Se essa UPP fosse minha: com seu fim anunciado, os sonhos dos moradores para reocupar o espaço das UPPs

por Luisa Fenizola, RioOnWatch

Embora a falência do modelo de polícia pacificadora já estivesse sendo sinalizada há anos por moradores, pesquisadores, organizações da sociedade civil e os próprios índices de violência e letalidade no Rio de Janeiro, foi só em 2018 que o poder público sinalizou a sua desmobilização parcial, no contexto da intervenção militar federal na segurança pública do estado. O gabinete da intervenção sinalizou a intenção de realocar os policiais das UPPs em companhias destacadas, vinculadas aos batalhões locais, para cobrir as mesmas áreas. Saía, assim, o policiamento de proximidade, com base instalada nas favelas, e retornava-se ao antigo modelo de incursões pontuais. Mais recentemente, em fevereiro de 2019, começou a tramitar na Alerj um projeto de lei que determina a sua extinção completa, aprovado em primeira votação.

(mais…)

Ler Mais

Chamados de ‘invasores’, moradores da centenária favela Trapicheiros na Tijuca se mobilizam

por Tyler Strobl, em RioOnWatch

No início de outubro de 2018, os moradores do Trapicheiros—uma pequena favela de 52 famílias situada perto do Morro do Salgueiro na Tijuca, Zona Norte do Rio—começou a receber mensagens de assédio de estranhos na internet. Uma matéria publicada em 5 de outubro no O Globo e compartilhada pelo grupo Alerta Tijucano no Facebook viralizou e levou a pacífica comunidade às manchetes de notícias. “Quando fui ler a matéria, fiquei muito entristecido com a forma que a matéria foi lançada, sem nenhum tipo de apuração. Isso foi divulgado de uma forma tão grande, a ponto de pessoas que participam desse grupo [do Facebook] chamarem a gente de vagabundos”, relembra Ailton Gonçalves Lopes, segundo secretário da Associação de Moradores do Trapicheiros.

(mais…)

Ler Mais

“Eles são os caçadores e nós somos bichos aqui em baixo”, diz moradora de favela alvejada por tiros vindos de torre da polícia

Pública teve acesso ao relatório feito por Defensorias na favela de Manguinhos, no Rio de Janeiro, onde moradores acusam policiais civis de usar atiradores ‘snipers’ contra jovens

Por José Cícero da Silva e Natalia Viana, em Agência Pública

Desde setembro do ano passado, moradores da favela de Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, relatam uma situação de completo terror: jovens de mochilas e boné, geralmente em motos, têm sido alvejados por tiros certeiros e repentinos.

(mais…)

Ler Mais

A história de João Victor Teodoro, que via FIES cursa Relações Internacionais para entender e ajudar o mundo

João Victor Teodoro, morador do Pavão-Pavãozinho, tem trabalhado ativamente em sua comunidade, para tornar o mundo um pouco melhor. Através do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) ele ingressou no Curso de Relações Internacionais na Faculdade Estácio, o que veio a ampliar cada vez mais seu horizonte de ação. Conheça neste perfil um pouco da história de João Victor

por Mareen Butter, em RioOnWatch

O jovem de 26 anos nasceu no Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, mas aos dois anos sua família se mudou para Botafogo, bairro de classe média. Filho de líder comunitário, João decidiu voltar a morar no morro aos 20 anos, quando saiu de casa devido a conflitos com familiares. O pai de João já havia falecido, mas ainda era muito querido no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, por ter tentando unir a favela durante seus anos na frente da Associação de Moradores.

(mais…)

Ler Mais

O Museu de Favela do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho #RedeFavelaSustentável

Perfil da Rede Favela Sustentável*

por Paula Peña, em RioOnWatch

Situado em um morro entre Ipanema e Copacabana, as favelas do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho têm vista para alguns dos bairros mais emblemáticos (e caros) da “Cidade Maravilhosa”. Para muitos visitantes, esse morro é o primeiro vislumbre de uma realidade distinta da paisagem mais visitada da Zona Sul do Rio, caracterizada por praias ensolaradas e hotéis luxuosos. Cerca de 20.000 moradores do Rio chamam de lar as comunidades do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. A história dessas comunidades remonta à chegada de ex-escravos de Minas Gerais (que se estabeleceram no Cantagalo) e do Nordeste brasileiro (que se instalaram no Pavão-Pavãozinho) em 1907, servindo às áreas abaixo: isso foi na mesma época do início da urbanização de Copacabana. (mais…)

Ler Mais

A história de Andrezza, cotista da UFF e lutadora por educação da Maré

Moradora da Maré e graduada em publicidade pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Andrezza Francisco Paulo traz consigo uma intensa experiência de vida, apesar dos seus 23 anos. Neste perfil iremos conhecer um pouco sobre sua trajetória e o papel da educação na sua vida

por Mareen Butter, em RioOnWatch

Quando Andrezza tinha seis anos, seu pai morreu de câncer, e neste mesmo ano, Andrezza, sua mãe e sua irmã se mudaram para a Maré. “Foi nesse momento que eu percebi que o mundo não era só flores”, ela lembra. Ana Maria, mãe de Andrezza, sustentava a família fazendo qualquer tipo de trabalho que conseguia, sem contar com a ajuda de ninguém. “Ela chorava muito”, conta Andrezza. A menina se perguntava então como ela podia ajudar a sua mãe, e por fim entendeu que a única possibilidade era estudar. (mais…)

Ler Mais

Oficinas do TTC, Parte 1: Oficina Comunitária, Metodologia e Prática

por Priscilla Mayrink, em RioOnWatch

Entre os dias 23 e 27 de agosto a Comunidades Catalisadoras (ComCat)* organizou uma série de oficinas sobre o Termo Territorial Coletivo (TTC), com uma delegação especial do TTC das favelas do Caño Martín Peña, de Porto Rico, para apresentar e debater este modelo de ferramenta de segurança fundiária, no intuito de refletir sobre o TTC no contexto das favelas brasileiras. Durante os cinco dias de oficinas, 130 pessoas participaram, inclusive 50 lideranças ou moradores de favelas fluminenses. As oficinas foram organizadas em parceria com a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, a Pastoral de Favelas, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio (CAU), o Laboratório de Estudos das Transformações do Direito Urbanístico Brasileiro (LEDUB), o Instituto Lincoln de Políticas de Terra (LILP), e o Global Land Alliance. (mais…)

Ler Mais

O Centro Comunitário Irmãos Kennedy #RedeFavelaSustentável

por Jessica Depies, em RioOnWatch

A  Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, tem enfrentado sua parcela de desafios em 2018, variando de despejos dos quiosques locais até chuvas destruidoras e uma presença policial intensa. Mas em uma manhã de sábado no final de abril, ocorreu uma celebração no Centro Comunitário dos Irmãos Kennedy (CCIK). Com quase doze voluntários e quase nenhum recurso financeiro, o CCIK celebrou seu 49⁰ aniversário e a formação de estudantes do primeiro semestre dos cursos e atividades, os quais incluem aulas de taekwondo para crianças, aulas de inglês, treinamento para trabalhos administrativos e cuidado de idosos. Seguindo a cerimônia, as crianças se reuniram ao redor da mesa com o bolo de aniversário do centro, enquanto os participantes de todas as idades do CCIK posavam para uma foto com seus diplomas. (mais…)

Ler Mais

Exposição ‘Favelando’ inverte o lugar das favelas na Arte, e destaca o poder da Arte como ferramenta transformadora

“A favela não é só um lugar”, explica Ricardo Rodrigues, do Cerro-Corá, comunidade que fica abaixo do Cristo Redentor, na Zona Sul do Rio. “É uma ideia de construção de vida, de superação, de se entender como parte do espaço”

por Joshua Manson, em RioOnWatch

Vestindo uma camiseta onde se lê “Favela Carioca”, que ele mesmo desenhou, a roupa de Ricardo é tão notável quanto suas idéias, pois fala da inspiração para sua exposição “Favelando”, que foi exibida no Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho de 23 de junho a 5 de agosto. (mais…)

Ler Mais