Dia nacional da lembrança do holocausto. Por Arlene Clemesha

No A Terra é Redonda

Palestra proferida no seminário “Enfrentamento ao antissemitismo: reflexões sobre o cenário internacional”, organizado pela Fundação Alexandre de Gusmão, do Ministério das Relações Exteriores

O holocausto

Proferir esta breve palestra no dia nacional de lembrança do holocausto carrega em si uma enorme responsabilidade. Como fazer jus ao sofrimento de todos os seis milhões de judeus, Testemunhas de Jeová, ciganos, poloneses étnicos, militantes comunistas, e opositores do nazismo, que pereceram nos campos de trabalho forçado e de extermínio nos territórios conquistados pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial? Como honrar sua memória e de seus descendentes?

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O violoncelo . Por Célio Turino

Crônica de uma história real. Um menino das quebradas descobre na música a sua vocação. No Ponto de Cultura, aprende a dedilhar (e tirar poesia) de seu instrumento favorito. Mas a cor da epiderme dá cadeia. A solidariedade vem: a partitura viva do povo compõe a Sinfonia da Justiça…

No Outras Palavras

Justino, o filho do Justo, aquele que se apega à Justiça. Nome que veio do avô como honra ao passado e promessa de futuro. Menino nascido no Morro da Grota, um daqueles lugares que a cidade esquece como se quisesse fazer sumir da paisagem; mas que não consegue.

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MPF realiza debate sobre o filme Cheiro de Diesel

Evento lotou o auditório do Memorial da PRRJ

O auditório da Procuradoria da República no Rio de Janeiro virou cinema por um dia na última quinta (16) para assistir ao filme Cheiro de Diesel, que conta os impactos da presença das Forças Armadas e favelas do Rio de Janeiro na década passada.

O encontro, uma iniciativa da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), teve como objetivo discutir o papel do cinema na denúncia de violações de direitos humanos e a necessidade urgente de reparação para as vítimas da violência estatal.

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Lavradeiro, o cavalo selvagem brasileiro ameaçado de desaparecimento

Por Reinaldo Dias, no EcoDebate

Observar cavalos correndo livres pelos campos conduz, quase inevitavelmente, à ideia de liberdade. Foi essa associação imediata que me ocorreu ao ter contato, anos atrás, com imagens dos cavalos de Roraima vivendo soltos no Lavrado. A partir dali, busquei informações sobre a situação desses animais, o que resultou em um texto publicado em 2017 sobre a especificidade dos cavalos conhecidos como lavradeiros. Desde então, continuei acompanhando o tema e, com preocupação, constatei o agravamento da situação dos exemplares que ainda permanecem em vida livre.

Este artigo retoma essa questão com um objetivo claro. Chamar atenção para a necessidade de proteger os cavalos selvagens de Roraima como um patrimônio vivo do país, ligado à savana amazônica em que se formaram ao longo de mais de dois séculos. Mais do que discutir sua caracterização genética ou seu eventual aproveitamento como raça doméstica, importa defender a permanência desses animais em liberdade e a criação de mecanismos efetivos de proteção nos diferentes níveis de governo. Trata-se de preservar uma população singular de cavalos e, com ela, uma expressão rara da história ecológica e territorial brasileira.

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Por uma Democracia Ecossocial Transformadora. Por Cândido Grzybowski

No Sentidos e Rumos

Sem dúvida, democracias se assentam em consensos de princípios de convivência cidadã, direitos iguais e constituições como referências institucionais, com eleições periódicas, quando se definem as relações de forças na composição do Poder Estatal, segundo as normas estabelecidas. Como bem conceitua Antônio Gramsci, o Poder Estatal exprime relações de “forças militares” do período histórico de uma sociedade. Mas as “forças políticas”, que lhe dão legitimidade, se forjam no chão da sociedade civil, pelas cidadanias em sua diversidade, onde se dá a disputa de hegemonia política que, em democracias, se expressa em programas estratégicos institucionalizados em partidos, referendados pelo voto. E na base de tudo, como fundamento da estrutura econômica e social, estão as classes sociais definidas pela sua inserção em relações de trabalho, economia e vida, estabelecendo limites e possibilidades. Mas como o conjunto é uma situação variável e um processo histórico datado, não existe nenhum determinismo absoluto, incontornável, sem possibilidades de ser transformado exatamente pelas disputas políticas e pelas conjunturas que elas criam.

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Morrer por uma causa justa: o individualismo encantado da extrema direita. Por Thiago Turibio

No Blog da Boitempo

“Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre”. Estas palavras não foram ditas por um bolchevique ao lembrar da ousada tomada do Palácio de Inverno, não foi algum membro da ALN ao recordar do levante armado contra a ditadura quem as proferiu. São palavras de Lucia Helena Canhada Lopes, militante de extrema direita atingida por um raio ao participar da caminhada convocada por Nikolas Ferreira que exigia a libertação de Jair Bolsonaro, preso por articular um golpe de Estado contra a precária democracia brasileira. O deputado se apressou em exaltar a coragem de Lucia Helena, cuja frase escancarava “uma verdade que muita gente foge: a vida não vale nada quando é vivida sem sentido. Quem acha exagero é porque já trocou a própria consciência pelo conforto”.1 Apesar de oportunista, do ponto de vista da política que se propõe transformadora, a declaração do deputado não deixa de carregar um núcleo de verdade. 

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As digitais de Vorcaro, Zettel e do governo Zema na destruição da Serra do Curral em Minas

Acordos ambientais flexíveis favoreceram mineradoras envolvidas em irregularidades; PF aponta “corrupção sistêmica”

Por Leandro Aguiar | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

Aos pés da Serra do Curral, em Belo Horizonte, Minas Gerais, Makota Cassia Kidoiolê passou anos tentando entender por que a mineração continuava avançando sobre um território tombado, mesmo após sucessivas autuações e embargos. Com 56 anos, a líder do quilombo Manzo Ngunzo Kaiango, localizado na vizinhança da serra, viu caminhões, poeira e explosões se tornarem parte da rotina, enquanto o quilombo buscava, na Justiça, interromper a atividade minerária. 

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30 anos do massacre de Eldorado dos Carajás: o fotógrafo do Bem-Querer diante do horror

O carioca João Roberto Ripper relata como foi cobrir uma das mais graves chacinas, no Pará, contra o Movimento Sem Terra

Por José Cícero | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

No dia 18 de abril de 1996, o fotógrafo carioca João Roberto Ripper, hoje com 73 anos, desembarcou no sudeste do Pará com uma passagem comprada pela sogra, 100 reais no bolso e uma missão de registrar uma das maiores matanças no campo na história do país: o massacre de Eldorado dos Carajás. “Quando eu soube que era um massacre com aquelas proporções, pelo que eu já documentava, eu sabia a importância que tinha”, conta.

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MPF obtém decisão que suspende mineração em área quilombola em Brejo (MA)

Licença ambiental foi concedida sem a realização de consulta à Comunidade Quilombola Alto Bonito

Procuradoria da República no Maranhão

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença favorável em ação civil pública contra o estado do Maranhão e duas pessoas responsáveis por atividade minerária em Brejo (MA). A decisão anula a licença ambiental concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) e determina a paralisação da extração de calcário em área reivindicada pela Comunidade Remanescente de Quilombo Alto Bonito.

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Em ação do MPF, Justiça determina a regularização do território quilombola do Bairro de Fátima, em Ponte Nova (MG)

MPF apresentou recurso para que a comunidade quilombola seja reparada por danos acarretados pelos 17 anos à espera da demarcação

Procuradoria da República em Minas Gerais

O Ministério Público Federal (MPF) obteve decisão favorável da Justiça Federal para garantir os direitos territoriais da comunidade quilombola do Bairro de Fátima, situada em Ponte Nova, Minas Gerais. Após uma espera que já dura mais de 17 anos, a União e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) foram condenados a concluir todas as etapas de demarcação e entrega dos títulos definitivos do território em até 12 meses.

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