O que esperar de um possível Lula 4? Por Paulo Kliass

Muitas promessas do presidente ficaram pelo caminho. E agora seu programa de governo frustra ao reafirmar compromisso com o fiscalismo. Sua intenção de ser mais do que o “pai do Bolsa Família” depende de uma iniciativa firme: livrar seu governo das amarras do Arcabouço

Em Outras Palavras

A necessária vitória de Lula em outubro próximo abre a discussão a respeito de qual seria a orientação política de seu último mandato à frente do Palácio do Planalto. Afinal, caso seja mesmo escolhido pela quarta vez, ele deixaria o governo com 85 anos de vida e muito provavelmente sem condições de disputar mais um quadriênio.

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Quando o trabalho não sustenta a vida

Por que o emprego deixou de garantir a segurança e cidadania às famílias. Como a mercantilização de serviços públicos agrava o problema, ao abocanhar uma fatia expressiva dos salários. Os caminhos para o Estado ir além das políticas de transferência de renda

Por Erik Chiconelli Gomes, em Outras Palavras

O emprego como promessa de cidadania

Existe uma rotina que se repete em milhões de domicílios brasileiros e que raramente aparece nos indicadores com a nitidez que teria numa conversa de cozinha. A pessoa trabalha o mês inteiro. Paga condução, gás, aluguel, luz, comida que encarece antes de qualquer reajuste. No fim do ciclo, o que resta não forma reserva, não se converte em contribuição previdenciária regular, não autoriza interromper a atividade quando o corpo adoece. Quem vive assim está dentro do mercado de trabalho, e não fora dele, e ainda assim precisa administrar a doença como quem administra um atraso de conta, adiando o exame, tomando o remédio pela metade, voltando à jornada antes da hora. A cena não é excepcional. Ela descreve a forma corrente pela qual uma parte considerável da população brasileira transforma esforço em sobrevivência sem conseguir transformá-lo em segurança.

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“Honestino”: memória não é passado, é compromisso com o futuro

Por Bianca Borges*, no blog da Boitempo

Hoje, 13 de agosto, chega aos cinemas o filme Honestino, de Aurélio Michiles. Com uma linguagem híbrida, que funde documentário e ficção, o filme conta a história de Honestino Guimarães, uma das principais lideranças estudantis da geração de 1968, presidente da União Nacional dos Estudantes e estudante de Geologia da Universidade de Brasília. A partir de cartas, poemas, imagens de arquivo, depoimentos de familiares e contemporâneos e cenas interpretadas por Bruno Gagliasso, o longa devolve presença e humanidade a um jovem que a ditadura tentou transformar apenas em ausência.

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Como desatar os nós que amarram o SUS

Sistema de saúde é admirado em todo o mundo, mas surgiu junto aos dogmas neoliberais no Brasil – por isso segue incompleto. Sem um projeto estratégico para ampliá-lo, e com as investidas do setor privado, seguirá insuficiente. Eis algumas propostas para debate

Por Ubiratan de Paula Santos e Heleno Corrêa Filho, em Outra Saúde

I. Contexto histórico e conjuntura

O SUS, o maior programa social do Brasil, conquista do povo brasileiro na redemocratização, ainda não é um sistema de saúde único no Brasil. Esta intenção, apesar de ser realisticamente impossível nos marcos de um sistema capitalista, por parte dos que historicamente batalharam por serviços e direitos iguais para o povo brasileiro e os inscreveram na Constituição de 1988, não se impôs. Existe ao lado um sistema privado que vem ganhando músculos à custa de mudanças regulatórias, da redução do papel do Estado, da transferência de recursos públicos através de isenções e estímulos e das tais mui amigas parcerias público-privadas, de velho e novo tipo.

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Ciência e política em disputa no novo regime climático. Interfaces entre conhecimento e realidade. Entrevista especial com Jean Carlos Hochsprung Miguel

“Qual é o papel da ciência nas decisões públicas ou qual deve ser esse papel?”, questiona o sociólogo

Por: Patricia Fachin, em IHU

Desde a pandemia de Covid-19 o bordão “a ciência deve ser ouvida” dividiu o país. De um lado, estavam aqueles que depositavam total confiança na ciência. De outro, os que a negavam. E, no meio do caminho, aqueles que advogavam uma posição intermediária que levasse em conta o conhecimento científico na tomada de decisão política, sem absolutizá-lo. Apesar de essa disputa estar bastante presente no imaginário nacional, o fato é que esta não foi a primeira vez que o embate público entre ciência e política norteou as decisões políticas no país.

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Da luta pela terra às urnas: MST lança plataforma para as eleições de 2026

O MST lançou sua plataforma para as eleições de 2026, reafirmando a Reforma Agrária Popular como eixo de sua atuação política e eleitoral, com diretrizes voltadas à participação popular, à agroecologia e à soberania nacional

Por Fernanda Alcântara, da Página do MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra apresenta este mês sua plataforma para as eleições de 2026. São 16 candidaturas próprias, distribuídas em 13 estados do país, com um objetivo comum de levar o projeto da Reforma Agrária Popular para dentro das Assembleias Legislativas e do Congresso Nacional.

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Povos indígenas na pauta do STF

Que a vida, a justiça, o meio ambiente, possam ser celebrados e memorados como o Dia Internacional dos Povos Indígenas no dia 9 do mês de agosto de todos os próximos anos

Por Cardeal Leonardo Steiner, Arcebispo de Manaus e Presidente do Cimi, publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo

No dia 9 de agosto é lembrado o dia internacional dos povos indígenas. No Brasil, o reconhecimento aos indígenas os seus direitos sobre as terras por eles ocupadas nunca foi suficiente que o Estado garantisse a eles o direito de permanecerem em seus territórios. Tanto é verdade, que o passivo em relação à demarcação das terras de ocupação tradicional, é enorme.

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Arrendamento fere direitos e a pertença aos territórios tradicionais, denunciam lideranças indígenas do Sul do país

Seminário realizado antes da 51ª Assembleia Regional Sul do Cimi, em Chapecó (SC), reuniu relatos de violência armada, cooptação de lideranças e destruição ambiental provocados pela exploração das terras indígenas por arrendatários

Por Claudia Weinman/A Fronte e Guilherme Cavalli/Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Sul realizou, de 4 a 8 de agosto, em Chapecó (SC), a sua 51ª Assembleia Regional. O encontro reuniu lideranças indígenas do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de São Paulo, ao lado dos missionários e missionárias que atuam junto aos povos dessa região.

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MPA reúne pesquisadores e movimentos em Brasília para debater futuro do campesinato brasileiro

O Segundo Seminário Processos e Perspectivas do Campesinato no Brasil do Século XXI será realizado de 13 a 15 de agosto e discutirá soberania alimentar, agroecologia, reforma agrária, mudanças climáticas e estratégias de organização dos povos do campo

No MPA

As transformações ocorridas no campo brasileiro na última década e os caminhos para o fortalecimento da agricultura camponesa estarão no centro dos debates do Segundo Seminário Processos e Perspectivas do Campesinato no Brasil do Século XXI, promovido pelo Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) entre os dias 13 e 15 de agosto de 2026, na Casa de Retiros Assunção, em Brasília.

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Prevenir a violência e desconstruir a cultura misógina são desafios da Lei Maria da Penha, diz advogada

Lívia Gimenes defende o caráter preventivo da legislação para além da punição dos agressores

Por Ana Gonçalves, Brasil de Fato

Duas décadas após a sanção da Lei Maria da Penha, a violência contra a mulher segue alarmante e demanda mecanismos de proteção. Nos primeiros quatro meses de 2026, o Judiciário concedeu 225.535 medidas protetivas de urgência, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No mesmo período de 2025, haviam sido 214.868 concessões.

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