MPF obtém decisão do TRF1 que mantém proteção de área da Terra Indígena Kayapó no Pará

Tribunal confirmou extinção de ação de particulares que reivindicavam cerca de 992 hectares dentro da terra indígena

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

Seguindo entendimento do Ministério Público Federal (MPF), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) manteve a delimitação da Terra Indígena Kayapó, no Pará. Por unanimidade, a 12ª Turma do Tribunal confirmou a extinção de ação proposta por particulares que reivindicavam a posse de aproximadamente 992 hectares no interior da terra indígena.

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Caminhos até o bom candidato. Por Luiz Marques

A escolha consciente nas urnas exige unir o compromisso com os direitos sociais à empatia cultural, rejeitando frontalmente o projeto político da extrema direita calcado na desigualdade e no anti-intelectualismo

Em A Terra é Redonda

1.

O cientista político Luís Felipe Miguel, no artigo – postado no site A Terra é Redonda – intitulado “Como escolher um candidato”, elenca critérios objetivos para a decisão: (i) afinidade com o partido; (ii) agenda prioritária em prol de direitos dos trabalhadores e das liberdades civis; (iii) apreço por um mandato não-personalista sem monetização, o que exclui os influencers. Sobre votar em nomes viáveis para não desperdiçar o sufrágio, é discutível. Eleitos aproveitam a votação dos não elegidos que, vale frisar, têm papel importante no processo de construção partidária na sociedade.

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Os fracassos de Donald Trump. Por José Luís Fiori

A escalada da retórica belicista de Washington tenta disfarçar a profunda fragilidade de um governo marcado por sucessivas derrotas geopolíticas e pela perda de influência global

Em A Terra é Redonda

1.

Existem pequenos “acidentes”, na história, que são emblemáticos, e que conseguem sintetizar e desvelar – ao mesmo tempo – situações de enorme complexidade. Como foi o caso, por exemplo, do que aconteceu na cidade de Ancara, no dia 8 de julho de 2026, quando o presidente Donald Trump foi retirado às pressas do seu avião presidencial, e levado escondido num caminhão contêiner de refeições, para um outro aparelho militar menor e mais discreto que o retirou da Turquia, e o transportou para Inglaterra. E, na cidade de Londres, foi recolocado no Air Force One, para que pudesse sair pela sua porta da frente, como se nada tivesse acontecido.

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Erros, silêncios e virtudes da PEC da segurança

Texto aposta no endurecimento penal, mas ameaça garantias constitucionais e ignora participação social

Paulo Thadeu Gomes da Silva, Júlio José Araújo Júnior, no JOTA

O Congresso Nacional está prestes a votar um projeto de promoção da mais ampla reforma constitucional em segurança pública desde 1988. Ocorre que a PEC 18/2025, como desenhada, comete um sério equívoco: ela aposta alto em endurecimento penal e repressão ao mesmo tempo em que amplia riscos a garantias blindadas pela Constituição Federal e negligencia o direito fundamental à segurança pública.

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Mulheres subversivas, vadias, putas, perigosas e tresloucadas? Por Maria Amélia de Almeida Teles

A escritora, jornalista e militante comunista Amelinha Teles, que combateu corajosamente a ditadura, nos deixou hoje [15/09]. Em sua homenagem, publicamos um artigo em que ela trata de dois temas centrais na sua trajetória: a luta feminista e a resistência ao regime militar.

Na Jacobin

Hoje, faleceu Maria Amélia de Almeida Teles, mais conhecida como Amelinha Teles, um dos ícones da resistência à ditadura militar e do feminismo brasileiro. Ela lutou bravamente contra o regime, sendo presa e torturada em 1972, no contexto da Operação Bandeirante (Oban), junto com seu marido César, um companheiro de militância, e seus filhos de 5 e 4 anos — os hoje professores Janaína e Edson — em sessões conduzidas pessoalmente por Carlos Alberto Brilhante Ustra — primeiro torturador a ser declarado como tal pela Justiça, depois de uma ação movida pela família Teles nos anos 2000.

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Mt 20,1-16: Justiça a partir dos últimos, da necessidade de todos. Por Gilvander Moreira

O gênero literário da narrativa de Mt 20,1-16 é parábola e como tal deve ser interpretada. O patrão da parábola não é patrão stritu sensu, pois “sai de madrugada para trabalhar” (Mt 20,1), postura de trabalhador. “Combina o valor do dia de serviço: uma moeda por dia” (Mt 20,2), postura democrática. Está em constante relação com os desempregados, pois vai ao encontro deles de madrugada, às nove horas, às doze horas, às quinze horas é às dezessete horas.

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Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras

Pesquisa diz que 78% afirmam ter sofrido ao menos um tipo de violência

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sofrido pelo menos um tipo de violência. Quase todas as brasileiras (98%) recorrem a estratégias para reduzir riscos de sofrer violência no dia a dia. A sensação de insegurança que atinge as mulheres faz com que elas mudem comportamentos e limita suas escolhas em relação a lazer, mobilidade, trabalho e estudo.

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MPF cobra Governo do Acre por descumprimento de acordo que prevê bloqueio do Ramal Barbary, no interior do estado

Comunidade Jaminawa relatou circulação de motos e quadriciclos no trecho que deveria estar fechado; estado tem cinco dias para informar providências

Procuradoria da República no Acre

O Ministério Público Federal (MPF) cobrou do Governo do Acre a adoção imediata de providências para restabelecer o bloqueio do Ramal Barbary, na região da Terra Indígena Jaminawa do Igarapé Preto. A cobrança ocorre após a comunidade indígena comunicar ao MPF que motocicletas e quadriciclos voltaram a trafegar pelo ramal, apesar de acordo homologado pela Justiça que estabeleceu o fechamento do acesso e regras específicas para eventuais novas intervenções na região.

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Câmeras, IA e repressão unem candidatos dos estados com polícias mais letais do país

Esquerda, direita e extrema direita propõem mais tecnologia e inteligência na segurança, mas ignoram violência policial

Por Caio de Freitas | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

Propor o uso de inteligência artificial e a integração de bases de dados com imagens em tempo real para lidar com problemas de segurança pública virou uma bandeira comum entre os candidatos ao governo dos estados, independentemente do espectro político. “Centros de comando e controle”, “cercamento eletrônico” e “videomonitoramento” aparecem como solução nas propostas de candidatos de esquerda, direita e extrema direita, ainda que as tecnologias (muitas já utilizadas pelas forças de segurança) não tenham sido capazes de frear a violência em meio ao aumento da letalidade policial no país.

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A bravura de Dino e o que se espera de Lula. Por Antonio Martins

Em meio à investida da ultradireita, não cabe ao presidente dizer platitudes sobre a “necessidade de investigar a todos”. Seu papel é deixar clara a disputa de projetos, a partir da luta contra a escala 6×1 e pela redução da jornada

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Desde 24 de agosto, quando o ministro André Mendonça aviltou o STF ao afundá-lo na arena eleitoral, o cenário da disputa pela Presidência mudou. Flávio Dino percebeu a mudança com clareza, e por isso destacou-se – tanto na sessão tumultuosa de ontem quanto nas três semanas de luta surda que a antecederam. Lula ainda não se deu conta. Enquanto não o fizer, sangrará. Corre o risco de continuar repetindo o óbvio, sem perceber como isso favorece a ultradireita; e de perder uma eleição que estava ganha, há menos de dois meses.

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