Dois camponeses são assassinados em operação da PM em Rondônia

Dois camponeses foram assassinados no último sábado (28) em operação da PM-RO no Acampamento Tiago Campin dos Santos, em Nova Mutum Paraná (RO). O mês de janeiro já soma três assassinatos de camponeses, apenas no estado, totalizando o número de dez mortes nesta área de conflito desde 2021

Por Andressa Zumpano, em CPT

Forças de segurança do estado de Rondônia deflagraram uma operação de reintegração de posse, no último sábado (28), no Acampamento Tiago Campin dos Santos – organizado pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP), na Fazenda NORBRASIL, região marcada por grave conflito agrário, em Nova Mutum Paraná (RO). Na ocasião, os camponeses Raniel Barbosa (24) e Rodrigo Hawerroth (34) foram executados ainda durante a operação. (mais…)

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Ministério Público instaura Inquérito Civil para investigar pulverização de veneno contra comunidades na Mata Sul de Pernambuco

O Ministério Público de Pernambuco, por meio da 31ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital, instaurou Inquérito Civil Público (nº 02055.000.141/2022) para investigar denúncias de utilização de agrotóxico como arma química pela empresa Agropecuária Mata Sul S/A contra as comunidades rurais dos Engenhos Barro Branco, Fervedouro, Várzea Velha, Sítio Pilão, Sítio Águas Eva Vilma e Sítio Grande, situadas no município de Jaqueira, Zona da Mata Sul de Pernambuco. 

Texto e foto: CPT Regional Nordeste 2

O inquérito pretende efetuar diligências complementares, promover manifestações judiciais e administrativas para averiguar a denúncia de pulverização aérea de agrotóxicos sob responsabilidade da empresa, a qual ensejou, conforme afirma o Ministério Público, “a violação de diversos direitos humanos da população afetada”. Após conclusão do Inquérito Civil, a instituição deverá exigir dos órgãos estaduais e municipais a cabível responsabilização do poluidor. (mais…)

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Grileiros ameaçam camponeses no território tradicional Pau Amarelo/Bem Feito (MA)

Acompanhados de policiais armados com fuzis, grileiros intimidam e ameaçam camponeses em Formosa da Serra Negra (MA). Lideranças estão ameaçadas de morte e a comunidade teve sua roça destruída

em CPT

O conflito, que já perdura por mais de 5 anos, volta a intimidar a comunidade tradicional em Formosa da Serra Negra (MA), localizada a 630 quilômetros de São Luís (MA). Os camponeses denunciam graves ameaças e degradação ambiental executadas por grileiros da região, que impactam o povoado Pau Amarelo/Bem Feito. (mais…)

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Negar um genocídio é semear o seguinte. Por Deisy Ventura

Diante da vasta repercussão da crise mais recente da população Yanomami, parte da comunidade jurídica, de forma tardia e constrangida, começa a balbuciar: “agora sim, talvez…”. Como se indícios e até provas da destruição em curso já não fossem oferecidos pelos indígenas há tantos anos

por DEISY VENTURA, em Sumaúma

Genocídio e negacionismo andam juntos. Especialmente no século 20, as maneiras de destruir parcial ou totalmente determinados grupos humanos evoluíram tanto quanto as formas de negação da ocorrência destes crimes. É importante recordar que o negacionismo mais conhecido, o do holocausto, não foi inventado pelos líderes nazistas e colaboradores quando foram julgados logo após o final da Segunda Guerra. Nestes processos, os réus alegavam ignorar ou não ter responsabilidade pelos crimes praticados, mas não negavam a sua ocorrência. As primeiras formas de negação do holocausto surgiram numa comunidade de intelectuais que não teve implicação direta nos crimes, por razões essencialmente ideológicas e posteriores à guerra. Graças a variadas formas de resgate da memória, emergiram diante das novas gerações as atrocidades cometidas por nazistas e colaboradores contra judeus, ciganos, homossexuais e pessoas com necessidades especiais. Segundo o historiador Henry Rousso, a necessidade política de superar o holocausto surgiu para permitir o renascimento da extrema direita nos países europeus. Em outras palavras, para que colaboradores diretos ou indiretos de tamanha monstruosidade fossem aceitos no espaço público, era preciso negar ou relativizar a existência dos crimes, suscitando controvérsias onde elas não existem, ocultando ou forjando documentos, distorcendo fatos e discursos. O resgate das origens do negacionismo é fundamental para que o debate sobre genocídio que envolve ações e omissões praticadas por Jair Bolsonaro e diversos de seus colaboradores seja travado com a devida profundidade. (mais…)

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A meticulosa construção do brasileiro desnutrido

A América Latina tem a dieta saudável mais cara do mundo. Mas tragédia é lucrativa para redes de fast food e varejistas como as Americanas, impondo as calorias vazias dos ultraprocessados. Fraude, oportunismo e fome são a tônica dos super-ricos

Por Susana Prizendt, em Outras Palavras

Foi com lágrimas nos olhos que muitos de nós viram Lula subir a rampa do Palácio do Planalto, caminhando ao lado de um conjunto de pessoas que simbolizam a população brasileira – como o cacique Raoni e a catadora de materiais recicláveis Aline Sousa –, no dia de sua posse como presidente do país pela terceira vez. Depois de tantos anos de destruição social e ambiental, parecia que iríamos voltar a respirar e a tomar fôlego para a imensa tarefa de reconstruir nossa estrutura pública. (mais…)

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Precisamos falar sobre as doenças negligenciadas

Mais de 1,7 bilhões de pessoas estão ameaçadas por moléstias preveníveis e tratáveis – mas que não interessam à indústria farmacêutica. Fórum Social debruçado sobre o drama tem alternativas – e vê chance real de mudança com Nísia Trindade

Por Gabriela Leite, em Outra Saúde

Dengue, hanseníase, doença de chagas, leishmaniose, raiva, barriga d’água. Há 20 itens na lista de Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN) elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ontem, 30 de janeiro, foi o dia escolhido para jogar um holofote sobre elas – que são comumente esquecidas por governos e pela indústria farmacêutica porque afetam sobretudo populações vulneráveis. O fato de serem ignoradas não significa que são um número pequeno: 1,7 bilhões de pessoas estão ameaçadas por Doenças Tropicais que são plenamente preveníveis e tratáveis. O alerta da OMS e de tantas outras entidades é que elas precisam deixar de ser ignoradas. (mais…)

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20 pontos para vencer a tutela militar

Reconstruir a democracia exigirá passos mais arrojados. Entre eles, criar novos mecanismos de controle social. Retirar a Abin das mãos da caserna. Punir criminosos na justiça comum. E espalhar na sociedade civil o debate sobre defesa nacional

Por Observatório da Defesa e Soberania, no Instituto Tricontinental

Passado

1. A tutela militar sobre a política, as instituições e a sociedade brasileira é um componente fundante da formação social, cultural, econômica e política do Brasil. Não deve ser pensada como algo pontual do governo Bolsonaro, mas como algo permanente, tal qual o racismo. As formas como ela se expressa é que mudam. Por isso, não é algo que terminará com uma canetada ou que perdurará apenas por falta de “vontade política” ou “falta de boas ideias”. Exige muito mais: meta traçada, paciência, oportunidade e, sobretudo, perseverança cotidiana. Virtú e Fortuna. (mais…)

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