Wagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e mais nomes do cinema divulgam carta aberta sobre eleições

Em texto voltado à comunidade internacional, membros brasileiros da Academia expressam ‘preocupação com o atual clima político no Brasil’ e pedem ‘atenção rigorosa’.

No g1

Wagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e outros membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas publicaram uma carta aberta pedindo “atenção internacional rigorosa” para o segundo turno da eleição presidencial no Brasil. A informação é da “Variety”.

Continue lendo “Wagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e mais nomes do cinema divulgam carta aberta sobre eleições”
Ler maisWagner Moura, Fernando Meirelles, Petra Costa e mais nomes do cinema divulgam carta aberta sobre eleições

A cidade baiana contaminada por chumbo há mais de 60 anos

Ex-trabalhadores e moradores de Santo Amaro relatam problemas graves de saúde enquanto aguardam indenizações e medidas para reparar os danos deixados por uma antiga fábrica.

Por Priscila Carvalho, na DW

Aos 69 anos, Adailton Santos ainda convive com problemas de saúde que associa aos anos em que trabalhou na fundição de chumbo instalada em Santo Amaro, no Recôncavo Baiano. Contratado em maio de 1978, passou pela refinaria, pela sinterização e pela chamada “casa do forno”, onde participava do processamento do minério. “Nós trabalhávamos com material sem nenhuma instrução. Tinha colega nosso que nem sabia o nome do material. Saía aquela poeira amarela, e era um material muito fino e tóxico”, afirma.

Continue lendo “A cidade baiana contaminada por chumbo há mais de 60 anos”
Ler maisA cidade baiana contaminada por chumbo há mais de 60 anos

Carta da Aliança Kayapó, Yanomami e Mundruku à sociedade brasileira

“Na manhã do dia 5 de outubro de 2026, nossos povos acordaram com barulhos perturbadores. O ruído não era o ronco dos bugios nem o lamento dos inambus. Era o falatório dos garimpeiros nas redes sociais, atiçados pelos resultados das eleições. Seja em Roraima, no Pará ou em Mato Grosso, as ameaças às nossas comunidades chegaram por todos os lados.

Durante o governo de Jair Bolsonaro, o garimpo avançou sobre nossos territórios de maneira avassaladora, impulsionado pelas declarações do presidente e pelo enfraquecimento da proteção ambiental no país. Segundo dados do MapBiomas, só nas Terras Indígenas Kayapó, Munduruku e Yanomami, a exploração mineral ilegal cresceu mais de 128% entre 2018 e 2022.

Continue lendo “Carta da Aliança Kayapó, Yanomami e Mundruku à sociedade brasileira”
Ler maisCarta da Aliança Kayapó, Yanomami e Mundruku à sociedade brasileira

Difícil, mas não impossível. Por Valerio Arcary

A disputa pelo segundo turno exige mais do que a defesa do legado governamental: requer um programa capaz de renovar expectativas, uma comunicação sensível às hesitações do eleitorado e a articulação entre juventude, sindicatos e movimentos sociais

No A Terra é Redonda

“Mais vale ficar vermelho cinco minutos, que amarelo toda a vida”.
“Gosto de ti que me entendes” (Provérbios populares portugueses).

Continue lendo “Difícil, mas não impossível. Por Valerio Arcary”
Ler maisDifícil, mas não impossível. Por Valerio Arcary

Quem tem medo de mulheres com direitos? Por Jessica Santos

Newsletter da Ponte

“Era boa oradora, sabia fazê-los. Seus discursos eram sobre a santidade do lar, sobre como as mulheres deveriam ficar em casa. Ela mesmo não ficava, em vez disso, Serena Joy fazia discursos, mas apresentava essa fala como um sacrifício que estava fazendo pelo bem de todos.”
[…]
“Como deve estar furiosa, agora que suas palavras foram levadas a sério”
(O conto da aia, Margaret Atwood, 1985, Ed. Rocco, edição de 2017, p. 58)

Continue lendo “Quem tem medo de mulheres com direitos? Por Jessica Santos”
Ler maisQuem tem medo de mulheres com direitos? Por Jessica Santos

O capitalismo não vai colapsar porque já aprendeu a administrar o colapso. Por Gabriel Teles*

No blog da Boitempo

Há uma expressão popular segundo a qual, cedo ou tarde, a casa cai. O capitalismo contemporâneo parece ter encontrado uma solução mais perversa: transformar a própria queda em modo de habitar.

As paredes continuam de pé, as luzes permanecem acesas, os mercados abrem, as mercadorias circulam, as plataformas operam e os governos administram. Ao mesmo tempo, as fundações cedem lentamente: o trabalho se precariza, o futuro é hipotecado, a natureza é exaurida e as condições coletivas de reprodução da vida se tornam cada vez mais frágeis. A casa não desaba de uma só vez. Ela permanece ocupada enquanto se desfaz.

Continue lendo “O capitalismo não vai colapsar porque já aprendeu a administrar o colapso. Por Gabriel Teles*”
Ler maisO capitalismo não vai colapsar porque já aprendeu a administrar o colapso. Por Gabriel Teles*

MPF busca acordo com mineradora para reparação socioambiental a comunidades quilombolas de Paracatu (MG)

Comunidades centenárias lutam há mais de 17 anos por medidas reparadoras de danos causados por atividades de empresa multinacional

Procuradoria Regional da República da 6ª Região

O Ministério Público Federal (MPF) atua para firmar um acordo com a multinacional canadense Kinross Gold Corporation voltado à reparação de danos socioambientais, territoriais e culturais causados às comunidades quilombolas de Machadinho, Amaros e São Domingos, em Paracatu (MG), no Noroeste de Minas Gerais.

Continue lendo “MPF busca acordo com mineradora para reparação socioambiental a comunidades quilombolas de Paracatu (MG)”
Ler maisMPF busca acordo com mineradora para reparação socioambiental a comunidades quilombolas de Paracatu (MG)

Uma análise freudiana da votação na extrema direita no Brasil. Por Érico Andrade e Thais Klein

Por que a extrema direita conquistou o futuro?

No Blog da Boitempo

Dois pontos são necessários para começar a conversa. Primeiramente, é impossível subestimar a força do fascismo no Brasil que remonta pelo menos ao movimento integralista e que é capaz de mobilizar massas em larga escala tanto nas redes sociais quanto nas ruas. O fascismo compõe a história do Brasil. Segundo, acreditar que 47 por cento das pessoas que votam em Flávio Bolsonaro (e um número ainda maior de pessoas que votou para o Senado e para a Câmara dos Deputados na extrema direita) é fascista, é um erro de avaliação que pode custar neste segundo turno o sequestro das instituições pela milícia, pela corrupção sistêmica e pela dissolução do estado. Em outras palavras, esse erro de avaliação pode tornar a situação que é crítica em irreversível.

Continue lendo “Uma análise freudiana da votação na extrema direita no Brasil. Por Érico Andrade e Thais Klein”
Ler maisUma análise freudiana da votação na extrema direita no Brasil. Por Érico Andrade e Thais Klein

STF pode ser enfraquecido por interesses políticos se Flávio for eleito, avaliam juristas

Para especialistas, Tribunal abusa de decisões monocráticas, mas usar crise como arma política prejudica democracia

Por Solange Guimarães | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O Supremo Tribunal Federal (STF) está longe de ser perfeito na análise de três juristas especialistas em direito constitucional, direitos humanos e reforma do Estado ouvidos pela Agência Pública. As suas imperfeições e a recente crise institucional que a mais alta instância do poder judiciário no Brasil e “guardiã da Constituição Federal” está passando, não devem ser, entretanto, usadas como justificativa do jogo político que visa aumentar a impunidade. E é consenso entre os três, que o risco existe. 

Continue lendo “STF pode ser enfraquecido por interesses políticos se Flávio for eleito, avaliam juristas”
Ler maisSTF pode ser enfraquecido por interesses políticos se Flávio for eleito, avaliam juristas

A reprodução fascista do cuidado. Por Bruna Della Torre

No Blog da Boitempo

Discutir “Expectativa(s) de vida y futuro”, assim como as “temporalidades del cuidado entre generaciones”, exige começar por aquilo que o próprio título parece pressupor: que ainda haja alguma expectativa de futuro e que este possa, de algum modo, ser coletivo e abrangente. Mas essa pressuposição tornou-se historicamente problemática. Talvez nunca tenha sido tão concreta a possibilidade de sermos, de fato, a última geração. É a partir dessa perspectiva de uma política do e contra o fim dos tempos que eu gostaria de abordar, em diálogo com Verónica Gago (e Silvia Federici), aquilo que ameaça não só a expectativa de vida, mas também a própria vida de grande parcela da população mundial e que está diretamente ligado ao tema dessa conferência. Gago e Federici chamaram esse processo de “fascistização da reprodução social”.

Continue lendo “A reprodução fascista do cuidado. Por Bruna Della Torre”
Ler maisA reprodução fascista do cuidado. Por Bruna Della Torre