraram com o tráfico negreiro foi derrubada na CCJ. Inquérito que investiga vínculo do Banco do Brasil com a escravatura dá concretude ao debate; BB diz unir esforços por práticas antirracistas

Por Fernanda Mena, na Folha de S.Paulo

A ideia de reparação da população negra pela escravidão transatlântica tem ganhado espaço no debate público no Brasil e no mundo. Em março, a Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, reconheceu a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas como os crimes contra a humanidade mais graves da história. A declaração partiu de uma resolução proposta por Gana, que recomenda aos Estados pedidos formais de desculpas e a criação de mecanismos de reparação.

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Estudo do Ipea aponta poucos indígenas liderando grupos de pesquisa

Participação cresceu, mas é inferior ao percentual da população

Agência Brasil

O Brasil tem 252 indígenas entre os líderes de pesquisa. O número equivale a 0,38% desse universo de cientistas. A proporção é menor que a representação no conjunto da população brasileira, onde as casas decimais estão invertidas: 0,83% dos 203 milhões de brasileiros recenseados pelo IBGE em 2022.

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TCU libera retomada da análise da Ferrogrão, mas projeto segue sob disputa no STF

Decisão autoriza continuidade da tramitação do projeto da ferrovia que liga Mato Grosso ao Pará, enquanto questionamentos ambientais e jurídicos permanecem em aberto

Tapajós de Fato

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou a retomada da tramitação do processo de desestatização da Ferrogrão (EF-170), ferrovia planejada para ligar Sinop, no Mato Grosso, ao distrito de Miritituba, em Itaituba, no Pará. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (13) pelo ministro-substituto Marcos Bemquerer Costa.

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SP: Defensor Público de Itanhaém obtém decisão judicial que suspende demolições de estruturas de pescadores artesanais

Ação ajuizada em menos de 24 horas garantiu proteção a famílias que dependem da pesca para sobreviver na Praia do Gaivota, em Itanhaém

DPESP

A Defensoria Pública de Itanhaém obteve uma decisão judicial que suspende as demolições de estruturas utilizadas por pescadores artesanais na Praia do Gaivota, no litoral sul paulista. A 2ª Vara da Comarca de Itanhaém determinou que o Estado de São Paulo se abstenha de realizar qualquer ato de remoção ou demolição das edificações, sob pena de multa diária de R$ 1mil. 

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Agrotóxicos pulverizados por fazendas invadem TI Tingui Botó, em AL; 30 pessoas adoecem e 35 colmeias morrem

A prática criminosa vem sendo denunciada pelo povo há alguns meses ao MPF, Ministério da Saúde e órgãos do governo de Alagoas

Cimi Regional Nordeste

Cercados por propriedades privadas, o povo Tingui Botó tem vivido em seu território sob os efeitos do uso indiscriminado de agrotóxicos pelos vizinhos. Na saúde das famílias indígenas, na fauna e na flora, bem como na agricultura, criação de animais e apicultura, o veneno degrada o cotidiano das aldeias levando a incertezas quanto às atividades econômicas estruturais do povo.

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Fruto de luta de 40 anos, política pelos direitos de atingidos por barragens deve ser regulamentada antes das eleições

Josivaldo Alves destaca importância da construção coletiva e afirma que apenas a regulamentação vai fazer a lei valer

Por Lucas Krupacz, Maria Teresa Cruz e Nara Lacerda, Brasil de Fato

O Palácio do Planalto recebeu nos dias 16 e 17 de abril o Seminário de Regulamentação da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens, evento considerado um marco histórico para a luta por reparação. A lei 14.755, sancionada em 2023, precisava ser regulamentada.

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‘Goiás faz parte do que eu acho que é o câncer do Brasil: o agronegócio’, critica Jessé Souza

Sociólogo aponta centralidade do estado na reprodução de elites, questiona modelo econômico

Por João Palhares, Brasil de Fato

Marcado pela expansão da monocultura, pastagem de gado, pela concentração fundiária e por altos índices de violência e letalidade policial nas periferias urbanas, o sociólogo Jessé Souza insere Goiás em um modelo que, segundo ele, leva ao atraso e à miséria. Em entrevista concedida ao Brasil de Fato DF durante a sua passagem pelo estado, o autor defendeu que o modelo econômico baseado na produção agroexportadora não apenas molda a paisagem local, mas também influencia diretamente a organização social e política.

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Quando o tempo decide: o poder eleitoral dos idosos no Brasil contemporâneo. Artigo de Paulo Baía

No IHU

Com alta de 74% desde 2010, brasileiros com 60 anos ou mais ampliam influência nas urnas, revelam mudanças demográficas e impõem novos desafios às estratégias políticas e digitais.

O artigo é de Paulo Baía, Sociólogo, cientista político, ensaísta e professor da UFRJ, publicado por Agenda do Poder, 14-04-2026.

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Fascismo à brasileira e o pobre de direita

Por que muitos marginalizados votam contra seus próprios interesses? Há uma complexa estrutura psíquica que se sobrepõe à consciência política. E a ultradireita aproveita-se deste bloqueio da autorreflexão. Uma análise a partir de Adorno, Freud e Jessé de Souza

Por Sinésio Ferraz Bueno*, em Outras Palavras

O filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno integrou uma equipe multidisciplinar que nos anos 1940 pesquisou a personalidade autoritária e o fascismo junto à população norte-americana. Através de questionários, entrevistas clínicas e testes projetivos, a pesquisa produziu a chamada “escala F”, um indicador empírico destinado a quantificar a vulnerabilidade do cidadão comum a discursos e práticas fascistas. Adorno estudou o fenômeno fascista através de conceitos originados da psicanálise freudiana, priorizando a centralidade do caráter emocionalmente projetivo da hostilidade dirigida contra populações socialmente marginalizadas. Um conceito da psicanálise freudiana assume grande importância para a compreensão da agressividade fascista: o “estranho”.

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19 de abril: Dia dos Povos Indígenas reforça diversidade, resistência e a urgência da defesa dos povos originários

“A presença indígena não pertence ao passado — ela está viva. Alimentos como a mandioca, conhecimentos medicinais, práticas agrícolas e expressões culturais seguem presentes no cotidiano brasileiro”, afirma Renan Dantas, padre da Diocese de Juína, Mato Grosso.

IHU

O dia 19 de abril, celebrado em todo o Brasil, marca o Dia dos Povos Indígenas uma data que, mais do que simbólica, carrega um profundo chamado à consciência histórica, social e ambiental. Em um país marcado pela diversidade cultural, reconhecer os povos originários significa respeitar suas identidades, territórios e modos de vida.

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