MPF, MPT e DPU cobram na Justiça gestão democrática do Rio Madeira e reparação de usinas por colapso pesqueiro em RO

Ações pedem que hidrelétricas sejam condenadas a pagar R$ 330 milhões e União seja obrigada a instalar o Comitê de Bacia Hidrográfica

Procuradoria da República em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Defensoria Pública da União (DPU) ajuizaram duas ações civis públicas visando à proteção socioambiental da Bacia do Rio Madeira, em Rondônia. As medidas buscam a reparação integral por danos causados pela instalação e operação das usinas hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, além de exigir que o governo federal instale imediatamente instâncias de governança para a gestão democrática dos recursos hídricos.

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Hegemonia institucionalizada da extrema-direita. Entrevista especial com Mayra Goulart da Silva

A despeito do discurso antissistêmico, políticos conservadores têm formado federações radicalmente organizadas e com grande aporte do Fundo Partidário

Por: Cristina Guerini, em IHU

Pelo menos desde 2016, quando do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, candidatos de direita buscam se colocar como antissistema, como disruptivos, como contrários ao establishment político. O paradoxo, mas nem tanto, é que neste contexto pautas conservadoras devem dar o tom do debate. “As pautas nessa eleição vão ser antifeminismo, antiesquerdismo principalmente, esse esquerdismo que pode ser muitas coisas: anticomunismoantiesquerdismoantifeminismo. Tem uma ideia também de ir contra a Lei de Cotas, porque elas seriam uma proteção para os preguiçosos e prejudicariam os batalhadores. Então, há um conjunto de pautas com muita repercussão na política”, explica a professora e pesquisadora Mayra Goulart em entrevista concedida por telefone ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

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O SUS diante de catástrofes e a aposta no território

Há tormentas à vista – e não é possível preparar o sistema de saúde focando apenas na ação nacional. A Atenção Básica precisa ser o eixo estruturante da resposta, o que exige pactos interfederativos, cogestão e recomposição de fluxos e redes comunitárias nos locais afetados

Por Liane Beatriz Righi, Carine Bianca Ferreira Nied e Gustavo Tenorio Cunha, em Outra Saúde

Utiliza-se a expressão “tormenta” como sinônimo de ventania; ao mesmo tempo, em sentido figurado, tormenta refere-se a aflição, sofrimento, sucessão de episódios nefastos. Em evento promovido pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), o professor José Noronha propôs oito ameaças sanitárias globais: mudança climática e eventos extremos; guerras e conflitos armados, deslocamentos e crises humanitárias; pandemias e doenças infecciosas emergentes; fome e insegurança alimentar; doenças crônicas não transmissíveis; crise global da saúde mental; guerra biológica e genética; e ameaça nuclear: armas estratégicas, táticas e o risco de escalada

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Mil e um dias de genocídio e 1.022 bebês mortos por Israel na Faixa de Gaza

Apesar do chamado cessar-fogo, a situação em Gaza permanece crítica. A dependência de recursos externos é absoluta e 98% das terras agrícolas foram perdidas

por El Salto, em IHU

O dia 3 de julho marcou os 1.000 dias desde o início do genocídio israelense em Gaza. Durante esse período, 223.000 toneladas de explosivos foram lançadas sobre a Faixa de Gaza — mais de três vezes a quantidade lançada sobre BerlimDresden e Londres juntas durante a Segunda Guerra Mundial. 73.066 pessoas foram mortas em ataques das Forças Armadas de Israel (IDF), e estima-se que outras 10.000 estejam soterradas sob os escombros.

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Do porão do navio negreiro ao painel do aplicativo. Entrevista com Ruy Braga

IHU

Ruy Braga  — professor titular do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), livre-docente pela mesma casa, doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, pós-doutor por Berkeley, coordenador do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania e autor de A política do precariado, finalista do Jabuti, e de A rebeldia do precariado — é talvez o sociólogo brasileiro que com mais método mapeou a acumulação do capital e a cor de quem trabalha.

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O centenário de Frantz Fanon no Museu das Favelas: um ancestral entre os seus

Em “Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon”, a descolonização deixa de ser apenas horizonte discursivo ou leitura das obras distanciadas na fala de Fanon e passa a se inscrever na própria arquitetura institucional da exposição

Por Thais de Menezes, no Alma Preta

É a dimensão ancestral, o maior pulso de conexão artística na exposição “Imaginação Radical: 100 anos de Frantz Fanon”, no Museu das Favelas. Na direção artística da exposição, cuja curadoria assino ao lado de Jairo Malta, a exposição convoca o psiquiatra Fanon não como monumento da teoria crítica, mas como força em circulação no presente. Ao refletir sobre a cultura nacional argelina, Frantz Fanon argumentou que a luta reintegraria os antepassados não como figuras de museu, mas como presenças vivas capazes de orientar um povo em marcha.

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Considerado sobrinho por Raoni, cacique Khuiusi Suyá morre aos 80 anos e deixa legado na luta pelos direitos indígenas em MT

Principal liderança do povo Khĩsêtjê, Khuiusi comandou a mobilização pela reconquista da Terra Indígena Wawi.

G1 MT

O cacique Khuiusi Suyá morreu nesta sexta-feira (3), aos 80 anos. Em nota, a aldeia Khĩsêtjê lamentou a morte de uma das principais lideranças indígenas do povo e destacou a trajetória do cacique na defesa do território, da cultura e dos direitos dos Khĩsêtjê.

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Em audiência na Câmara, organizações apresentam nota técnica sobre Racismo Ambiental nas Periferias Urbanas Brasileiras

Entidades da sociedade civil cobram que o recorte racial seja incorporado de forma efetiva nas políticas ambientais, urbanas, habitacionais e climáticas

Por Kátia Mello, na Geledés

No Brasil, os impactos da crise climática seguem o mapa das desigualdades raciais e sociais, expondo de forma desproporcional a população negra, periférica e de baixa renda às enchentes, deslizamentos, precariedade habitacional e falta de saneamento. Mais do que uma consequência direta das mudanças do clima, essa realidade resulta de décadas de segregação urbana e de escolhas políticas que seguem definindo quem tem acesso à infraestrutura e quem permanece nas áreas mais vulneráveis. Esse foi o eixo principal da audiência pública promovida pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados sobre Justiça Climática, Racismo Ambiental e Cidades Resilientes, realizada segunda-feira, 29/06, com parlamentares, lideranças comunitárias e organizações da sociedade civil.

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Volta Redonda: Ocupação Nove de Novembro esclarece como será Minha Casa, Minha Vida – Entidades no Santo Agostinho

Iniciativa beneficiará 56 famílias organizadas pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e pela Associação de Apoio à Moradia

A Voz da Cidade

A coordenação da ‘Ocupação Nove de Novembro’ divulgou uma carta aberta à Associação de Moradores e à comunidade do Santo Agostinho. O objetivo foi esclarecer dúvidas sobre o empreendimento habitacional que será construído no bairro por meio do ‘Minha Casa, Minha Vida – Entidades’ (MCMV-E)’. O projeto beneficiará 56 famílias organizadas pelo Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) e pela Associação de Apoio à Moradia. Diferentemente da modalidade tradicional do programa, o MCMV-E atende famílias organizadas coletivamente, que participam de todas as etapas da construção da política habitacional.

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Classe média, o sargento da oligarquia

Em livro que acaba de relançar, Jessé de Souza amplia estudo sobre as classes sociais brasileiras. Foco agora são as camadas médias, vistas em sua heterogenidade e desde a colonização. Obra é mordaz com segmento que, desde o tempo dos “agregados”, vê-se como parte das elites

Por Carlos Azevedo, no Outras Palavras

Nesse livro de 2018 reeditado em 2026 o sociólogo Jessé Souza continua sua interpretação da estrutura das classes no Brasil, em seguida à Elite do Atraso e outros como o excelente O Pobre de Direita, trabalhos já resenhados neste espaço. (link aqui)

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