“Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre”. Estas palavras não foram ditas por um bolchevique ao lembrar da ousada tomada do Palácio de Inverno, não foi algum membro da ALN ao recordar do levante armado contra a ditadura quem as proferiu. São palavras de Lucia Helena Canhada Lopes, militante de extrema direita atingida por um raio ao participar da caminhada convocada por Nikolas Ferreira que exigia a libertação de Jair Bolsonaro, preso por articular um golpe de Estado contra a precária democracia brasileira. O deputado se apressou em exaltar a coragem de Lucia Helena, cuja frase escancarava “uma verdade que muita gente foge: a vida não vale nada quando é vivida sem sentido. Quem acha exagero é porque já trocou a própria consciência pelo conforto”.1 Apesar de oportunista, do ponto de vista da política que se propõe transformadora, a declaração do deputado não deixa de carregar um núcleo de verdade.
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