Em eventos sobre a intervenção militar, uma conclusão: moradores de favelas serão os prejudicados

Por Edmund Ruge, no Rio On Watch

O Rio de Janeiro esteve nas manchetes globais novamente na última sexta-feira, quando o Presidente Michel Temer emitiu o decreto declarando a intervenção militar, delegando todas as questões da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro ao general Walter Braga Netto. O decreto imprevisto –atribuído ou à preocupação com o aumento de crimes violentos na cidade, ou à manobras políticas, dependendo da fonte consultada– deixou igualmente chocados ativistas comunitários e acadêmicos. Mobilizadores se organizaram para abordar a intervenção, realizando pelo menos três eventos separados nas noites de segunda e terça-feira. (mais…)

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Pirulito e o desembargador: molestando crianças. Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Ai do homem que escandalizar uma criança. Se a tua mão direita te serve de escândalo, corta-a e lança-a fora de ti; porque é melhor que se perca um dos teus membros, do que todo o teu corpo ir para o inferno (Mateus, V: 29-30).

Ninguém desconfiava que o velho Pirulito molestava sexualmente sua própria filha, a Tininha, que tinha 5 ou 6 anos. Afinal, ele era insuspeito: puxava a reza em família antes e depois de cada refeição, era zelador do Apostolado da Oração e toda primeira sexta-feira do mês arrastava seu filho, o Pirulitinho para, juntos, assistirem a missa das 5 hs da manhã. Comungava, contrito, com a medalha do Sagrado Coração de Jesus no peito e a fita vermelha em volta do pescoço, cantando: (mais…)

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É só acaso o agravamento simultâneo do desemprego e da criminalidade?, por Janio de Freitas

Foram sobretudo as ramificações paralelas ao tráfico que elevaram tanto a insegurança

Na Folha

A delinquência que faz o pânico e o clamor da população não é a mesma vista como “o problema da criminalidade” pelas áreas específicas dos governos, entre os militares e no alto Judiciário. Tantas vezes fatais, o assalto aos celulares, relógios, bolsas e joias; o ataque armado para tomar o carro ou a moto, os arrastões, os roubos a lojas e seus clientes, tudo em números alarmantes, criam o medo de sair à rua e a insegurança em casa. (mais…)

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Juízes precisam reaprender a fazer justiça

Por Ribamar Fonseca, no Brasil 247

O que é justiça?

São muitas as definições de justiça, mas nenhuma a conceitua com clareza e fidelidade, o que permite aos magistrados o julgamento de acordo com o seu próprio entendimento, estribado na sua capacidade de percepção ou no seu sentimento em relação ao réu. Como consequência, nos casos mais complexos dificilmente haverá unanimidade, porque, como diz velho ditado, “cada cabeça uma sentença”, a não ser quando há uma combinação de votos. (mais…)

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Em Paraty, caiçaras são expulsos por condomínios de “alto padrão”

Habitantes das praias mais preservadas do litoral carioca, comunidades são proibidas de pescar

Por Repórter Brasil, no Carta Capital

Todo o tormento começou com as estradas. Primeiro a Cunha-Paraty (RJ), aberta em 1955, que inaugurou a conexão do território caiçara com o resto do país, trazendo com ela os primeiros turistas e, também, os primeiros interessados em adquirir aquelas terras, de olho no futuro. Quando a Rio-Santos rasgou a região em 1974, estava selado o destino dos caiçaras de Paraty – uma luta infinda para permanecer no lugar de seus antepassados, combatendo dois inimigos ao mesmo tempo: a especulação imobiliária e a preservação ambiental ditada pelo Estado. (mais…)

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Conteúdo da EBC sobre Fórum Mundial da Água terá que passar pelo crivo do governo

Contrato, assinado com a ANA, condiciona divulgação de material sobre o evento em todos os veículos e programas da empresa mediante “autorização”. Repórteres protestam

Por Hylda Cavalcanti, da RBA

Brasília – A mais nova polêmica que repercute entre políticos e jornalistas que atuam na capital do país envolve a Empresa Brasil de Comunicações (EBC) e está relacionada diretamente ao Fórum Mundial da Água e à produção de reportagens com objetivo específico de reproduzir conteúdo favorável ao Executivo. O imbróglio foi denunciado por repórteres que se recusam a fazer tais matérias ou, no caso de terem que fazer, colocar crédito na autoria do material. (mais…)

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Ataque à disciplina da UnB sobre golpe de 2016 gera avalanche de manifestos

Foi golpe, sim! Violação da Constituição pelo governo golpista provoca reação em massa em defesa da liberdade de ensino

Por Raquel Wandelli , no 

“É ditatorial, mas às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência.” (Jarbas Passarinho, ministro da Educação do ditador golpista Emílio Garrastazu Médici –  golpe de 1964, na instauração do AI-5, em 1968) (mais…)

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Ritual Krenyê: ocupação e luta em defesa do território no Maranhão

Reportagem/Imagem: Andressa Zumpano – CPT Maranhão

Na tarde desta sexta-feira, 23 de fevereiro, o povo Krenyê ocupou o território no município de Tuntum, no Maranhão. Esta ocupação tem como objetivo pressionar a Fundação Nacional do Índio (Funai) para o pagamento de indenização aos proprietários da terra, o grupo empresarial SC Agro Florestal LTDA. (mais…)

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Marielle Franco sobre intervenção federal no Rio: “reflexo do leilão do Estado e ausência de investimento nos profissionais da segurança pública”

Por Gabriel Brito, no Correio a Cidadania

Apesar das propagandas do governo, a crise prossegue galopante e o tecido social brasileiro continua em corrosão. Talvez a expressão mais visível, o Rio de Janeiro abre capítulo inédito na história da Nova República e recebe a intervenção federal na Segurança Pública, que visa dispor do Exército em áreas mais pauperizadas. Sobre isso, conversamos com a vereadora Marielle Franco, criada no complexo de bairros da Maré, região com vasto histórico de militarização e, por outro lado, organização social e comunitária. (mais…)

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Exército: das favelas de Canudos para as favelas do Rio, por Roberto Malvezzi (Gogó)

Em seu blog

Favela, poucos sabem, é uma árvore típica da Caatinga. Espécie absolutamente inteligente, adaptada ao clima semiárido, é dotada de muitos espinhos e um poderoso ácido que fazem sua defesa contra os predadores. Quem tocar numa favela, sai queimado.

Quando o Exército Brasileiro atacou Canudos, teve três fragorosas derrotas antes da batalha final em 1897. O espaço mais árduo para a conquista final foi o ‘Morro das Favelas” (Alto da Favela), um espaço permeado pela árvore urticante e um dos enfrentamentos mais hostis para os soldados. (mais…)

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