Quando o tempo decide: o poder eleitoral dos idosos no Brasil contemporâneo. Artigo de Paulo Baía

No IHU

Com alta de 74% desde 2010, brasileiros com 60 anos ou mais ampliam influência nas urnas, revelam mudanças demográficas e impõem novos desafios às estratégias políticas e digitais.

O artigo é de Paulo Baía, Sociólogo, cientista político, ensaísta e professor da UFRJ, publicado por Agenda do Poder, 14-04-2026.

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Fascismo à brasileira e o pobre de direita

Por que muitos marginalizados votam contra seus próprios interesses? Há uma complexa estrutura psíquica que se sobrepõe à consciência política. E a ultradireita aproveita-se deste bloqueio da autorreflexão. Uma análise a partir de Adorno, Freud e Jessé de Souza

Por Sinésio Ferraz Bueno*, em Outras Palavras

O filósofo e sociólogo alemão Theodor Adorno integrou uma equipe multidisciplinar que nos anos 1940 pesquisou a personalidade autoritária e o fascismo junto à população norte-americana. Através de questionários, entrevistas clínicas e testes projetivos, a pesquisa produziu a chamada “escala F”, um indicador empírico destinado a quantificar a vulnerabilidade do cidadão comum a discursos e práticas fascistas. Adorno estudou o fenômeno fascista através de conceitos originados da psicanálise freudiana, priorizando a centralidade do caráter emocionalmente projetivo da hostilidade dirigida contra populações socialmente marginalizadas. Um conceito da psicanálise freudiana assume grande importância para a compreensão da agressividade fascista: o “estranho”.

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19 de abril: Dia dos Povos Indígenas reforça diversidade, resistência e a urgência da defesa dos povos originários

“A presença indígena não pertence ao passado — ela está viva. Alimentos como a mandioca, conhecimentos medicinais, práticas agrícolas e expressões culturais seguem presentes no cotidiano brasileiro”, afirma Renan Dantas, padre da Diocese de Juína, Mato Grosso.

IHU

O dia 19 de abril, celebrado em todo o Brasil, marca o Dia dos Povos Indígenas uma data que, mais do que simbólica, carrega um profundo chamado à consciência histórica, social e ambiental. Em um país marcado pela diversidade cultural, reconhecer os povos originários significa respeitar suas identidades, territórios e modos de vida.

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“Os povos indígenas são guardiões de conhecimentos essenciais para toda a humanidade”. Entrevista especial com Caroline Hilgert e dom Neri José Tondello

Assessora jurídica do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e bispo da Diocese de Juína refletem sobre os desafios da cultura do encontro entre indígenas e não indígenas na sociedade brasileira e relembram a memória do jesuíta Vicente Cañas, que viveu com povos isolados na década de 1970, entre eles, os Enawenê-nawê, no Mato Grosso

Por: Patricia Fachin, em IHU

Neste domingo, 19-04-2026, o Brasil celebra o Dia dos Povos Indígenas. A data dá visibilidade para a diversidade, a cultura e a resistência dos 391 povos que vivem no país e traz à tona as inúmeras dificuldades e preconceitos enfrentados por eles diariamente. Uma delas é o acesso à terra. Não à toa, a reivindicação central dos participantes da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) foi a demarcação das terras indígenas. O evento, organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), aconteceu entre os dias 05 e 11 de abril em Brasília.

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17 de abril, internacionalizado como Dia Internacional das Lutas Camponesas: Um plantio em memória da luta camponesa mundial!

“Dizem que quando a última árvore morrer, o último homem também morrerá” –
Sawyer Prempeh Samuel

Por Elizabet Cerqueira da Conceição, da Página do MST

Eu tentei proteger aquela árvore específica, e esta é a minha recompensa. Esta é a história de Sawyer Prempeh Samuel, um jovem recém-formado da Universidade Kwame Nkrumah de Ciência e Tecnologia, em Gana. Ele cumpria seu serviço nacional obrigatório na Comissão Florestal de Gana trabalho que todo graduado de instituição terciária precisa fazer no país.

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Conflitos no Campo 2025: CPT fará lançamento nacional do relatório no próximo dia 27 de abril

CPT

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lança, no próximo dia 27 de abril (segunda-feira), a 40a edição do relatório Conflitos no Campo Brasil, com os dados da violência ligada a questões agrárias no país ao longo de 2025. O lançamento ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Brasília/DF, a partir das 9h, com transmissão pelo canal do YouTube da CPT (clique no link).

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Em Brasília, Guarani e Kaiowá cobram demarcação e rejeitam compra de terras

Em reuniões com diversos órgãos federais, lideranças Guarani e Kaiowá exigiram celeridade na demarcação de suas terras e respeito ao rito estabelecido pela Constituição

Cimi

Entre os dias 3 e 17 de abril, uma delegação composta por 30 indígenas Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul esteve em Brasília exigindo a demarcação de seus territórios. Os indígenas cobraram da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a conclusão de processos de identificação e delimitação iniciados há muito tempo e, do Ministério da Justiça, a emissão das portarias declaratórias de pelo menos duas Terras Indígenas (TIs). Os Kaiowá e Guarani também cobraram da Funai a abertura de novos estudos de identificação de terras que ainda permanecem sem nenhuma providência para a demarcação.

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Sobre despejos, ossos e memória: Damiana, seu legado reverbera em nós!

Coletivo Terra Vermelha e Marcha Mundial das Mulheres

Por Priscila Anzoategui e Katiuscia  Galhera, em Revista Badaró

Em fevereiro de 2014, o Coletivo Terra Vermelha visitou, pela primeira vez, uma retomada no cone-sul: era Apyka’i, que tinha como liderança principal Dona Damiana. Os Guarani e Kaiowá (GK) daquele tekoha – “lugar em que se é” -,que fica perto da cidade de Dourados (MS), necessitavam de roupas e alimentos, além de apoio político para denunciar as violações que ocorriam há muitos anos. 

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Após ação do MPF, Casa da Mulher Brasileira no Rio será construída a partir de junho

Acordo encerra mais de uma década de entraves no cuidado a mulheres vítimas de violência doméstica

MPF

A implementação da Casa da Mulher Brasileira no Rio de Janeiro — uma promessa que se arrasta há mais de uma década — alcançou um marco decisivo após audiência de conciliação realizada no último dia 15 de abril na 8ª Vara Federal. O edital de licitação para a construção da unidade foi lançado em 8 de abril de 2026, com abertura do certame prevista para 7 de maio. Caso não haja intercorrências, a expectativa da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop) é que as obras tenham início já em junho.

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Após recomendação do MPF, Assentamento Campo Alegre é reconhecido no Rio

Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro formalizou reconhecimento, que permite acesso a políticas da reforma agrária

MPF

O Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (Iterj) acatou recomendação do Ministério Público Federal (MPF) e publicou a Portaria nº 363, que reconhece formalmente o Assentamento Campo Alegre como assentamento rural. A atuação do MPF buscou solucionar uma demanda histórica que perdurava por aproximadamente 40 anos.

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