SP: Defensores Públicos obtém condenação da Suzano S.A por danos ambientais em São Luiz do Paraitinga após quase 20 anos de litígio

Sentença determina recuperação de áreas degradadas, elaboração de EIA/RIMA, remoção de eucaliptos em APPs e indenização equivalente a 10 mil salários-mínimos; decisão é de primeira instância e está sujeita a recurso

Na DPESP

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo obteve sentença favorável em ação civil pública ambiental que discute os impactos do cultivo extensivo de eucalipto no Município de São Luiz do Paraitinga. A decisão, proferida em 30 de abril de 2026 pela Vara Única da Comarca, julgou parcialmente procedentes os pedidos da Instituição e determinou uma série de medidas de reparação e controle ambiental nas áreas analisadas. 

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ES: Quilombolas denunciam morte de peixes em Conceição da Barra

Usina Alcon é novamente apontada como responsável por contaminação do rio Angelim

Por Mariah Friedrich, Século Diário

Moradores da Comunidade Quilombola Angelim II, em Conceição da Barra, norte do Estado, denunciam um novo caso de contaminação do rio Angelim provocado pelo rompimento de uma abraçadeira em uma tubulação utilizada pela Usina Alcon para o transporte de vinhoto, resíduo resultante da destilação da cana-de-açúcar. Segundo os relatos, o vazamento alcançou o curso d’água e provocou a morte de peixes ao longo do rio, que é utilizado diariamente pelas famílias para banho, alimentação, lazer e atividades culturais.

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‘Nosso território não é mercadoria’: comunidades tradicionais denunciam impactos de linha de transmissão em reunião com Ibama e Axia Energia

No Irpaa

O que para os técnicos da Axia Energia – antiga Eletrobras – e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), aparece como linhas retas e traçados em um mapa, para povos e comunidades dos municípios de Juazeiro, Campo Formoso, Curaçá e Abaré é território vivo, sagrado e de produção de saberes e alimentos.

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Iphan atende MPF e formaliza tombamento provisório de antigo centro de tortura da ditadura militar no Rio de Janeiro

Decisão fundamenta-se em investigações de crimes contra os direitos humanos; MPF defende que espaço seja transformado em local de memória para educação e reflexão

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

Atendendo a pedido do Ministério Público Federal (MPF), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o tombamento provisório do prédio onde funcionou o antigo Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), no Rio de Janeiro.

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MPA encerra encontro nacional em Brasília com defesa da infância e da soberania alimentar

Movimento reuniu 1,3 mil agricultores de 20 estados, reforçou alianças populares e anunciou mobilizações por direitos

Por Kennedy Cruz, Brasil de Fato

Cerca de 1.300 camponeses e camponesas de 20 estados brasileiros encerraram nesta quinta-feira (14) o 4º Encontro Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), realizado no Centro Comunitário Athos Bulcão da Universidade de Brasília (UnB). O encontro celebrou os 30 anos de trajetória do movimento, homenageou o legado de Frei Sérgio Görgen e reafirmou a construção de um projeto popular voltado à soberania alimentar, à defesa dos territórios e ao fortalecimento do poder popular.

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“Fanon”: a cinebiografia de Jean-Claude Barny e as perguntas que o cinema não responde. Por Hugo Pontes

Eu não sou cinéfilo. Digo isso logo de início. Sem a armadura da análise técnica, terminei o filme em silêncio. Esse é o sinal mais honesto de que algo aconteceu naquelas duas horas e dezessete minutos. 

No Blog da Boitempo

Frantz Omar Fanon nasceu em 1925 na Martinica, uma ilha caribenha que a França nunca tratou como país, apenas como território, e morreu de leucemia em 1961, num hospital militar nos Estados Unidos. Tinha apenas 36 anos, e partiu sem ver a independência que ajudou a construir. Psiquiatra, filósofo político, pan-africanista, marxista, ele deixou uma obra que influenciou movimentos de libertação na África do Sul, na Palestina, no Sri Lanka, nos Estados Unidos. Mas o que fez de Fanon uma figura singular não foi apenas o alcance geográfico das suas ideias, foi a precisão com que ele nomeou algo que outros descreviam apenas por fora: a colonização como violência psíquica, como deformação do sujeito, como projeto de fabricar seres humanos que aprendem a se enxergar pelos olhos de quem os oprime. Essa tese atravessa seus dois livros centrais, Pele negra, máscaras brancas, de 1952, e Os condenados da Terra, de 1961. 

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Chuvas colocam parques alagáveis em Recife à prova e áreas de risco seguem expostas

Projetos para áreas de risco na capital pernambucana são insuficientes diante do acúmulo de chuva observado em maio

Por Wanessa Celina | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Nos primeiros cinco dias de maio, Recife recebeu 91% da média mensal de chuvas do mês. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital de Pernambuco concentrou 290 mm de chuva, sendo que o volume médio para todo mês de maio é de 317,1 mm. Com os abalos deixados pelas enchentes ao longo desses dias, a eficiência dos Parques Alagáveis construídos na cidade foi colocada à prova. Os espaços foram criados e são geridos pelo Programa de Requalificação e Resiliência Urbana em Áreas de Vulnerabilidade Urbana (ProMorar), criado pela Prefeitura de Recife em 2022.

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Parque Nacional do Albardão é um marco histórico para a conservação do oceano. Entrevista especial com Maria Carolina Contato Weigert

Brasil protegerá cerca de 27% do território marinho nacional com a criação do Parque Nacional do Albardão no Rio Grande do Sul, informa a bióloga

Por: Patricia Fachin, em IHU

No dia 6 de março, o governo federal oficializou a criação do Parque Nacional do Albardão, em Santa Vitória do Palmar/RS, depois de quase duas décadas de estudos. Para a bióloga Maria Carolina Contato Weigert, que atua na região, a instituição dessa área de Unidade de Conservação “representa um marco histórico para a conservação do oceano no país”. Albardão, diz ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU, “se tornou o maior parque marinho de proteção integral do Brasil”.

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Universidades: “diálogo” e brutalidade

Desocupação da reitoria da USP com bombas e cassetes revela o modus operandi das instituições: criminalizar aqueles que lutam contra o desmonte. E tentar convencer a sociedade de que o “patrimônio” vem antes da defesa do ensino público de qualidade

Por Katya Braghini*, em Outras Palavras

Sobre a ocupação das escolas na capital, em 2015, ativamos um grupo de autores para em 72 horas apresentar uma versão do estava acontecendo nas escolas. Naquele momento, havia uma quantidade de críticas aos estudantes, inclusive, por parte da imprensa, chamando-os de “enganados” ou “vagabundos”. Era “maus estudantes”. Em outra oportunidade, enaltecemos os estudantes, que somada aos movimentos culturais, são produtores de inovações pedagógicas, muitas vezes, invisibilizadas, pelos discursos hegemônicos abraçados às causas das big techs e corporações financeiras aliadas de fundações e institutos que pregam pela “boa educação” à sua maneira. Simplesmente apagam que a comunidade escolar e os seus territórios também inventam “inovações pedagógicas”.

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Por que a greve da USP é legítima

Reivindicações escancaram: a segregação persiste, apesar das cotas. Estudantes pedem melhores condições de permanência e estrutura. Reitoria cala-se e governo parte para repressão. E conflito expõe contradições do avanço da educação mercadoria

Por Antonio David e Lincoln Secco*, em Outras Palavras

Na madrugada do dia 9 para o dia 10 de maio de 2026, vimos se repetir uma cena que, de tempos em tempos, ocorre na Universidade de São Paulo (USP): a Polícia Militar do Estado de São Paulo invadiu a Reitoria para, sob pancadas de cacetetes e com direito a corredor polonês, expulsar os estudantes que desde o dia 7 a ocupavam. Por que isso aconteceu?

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