Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

Por: Baleia Comunicação, em IHU

Talvez a grande virtude do aceleracionismo seja, precisamente, sua capacidade de fazer um diagnóstico mais ou menos preciso das crises sistêmicas do capitalismo. Sua proposição de acelerar esses mecanismos para que o sistema colapse, no entanto, é movida por uma visão escatológica arriscada. No Brasil, especialmente na região Norte, alguns pesquisadores têm se debruçado sobre uma leitura crítica que parte do aceleracionismo, mas o destino final tem sido as cosmovisões de povos nativos.

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Barcarena espera por reparação

Justiça obriga governo do Pará a investigar danos ambientais e na saúde humana em Barcarena, cuja população convive com contaminação de metais pesados

Por Giovanny Vera, da Amazônia Real

Cuiabá (MT) – Roberto Cravo carrega décadas de violação no corpo e na memória. Como presidente da Associação da Comunidade Quilombola Indígena Sítio Conceição, ele viu gerações de pessoas de sua comunidade serem contaminadas por metais pesados, pelo descaso de licenciamentos ambientais e pela ausência de qualquer medida de fiscalização. E tudo isso enquanto o polo industrial de Barcarena, no nordeste do Pará, crescia e era celebrado como vitrine do desenvolvimento econômico do Estado. Por isso, quando a liderança soube que a Justiça havia determinado, em 26 de março, a realização de diagnósticos detalhados de saúde humana e ambiental no município, Cravo não soube ao certo o que sentir.

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PF terá 90 dias para periciar imagens da operação mais letal do Rio

Corporação ainda aguarda gravações de câmeras corporais de policiais

André Richter – repórter da Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (29) conceder prazo de 90 dias para a Polícia Federal (PF) realizar perícia nas imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais que participaram da Operação Contenção.

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TRF1 consolida reparação integral em desmatamento na Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará

Atendendo pedido do MPF, decisão determina recuperação da floresta nativa e indenização por danos materiais e morais coletivos

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acatou, por unanimidade, recursos do Ministério Público Federal (MPF) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) para condenar um pecuarista à reparação integral por desmatamento ilegal de mais de 182 hectares de floresta nativa na Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará.

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A destruição de um quilombo em Porto Alegre

Descumprindo ordens judiciais, casas de um território ancestral estão sendo demolidas

Por Alass Derivas | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Tânia Dutra, uma das lideranças do quilombo Kédi, situado no bairro Boa Vista, ao lado do Country Club de Porto Alegre, ao ver o suposto capanga em frente a sua casa, perguntou o que o homem fazia ali. “Estou aqui para proteger vocês que ainda estão com casa aqui”, respondeu. “Vocês precisam se cuidar. Se eu fosse vocês, colocava três cadeados na porta. As pessoas estão matando por R$ 10, R$ 30, imagina por R$ 180 mil”, concluiu, de forma ameaçadora, segundo depoimento de Dutra. O fato aconteceu no último dia 18 de março. 

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“Escola não é quartel”: os primeiros dias de uma escola cívico-militar em SP

Relatos e registros feitos por alunos em Sorocaba indicam pressão; modelo de escolas militares avança no estado

Por Thiago Domenici | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Em abril deste ano, cartazes foram colados nas paredes em frente às salas de aula na Escola Estadual Professor Jorge Madureira, na zona norte de Sorocaba, no interior de São Paulo. Poderia ser um aviso banal, daqueles que a escola espalha quando quer organizar a vida prática. Mas no alto, em letras grandes, vem a pergunta sobre como o aluno, na função de líder ou vice-líder de classe, deve apresentar a sala ao diretor, ao vice-diretor, ao coordenador, ao professor, aos monitores ou a “qualquer outra autoridade presente”. O roteiro do cartaz registra o que fazer primeiro: “Atenção, sala. Sentido.” No segundo ato, indica que é preciso fazer a apresentação formal e, por fim, dar o comando: “descansar, à vontade”.

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Seguindo parecer do MPF, Justiça garante permanência de comunidade quilombola em terras tradicionais na Bahia

TRF1 decide que posse ancestral da Comunidade Quilombola Lagoa do Peixe se sobrepõe a títulos de propriedade em disputa judicial

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou, por unanimidade, o recurso de uma particular e manteve a Comunidade Quilombola Lagoa do Peixe na posse de uma área de 300 hectares em Bom Jesus da Lapa (BA). A decisão seguiu o entendimento do Ministério Público Federal (MPF) ao reconhecer que a posse tradicional quilombola, fundamentada na Constituição Federal e comprovada por laudos técnicos, prevalece sobre alegações de propriedade baseadas apenas em registros fiscais e documentos de herança.

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MPF recomenda anulação de licença para mineração e suspensão de projetos na Serra de Ouro Preto (MG)

Órgão aponta falhas graves no licenciamento e riscos para o abastecimento de água e o patrimônio da região

Procuradoria da República em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) enviou recomendação à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad/MG) para que declare a nulidade de licença ambiental concedida a uma empresa de mineração em Ouro Preto (MG). O documento solicita ainda a suspensão imediata de qualquer licença já emitida e da tramitação de processos para outros sete empreendimentos minerários na mesma região. A iniciativa busca interromper atividades que apresentam falhas jurídicas e técnicas, evitando danos irreversíveis ao meio ambiente e ao patrimônio histórico.

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MPF cobra aprofundamento de medidas em acervo da Caixa sobre contas de escravizados no século XIX

Relatório do banco sobre escravidão é considerado insuficiente, com inconsistências e críticas de historiadora à pesquisa

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) classificou como insuficiente o relatório apresentado pela Caixa Econômica Federal sobre registros financeiros de pessoas escravizadas no século XIX e determinou a ampliação da apuração. O órgão apura o papel da instituição financeira na gestão de recursos de pessoas escravizadas e a destinação desses valores, especialmente no período de transição para o fim do regime escravista.

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Cientista defende cancelar contratos fósseis e diz que não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades

Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, da Universidade de Barcelona, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. Além disso, o pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

Por Fabio Bispo, em InfoAmazonia

Não há mais tempo para transições graduais nem para que cada país decida seu próprio ritmo de mudança diante da crise climática. O alerta é do professor Martí Orta, pesquisador da Universidade de Barcelona e um dos pesquisadores que contribuíram para as recomendações científicas da 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis, em Santa Marta, na Colômbia. 

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