25 anos depois, Seminário celebra o Programa de Urbanização Favela-Bairro

por Ben BildstenLuisa Fenizola e Zaynah Karem, em RioOnWatch

Favela-Bairro foi um programa ambicioso estabelecido em 1994 com o objetivo de urbanizar as favelas levando-as ao status de bairros formais por meio de intervenções de infraestrutura, serviços públicos, instalações públicas e políticas públicas. Implementado, primeiramente, pelo então prefeito César Maia, o programa foi desenhado pelo arquiteto Luiz Paulo Conde, que, na época, assumiu a Secretária Municipal de Urbanismo do Rio de Janeiro, antes de ser eleito prefeito nas eleições de 1996 com o apoio de Maia, que nessa época aspirava o cargo de governador do estado.

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Museu Maré a Céu Aberto: Núcleo de Memória e Identidade da Maré prepara Estações de Memória na Favela

por Miriane Peregrino, em RioOnWatch

O projeto Maré a Céu Aberto promete trazer uma nova perspectiva museológica para a favela da Maré, na Zona Norte. Roteiro histórico, instalação de estações de memória e arte urbana são alguns dos componentes do projeto que lembram uma galeria ao ar livre dentro da favela ou, ainda, um museu territorial, de percurso, como denominaria a museologia social.

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Autoridades precisam por fim às mortes extrajudiciais nas favelas e periferias do Rio de Janeiro

Esta é uma declaração emitida em maio de 2019 pelo Escritório de Washington Sobre a América Latina (WOLA) uma organização líder em pesquisa e defesa dos direitos humanos nas Américas, cujo maior trabalho é informar os governantes norte-americanos sobre o estado dos direitos humanos nas Américas. Para ler a declaração original, em inglês, clique aqui.

WOLA / RioOnWatch

O recente recorde de 20 anos batido no Rio de Janeiro, referente ao número de mortes decorrente de confrontos com a polícia, levaram a Comissão de Direitos Humanos do estado a denunciar o governador Wilson Witzel por legitimar a expansão de uma política de segurança pública pautada no uso ostensivo da força policial em comunidades periféricas no Rio de Janeiro, cuja população é majoritariamente afrodescendente. Essa epidemia de mortes decorrentes de intervenções policiais–um fenômeno que vem contribuindo para os altos índices de morte extrajudiciais no Brasil–é uma medida de segurança considerada retrógrada e ilegal. Além de reforçar o racismo institucional, trata-se de uma abordagem ineficaz na tentativa de quebrar o ciclo de violência que há muito tempo assola o Rio de Janeiro.

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Moradores de favelas testemunham na CPI das Enchentes e demandam respostas

por Rachel Mucha, em RioOnWatch

No dia 26 de abril, um expressivo grupo de mobilizadores e moradores de favelas, acadêmicos e ativistas se reuniram para denunciar e protestar contra a negligência das autoridades da prefeitura durante as enchentes mortais ocorridas em 6 de fevereiro e 8 de abril em uma audiência pública organizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Enchentes da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O Vereador Tarcísio Motta, do PSOL, chefe da CPI, convidou o Prefeito Marcelo Crivella a participar da reunião para abordar os impactos agudos que as recentes enchentes tiveram sobre comunidades vulneráveis. Antecipando a presença do prefeito—ou a falta dele—os participantes distribuíram petições pró-ambientais e cartazes entre eles, protestando contra a administração de Crivella antes do início da reunião. Gritos de “Vidas Faveladas Importam!” Ecoaram por toda a grande galeria onde o evento foi realizado. A audiência também foi transmitida ao vivo no Facebook.

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Legado olímpico debatido no lançamento do livro ‘Remoções de Favelas no Rio de Janeiro’

por Daiana Contini, em RioOnWatch

No dia 17 de abril, o Cidades: Núcleo de Pesquisa Urbana da UERJ, a editora Appris e o pesquisador Alexandre Magalhães organizaram o debate “O que restou do Rio Olímpico?” e o lançamento oficial do livro de Alexandre, “Remoções de Favelas no Rio de Janeiro: Entre Formas de Controle e Resistência”. Além de Alexandre, o debate do painel incluiu o professor de Direito da UERJ, Alexandre Mendes; Márcia Leite, professora de sociologia da UERJ; e Maria da Penha Macena, a Dona Penha, moradora da Vila Autódromo e um dos principais símbolos da resistência Olímpica na luta contra as remoções impulsionados pelos Jogos Olímpicos de 2016.

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Seminário na Maré Difunde Metodologias Inovadoras para Políticas Urbanas na Perspectiva da Potência da Periferia

por Luisa Fenizola, em RioOnWatch

Na última terça-feira, dia 2 de abril, ocorreu na sede do Observatório de Favelas, no Complexo da Maré, o seminário “Novos Paradigmas para Políticas Urbanas na Perspectiva da Potência das Periferias“, com apoio do CAU/RJ. O seminário faz parte do projeto Território Inventivo, desenvolvido pelo Observatório em parceria com a Redes de Desenvolvimento da Maré, que visa realizar ações de formação, produção e comunicação no campo da arte, da cultura e da educação. O objetivo do seminário foi sistematizar e difundir as metodologias inovadoras e os resultados alcançados até aqui, visando produzir contribuições para o campo do urbanismo a partir dos territórios favelados.

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Quatro Coisas Que Aprendi Com a Luta de Marielle Franco #1AnoSemMarielle

por Thaís Cavalcante, em RioOnWatch

A primeira vez que vi Marielle Franco pelas ruas da Maré foi em 2016. Lembro bem de seu turbante colorido e de estar sentada numa cadeira de bar em pleno sábado, assim como os comunicadores de favelas, ativistas e universitários dali. A roda de conversa foi sobre gênero, raça e juventude, no Morro do Timbau.

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Ainda Ameaçada de Remoção, Comissão de Rio das Pedras Amplia o Foco e Oferece Serviços Básicos

por Tyler Strobl, em RioOnWatch

Durante uma aparição em 13 de fevereiro na TV Globo, foi pedido ao Prefeito Marcelo Crivella que comentasse a situação de Rio das Pedras, uma comunidade na Zona Oeste que estava entre os muitos bairros do Rio de Janeiro atingidos por uma tempestade devastadora na semana anterior. Seus pensamentos para o futuro da comunidade provocaram indignação entre os moradores, reacendendo temores de remoção, a qual a comunidade havia se mobilizado para pôr um fim no final de 2017. Os comentários do prefeito não foram apenas ofensivos para muitos moradores, mas também enganosos. Na entrevista televisionada, Crivella declarou:

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