Querem que oprimidos pensem que a saída é votar no opressor, diz sociólogo Boaventura de Sousa Santos

No Blog do Sakamoto

”Se os partidos não se derem conta que estamos em uma situação pré-fascista, em que a democracia foi sequestrada por antidemocratas, no final, estarão todos destruídos por essas forças conservadoras.”

A avaliação é do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, considerado um dos mais importantes intelectuais da esquerda na atualidade. Diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em Portugal, e professor da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e da Universidade de Warwick, no Reino Unido, possui uma extensa produção sobre participação social, modelos de democracia e concepções de direitos humanos. Ligado a movimentos sociais brasileiros e globais, Boaventura veio ao Brasil participar de uma série de eventos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre e falou com o blog. (mais…)

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Cartes a brasileiros: “Usem e abusem do Paraguai”

Gafe do presidente resume expansão predadora pelos vários pontos do território; pelo Leste, há décadas, soja e outros grãos; mais recentemente, o arroz no Sul e a pecuária no Chaco

Alceu Luís Castilho, De Olho nos Ruralistas

“Usem e abusem do Paraguai, porque, para mim, é um momento inacreditável de oportunidades”. A frase foi dita pelo presidente do Paraguai, Horacio Cartes, a empresários brasileiros, em 2014, quando recebeu representantes da Confederação da Indústria e do Comércio do Brasil (CNI). Durante a fala, Cartes intercalou trechos em português com trechos em espanhol: “Todo con Brasil, nada contra Brasil. Sintam-se em casa”. (mais…)

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Finlândia faz ‘maior reunião de pais e professores do mundo’ para planejar educação do futuro

Novos tempos exigirão uma nova escola. O diagnóstico vem da Finlândia, país cujo sistema, já celebrado internacionalmente, agora planeja reformas de olho em como será sua educação daqui a duas décadas

A meta é envolver os pais em um amplo debate sobre a agenda que os finlandeses acreditam ser necessária para preservar o nível de excelência do ensino público nos próximos anos. (mais…)

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Os Fins da Democracia: Seminário Internacional USP/Berkeley, de 7 a 9/11, no Sesc Pompeia

Organizado pelo Convênio Internacional de Programas de Teoria Crítica (UC Berkeley) e Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo, o Sesc Pompeia recebe entre os dias 7 e 9 de novembro de 2017, o seminário internacional Os Fins da Democracia / The Ends Of Democracy. 

O aumento de movimentos populistas, nos últimos anos, levanta questões sobre os desafios para a democracia liberal e suas formas institucionais básicas. Por exemplo, quais são “os fins” da democracia em um duplo sentido: quais são os fins da democracia, isto é, seus propósitos e promessas, mas também, qual é a possibilidade de um colapso da democracia como uma forma política específica de governo ou um ideal para formas existentes? Qual significado, se houver, pode ser dado à soberania popular durante este período, e como isto se relaciona com as ideias predominantes de populismo? (mais…)

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É impossível mudar o mundo de cima para baixo… Diálogos com Raul Zibechi no Distrito Federal

Raul Zibechi realizará um conjunto de atividades no Distrito Federal entre os dias 04/11 e 08/11. Serão atividades de formulação sobre suas perspectivas acerca da América Latina, conjuntura atual e conceitos como Sociedades em Movimento, Autonomia dos Povos Latinoamericanos, Territórios em Resistência, Os limites do Progressismo. As atividades estão distribuídas em diferentes formatos, temas e cidades do DF para que muitos/as possam participar. Caso você tenha interesse/disponibilidade em participar de mais de uma atividade não deixe de fazê-lo!
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“O perigo real é o retorno do fascismo”. Entrevista com o filósofo Rob Riemen

No IHU On-Line

“No momento, negamo-nos a ver o retorno do fascismo. Dizem-me que falo dos perigos do populismo. Não é assim. O populismo é como os mosquitos, um pouco irritantes. O perigo real é o retorno do fascismo. O fascismo é o cultivo político de nossos piores sentimentos irracionais: o ressentimento, o ódio, a xenofobia, o desejo de poder e o medo. Não deveríamos confundir os dois conceitos. Devemos chamar o fascismo por seu nome”, afirma Rob Riemen (Países Baixos, 1962), ensaísta, filósofo e diretor do prestigiado Nexus Institute. (mais…)

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Presidente da Catalunha acusa o governo espanhol de querer “liquidar a democracia”

Carles Puigdemont convoca reunião parlamentar para debater intervenção no governo regional, mas não fala em declaração de independência

Por Miguel Noguer e Camilo S. Baquero, no El País

O presidente da Generalitat, Carles Puigdemont, está com tudo pronto para fazer uma declaração formal de independência da Catalunha como resposta à aplicação do artigo 155 da Constituição por parte do Governo da Espanha. Encurralado por uma medida que o afastará do cargo, assim como seus 13 conselheiros, o presidente catalão pediu a realização de uma sessão plenária no parlamento, em princípio para “debater e decidir” sobre o alcance da intervenção da Generalitat. O líder catalão não especificou na noite de sábado, em sua declaração institucional, se a sessão incluirá a declaração de independência como lhe solicitaram os partidos aliados. (mais…)

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A morte do outro não importa

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

O mundo ocidental se move por uma premissa que vem da cultura grega: o ser é, o não-ser não é. E o que significa essa frase tão enigmática? Que só é reconhecido como ser aquele que é igual. O outro, esse não existe. Não-é. Não tem importância. Sendo assim o que é para o mundo ocidental europeu/estadunidense? Aquele que é igual a eles: branco, rico, capitalista, guardião da ordem e da moral. Tudo o que sai desse script não-é. E, não sendo pode ser destruído sem dó. Sobre a morte desse outro que não-é, não se fala, porque não importa. (mais…)

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E a psicometria eleitoral chega ao Brasil

Cambridge Analitica, que criou métodos manipulatórios para Trump e o Brexit, associa-se a marqueteiro no país. Ele diz que trabalha “no limite da ética” e está negociando com Dória

Por Marina Rossi e Flávia Marreiro, no El País/Outras Palavras

“Eu comprei uma praia e não quero que as pessoas entrem. Qual é a melhor placa para eu fincar na areia?”, perguntou o marqueteiro André Torretta, enquanto mostrava duas fotos em uma apresentação de Power Point em seu MacBook. “Essa, dizendo que a praia é privada, ou essa, dizendo que a praia tem tubarão? A que tem tubarão funciona mais”, disse, sorrindo, em seu escritório, um coworking colorido e ostensivamente descolado em um bairro nobre de São Paulo. E se não houver tubarão na praia será uma mentira, certo? “Se não tiver tubarão, então é uma fake news”, concedeu. “Eu não vou fazer isso, mas isso existe, é possível e dá para ser feito, no limite da ética”. (mais…)

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