Portugal, objetivo estratégico de la extrema derecha. Por Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos explica los motivos que tendría el internacionalismo de extrema derecha de debilitar a la Unión Europea (UE) a través de Portugal, a quien considera su “eslabón débil” por tener un gobierno de izquierda. El objetivo central sería la destruccion de la UE para que Europa vuelva a hacer un continente de Estados rivales. 

Por Boaventura de Sousa Santos*, en Servindi

Varios acontecimientos recientes han revelado señales cada vez más inquietantes de que el internacionalismo de extrema derecha está transformando Portugal en un objetivo estratégico. Entre ellos, cabe destacar el reciente intento de algunos intelectuales de jugar la carta del odio racial para poner a prueba las divisiones de la derecha y la izquierda e influir así en la agenda política, el encuentro internacional de partidos de extrema derecha en Lisboa en 10 de agosto y la huelga simultánea del recién creado Sindicato Nacional de Conductores de Materiales Peligrosos. Hay varias razones que apuntan en este sentido. Portugal es el único país de Europa con un gobierno de izquierda a lo largo de una legislatura completa y en el que se acerca un proceso electoral, y es también el único país en el que ningún partido de extrema derecha tiene presencia parlamentaria.

(mais…)

Ler Mais

Ecossocialismo, democracia e nova sociedade. Por Michael Löwy

Diante do risco de catástrofe climática, tornou-se crucial pensar saídas. Implica resgatar justiça social do marxismo e anarquismo, mas articulá-la a nova relação com a natureza e a mudança nos modos de produzir, consumir e decidir

Por Michael Löwy1 , no Outras Palavras

Se for impossível aplicar reformas no capitalismo a fim de colocar os benefícios a serviço da sobrevivência humana, que outra alternativa existe senão optar por um gênero de economia planificada no nível nacional e internacional?  Problemas como a mudança climática necessitam da “mão visível” do planejamento direto (…). No seio do capitalismo nossos dirigentes corporativistas não podem de maneira alguma evitar, sistematicamente, tomadas de decisão sobre o meio ambiente e a economia que são errôneas, irracionais e, finalmente, suicidas em nível mundial dada a tecnologia que eles têm à sua disposição. Então, que outra escolha nós temos senão vislumbrar uma verdadeira alternativa ecossocialista? (Richard Smith2)

(mais…)

Ler Mais

Zizek: por que os EUA podem guinar à esquerda

Nos preparativos para eleições cruciais de 2020, são os Socialistas Democráticos que desafiam Trump. Para fazê-lo propõem redistribuir riquezas, ampliar serviços públicos e nova articulação entre feminismo, antirracismo e justiça social

Por Slavoj Zizek | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Nos Estados Unidos, muitos dos chamados membros “moderados” do Partido Democrata preferem que Donald Trump mantenha a presidência, a uma vitória de Bernie Sanders ou de outro autêntico partidário de posições à esquerda. Neste sentido, são espelhos dos republicanos ligados ao establishment — como George W. Bush e Colin Powell –, que expressaram publicamente seu apoio a Hillary Clinton, nas eleições de 2016.

(mais…)

Ler Mais

Uruguai: A necessidade de reinvenção das esquerdas

Ao lado de Argentina e Bolívia, país tem o desafio de frear restauração conservadora na América Latina. Mas Frente Ampla, para renovar projeto político e vencer eleições, enfrenta marqueteira direita que tenta se “conectar” com o povo

Por Katu Arkonada, em La Jornada | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Depois de quase 15 anos e três governos da Frente Ampla, o Uruguai encara sua eleição presidencial mais difícil. Eleições convertidas em um plebiscito, como em outros países do ciclo progressista, entre a continuidade do processo de transformação ou a restauração conservadora.

(mais…)

Ler Mais

Cresce a fome no mundo, mas a solução não está na agricultura industrial

Artigo mostra que “é uma ilusão perigosa pensar que podemos resolver o problema da fome no mundo aumentando a produção mundial baseada na implantação da agricultura industrial”

Por Timothy A. Wise*, em IHU/Unisinos / MST

Pelo terceiro ano consecutivo, diversas agências da Organização das Nações Unidas documentaram níveis crescentes de fome severa no mundo, afetando 820 milhões de pessoas. Mais de 2 bilhões sofrem de insegurança alimentar “moderada ou severa”. Durante o mesmo período, o mundo vem experimentando o que a Reuters denominou como uma “superabundância global de cereais”, com produtos agrícolas excedentes amontoados fora dos silos de grãos e apodrecendo por falta de compradores. Vê-se que o aumento das safras de grãos não reduz a fome global.

(mais…)

Ler Mais

Quem colocou os psicopatas no poder

Trumps, bolsonaros e dutertes estão agora em toda parte. Sua ascensão não é fortuita. Em fase de hiperconcentração de riquezas, capitalismo precisa destroçar democracia e instalar, no palco da política, palhaços que distraiam a plateia

Por George Monbiot | Tradução: Inês Castilho, em Outras Palavras

Há sete anos, o comediante Roty Bremner reclamou que os políticos tinham se tornado tão chatos que poucos mereciam ser imitados. “Atualmente eles são muito parecidos e sem graça… É como se o caráter fosse considerado uma obrigação”, disse ele. Hoje sua profissão tem o problema oposto: por mais afiada que seja a sátira, é uma batalha dar conta da realidade. O universo político, tão sombrio e cinzento há alguns anos, é agora povoado por inacreditáveis exibicionistas.

(mais…)

Ler Mais

Dardot e Laval: a “nova” fase do neoliberalismo

Ascensão de Trump marca grande virada. Agora, sistema que visa impor a lei do capital sobre todas as esferas da vida humana, já descarta a democracia e o direito. Bolsonaro é a caricatura grotesca que expõe esta ameaça

Por Pierre Dardot e Christian Laval, no Viento Sur | Traduzido pelo IHU, em Outras Palavras

Há uma dezena de anos vem se anunciando regularmente o fim do neoliberalismo: a crise financeira mundial de 2008 se apresentou como o último estertor de sua agonia, depois, foi a vez da crise grega na Europa (ao menos até julho de 2015), sem esquecer, é claro, o terremoto causado pela eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, em novembro de 2016, seguido do referendo sobre o Brexit, em março de 2017.

(mais…)

Ler Mais

A comunicação e a servidão. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

Quando em 1938 o jovem Orson Welles levou a sociedade estadunidense a beira do delírio coletivo com a apresentação radiofônica de uma invasão alienígena – na verdade a dramatização da novela de George Wells, Guerra dos Mundos – ficou bastante claro o poder que o rádio – naqueles dias uma mídia insurgente – desempenhava. Sua penetração era avassaladora e o que era veiculado na caixinha de som assumia status de verdade absoluta. A sociedade já não estava mais refém dos ilustrados, que sabiam ler, e desvendavam as letras dos jornais. Pelo rádio, a informação falada podia chegar a qualquer pessoa e em qualquer lugar. Abria-se o espaço para a liberdade do conhecimento. Só que não.

(mais…)

Ler Mais

O desespero que leva à esperança

Wolfgang Streeck alertou: depois da crise de 2008, o capitalismo desiste de criar ilusões de justiça social. Surgem Trumps e Bolsonaros com a missão de implantar a “ditadura do mercado”. Recuperar a democracia exige novas estratégias das esquerdas

por Almir Felitte, em Outras Palavras

Os últimos tempos, no Brasil, foram tão recheados de absurdos políticos que, por vezes, até custa pensar que o novo Governo está aí há pouco mais de um semestre apenas. Aliás, desde o golpe de 2016, a sensação que fica é a de que a elite brasileira e toda a sua máquina direitista passaram um verdadeiro rolo compressor sobre a oposição e o próprio povo brasileiro. Motivos mais do que suficientes para essa mesma oposição já ter percebido o sinal claro de que não há mais espaços para conciliações.

(mais…)

Ler Mais

“A Libra não é uma criptomoeda”, diz porta-voz de Instituto de Criptoanarquia

Em entrevista à Pública, o criptoanarquista Milan Půlkrábek critica a nova moeda do Facebook e aconselha as pessoas a serem paranoicas nas redes

Por Ethel Rudnitzki, Rafael Oliveira, Agência Pública

“Ergam-se, vocês não têm nada a perder a não ser as cercas de arame farpado!”

Como em um anúncio profético de revolução, Timothy C. May publicou em 1992 o Manifesto Criptoanarquista, direcionado à comunidade Cypherpunk – um grupo de entusiastas da criptografia que surgiu em meados dos anos 1980. Quase 30 anos depois, a criptografia ainda não se alastrou e o debate sobre privacidade, principalmente com a popularização da internet e a criação de redes sociais, está cada vez mais quente.

(mais…)

Ler Mais