Mãesautistas: portais vivos entre o autismo e as exigências do mundo. Por Ângelo Oliveira

No Dia da Conscientização do Autismo, é comum que o debate se concentre — com razão — nas pessoas autistas: seus direitos, suas formas de existência, suas demandas por reconhecimento. Mas há uma presença constante, muitas vezes silenciada, que sustenta, no cotidiano, a possibilidade concreta desse reconhecimento: aquelas que aqui chamo de mãesautistas.

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Pena de morte para os palestinos, prisão para os críticos brasileiros. Por Emmanuel Cais Burdmann

Enquanto Israel aprova a pena de morte para os palestinos, Tabata Amaral apresenta projeto de lei que não combate o antissemitismo, mas o instrumentaliza para o sionismo – blindando um Estado com projeto colonial e genocida contra a crítica legítima.

Por Emmanuel Cais Burdmann, na Jacobin

Na última semana, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apresentou o Projeto de Lei n. 1424/2026, assinado por outros 44 parlamentares de espectros que iam, inicialmente, do Partido dos Trabalhadores (PT) ao União Brasil. A proposta define o conceito de antissemitismo no direito brasileiro com base nos critérios da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA). O pretexto é nobre: combater o racismo contra judeus.

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Mineradoras acionam STF contra a PNAB e ameaçam auxílio emergencial na Bacia do Paraopeba

Ação questiona aplicação da PNAB e pode interromper pagamentos do auxílio emergencial, já a partir de abril, para milhares de famílias na Bacia do Paraopeba e Lago de Três Marias

por Coletivo de Comunicação MAB MG

O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação que questiona a aplicação da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB – Lei Federal 14.755/2023) ao caso de Brumadinho. A medida, protocolada sob o número ADPF 1134 – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental -, foi apresentada a pedido da mineradora Vale. Na ação, o IBRAM alega que a aplicação da PNAB violaria a Constituição Federal e o acordo judicial, firmado em 2021, para reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem.

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Estudantes de Direito lançam cartilha “Amazônia sem Racismo” para enfrentar discriminação em Santarém

Iniciativa da Universidade da Amazônia (UNAMA) reúne acadêmicos e especialistas para debater práticas antirracistas e direitos das populações tradicionais

Por Tapajós de Fato

Acadêmicos do curso de Direito da Universidade da Amazônia (UNAMA), em Santarém, lançaram a cartilha educativa “Amazônia sem Racismo: Cartilha de Combate à Discriminação Racial e Promoção dos Direitos Humanos”. 

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Acampamento Terra Livre 2026 reúne povos indígenas em Brasília contra ataques a direitos

Apib divulga programação da maior mobilização indígena do país, que ocorre de 5 a 11 de abril, com marchas, plenárias e pressão sobre o Congresso e o governo federal; Confira a programação

Por Tapajós de Fato

O “Abril Indígena” começa com a realização de mais uma edição do Acampamento Terra Livre (ATL) 2026, principal mobilização de povos indígenas do país, que acontece entre os dias 5 e 11 de abril, em Brasília (DF), no Eixo Cultural Ibero-Americano, antiga Funarte. 

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Revista Poli discute o que está por trás do aumento dos feminicídios

Erika Farias, EPSJV/Fiocruz

Já está disponível a nova edição da Revista Poli. No mês dedicado às mulheres, a edição traz três matérias que dialogam com as temáticas envolvendo a saúde da mulher. A primeira trata do aumento vertiginoso do número de feminicídios no Brasil: em 2025, 1.568 mulheres foram mortas no país, vítimas de seus companheiros, familiares ou pelo simples fato de serem mulheres. São mais de quatro assassinatos por dia. Nesse cenário, a Poli busca responder à pergunta: quais as estruturas socioculturais e políticas que sustentam (e até procuram justificar) esse quadro?

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Portão estourado, luzes acesas: uma história de tortura no Rio Grande do Sul

Família registra marcas de tortura no corpo da vítima, reúne provas e testemunhas e pressiona polícia por respostas

Por Marina Amaral | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Os últimos gritos que os vizinhos ouviram foram de Guilherme Moisés de Jesus chamando pela mãe. O quarto filho de Sandra Helena não costumava sair muito de casa e, segundo eles, não foi diferente naquele dia.

“Ele era meu protetor”, diz a mãe. Aos 26 anos, o rapaz que trabalhava como segurança e “chapa”, fazendo a carga e descarga de caminhões, estava desempregado. Desde o dia anterior estava capinando o pátio – como os gaúchos chamam o quintal – e passava bastante tempo no computador. A mãe conta que ele vivia rodeado dos sobrinhos e era bem próximo da família. 

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Da ditadura à democracia, tortura segue praticada e falta punição

Das corporações policiais aos juízes, violência extrema de agentes do Estado é mais tolerada do que combatida

Por Marina Amaral, Tatiana Merlino | Edição: Bruno Fonseca, em Agência Pública

É uma noite de sexta-feira. Dia 28 de agosto de 2020. Um dia comum de trabalho para o motoboy André Mezzette. De moto, ele havia feito uma entrega de pizza em um bairro da Zona Norte de São Paulo, conta à reportagem. Logo depois, ele estaciona em uma rua para uma breve pausa. Um homem, também de moto, se aproxima e começa a encará-lo.

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CPT acompanha quatro comunidades em conflitos por terra em Iranduba/AM

Por Ana Virgínia (Coordenação Colegiada da CPT Regional Amazonas) e Manuel do Carmo (Pastoral da Terra da Arquidiocese de Manaus e Dep. de Comunicação da CPT Regional Amazonas), em CPT

Uma equipe de agentes da CPT Regional Amazonas esteve presente, no último dia 21 de março, junto a quatro comunidades rurais no município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. As visitas tiveram como objetivos escutar os desafios das comunidades em relação aos conflitos por terra que enfrentam, e fortalecer a luta por políticas públicas de regularização fundiária e garantia de direitos.

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Documentário registra a potência das vozes e da organização das Mulheres do Cerrado a partir do projeto Gênero e Biodiversidade

Contra a violência do latifúndio e do patriarcado, as mulheres cerradeiras plantam a vida e o esperançar em seus quintais

Por Júlia Barbosa, da CPT

Há uma sabedoria popular que corre os rios e rega com abundância a terra do Cerrado: “Mulheres são como as águas: crescem quando se juntam”. No último ano, mulheres cerradeiras do Piauí, Tocantins e Goiás se juntaram em suas resistências em defesa de seus corpos e de seus territórios, a partir do projeto ‘Gênero e Biodiversidade: Falas das Mulheres do Cerrado’. Os registros, repletos do esperançar que confronta realidades violentas, resultaram em um potente curta-documentário, que a CPT lança hoje, ao final de março, mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher.

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