“Uma reorganização do conjunto de modos de produção e de consumo é necessária, baseada em critérios exteriores ao mercado capitalista”. Entrevista com Michael Löwy

Na IHU On Line

O franco-brasileiro Michael Löwy é um dos mais destacados intelectuais revolucionários em nível mundial. Este sociólogo e filósofo marxista é um dos principais impulsionadores da alternativa ecossocialista. Nesta entrevista exclusiva para o Chile dialoga sobre o marxismo na América Latina, os movimentos sociais, o novo internacionalismo e os desafios do anticapitalismo.

A entrevista é de Marco Álvarez, publicada pela Fundación Miguel Enríquez e reproduzida por Rebelión, 05-02-2018. A tradução é do Cepat. Eis a entrevista. (mais…)

Ler Mais

Novos escândalos sexuais abalam ONGs internacionais de ajuda humanitária

Oxfam, Save the Children, Christian Aid e Cruz Vermelha estariam envolvidas em, pelo menos, 120 casos de abusos

Por Pablo Guimón, no El País

Um novo escândalo sexual está abalando as ONGs que trabalham em países afetados por desastres naturais ou conflitos bélicos. O jornal britânico The Times detalhou ao menos 120 casos de abusos sexuais de funcionários das organizações, Oxfam, Save the Children, Christian Aid e Cruz Vermelha. A mais atingida pelas acusações é a Oxfam, após o jornal desvendar que funcionários seus pagaram prostitutas com dinheiro da ONG enquanto trabalhavam para aliviar as consequências do terremoto de 2010 no Haiti. (mais…)

Ler Mais

Boaventura: depois das “democracias de mercado”

O regime que era opção das elites desde a queda do Muro de Berlin regrediu, após 2008, para uma democracia esvaziada. Mas é apenas um interregno. Virá um novo momento, ainda incerto

Por Boaventura de Sousa Santos – Outras Palavras

Estamos num interregno. O mundo que o neoliberalismo criou em 1989 com a queda do Muro de Berlim terminou com a primeira fase da crise financeira (2008-2011) e ainda não se definiu o novo mundo que se lhe vai seguir. O mundo pós-1989 teve duas agendas com um impacto decisivo em todo o mundo. A agenda explícita foi o fim definitivo do socialismo enquanto sistema social, econômico e político liderado pelo Estado. A agenda implícita consistiu no fim de qualquer sistema social, econômico e político liderado pelo Estado. (mais…)

Ler Mais

O novo interregno, por Boaventura de Sousa Santos

No Sul21

Estamos num interregno. O mundo que o neoliberalismo criou em 1989 com a queda do Muro de Berlim terminou com a primeira fase da crise financeira (2008-2011) e ainda não se definiu o novo mundo que se lhe vai seguir. O mundo pós-1989 teve duas agendas com um impacto decisivo um pouco em todo o mundo. A agenda explícita foi o fim definitivo do socialismo enquanto sistema social, econômico e político liderado pelo Estado. A agenda implícita consistiu no fim de qualquer sistema social, econômico e político liderado pelo Estado. Esta agenda implícita foi muito mais importante que a explícita, porque o socialismo de Estado estava já agonizante e, desde 1978, procurava reconstruir-se na China enquanto capitalismo de Estado no seguimento das reformas promovidas por Deng Xiaoping. (mais…)

Ler Mais

No capitalismo só não há espaço para dois entes: o ser humano e a natureza. Entrevista especial com Eleutério F. S. Prado

Por: Patricia Fachin – IHU On-Line

O ponto final na curta história do projeto de estado de bem-estar social, iniciado no pós-guerra, parece ter sido colocado com a crise financeira mundial de 2008. Se o capitalismo atual, impulsionado pela financeirização, não encontra limites matemáticos, alcançando uma cifra 350% superior ao PIB mundial, defronta-se com a barreira que lhe confere alguma materialidade: o ser humano e a natureza. “É bem evidente hoje que os problemas ecológicos, tais como o aquecimento global, a poluição das águas potáveis, a acidificação dos oceanos, a destruição das espécies, etc. ameaçam o capitalismo porque ameaçam a própria continuidade da vida humana na Terra. Eis que a natureza, assim como o ser humano que faz parte dela, não está integrada ao capital; eis que ambos estão apenas subordinados e que, por isso mesmo, podem contrariar a lógica de expansão insaciável que caracteriza sobretudo o modo de existência da produção capitalista”, pontua Eleutério F. S. Prado, em entrevista por e-mail à IHU On-Line. (mais…)

Ler Mais

David Harvey: “Vivemos no mundo da servidão por dívidas”

Por , no The Intercept Brasil

Ao longo do último ano, experimentamos todos uma sensação de vertigem política. Parte disso, claro, decorre do fato de o atual presidente dos Estados Unidos ser Donald Trump — e de ele estar constantemente encadeando um absurdo no outro, normalmente quando a gente mal começa a debater sobre o primeiro.

Estamos correndo o tempo todo, e fica difícil tomar pé de onde estamos e onde estivemos. Poder parar e olhar para as coisas de uma perspectiva mais ampla se torna um luxo quase inacessível. Isso terá sérias consequências. Estamos sofrendo alterações em nossos cérebros, na forma como processamos as notícias e as informações, nos nossos conceitos de resistência e tirania. Já vivemos em uma sociedade que não estuda sua própria história — a história nua e crua –, e muitas vezes os acontecimentos em curso são analisados num vácuo que raramente inclui o contexto histórico necessário para compreender o que é novidade, o que é antigo e como chegamos até aqui. (mais…)

Ler Mais

A vigilância em massa é o grande problema do nosso tempo. Entrevista especial com Marcelo Branco

Por: Patricia Fachin – IHU On-Line

As falhas dos chips produzidos pela Intel, conhecidas pelos nomes de Meltdown e Spectre, são graves porque “permitem o acesso à totalidade dos dados que temos nos nossos espaços privados indevidamente, sem o nosso consentimento, por pessoas e corporações ou agências de espionagens governamentais”, diz Marcelo Branco à IHU On-Line. (mais…)

Ler Mais

Facebook e seu novo algoritmo: a distopia total

Por que o novo algoritmo converte a rede social mais poderosa do mundo em algo que combina a vigilância total, de George Orwell, com o anestesiamento permanente, de Aldous Huxley?

Por Chris Taylor*, na Mashable – Outras Palavras

Ao se construir uma distopia, é bem difícil deixá-la aos moldes tanto de Orwell quanto de Huxley ao mesmo tempo. Mas, com as mudanças recentemente anunciadas no feed de notícias do Facebook, Mark Zuckerberg parece ter realizado esta façanha. (mais…)

Ler Mais

Žižek: O que Hegel nos ensina sobre como lidar com Trump?

A crítica de Hegel ao humor subjetivo é hoje mais atual do que nunca. O que podemos aprender com ela sobre Donald Trump e seus críticos liberais?

Por Slavoj Žižek, no Blog da Boitempo

O que podemos aprender com o Hegel sobre Donald Trump e seus críticos liberais? Bastante, por incrível que pareça. Em sua avaliação crítica da ironia romântica, Hegel firmemente a descarta como sendo um exercício de negatividade vazia, um ato da vã subjetividade que percebe a si mesma como estando elevada acima de todo conteúdo objetivo, tirando sarro de tudo, enredada nas “idas e vindas do humor, que apenas faz uso de cada conteúdo para fazer valer nele seu chiste subjetivo.” Aqui, “é o artista mesmo que penetra na matéria, assim sua atividade principal consiste em deixar decompor-se e dissolver-se em si mesmo tudo o que se quer fazer objetivo e conquistar uma forma firme da efetividade ou que parece tê-la no mundo exterior, e isso mediante o poder de ideias subjetivas, de pensamentos momentâneos, de modos de apreensão surpreendentes.”1 (mais…)

Ler Mais

1968: Fatos e mitos do ano que chacoalhou o mundo

Há 50 anos manifestações por todo o mundo ousaram contestar o poder estabelecido, seja à direita ou à esquerda, o que as tornou alvo de mistificações até hoje

Por Marcelo Fantaccini, Voyager

Neste ano de 2018, completam-se 50 anos dos movimentos de 1968. Assim como ocorre em todo ano terminado em 8, haverá um grande número de textos e um grande número de mesas redondas debatendo aquele ano. (mais…)

Ler Mais