Massacre do Rio: “Era pra ser o morto 123”

Baleado no rosto por policiais, Douglas sobreviveu ao massacre, mas enfrenta acusação de tentativa de assassinato

Por Caio Barretto Briso | Edição: Natalia Viana, em Agência Pública

Douglas não pensou que fosse tiro, muito menos de fuzil. Parecia um soco muito forte no lado direito do rosto. Mas era bala de calibre 7.62 rasgando seu maxilar após atravessar o vidro do carro. Em entrevista à Agência Pública, as lembranças voltam em flashes: ameaças para que saísse do automóvel com mãos na cabeça, a porta que não abria, o zumbido de mais disparos cortando o vento, sua esposa pedindo socorro, vizinhos gritando “é trabalhador”. Lembra também de não conseguir falar, pois sua língua estava em pedaços, e da nuca melada de sangue por causa de um projétil que passou de raspão e que, por um centímetro ou menos, não explodiu sua cabeça.

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Saúde mental no trabalho: como desatar os nós no SUS

Exausto, o trabalhador reconhece a causa de seu sofrimento psíquico, mas não sabe a qual serviço recorrer – quando descobre, não tem suas queixas levadas em conta e encontra profissionais exaustos. Debate chama atenção para essas barreiras estruturais

Por Glauco Faria, em Outra Saúde

Embora a saúde mental relacionada ao trabalho esteja cada vez mais no centro do debate público, o desenvolvimento de políticas e práticas para garantir o bem-estar do trabalhador ainda é pouco discutido no Brasil. Essa lacuna se manifesta tanto na dificuldade em identificar e confirmar o nexo entre as condições laborais e os transtornos que afetam a vida das pessoas, quanto na forma como os usuários do sistema de saúde e previdenciários são acolhidos.

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O Super El Niño é um espelho do Brasil?  sociologia, crise climática e desigualdades. Por Sérgio Botton Barcellos

Discutir o El Niño a partir da sociologia parece pertinente porque suas influências e efeitos não decorrem apenas de alterações climáticas, mas da forma como a sociedade brasileira pode produzir e distribuir recursos, solidariedade, danos ambientais, desigualdades e injustiças. O mesmo fenômeno que provocou as enchentes históricas no Rio Grande do Sul em 2024, deslocando milhares de pessoas e causando prejuízos bilionários, também contribuiu para secas severas na Amazônia em 2023 e 2024, dificultando ou inviabilizando a navegação fluvial, o abastecimento de comunidades ribeirinhas e o acesso a serviços básicos. Esses efeitos não podem ser explicados apenas pela climatologia, pois estão relacionados à ocupação de áreas ecologicamente sensíveis, à insuficiência de infraestrutura urbana adequada, ao desmatamento de biomas estratégicos para a regulação do ciclo hidrológico e às desigualdades sociais que determinam quem possui recursos para se proteger e quem permanece mais exposto às mudanças climáticas.

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Jornada Nacional em Defesa da Natureza e Seus Povos mobiliza Goiás na Semana do Meio Ambiente

Jornada Nacional em Defesa da Natureza e Seus Povos reúne famílias Sem Terra em ações de enfrentamento à crise climática e recuperação ambiental em Goiás

Da Página do MST

Durante a Semana do Meio Ambiente, os assentamentos e acampamentos de Goiás realizaram uma intensa agenda de atividades dentro da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e Seus Povos. A ação reafirma o compromisso das famílias Sem Terra com a preservação ambiental, a recuperação dos bens comuns e a construção de um modelo de produção baseado no respeito à vida.

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MST realiza em todo o país a Jornada em Defesa da Natureza e seus Povos na semana do Meio Ambiente

Plantios de mudas, semeaduras aéreas, mutirões, formação e ocupações mobilizaram todo o país na semana em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente

Por Guilherme Guilherme, da Página do MST

A Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), está em curso nesta semana do meio ambiente, com o dia “D” de mobilização nesta sexta-feira (5), no marco do Dia Mundial do Meio Ambiente, com atividades até domingo (7).

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Democracia sob cerco | #5 Fundamentalismo cristão e a articulação internacional da extrema direita, com Andrea Dip

No Le Monde Diplomatique Brasil

Nesta temporada do Guilhotina em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo  estamos conversando sobre a história e a conjuntura que explicam a atual ascensão da extrema direita no Brasil e no mundo. Nossa convidada de hoje, a jornalista investigativa Andrea Dip, estuda a ascensão do fundamentalismo cristão na América Latina e, nos últimos quatro anos, morando na Alemanha, tem se infiltrando em eventos da extrema direita europeia em pesquisa sobre as ligações entre religião, autoritarismo, pânico moral e ultraconservadorismo.

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Minas Gerais recebe maior encontro da América Latina dos Povos de Matriz Africana

Encontro Nacional das Culturas dos Povos de Matriz Africana acontece até dia 7 de junho, em Contagem (MG)

Brasil de Fato

Mais de 500 lideranças religiosas, ativistas, pesquisadores e representantes de governos do Brasil e de outros países participam da quarta edição do Égbé — Encontro Nacional das Culturas dos Povos de Matriz Africana, que começou nesta quinta-feira (4) e segue até sábado (7), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O evento tem como foco a valorização cultural e a defesa dos direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana.

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Com o Marco Temporal, especulação imobiliária ameaça de despejo a Terra Indígena demarcada, Aldeia Velha, em Porto Seguro-BA

Na APIB

Um juiz da cidade de Eunápolis decidiu a favor do despejo de 650 famílias, cerca de 2 mil Pataxó, da Terra Indígena Aldeia Velha, nesta terça-feira, 02/06.

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Mais de 40 rios do estado de São Paulo podem ficar sem água; veja quais são

Levantamento foi realizado por meio do Projeto Mananciais, integrante do Programa Rios Vivos

No Brasil de Fato

Um estudo da SP Águas identificou 43 mananciais de abastecimento público em São Paulo com risco de indisponibilidade hídrica no futuro. Os cursos de água atendem municípios do interior, do litoral e do Vale do Paraíba e apresentam problemas como erosão, assoreamento, perda de matas ciliares, redução da vazão e degradação das margens.

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A revolução é impossível (palavras de um morto irresponsável). Por Mauro Luis Iasi

“Não, nossa ciência não pode ser uma ilusão. Ilusão seria imaginar que podemos conseguir em outro lugar, o que a ciência nos pode dar.”
Sigmund Freud, Futuro de uma Ilusão 

No Blog da Boitempo

E se a revolução for impossível? Como disse amargamente Bertold Brecht um dia, será que “somos o que restou, lançados para fora da corrente viva… ficando para trás, por ninguém compreendidos e a ninguém compreendendo”?

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