A guerra híbrida não precisa controlar o Supremo: basta penetrar suas fraturas, cultivar pontos de influência e conectar disputas internas a redes políticas, jurídicas e econômicas capazes de transformar uma crise brasileira em poder de pressão sobre o país.
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Por trás do confronto que atravessa o STF existe uma arquitetura muito mais ampla do que a disputa entre ministros. Redes transnacionais de influência, formação de elites, lobby político, operadores jurídicos, plataformas digitais, processos em tribunais americanos, pesquisas eleitorais, sanções e instrumentos comerciais começam a tocar os mesmos pontos de vulnerabilidade do Estado brasileiro. Este artigo reconstrói essas engrenagens, separa evidência de hipótese e mostra onde pode estar o próximo movimento: não necessariamente controlar uma instituição brasileira, mas criar incentivos, proteção e custos externos capazes de alterar o comportamento de quem exerce poder dentro dela. Às vésperas da eleição de 2026, compreender esse mecanismo deixou de ser uma questão sobre o STF. Tornou-se uma questão de soberania.
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