“O pior de tudo em Manaus é a sensação de impotência”

Cilindros que chegam de outros estados não aplacam a crise. Médicos e enfermeiros relatam estarem mantendo pacientes vivos com ventilação manual: “É inviável do ponto de vista físico e emocional”.

Por Nádia Pontes, Deutsche Welle

Nem a estruturada Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, criada há mais de quatro décadas, escapa da crise em Manaus provocada pela falta de oxigênio. “Eu me formei há 47 anos, passei por algumas epidemias aqui no estado, mas nunca tinha visto algo dessa natureza. O pior de tudo é a sensação de impotência”, desabafa o diretor Marcus Vinítius de Farias Guerra.

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MPs e Defensorias Públicas entram com ação para que governo federal garanta oxigênio em hospitais do Amazonas

Pedidos requerem que União providencie imediatamente transporte de oxigênio de outros estados e transfira por via aérea pacientes da rede desabastecida, entre outros itens

O Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP/AM), o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Ministério Público de Contas (MPC), a Defensoria Pública da União (DPU) e a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE/AM) apresentaram pedido de tutela de urgência à Justiça Federal para assegurar o fornecimento regular de oxigênio para hospitais e demais unidades de saúde do Amazonas e garantir o atendimento aos pacientes do estado diante da pandemia de covid-19.

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Servidores se demitem do Ibama em protesto contra exoneração de líder técnico

ClimaInfo

O desmantelamento do Ibama por Ricardo Salles avança a passos largos. A última patacoada foi a exoneração do coordenador nacional do processo sancionador ambiental do órgão, Halisson Peixoto Barreto. Como informou Ana Carolina Amaral na Folha, a saída desagradou a diversos servidores que trabalhavam junto com Barreto. Em resposta, pelo menos oito profissionais colocaram seus cargos à disposição.

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Assembleia Legislativa de Roraima aprova liberação de garimpo sem estudos prévios

ClimaInfo

Deputados estaduais em Roraima aprovaram nesta 4ª feira (13/1) a liberação do garimpo no estado sem a necessidade de estudos prévios ou restrição ao uso de mercúrio. A proposta foi apresentada pelo governador de RR, Antonio Denarium, e contou com grande apoio na Assembleia Legislativa – dos 20 parlamentares presentes na sessão, 18 votaram por sua aprovação. O G1/Rede Amazônica destacou a fala do presidente da Assembleia, deputado Jalser Renier, que celebrou a aprovação do projeto afirmando que ele é um “reconhecimento do trabalho que os garimpeiros fazem por Roraima”.

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Justiça suspende efeitos de norma da Funai que liberou grilagem em terras indígenas na região de Tucuruí (PA)

É a sétima decisão da Justiça Federal no estado favorável ao MPF em processos sobre o tema

MPF / Amazônia Real

A Justiça Federal em Tucuruí (PA) suspendeu, nessa quarta-feira (13), os efeitos da Instrução Normativa (IN) 09/2020 da Fundação Nacional do Índio (Funai), que permitia o registro de propriedades privadas sobrepostas a terras indígenas não homologadas pelo governo brasileiro. A decisão judicial atende pedido do Ministério Público Federal (MPF), que demonstrou que, ao retirar terras indígenas cujo processo de demarcação ainda não foi concluído dos sistemas de gestão fundiária (Sigef) e de cadastro ambiental rural (Sicar), na prática a portaria liberava a grilagem de áreas e poderia intensificar conflitos agrários.

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Pescadores e agricultores ainda lutam por reparação dois anos após rompimento em Brumadinho

Atividades econômicas diretamente impactadas pelo crime da Vale até hoje não conseguiram voltar à normalidade com a falta de assistência da empresa e o Paraopeba poluído

por Coletivo de Comunicação MAB MG

Há dois anos, em 25 de janeiro de 2019, o rompimento da barragem mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, deixou mais de 270 vítimas fatais e uma série de danos à natureza que são sentidos até hoje.

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MPF lança dossiê com relatos periciais sobre a realidade de populações indígenas e comunidades tradicionais diante da pandemia

Pareceres elaborados por antropólogos do MPF avaliam medidas emergenciais e ações para prevenção e enfrentamento da pandemia nessas comunidades

Por Procuradoria-Geral da República

A Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF) lançou nesta quinta-feira (14) a coletânea Perícia em Antropologia no MPF: Primeiras Contribuições no Combate à Pandemia da Covid-19. A publicação é composta por 22 ensaios e uma cartilha, reunindo reflexões de peritas e peritos em Antropologia do MPF acerca dos efeitos da pandemia sobre povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais. Os pareceres periciais visam subsidiar a atuação do MPF de maneira técnica e cientificamente fundamentada.

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Veneno do agronegócio contamina aldeia indígena na região Oeste do Paraná

Área é reivindicada pelos Avá-Guarani da cidade de Itaipulândia; Itaipu Binacional move processos de reintegração

Redação Paraná, Brasil de Fato

Um vídeo feito pelos Avá-Guarani da aldeia Yva Renda mostra fazendeiros pulverizando veneno em plantação de soja em área ocupada por indígenas, no município de Itaipulândia, no Oeste do Paraná. O vídeo foi gravado no domingo (10) e publicado nas redes sociais do Centro de Trabalho Indigenista.

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O acordo UE-Mercosul e o Cerrado

Qual a relação entre o Acordo da União Europeia com o Mercosul e o Cerrado? Em artigo publicado no jornal Le Monde Diplomatique, Emmanuel Ponte, da ActionAid, e Maureen Santos, da FASE, ambas organizações da Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, ressaltam que tratado tende a reforçar o modelo de dependência pós-colonial de exportação de  commodities e importação de industrializados, além de impactar importantes políticas de fortalecimento da agricultura familiar e tradicional e programas de compras públicas, que já vêm sendo sucateados. Para o Cerrado, alvo da expansão da captura de terras, seria uma verdadeira catástrofe.

por Emmanuel Ponte e Maureen Santos, em CPT

Desde que foi anunciado o texto final do acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul, em junho de 2019, diversos debates tomaram corpo. De um lado, a visão corporativa, que enxerga com bons olhos o incremento dos indicadores econômicos como o PIB, resultado de mais exportações, e alguma preocupação com a concorrência no mercado interno, com produtos industrializados europeus entrando no país com preços mais competitivos. De outro, visões críticas que elencam possíveis impactos do acordo sobre os direitos humanos e territoriais, o meio ambiente e o clima, a agricultura familiar e camponesa, assim como para o mundo do trabalho.  

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