À medida que o Rio se torna o epicentro da Covid-19, a violência policial sobe para um novo patamar

Relatório Mostra Aumento de 57,9% de Civis Mortos pela Polícia, em Abril de 2020

por Edmund Ruge, em RioOnWatch

Enquanto o Estado do Rio de Janeiro avança para se tornar o epicentro da Covid-19 no Brasil, moradores de favelas encontram-se lutando por suas vidas contra o novo coronavírus, e além disso, por causa de um perigo mais antigo e familiar: a polícia.

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Na 18ª Semana dos Museus, museus comunitários combatem a pandemia com ações no território e aulas virtuais

No RioOnWatch

A 18ª Semana de Museus (SNM) é uma ação de promoção dos museus brasileiros coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) que reúne instituições museológicas, durante uma semana -este ano entre os dias 18 e 24 de maio- em torno de atividades abertas ao público. Este ano o mote norteador da 18ª Semana de Museus é: “Museus para a Igualdade: diversidade e inclusão”, porém os eventos presenciais planejados para a 18ª SNM foram cancelados e as atividades foram oferecidas em uma programação online.

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A covid na favela e a emergência de uma outra agenda política. Entrevista especial com Preto Zezé

Articulador da Cufa destaca que é preciso agir já, agora e para quem tem fome. A crise gerada pela pandemia é real e o atendimento não pode se arrastar na habitual morosidade estatal

Por: João Vitor Santos, em IHU On-Line

Uma das marcas mais negativas do Brasil são as desigualdades, e diante da pandemia da covid-19 novas faces dessas desigualdades se manifestam. A doença entra no país pelas classes média e alta, mas é na periferia que morrem mais pessoas. Não obstante, a vida na favela definha diante do isolamento social que é necessário para frear o contágio. Sem nenhum apoio, o morador dessas zonas, que já vive com tão pouco, está entre os riscos da contaminação e a emergência de trazer comida para a mesa. “Estamos num mesmo mar, numa mesma tempestade, mas nem todo mundo está no mesmo barco. Alguns estão de jet ski, outros de lancha e muitos sequer com uma boia”, observa Preto Zezé, um dos articuladores da Central Única das Favelas, a Cufa. O grupo, que já vinha atuando nas periferias brasileiras, diante desse cenário de desespero teve de mudar o foco. “São situações emergenciais, é um naufrágio e nós estamos levando boias para que as pessoas não morram afogadas”, completa.

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Polícia mata 13 pessoas no Complexo do Alemão e realiza operações em várias favelas do Rio, em meio à pandemia

Por Edmund RugeTatiana Lima, no Rio On Watch

Complexo do Alemão, Zona Norte, 15 de maio. Moradores descem becos e vielas carregando cinco cadáveres enrolados em lençóis e papelão, que são levados até a entrada da favela Nova Brasília. Os corpos ficaram ali, na chuva, até que amigos e familiares viessem identificar e buscá-los. À medida que as famílias em todo o Brasil enfrentam um número crescente de mortos pela Covid-19, as favelas continuam perdendo vidas, mas não apenas para a pandemia, e sim para outro perigo mais familiar: a “guerra às drogas”.

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A mistura tóxica do Caldeirão do Huck

Para apresentador e candidato “global”, favelas são doenças — e tratá-las requer iniciativas individuais e benevolência do mercado. Um mero placebo que esconde origem das cidades desiguais: elites gananciosas que concentram e especulam imóveis

Por Caio Santo Amore, Karina Leitão, Lucia Shimbo e Maria Beatriz Rufino, no BrCidades / Outras Palavras

Diante do atual quadro de desgoverno, com reformas antipobre e retrocessos em todas áreas, o debate sobre ideias para o Brasil adianta o calendário eleitoral e torna a tragédia da pandemia oportuna para quem tem intenções de se lançar como alternativa. Este texto é mais do que uma resposta ao artigo A cura. Vida nas favelas: é impossível que continue assim, escrito por Luciano Huck e publicado no jornal Folha de São Paulo, em 01/04/2020. É uma reflexão consequente sobre os argumentos que Huck utiliza na intenção de qualificar o debate sobre um tema tão complexo quanto as favelas e a produção da cidade.

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Coronavírus no dia a dia das Favelas, Parte 10: O desafio do isolamento social na Vila Nova Jaguaré, na capital paulista

“A escolha periférica é: ser mais pobre ainda com saúde ou ser pobre sem saúde?”

Por Andreza Rodrigues e Thuane Ainy Campos Barretto, no Rio On Watch

Vila Nova Jaguaré é uma das maiores favelas da cidade de São Paulo em área contínua, e está situada no distrito de Jaguaré, um dos primeiros bairros planejados na Zona Oeste da capital paulista. O bairro foi projetado  na década de 1930 para abrigar o Centro Industrial Jaguaré, que se transformou em um dos principais polos industriais da década de 1970.

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Estratégias das favelas e periferias do Brasil no combate à COVID-19

Por Louise Caroline Gomes Branco

Vivemos dias difíceis. No dia 11 de março, a COVID-19 foi caracterizada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como uma pandemia. Diariamente estamos sendo bombardeados de notícias sobre a crescente curva de contágio e um aumento desesperador no número de mortes por COVID-19. As secretarias estaduais de Saúde confirmam hoje (03/05/2020) que são 97.929 casos do novo coronavírus, com 6.777 mortes no Brasil, isso sem falar na subnotificação desses dados, já que o Brasil é um dos países que menos tem realizado testes para verificar o número mais aproximado da realidade sobre as pessoas infectadas. As subnotificações da COVID-19, podem ser refletidas no aumento exponencial do número de mortes por problemas respiratórios. Em março de 2020, foram 2.239 mortes em todo o país. Pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz aponta que para cada caso notificado há 15 casos desconhecidos. Faltam testes,  leitos nas UTIS e nos hospitais da rede pública, equipamentos respiradores, ou até mesmo quando tem, não estão disponíveis para uso por falta de manutenção.

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Engenheiro está fazendo impressões 3D de Protetores Faciais para defender sua Comunidade

Esta é a nossa mais recente matéria sobre o novo coronavírus e seus impactos sobre as favelas.

Na Rio On Watch

As impressoras 3D de Lucas Lima ficam ao lado de sua cama, espalhadas sobre sua mesa e em diversas cadeiras de plástico. Das dez impressoras da sua casa no Complexo do Alemão, na Zona Norte, ele próprio construiu sete delas. Se ele deixar duas funcionando boa parte do dia, Lucas consegue produzir por volta de 10-12 protetores faciais por dia.

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Ação Civil Pública em defesa das comunidades de Periferia. Por Elaine Tavares

No Palavras Insurgentes

O Instituo Igentes, junto com a Associação dos Moradores do Frei Damião, entrou com uma Ação Civil Pública contra o município de Palhoça, o Estado de Santa Catarina e a União Federal exigindo ação imediata em defesa da vida dos mais de doze mil moradores da região do bairro Frei Damião. Esse bairro, que é um dos maiores do município, ocupa uma área em torno de 30 mil metros quadrados. Ele foi formado a partir de uma ocupação iniciada ainda na década de 1980. E, apesar de estar localizado bem ao lado do bairro Pedra Branca, próximo a Unisul, o contrataste entre os dois é gigante. 

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Coronavírus no dia a dia das Favelas, Parte 6: Vila Aliança se mobiliza pelo isolamento social

Essa matéria oriunda da Vila Aliança, é a sexta de uma série sobre o impacto da pandemia do coronavírus no dia a dia das favelas, em parceria com o Centro Behner Stiefel de Estudos Brasileiros da Universidade Estadual de San Diego.

Por Waldemir Correa, no Rio On Watch

Sou Waldemir Correa, mobilizador cultural e idealizador do Núcleo Sociocultural Caixa de Surpresa, na favela Vila Aliança, em BanguZona Oeste do Rio de Janeiro. Atualmente, estamos vivenciando um momento único em nossa favela com o avanço da pandemia do novo coronavírus. No início, nossa comunidade, e acredito que todas as outras, não estava percebendo a gravidade da pandemia.

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