Eugenio Raúl Zaffaroni: ‘Poder financeiro mundial virou uma organização criminosa’

Por Marco Weissheimer, no Sul21

A crise financeira de 2008 foi um estelionato astronômico, que custou bilhões (ou trilhões) de dólares aos contribuintes dos Estados Unidos, União Europeia e de outros países. O autor desse estelionato é um poder mundial que ainda explora trabalho escravo à distância, compra papeis de países endividados e depois os extorque. Esse poder busca enfraquecer os Estados e ocupar o lugar da política. O diagnóstico é do jurista argentino Eugenio Raúl Zaffaroni, que esteve em Porto Alegre participando de um debate sobre a questão democrática e a midiatização do processo judicial, promovido pelo Instituto Novos Paradigmas (INP). (mais…)

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Marx e o capital no século XXI: uma entrevista com David Harvey

David Harvey fala sobre seu novo livro “A loucura da razão econômica: Marx e o capital no século XXI” em entrevista a David Denvir: “Tenho apostando na construção de alianças. Para construir alianças, você precisa ter uma imagem da totalidade de uma sociedade capitalista. Daí a importância de ler Marx hoje.”

Entrevista especial com David Harvey, no blog da Boitempo (mais…)

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Naomi Klein: Foi o capitalismo, e não a “natureza humana”, que matou nossos esforços contra as mudanças climáticas

No The Intercept Brasil

Neste domingo, a revista inteira do New York Times foi composta de apenas um artigo sobre um único assunto: a falha em combater a crise global do clima durante os anos 1980, uma época em que a ciência sobre o tema estava consolidada e a política parecia se alinhar ao debate. Escrito pelo romancista Nathaniel Rich, esse trabalho de história é repleto de revelações privilegiadas sobre caminhos que deixamos de seguir que, em diversas ocasiões, me fizeram xingar a plenos pulmões. E, para não restar dúvida de que as implicações dessas decisões serão marcadas no tempo geológico, as palavras de Rich são enfatizadas por fotos aéreas de George Steinmetz, que tomam páginas inteiras e documentam dolorosamente o rápido desmantelamento dos ecossistemas do planeta, desde a água corrente onde o gelo da Groenlândia costumava estar até as grandes proliferações de algas no terceiro maior lago da China. (mais…)

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“Marxismo só tem sentido como um pensamento aberto”. Entrevista especial com Michael Löwy

Por Ricardo Machado, no IHU

Quando Karl Marx reflete acerca de assuntos econômicos, políticos e sociais, está imerso no espírito de seu tempo, o século XIX. Claro, é notória sua contribuição para compreender essa sociedade em transformação. “As tentativas de ‘superá-lo’ só levam a regressões: ao positivismo, ao liberalismo do século XIX, à economia política burguesa etc.”, destaca o professor Michael Löwy. Entretanto, para Löwy, leituras mais duras dos escritos limitam as possibilidades de manter o marxismo atual. “Graças aos trabalhos de John Bellamy Foster, Paul Burkett, Ian Angus e Kohei Saito, descobriu-se toda uma dimensão ecológica da obra de Marx, que havia sido totalmente ignorada pelas leituras da esquerda tradicional”, exemplifica. (mais…)

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Humanos colocam em perigo um terço das reservas naturais da Terra

Hoje, 1 de agosto, é a data que marca o esgotamento do planeta, incapaz de regenerar os recursos naturais que a população mundial consumiu em 2018. E três quartos dos países têm pelo menos 50% de suas áreas protegidas afetadas pela exploração de minérios, as estradas e a agricultura

Por  The Conversation, no El País Brasil

Há 146 anos o Parque Nacional de Yellowstone, no noroeste dos Estados Unidos, transformou-se na primeira área protegida do mundo. Desde então, países de todo o planeta criaram mais de 200.000 reservas naturais. Juntas, somam mais de 20 milhões de quilômetros quadrados, quase 15% da superfície terrestre. Uma área maior do que a América do Sul. (mais…)

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“Estamos deixando o celular alterar a forma como somos humanos”

Há dois anos Catherine Price decidiu que tinha de romper a relação que tinha com o celular. Pelo caminho, escreveu um Manual de Desintoxicação sobre o processo. Em entrevista, explica aquilo que aprendeu e partilha as estratégias que usou

por Karla Pequenino, em Público / IHU On-Line

Aos 37 anos, a norte-americana Catherine Price, autora e jornalista de ciência, percebeu que já não sabia ocupar o tempo livre sem o telemóvel e que, por isso, a relação tinha de acabar. A decisão chegou em 2016 quando estava a amamentar Clara, a filha recém-nascida. “Reparei que enquanto eu olhava para a tela e deslizava os dedos por mensagens antigas e candeeiros em lojas online, ela estava a olhar para mim. E eu não estava a olhar para ela,” relembra a autora. “Não queria que essa fosse a sua primeira memória de interação com outra pessoa.” (mais…)

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EUA: quem lucra com as crianças separadas

Capitalismo e barbárie: Washington oferece contratos multimilionários para que corporações envolvidas em guerras ganhem com o aprisionamento infantil. Prática remete a história oculta do regime nazista

Por Marianna Braghini*, em Outras Palavras

Encarcerar crianças imigrantes, em atentado aos direitos humanos, pode ser também fonte de lucros? No mês passado o site norte-americano The Daily Beast publicou reportagem denunciando algumas das empresas que ganham muito, com a nova política de imigração do governo Trump. Como se sabe, elas vêm sendo sistematicamente separadas de seus pais e abrigadas em instalações provisórias do Estado. Conforme os relatos e imagens dos jornais, pode-se dizer, no mínimo, que se trata de condições inadequadas para crianças em situação de vulnerabilidade. Mas as revelações de agora fazem lembrar episódios mais dramáticos: o papel de grandes empresas alemãs (como a Volkswagen e a Krupp) e mesmo norte-americanas (Ford e General Motors) no apoio industrial e tecnológico ao regime nazista – e a seus campos de concentração. (mais…)

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Redes livres, alternativa à Internet colonizada

Como multiplicam-se, em muitos cantos do mundo, iniciativas para compartilhar cultura, comunicação, lutas e atitudes transformadoras. Por que Google e Facebook tentam sufocá-las

Por Leonardo Foletto*, em Outras Palavras

No final do texto passado, “Ressaca da Internet, espírito do tempo”,  fiz algumas perguntas que podem guiar a busca por uma (re)invenção da internet, cada vez mais cerceada por grandes empresas privadas (Google, Facebook, Amazon, Microsoft, Apple) e pela vigilância, tanto de agências de espionagem ligadas a governos (vide NSA) como a realizada pelas mesmas empresas já mencionadas, que tem como modelo de negócios o comércio de dados. Repito aqui um dos questionamentos porque vai guiar a busca desse texto: de quais maneiras práticas os engenheiros de computação podem tornar o processamento da informação na internet mais descentralizado? Ou, visto de outro modo: quais são os jeitos de desmonopolizar o tráfego de informação nas redes? Falo aqui um pouco mais do maior gargalo: a infraestrutura. (mais…)

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Se violência é epidemia, solução está na saúde?

Escócia tem a única força policial do mundo que adotou formalmente um modelo de saúde pública. Após 13 anos, homicídios em Glasgow caíram 60%

Samira Shackle, no Mosaic Science. Tradução e adaptação de Raquel Torres, em Outra Saúde

Glasgow é a maior cidade da Escócia e, em 2005, um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre crimes em 21 países europeus mostrou que aquela era a “capital do assassinato” da Europa. No mesmo ano, as Nações Unidas publicaram um relatório declarando a Escócia o país mais violento do mundo desenvolvido. (mais…)

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