No casamento entre capitalismo, rentismo e desmonte social reside a barbárie contemporânea. Vítimas deste tormento, as mulheres o enfrentam em uma eleição após a outra e mantêm a luta por um país que não tenha a desigualdade como fundante
Por Magda Barros Biavaschi e Marilane Teixeira, em Outras Palavras
No próximo 25 de outubro, o Brasil irá às urnas para uma das decisões mais cruciais da história política recente. Não se trata apenas de optar por um programa de governo ou por um partido, ainda que essas sejam questões essenciais; trata-se da escolha radical entre dois caminhos indissociáveis: o do avanço civilizatório ou o do retrocesso.Esse chamado ecoa com força especial junto às mulheres, inclusive em relação àquelas que não têm mais obrigação legal de votar, mas que, com o voto, poderão fortalecer a cidadania democrática. Dados da pesquisa Quaest, de 28 de setembro1, expõem com nitidez esse cenário. Hoje, as mulheres representam 52,8% do eleitorado nacional. Enquanto 40% aposta na continuidade do avanço civilizatório em andamento, 29% tende a votar no caminho do retrocesso, consolidando uma vantagem para o primeiro grupo de 11 pontos percentuais. São as mulheres as grandes guardiãs do pacto social democrático brasileiro.
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