Domesticar a selvageria das plataformas é urgente, mas país hesita em dar um passo a mais. Significa construir um ecossistema informacional soberano, que combata a desinformação e resgate a internet. Alternativas livres como Fediverso, com apoio do Estado, estão disponíveis
Por Rafael Evangelista*, em ComCiência
Desde o 8 de janeiro de 2023, o dia da mais recente tentativa de golpe vivida pelo Brasil, as forças políticas deveriam ter uma preocupação muito clara e prioritária em mente. Qual seja, combater os fatores que levaram milhares de cidadãos a saírem de suas casas, viajarem por vezes milhares de quilômetros, acamparem por dias e participarem ativamente de atos de depredação do patrimônio público visando à (re)instauração de um regime não democrático no país. Nesse sentido, há uma vasta literatura sociológica apontando as redes sociais digitais, alimentadas com o que se convencionou chamar de desinformação, como o meio mais importante de arregimentação da massa golpista. Mesmo que se considerem importantes as manifestações de rua, durante e antes do período eleitoral de 2022, estas só aconteceram porque foram articuladas online – e muitas vezes alimentadas por mentiras.
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