É hora de ampliar a democracia participativa

Já há experiências importantes, como a elaboração aberta para o Plano Plurianual. Mas as ruas mostraram: é preciso mais ousadia para impulsionar a construção coletiva de políticas sociais, distribuição de renda e universalização de direitos fundamentais

Por Túlio Batista Franco, em Outra Saúde

O que vimos acontecer no Brasil no 2º Turno das eleições presidenciais de 2026 não foi apenas a extraordinária mobilização popular, mas ao tomar as ruas e as redes de todo país, o que a população demonstrou foi uma enorme energia, expressa para produzir o que foi o maior resultado eleitoral da história.

Continue lendo “É hora de ampliar a democracia participativa”
Ler maisÉ hora de ampliar a democracia participativa

Vinte e um dias que assombraram o mundo. Por Sylvia Debossan Moretzsohn

Realizamos o sonho impossível do Homem de La Mancha. Ainda levaremos tempo para ter a exata dimensão da grandiosidade desta vitória. Como sustentá-la é a questão

Por Sylvia Debossan Moretzsohn, no Substack

Foram as três semanas mais tensas de nossa vida política desde o fim da ditadura. A virada inédita, improvável, espetacular, que nos garantiu a vitória e se tornou um marco histórico e uma inspiração para a luta mundial contra o avanço do fascismo, vai render inúmeros estudos daqui em diante. Este pequeno artigo, ainda no calor da hora, procura apenas condensar a sensação do que foi este momento e apontar a enormidade do que teremos pela frente. Mas também propõe ser o embrião de uma publicação que, parafraseando o título do famoso livro de John Reed sobre a revolução russa, reúna análises e depoimentos de quem acompanhou e viveu esse processo, que possam contribuir para enxergar melhor o que aconteceu e projetar o futuro a partir dessa experiência.

Continue lendo “Vinte e um dias que assombraram o mundo. Por Sylvia Debossan Moretzsohn”
Ler maisVinte e um dias que assombraram o mundo. Por Sylvia Debossan Moretzsohn

Com a 1ª vitória do PT em 12 anos, a cidade do Rio deixou de ser reduto bolsonarista?

Lula virou na capital fluminense, onde a família Bolsonaro ganhou 22 de 24 pleitos desde 1988

Por Caio Barretto Briso | Edição: Ana Magalhães, em Agência Pública

O Rio de Janeiro foi a maior cidade do país e uma das duas capitais – a outra foi Macapá – a mudar de lado entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial. Berço político da família Bolsonaro desde que Jair Messias foi eleito vereador, em 1988, o município acaba de dar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma vitória que o Partido dos Trabalhadores não conseguia há 12 anos.

Continue lendo “Com a 1ª vitória do PT em 12 anos, a cidade do Rio deixou de ser reduto bolsonarista?”
Ler maisCom a 1ª vitória do PT em 12 anos, a cidade do Rio deixou de ser reduto bolsonarista?

Fuga de Flávio abre caminho para bolsonarismo abraçar políticos para além do sobrenome

Para Especialistas derrota eleitoral enfraquece herdeiros do ex-presidente, mas não elimina força política do movimento

Por Solange Guimarães | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais e sua fuga para os Estados Unidos abriram uma disputa pela liderança da extrema direita brasileira que pode resultar em um bolsonarismo cada vez menos dependente dos membros da família do ex-presidente.

Continue lendo “Fuga de Flávio abre caminho para bolsonarismo abraçar políticos para além do sobrenome”
Ler maisFuga de Flávio abre caminho para bolsonarismo abraçar políticos para além do sobrenome

Desafio do 4º mandato Lula: “Governar democraticamente para que as assimetrias não determinem quem tem o direito de falar e quem será ouvido”. Entrevista especial com Kátia Sento Sé Mello

“É preciso perguntar que segurança as pessoas desejam, quais experiências de injustiça viveram, como compreendem a autoridade e o que esperam de um governo. Essas perguntas precisam ser respondidas por pesquisas e conversas, não por atribuições antecipadas de consciência política”, adverte a antropóloga

Por: Patricia Fachin, em IHU

À luz da psicanalise e de pesquisas antropológicas nas favelas cariocas, com destaque para a comunidade da Maré, a antropóloga Kátia Sento Sé Mello analisa as eleições deste ano a partir de uma dimensão simbólica e afetiva da vida social. A enxurrada de votos na extrema-direita no primeiro turno e a virada de Lula no segundo, exemplifica a pesquisadora, apontam para a complexidade e os dilemas envolvidos na decisão eleitoral. “Uma pessoa pode valorizar políticas de redistribuição de renda e, simultaneamente, defender concepções conservadoras sobre família ou segurança pública. Pode desejar maior presença do Estado e, ao mesmo tempo, desconfiar profundamente de suas instituições. É justamente essa complexidade que precisamos levar a sério”, diz na entrevista a seguir, concedida ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU por videochamada.

Continue lendo “Desafio do 4º mandato Lula: “Governar democraticamente para que as assimetrias não determinem quem tem o direito de falar e quem será ouvido”. Entrevista especial com Kátia Sento Sé Mello”
Ler maisDesafio do 4º mandato Lula: “Governar democraticamente para que as assimetrias não determinem quem tem o direito de falar e quem será ouvido”. Entrevista especial com Kátia Sento Sé Mello

Polícia Federal investiga onda de violência contra indígenas no Mato Grosso do Sul após as eleições

Casos envolvem incêndio criminoso de casa reza, ameaça de contaminação de água e até assassinato de uma família inteira

Do Brasil de Fato

Polícia Federal (PF) foi acionada pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), nesta quinta-feira (29), para investigar os casos de violência contra indígenas Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul, após o resultado das eleições.

Continue lendo “Polícia Federal investiga onda de violência contra indígenas no Mato Grosso do Sul após as eleições”
Ler maisPolícia Federal investiga onda de violência contra indígenas no Mato Grosso do Sul após as eleições

Envenenar água dos Guarani e Kaiowá “não é ameaça isolada”, afirma coordenador da Aty Guasu

Ameaças, ofensas racistas e violência contra indígenas no Mato Grosso do Sul são recorrentes. Uso de agrotóxicos como armas químicas já afetou diversas comunidades

Cimi

A grande tensão política que perpassou o segundo turno das eleições presidenciais também gerou repercussões para diversas comunidades indígenas do país. No Mato Grosso do Sul, um servidor foi afastado por ameaça de “envenenar a água” de indígenas Guarani e Kaiowá após o resultado da eleição presidencial. Denúncias de violência e ofensas racistas contra indígenas e comunidades em todo o estado também passaram a compor este cenário e ganharam atenção nacional.

Continue lendo “Envenenar água dos Guarani e Kaiowá “não é ameaça isolada”, afirma coordenador da Aty Guasu”
Ler maisEnvenenar água dos Guarani e Kaiowá “não é ameaça isolada”, afirma coordenador da Aty Guasu

Eu acuso. Por André Lara Rezende

A narrativa de desequilíbrio nos gastos primários esconde a verdadeira ameaça às contas públicas brasileiras: a insustentável política de juros altos que inviabiliza o país para enriquecer os rentistas

No A Terra é Redonda

Às vésperas das eleições presidenciais, mesmo diante do desmoronar da ordem política internacional e da crise das instituições nacionais, o tema dominante na grande mídia é o “descontrole fiscal”. É aparentemente a mais grave ameaça ao país. Tudo mais deve estar subordinado ao restabelecimento do “equilíbrio fiscal”, sem o que uma hecatombe econômico-financeira será inevitável.

Continue lendo “Eu acuso. Por André Lara Rezende”
Ler maisEu acuso. Por André Lara Rezende

O jornalismo e as eleições. Por Eugênio Bucci

No A Terra é Redonda

Quando o fato escapa ao relato: o erro de chamar a extrema direita antidemocrática apenas de direita e a dissonância que confundiu o eleitorado

1.

E de repente, não menos que de repente, a coisa não coube mais no próprio nome, o fato escapou ao relato e o objeto discrepou do conceito. Parecia haver um problema com os eventos da realidade, mas não era isso. O problema não estava nas coisas, nos fatos e nos objetos, mas [no] modo como o jornalismo os nomeava. Recapitulemos.

Continue lendo “O jornalismo e as eleições. Por Eugênio Bucci”
Ler maisO jornalismo e as eleições. Por Eugênio Bucci

Justiça do Trabalho proíbe deputada Índia Armelau (PL) de incentivar demissões por escolhas políticas

Ascom/MPT-RJ

A Justiça do Trabalho atendeu parcialmente pedido do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e determinou, em decisão liminar, que a deputada estadual India Armelau se abstenha de promover atos que incentivem empregadores a discriminar, demitir ou perseguir trabalhadores por suas convicções políticas.

Nesta terça-feira (27), o MPT-RJ ajuizou ação civil pública contra a parlamentar após ela incentivar empresários a demitir empregados em razão de suas escolhas políticas. Em publicação nas redes sociais, a deputada, que conta com cerca de um milhão de seguidores, publicou a mensagem: “EMPRESÁRIO, OLHA A REDE SOCIAL DO TEU FUNCIONÁRIO AI E CONFERE SE ELE FEZ “L”. ACHO QUE NÃO FAZ SENTIDO NENHUM MANTER NA TUA EMPRESA QUEM ODEIA EMPRESÁRIOS.”

Continue lendo “Justiça do Trabalho proíbe deputada Índia Armelau (PL) de incentivar demissões por escolhas políticas”
Ler maisJustiça do Trabalho proíbe deputada Índia Armelau (PL) de incentivar demissões por escolhas políticas