Brasil começa a construir meios para proteger a saúde em eventos climáticos extremos. A aposta está na Atenção Básica, no fortalecimento das redes e na construção de baixo para cima. Uma proposta para disputar os rumos das políticas públicas diante da crise climática
Por Alexandre Padilha, Mirela Pilon Pessatti e Rafael Dall’Alba, em Outra Saúde
Toda vez que a água sobe no Rio Grande do Sul, que a fumaça das queimadas fecha o céu do Centro-Oeste ou que uma onda de calor acomete a saúde de idosos e crianças transformando em emergência, uma pergunta ecoa nos territórios: o que acontece quando a unidade de saúde – justamente o equipamento que deveria socorrer – também é engolida pelo evento extremo? A crise climática deixou de ser um capítulo distante. Ela bate na porta da Unidade Básica, alaga o almoxarifado de medicamentos, derruba a energia do centro cirúrgico e interrompe o cuidado exatamente quando ele é mais necessário.
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