Justiça Federal mantém veto a obras de terminal de gás em Barcarena (PA) a pedido do MPF

Projeto ameaça territórios quilombolas e depende de avaliação do Incra e de escuta prévia dos moradores antes de liberações ambientais

Procuradoria da República no Pará

A Justiça Federal rejeitou o pedido da empresa Termogás e manteve proibida a concessão de licenças e o início da construção de um terminal de gás em Barcarena (PA). A decisão, assinada na última quinta-feira (1), atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Com isso, a implantação do empreendimento segue suspensa até que sejam concluídos os estudos técnicos e a consulta prévia, livre e informada às comunidades quilombolas e tradicionais que vivem na área.

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O tempo das bets e a hora da luta: a perda familiar que não está em jogo no STF

Mãe que perdeu filho para bets fala de emoção por MP que proíbe apostas no Brasil na véspera da suspensão de plataformas

Por Ed Wanderley, Thiago Domenici | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O tempo é uma das ferramentas mais poderosas de perspectiva. Em apenas um segundo, as plataformas de apostas online ganharam mais dinheiro do que 33 milhões de brasileiros fizeram em um mês no ano passado. Literalmente. Por cada segundo de 2025, as famílias brasileiras perderam para as bets R$ 1.982, mais do que o salário mínimo atual, de R$ 1.621 – uma realidade, por exemplo, de três a cada cinco trabalhadores no Maranhão. 

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Enquanto nós olhávamos as ruas, eles organizavam a urna. Por Reynaldo José Aragon Gonçalves

A eleição de 2026 não surpreendeu por falta de sinais. Surpreendeu porque o campo democrático viu pesquisas, ruas, métricas e mobilizações como peças separadas, enquanto a extrema direita transformava redes de confiança, território, religião, influência digital e disciplina eleitoral numa mesma arquitetura de poder.

No Brasil 247

Pela terceira eleição consecutiva, o Brasil chegou à urna com mais dados, mais pesquisas e mais monitoramento do que nunca e, ainda assim, o campo progressista foi surpreendido pelo mesmo movimento que dizia acompanhar. O problema não foi invisibilidade. Foi incapacidade estratégica de compreender o que estava diante dos olhos.

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A “bancada” anti-indígena que vai às urnas neste domingo

Levantamento mostra que 370 parlamentares fizeram propostas negativas para indígenas; 270 deles disputam reeleição

Por Wanessa Celina | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Nas duas últimas legislaturas no Congresso Brasileiro, 370 deputados e senadores foram responsáveis por propostas de lei que enfraquecem os direitos indígenas — e 270 deles disputam reeleição neste ano. Ao todo, esses políticos atuaram em 252 projetos, a maioria incidindo negativamente sobre o direito à terra para esses povos.

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Virada de Flávio no 1º turno: escândalos podem ter favorecido desejo antissistema

Para especialistas, campanha nas redes, voto útil e governo Lula sem apelo renovado também colaboraram para resultado

Por Amanda Audi | Edição: Ana Magalhães, Agência Pública

Ao contrário do que apontavam a maioria das pesquisas eleitorais, o primeiro turno das eleições presidenciais terminou com vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 47% a 45% – uma diferença de cerca de 2,3 milhões de votos. Especialistas ouvidos pela Agência Pública afirmam que o resultado se deve a uma oposição pragmática e organizada, que soube capitalizar o discurso antissistema. Além disso, o resultado pode revelar, ainda que de forma contraditória, um desejo do eleitorado por mudança e o cansaço da política – que passou a ser vista como um poço de escândalos, ainda que a maioria não atinja diretamente o governo.

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Quando o trabalho impede o voto

De longas jornadas a quem decide fazer hora extra, trabalhadores estão entre os milhões que ficam sem votar

Por Rafael Custódio | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Duas empresas ligadas ao grupo privado listado com a maior quantidade de funcionários terceirizados do Brasil vão precisar ajustar as suas condutas nestas eleições. A Rudder Segurança e Top Service Serviços e Sistemas, ambas do grupo Grupo GPS – que tem mais de 185 mil trabalhadores – foram obrigadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) do Rio Grande do Sul a garantir que os empregados tenham tempo de votar neste domingo, 4 de outubro.

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Feed virou palanque do bolsonarismo. Lulismo ainda procura o microfone. Por Leonardo Sakamoto

No UOL

O resultado do primeiro turno das eleições de 2026 não caiu do céu nem foi um raio em dia de sol. O placar de 47% para Flávio Bolsonaro contra 45% para Lula só pegou de surpresa quem ainda insiste em analisar a disputa política brasileira com a cartilha analógica do século 20. Enquanto a cúpula do lulismo continuam tratando a comunicação como um release de divulgação de obras para convencer o eleitor que ele deveria ser grato, a extrema direita consolidou um império digital que pauta, molda e dita o ritmo da realidade de dezenas de milhões de brasileiros todos os dias.

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Quase mil anúncios sobre Lula e Flávio na Meta foram pagos em dólar

Impulsionados por US$120 mil, conteúdos circularam sem rótulo de conteúdo político

Por Ethel Rudnitzki | Edição: Natalia Viana, em Agência Pública

Ao menos 1.069 anúncios com menções a Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) no Facebook, Instagram e Threads foram pagos em dólar durante a campanha eleitoral de 2026. Dados da Biblioteca de Anúncios da Meta analisados pela Agência Pública revelam que os conteúdos custaram ao menos US$ 120,8 mil.

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Lula diz que vai comparar biografias com Flávio e afirma: ‘jogo vai começar’

Lula diz que vai comparar trajetórias com adversário e apresenta educação, saúde e indústria entre as prioridades

ICL Notícias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno da eleição presidencial. Com 99,75% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,08% dos votos, contra 45,10% de Lula.

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As marcas do chão e o silêncio da lei no Pará

Seminário em Marabá expõe que apenas 3 de 22 massacres no sul e sudeste do Pará tiveram condenações; entrega de pauta por justiça é marcada pela ausência de órgãos estaduais e pelo apelo à atuação federal

Por Cláudia Pereira, em CPT

Em Marabá, onde as águas dos rios Tocantins e Itacaiúnas desenham a geografia do sul e sudeste do Pará, o tempo tem definições diferentes especialmente para os povos do campo. Não se conta o tempo apenas pelo calendário, mas pelas marcas e feridas deixadas na memória dos que ficaram e pela ausência crônica de respostas do Estado. Foi nesse chão, atravessado por décadas de lutas, que pesquisadores, agentes pastorais, lideranças comunitárias e familiares de vítimas se reuniram nos dias 2 e 3 de setembro para o seminário “Memória dos Massacres no Campo”.

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