Frutos do Cerrado podem combater insegurança alimentar em comunidades indígenas

Pesquisa da UFG avaliou como o pequi e o jerivá podem aumentar o valor nutricional de alimentos tradicionais

Geovana Polo, Jornal UFG

A insegurança alimentar enfrentada por povos indígenas brasileiros motivou pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) a buscar uma solução dentro da própria biodiversidade nacional. A pesquisa realizada no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia em Alimentos, da Escola de Agronomia da UFG, investigou o potencial nutricional do pequi e do jerivá, frutos presentes no Cerrado e que podem ser introduzidos na alimentação dos povos indígenas, como a farofa e o beiju.

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APIB e advocacia indígena exigem que STF leve julgamento do marco temporal para o plenário presencial

Em carta aberta, a advocacia indígena alerta que julgamentos virtuais podem paralisar demarcações e criar novos obstáculos ao direito originário à terra.

Na APIB

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e a Rede Nacional de Advocacia Indígena protocolaram, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma carta aberta exigindo que a Corte retire do ambiente virtual e leve para o Plenário Presencial o julgamento dos embargos sobre o marco temporal e outras ações decisivas para o futuro dos povos originários. O documento é fruto de um encontro realizado em Brasília entre os dias 21 e 23 de julho, que reuniu profissionais indígenas do Direito de todas as regiões do país.

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Seminário internacional reúne especialistas para discutir escravidão e enfrentamento do racismo estrutural

Evento discutiu como o passado escravista continua influenciando instituições, políticas públicas e relações sociais

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

A escravidão e seus reflexos na formação das desigualdades raciais contemporâneas pautaram o “2º Seminário Conversando sobre Racismo – Da escravidão ao racismo estrutural: trauma histórico, construção da subjetividade negra e justiça intergeracional”. O evento foi realizado pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU), em parceria com o Ministério Público Federal (MPF).

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Jornalismo e saúde: a quem serve a (in)formação?

Internet causou grande impacto na circulação de notícias. O mercado, contudo, segue interessado em disseminar suas ideias: basta observar formações oferecidas por parcerias entre mídia empresarial e corporações de saúde. Qual o lugar do SUS nessa engrenagem?

Por Bruno Cesar Dias*, em Outra Saúde

Assim como não só de curiosidade se faz um cientista, gostar de escrever nunca foi regra única para se fazer jornalismo. Quando se pensa, então, em jornalismo e saúde, é necessário ainda mais: construção de pautas que articulem evidências científicas com a realidade dos territórios e que debatam redes de cuidado, economia setorial, inovação e tecnologia diretamente ligadas aos cenários epidemiológicos e serviços de saúde; conhecimento do timing e dos sentidos do que é e do que não é notícia; capacidade de trânsito entre diversos mundos e, principalmente, formação crítica e sólida para se ler um mundo cada vez mais povoado por vieses e disputado por interesses.

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Quem tem medo dos corpos trans? Entrevista de Berenice Bento

Socióloga analisa os novos dispositivos médico-jurídicos para patologizar “desvios”. Critica determinismo biológico no discurso anti-identitário, inclusive na esquerda. E aponta: pessoas estão morrendo – reconhecimento não pode esperar a revolução

Berenice Bento em entrevista a Thiago Gama, em Outras Palavras

Em junho de 2018, a Organização Mundial da Saúde retirou a experiência trans do capítulo dos transtornos mentais e a transferiu para o das condições relativas à saúde sexual. Cinco anos antes, a Associação Americana de Psiquiatria havia substituído o “transtorno de identidade de gênero” pela “disforia de gênero”. Parecia o desfecho de meio século de tutela médica. Não foi. Os nomes mudaram; a engrenagem que decide quem é inteligível e quem não é seguiu de pé. E o argumento biológico voltou ao debate público brasileiro por uma porta que quase ninguém vigiava: a de parte da própria esquerda.

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Eleições: o horizonte que se reabre para o SUS

Discussões preparatórias para a Conferência da Frente pela Vida vêm reunindo contribuições indispensáveis para o debate político e eleitoral. Agora, é preciso organizar nossa força para liderar uma revolução democrática no país

Por Juarez Guimarães e Túlio Batista Franco, em Outra Saúde

Além das contribuições de inúmeros encontros preparatórios da 2ª. Conferência Livre de Saúde, que serão levadas à aprovação da sua plenária em 28 de agosto de 2026, é preciso ir construindo desde já um diálogo compreensivo sobre as reflexões ricas e plurais que já foram publicadas para a próxima Conferência Livre da Frente pela Vida. A partir de diferentes abordagens e perspectivas, elas convergem para a necessidade de um novo horizonte de construção plena do SUS. 

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Defesa: o Brasil diante da Doutrina Donroe. Por Antonio Martins

Lula está certo: rearmamento das Forças Armadas não pode ser tabu. Mas país aposta em falsos caminhos para garantir sua soberania territorial. Quais as alternativas? Outras Palavras e FESPSP debatem o tema com dois grandes pesquisadores, em 4/3

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Ao lançar em São Paulo, neste domingo (2/8) sua candidatura a um quarto mandato, o presidente da República tocou num tabu caro a parte dos que lutaram contra a ditadura: o equipamento das Forças Armadas. “Quero pedir para a esquerda parar com essa bobagem de achar que a gente não tem que se preocupar com a Defesa. Quero estar preparado para que ninguém invada esse país para levar o presidente, para que ninguém ouse se fazer de besta conosco. Precisamos investir na indústria da defesa”, disse ele, que elencou o reequipamento do Exército, Marinha e Aeronáutica como um compromisso, em caso de reeleição.

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Eleições brasileiras estão na mira da extrema direita global

A presença de Xavier Milei em evento bolsonarista, os insultos repetidos do presidente argentino a Lula e novos ataques de Washington ao presidente brasileiro mostram que o risco de ingerência estrangeira na eleição presidencial de 2026 é real

por Thomás Zicman de Barros, analista político, em RFI

Esta é uma crônica de política internacional. Como tal, evito falar muito sobre política brasileira. Mas, às vezes, a política internacional invade a atualidade nacional. Falo de “invasão” aqui num sentido metafórico, mas não sem motivo: com a proximidade da eleição presidencial de 2026, aumenta a preocupação com possíveis ingerências estrangeiras na política nacional. Não se trata, por sinal, de uma paranoia exclusivamente brasileira: em diversas democracias, inclusive na Europa, são cada vez mais frequentes as acusações de interferências externas em eleições.

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As eleições sul-americanas e a Doutrina Donroe

A eleição brasileira é a próxima a ser desafiada, seguida pela Argentina em 2027 e pelo Paraguai em 2028. Os demais países tiveram eleições fortemente divididas e resultados colocados em dúvida

Por Andres Ferrari* e João Pedro Castro Correia, em Extra Classe

A eleição de Keiko Fujimori no Peru, em 29 de junho de 2026, e a vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia uma semana antes confirmam uma alteração no equilíbrio político sul-americano. Com esses resultados, a direita passa a governar sete dos doze países da região.

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Mercado jurisdicional de carbono do governo do Pará: o buraco é mais em cima

por Carlos Augusto Pantoja Ramos1, em CPT

O Acordo de Paris, tratado internacional de 2015 para o enfrentamento dos efeitos das mudanças do clima, estabeleceu em seu artigo 6º, que para incentivar a redução de emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação ambiental, os países poderiam cooperar de maneira voluntária na implementação de medidas de mitigação, adaptação e promoção de ações sustentáveis2.

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