Assim como em 1962, país é alvo declarado de Washington. Até os jornalões assumem que o imperialismo é uma realidade objetiva. Trump usará de todos os meios de ingerência – basta olhar à Venezuela e Cuba, tarifaços e afrontas diplomáticas. Como o Brasil reagirá?
Por Roberto Amaral, em Outras Palavras
“Os EUA anunciam que são potência imperial com domínio incontestável sobre a região,
cobiçada pela China. Com isso, tratam a América Latina não como parceira, mas como vassala.”
(O Estado de SP, 17/08/2026)
O jornalão da oligarquia paulista, diário oficial do segmento mais atrasado da classe dominante brasileira, levou nada menos de 151 anos para descobrir que o imperialismo é uma realidade objetiva e ousou nomeá-lo como presente na América Latina. O escorregão ideológico ajuda a explicar — se ainda é necessário —, a natureza desse império que vem, de longa data, marcadamente a partir da proclamação da Doutrina Monroe (1823), que reduzia nosso Continente a mera extensão de sua soberania. Na sequência sobreveio (1904) o Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe (“fale suavemente e carregue um grande porrete” ) e agora nos chega o Corolário Trump, uma atualização imperial do big stick :“Os Estados Unidos reafirmarão e imporão a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental”.
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