SUS: da gestão à política, o plano da Abrasco

O 1º Plano Diretor da Área de Políticas Públicas, Planejamento e Gestão da Saúde convoca a Saúde Coletiva agir sobre as causas estruturais da crise. Entidade coloca o SUS no centro de um projeto ético-político que enfrenta o neoliberalismo, a precarização e as iniquidades

Por Gabriel Brito, em Outra Saúde

Em evento no auditório da Faculdade de Saúde Pública da USP, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva lançou seu 1o Plano Diretor da Área de Políticas Públicas, Planejamento e Gestão da Saúde. Mais do que um guia para a administração pública e para o SUS, o documento é um manifesto de entrada em um novo tempo histórico.

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Vem aí o mês da Bíblia, em 2026, com o livro de Daniel. Por Frei Gilvander Moreira[1]

Vem aí o mês da Bíblia: setembro. Por que e para quê? Primeiro, porque dia 30 de setembro é dia de Jerônimo (342-420), o grande estudioso da Bíblia nos manuscritos em hebraico e em grego e o tradutor da Bíblia para o latim, a Vulgata. Um dos pilares dos Padres da Igreja, Jerônimo colocou a Bíblia na linguagem do povo, o latim. Segundo, porque, com a Opção pelos Pobres e a Dei Verbum, um dos ótimos Documentos do Concílio Vaticano II (que aconteceu de 1962 a 1965), a leitura da Bíblia a partir dos pobres, de forma comunitária, militante, (macro)ecumênica, inter-religiosa e transformadora, foi incentivada e vem sendo feita há mais de sessenta anos. Inicialmente com Dia da Bíblia e sucessivamente, Tríduo Bíblico, Semana Bíblica e, assim, pouco a pouco, setembro se tornou o Mês da Bíblia. 

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Pluridiversidade quilombola: quando a multiplicidade dos mundos se torna horizonte de justiça, pertencimento e resistência. Entrevista especial com Manoel Barbosa Neres

Inspirado na filosofia africana de Mogobe Ramose e pela história do Quilombo Mesquita, em Cidade Ocidental, Goiás, pesquisador defende que a pluridiversidade das comunidades quilombolas revela uma forma de existência fundada na ancestralidade, na reciprocidade e na multiplicidade das cosmopercepções

Por: Márcia Junges, em IHU

Os quilombos costumam ser compreendidos a partir da resistência histórica à escravidão e da luta permanente pela garantia de seus territórios. No entanto, essa leitura, embora fundamental, revela apenas parte da complexidade dessas comunidades. Na entrevista a seguir, Manoel Barbosa Neres, docente na Universidade de Brasília (UnB), propõe um deslocamento decisivo: compreender a experiência quilombola a partir da pluridiversidade, ou, em seus próprios termos, da pluriversalidade do ser. Inspirada pelo pensamento de Mogobe Ramose, essa perspectiva rompe com visões homogêneas da existência e afirma uma realidade constituída por múltiplas formas de vida, temporalidades, saberes e cosmopercepções que coexistem sem se reduzirem umas às outras.

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Plenária Nacional debate impactos da mineração e aponta estratégias de enfrentamento à violência no campo

Atividade abriu a programação da Semana Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo com debate sobre mineração, territórios, soberania alimentar, agricultura familiar e justiça climática

Por Fátima Tertuliano/Comunicação CCVC, em CPT

A expansão da mineração sobre assentamentos da reforma agrária, terras indígenas, territórios quilombolas e outras comunidades tradicionais esteve no centro da Plenária Nacional da Campanha Contra a Violência no Campo, realizada nesta segunda-feira (10). A atividade integrou a programação da Semana Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo e reuniu representantes de movimentos sociais, organizações populares, pesquisadores, comunicadores e entidades parceiras.

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Decisão judicial determina o despejo das mais de 70 famílias da comunidade do Engenho Fervedouro, na Mata Sul de PE

As famílias vivem na área há mais de 80 anos e reivindicam a efetivação da Reforma Agrária há mais de uma década. Sem resposta efetiva do Incra, agora estão sob ameaça de despejo

por Setor de comunicação da CPT NE2

Cerca de 70 famílias agricultoras posseiras enfrentam a iminência de um despejo coletivo no Engenho Fervedouro, localizado no município de Jaqueira, na Mata Sul de Pernambuco. A situação decorre de uma decisão da Justiça Federal, proferida pelo juiz da 11ª Vara Federal, Isaac Batista de Carvalho Neto, que determinou o cumprimento de uma ordem de imissão de posse sobre toda a extensão do imóvel.

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XLIII Assembleia Regional do Cimi Leste: “Em defesa dos direitos dos povos indígenas por inteiro”

A Assembleia refletiu e construiu estratégias de enfrentamento aos ataques que ameaçam os direitos originários

Por Cimi Regional Leste

Entre os dias 04 e 07 de agosto de 2026, o Cimi Regional Leste realizou sua XLIII Assembleia Regional, no Espaço EcoArte – Dom Helder, em Brumadinho/MG, reafirmando seu compromisso com a defesa integral dos direitos dos Povos Indígenas.

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A gigante do Xingu está parando?

Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real

Cada uma das 18 turbinas instaladas na hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, consome cerca de 775 metros cúbicos de água por segundo. Isso, quando operam em sua capacidade máxima, de pouco mais de 11 mil megawats.

Em meados do ano passado, essa potência foi sendo reduzida. A usina estava praticamente sem funcionar quando a Norte Energia reduziu a vazão para 300 metros cúbicos. Agora, não vai além de 300 m3. E já pediu a redução da passagem de água pelo canal para 100 metros cúbicos.

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Crise climática expõe crianças e adolescentes na Amazônia

Um novo painel da Unicef mapeou os riscos climáticos e socioambientais na infância e adolescência no Brasil. Na região amazônica, quase metade dos municípios apresenta alta vulnerabilidade devido à degradação ambiental combinada à carência de infraestrutura básica. Eventos extremos, como secas, impactam severamente a saúde, a educação e o modo de vida das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Na aldeia Tururukari-Uka, território do povo indígena Omágua Kambeba, os efeitos da crise climática já fazem parte da rotina das crianças e adolescentes. A jovem ativista indígena Taissa Kambeba, de 16 anos, relembrou os impactos diretos que os 50 moradores do local sofreram em 2023 e 2024, quando a bacia amazônica enfrentou uma seca sem precedentes na história recente. Sob o calor intenso e a diminuição do nível dos igarapés da comunidade, às margens da rodovia AM-070, entre as cidades de Manaus e Manacapuru (AM), os Kambeba ficaram isolados. 

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João Cândido, a anistia e o dever de reparação. Por Julio Araujo

Decisões proferidas são o reconhecimento do tratamento discriminatório que a Marinha ainda impõe ao Almirante negro e à Revolta da Chibata

No GGN

Em pequeno intervalo, duas decisões da Justiça Federal do Rio de Janeiro condenaram neste ano o Estado brasileiro ao pagamento de indenizações por violações à memória de João Cândido. As decisões, proferidas em ações do Ministério Público Federal e da família do marinheiro, são um ponto de virada no reconhecimento do tratamento discriminatório que a Marinha ainda impõe ao Almirante negro e à Revolta da Chibata.

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Combinação de garimpo e seca ameaça sobrevivência de povos originários

TIs Kayapó, Munduruku e Yanomami somam 89% do garimpo ilegal e enfrentaram 188 desastres climáticos em 24 anos

No Pará Terra Boa*

Os territórios indígenas mais afetados pelo garimpo ilegal na Amazônia são, ao mesmo tempo, os mais expostos a secas, ondas de calor, incêndios e enchentes.

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