Por Thais Klein, no blog da Boitempo
Estamos em ano de eleição, abrimos as redes sociais e somos invadidas por inúmeras notícias de feminicídios e outras violências generificadas – isto é, violências cuja motivação atravessa a questão de gênero. Não é mera coincidência: o discurso de ódio, sobretudo contra mulheres (cis e trans), caminha lado a lado com formas contemporâneas de autoritarismo e com a própria lógica de funcionamento da internet. A internet, tal como a vivemos hoje, é um espaço-tempo visceral: o tempo se condensa em um “tempo real” contínuo, e o espaço perde atrito – de um afeto ao outro, o deslocamento é imediato. A parada se dá quando uma imagem é eleita como um alvo sobre o qual pode-se descarregar.
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