Especial Decreto de privatização dos rios da Amazônia: o Tapajós não está à venda, a resistência continua

O Decreto 12.600/2025 completaria um ano neste 28 de agosto. As ameaças e a defesa do Tapajós continuam 

Na Terra de Direitos

Desde a publicação do Decreto 12.600, em agosto de 2025, diferentes medidas adotadas por órgãos públicos avançaram sobre o Rio Tapajós sem garantir direitos fundamentais dos povos indígenas e comunidades tradicionais. O decreto, que incluiu as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização, sob o argumento de modernizar a navegação por meio da concessão das hidrovias, foi acompanhado de sucessivas violações de direitos. 

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Pantanal: enfrentar mudanças climáticas depende de outros cinco biomas

Três deles estão no Brasil: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica

Fabíola Sinimbú – Repórter da Agência Brasil

Pequeno em extensão, mas gigante em acolhimento, o Pantanal é o bioma que mais recebe influência e faz fronteira com outros ecossistemas. Ao todo são cinco: Cerrado, Amazônia e Mata Atlântica, no Brasil, Chaco e Bosque Chiquitano, na Bolívia e Paraguai.

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O verão que incendiou a Europa e mudou a relação do continente com o clima. Por Henrique Cortez

Entre recordes de calor, rios secos e quase 600 mil hectares em chamas, o continente descobriu que o verão dourado da infância de gerações virou coisa do passado

EcoDebate

Enquanto termômetros bateram 42 graus e milhares de pessoas fugiram de casa por causa do fogo, a Europa também enfrenta uma epidemia silenciosa: a ecoansiedade que já afeta milhões e muda para sempre a relação do continente com suas próprias estações.

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Violência policial contra indígenas é padrão deixando mortos e desafios ao Estado, aponta relatório do CNDH

Relatório do CNDH reúne mortes ocorridas entre 2020 e 2026 e enfatiza ações policiais letais e operações sem ordem judicial

Por Cimi

A violência praticada por agentes de segurança pública aparece no relatório do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) como um dos componentes do quadro de violência letal contra os povos indígenas entre 2020 e 2026. O documento, publicado neste mês de agosto, destaca assassinatos cometidos diretamente por policiais, operações contra retomadas territoriais, denúncias de participação ou proteção de agentes públicos a grupos privados e episódios em que policiais estavam presentes diante de ataques sem impedir a violência.

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Em memória: Ivy Wiens, parceira de luta das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira

A alegria, a força e a dedicação marcaram sua presença nas comunidades e, todos os anos, na Feira de Trocas de Mudas e Sementes, em Eldorado (SP)

Equipe ISA 

Ivy Wiens doava sua energia e fala poderosa para agitar as celebrações e passava de barraca em barraca, de cada comunidade, para perguntar às lideranças com os nomes na ponta da língua e celebrar a diversidade: “o que vocês trouxeram pra feira esse ano?”

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Como a caça conservadora ao voto feminino alimenta a violência contra a mulher

Fragilidade, hormônios e até intelecto: movimento tenta reduzir papel da mulher em ação violenta que começa no discurso

Por Jéssica Ribeiro | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

Maioria entre o eleitorado brasileiro, as mulheres estão no centro de uma ofensiva que cresce nas redes sociais. Falas disfarçadas de opinião política questionam o espaço feminino na vida pública e se misturam a ataques de ódio envolvendo desqualificações, ameaças ou associações a contextos de violência sexual – justamente no período em que a participação delas nas urnas se torna decisiva.

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Eleições no Brasil: Para escapar do assalto dos EUA

Assim como em 1962, país é alvo declarado de Washington. Até os jornalões assumem que o imperialismo é uma realidade objetiva. Trump usará de todos os meios de ingerência – basta olhar à Venezuela e Cuba, tarifaços e afrontas diplomáticas. Como o Brasil reagirá?

Por Roberto Amaral, em Outras Palavras

Os EUA anunciam que são potência imperial com domínio incontestável sobre a região,
cobiçada pela China. Com isso, tratam a América Latina não como parceira, mas como vassala.” 
(O Estado de SP, 17/08/2026)

O jornalão da oligarquia paulista, diário oficial do segmento mais atrasado da classe dominante brasileira, levou nada menos de 151 anos para descobrir que o imperialismo é uma realidade objetiva e ousou nomeá-lo como presente na América Latina. O escorregão ideológico ajuda a explicar — se ainda é necessário —, a natureza desse império que vem, de longa data, marcadamente a partir da proclamação da Doutrina Monroe (1823), que reduzia nosso Continente a mera extensão de sua soberania. Na sequência sobreveio (1904) o Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe  (“fale suavemente e carregue um grande porrete” ) e agora nos chega o Corolário Trump, uma atualização imperial do big stick :“Os Estados Unidos reafirmarão e imporão a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental”.

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Bispos católicos se manifestam contra conservadorismo autoritário na Igreja e pedem voto consciente em defesa da democracia, dos pobres, da soberania e do meio ambiente

CPT

Em 21 de agosto de 2026, o grupo “Bispos do Diálogo pelo Reino” publicou a carta intitulada Não deixemos cair a profecia. O manifesto critica o conservadorismo autoritário na Igreja Católica e pede um voto consciente nas eleições de 2026 em defesa da democracia, dos pobres, da soberania e do meio ambiente.

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Aratikuty: novo ataque policial contra retomada Guarani e Kaiowá reforça a ideia do uso de força pública como segurança privada

A Aty Guasu vem denunciando a utilização da PM para fins privados há anos. Cinco indígenas foram presos e dois terminaram baleados

Cimi

Um novo ataque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul contra os Guarani e Kaiowá voltou a tensionar a disputa territorial no entorno da Reserva Indígena de Dourados. No último dia 19, em uma área sobreposta à retomada do tekoha – lugar onde se é – Aratikuty, cinco indígenas foram presos (leia mais abaixo) e dois foram atingidos por munição de impacto controlado, conforme o registro policial.

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O veneno atravessa a cerca e destrói roças em todo o Brasil

Levantamento do Joio localizou 67 processos envolvendo perdas de 55 tipos de cultivos e criações em 12 estados; demora nas perícias dificulta responsabilização de fazendeiros e usinas, enquanto agricultores familiares, povos indígenas e quilombolas são forçados a abandonar atividades produtivas

Por Julia Dolce, de O joio & O trigo | Mapa das Perdas Alimentares

“Mitã opyrõ hatã haguã ko yvyre” é uma reza repetida pelo povo indígena Avá-Guarani durante uma cerimônia importante para o seu nhanderekó, ou “modo de vida”: a apresentação de recém-nascidos para as roças. A frase pode ser traduzida como “para que possam as crianças pisar firmes nessa terra”. 

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