Após fim do comitê que cuidava de ações socioambientais de Belo Monte, futuro na região é incerto

Projetos paralisados e extinção da participação da sociedade civil ameaçam o Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX).

por Isabel Harari, em Instituto Socioambiental – ISA / IHU On-Line

Seis meses após o governo extinguir o comitê gestor que cuidava das ações do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX), programa financiado com recursos da usina hidrelétrica (UHE) Belo Monte, o futuro na região ainda é incerto. Criado em 2010, o PDRSX tinha como objetivo investir no desenvolvimento sustentável da região afetada pela construção do empreendimento.

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Incêndio de grande proporção atinge Alter do Chão e Ponta de Pedras em Santarém

De acordo com brigadistas, o fogo iniciou na noite de sábado (14). Chamas chegaram às margens da rodovia Everaldo Martins.

Por Dominique Cavaleiro, G1 Santarém

Brigadistas de incêndio de Alter do Chão e Corpo de Bombeiros combatem um incêndio de grandes proporções que atingiu a Floresta em Alter do Chão, localizada em Santarém, no oeste do Pará. As chamas avançaram para a rodovia Everaldo Martins e o incêndio se estende até Ponta de Pedras.

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Lindomar Padilha, do Cimi: “No Brasil, os povos indígenas são vistos como estorvo”

Tomás Sopas Bandeira, no 7Margens

“O ataque aos territórios previamente demarcados já se tem intensificado e a tendência é piorar muito mais. São constantes os ataques, as invasões e mesmo as queimadas criminosas”, diz Lindomar Dias Padilha, um dos responsáveis do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), acerca da situação que se vive na Amazónia e no Brasil. O Cimi, organização de matriz católica, nasceu em plena ditadura militar com o propósito de “favorecer a articulação entre aldeias e povos, [tendo promovido] as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural”.

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O que as queimadas na Amazônia têm a ver com a economia e por que as eras Dilma e Bolsonaro fogem à regra

Por Vitor Hugo Brandalise, da BBC News Brasil

O aumento das queimadas na Amazônia no governo Bolsonaro – quase o dobro em relação a 2018 – foge a uma regra verificada em outros anos de recorde de incêndios, segundo pesquisas acadêmicas e cientistas ouvidos pela BBC Brasil News. Desta vez, a alta não acompanha mudanças de ciclos econômicos ligados à valorização do preço de matérias-primas, como carne de gado e soja, ou a uma corrida para comprar terras em momentos de incerteza na economia.

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Amazônia em Chamas: 90% da madeira exportada são ilegais, diz Polícia Federal

Conforme as investigações, 25 empresas do setor madeireiro são suspeitas de cometer irregularidades no Documento de Origem Florestal (DOF). A imagem é da apreensão de madeira no Porto Chibatão, em Manaus

Por Elaíze Farias, na Amazônia Real

Manaus (AM) –  A Floresta Amazônica está enfrentando as mais altas taxas de desmatamento e incêndios florestais dos últimos nove anos. Grande parte das derrubadas de árvores de espécies nobres segue o caminho do crime ambiental na produção madeireira. “Sendo otimista, 90% da madeira que sai da Amazônia é ilegal”. A afirmação é do superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva. Com a experiência de atuar há dez anos na região, sendo quatro em Roraima, quatro no Maranhão e dois anos no Amazonas, ele alerta: “A gente vê aquelas fraudes, aquelas coisas ruins que aconteceram na Mata Atlântica há 100 anos, estão acontecendo do mesmo jeito na Amazônia”.

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“Bolsonaro entrega Amazônia com anuência do Congresso e Judiciário”, diz arcebispo de Rondônia

Dom Roque Paloschi fala sobre a construção do Sínodo, desmatamento ilegal, agronegócio, populações vulneráveis e soberania nacional

Redação RBA*

MAB – Vivendo de perto os conflitos sociais na Amazônia, Dom Roque Paloschi, atual arcebispo de Rondônia e presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) desde 2015, é categórico em fazer um contraponto ao discurso do presidente Jair Bolsonaro sobre a Amazônia. “…não é a igreja que está internacionalizando a Amazônia, é o governo brasileiro, com o Congresso Nacional e com a anuência do judiciário… Se alguém está abrindo as portas da Amazônia para o capital internacional é este governo que está aí”, afirma.

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A Ideologia da Mineração está em xeque. Entrevista com Andrea Zhouri

Em MG, palco dos grandes crimes ambientais deste século, antropóloga desafia ideia de que o destino do estado está ligado à extração de minérios. Ela dispara: “Estamos reproduzindo o discurso usado para nos colonizar”

Por Luciana Tonelli, no Outras Palavras

Mestre em Antropologia Social pela Unicamp e doutora em Sociologia pela Universidade de Essex, Inglaterra, Andrea Zhouri acompanha especificamente a mineração desde 2010 — mas não o faz limitada pelo olhar acadêmico. Integrante do Comitê de Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, ela tornou-se coordenadora do Gesta – Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais da UFMG –, que há 20 anos observa os efeitos de megaempreendimentos sobre a vida das populações atingidas. Mais recentemente, examina a preocupante expansão da fronteira minerária sobre outros sistemas ecológicos, como o Complexo do Espinhaço e o Norte de Minas.

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Direito a terras indígenas independe de marco temporal preestabelecido, defende PGR em parecer enviado ao STF

O julgamento, com repercussão geral reconhecida pelo Supremo, irá orientar as decisões judiciais em casos semelhantes

A proteção e posse permanente dos povos indígenas sobre suas terras de ocupação tradicional não se sujeita a um marco temporal preestabelecido. Essa é a tese defendida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em parecer no Recurso Extraordinário 1017365/SC, enviado nessa quinta-feira (12) ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso discute a demarcação de terras indígenas da etnia Xokleng, em Santa Catarina, e tem repercussão geral reconhecida. Para Dodge, o STF deve consolidar o entendimento de que o marco temporal não é aplicável em casos de demarcação de terras indígenas, orientando nesse sentido todas as decisões judiciais de instâncias inferiores em situações semelhantes.

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MPF articula ação coordenada de combate a garimpo ilegal na Amazônia. Operação Korubo destrói mais de 50 balsas em Jutaí

Fase ostensiva da operação, conduzida pelo Ibama, pela Polícia Federal e pela Funai, destruiu mais de 50 balsas na região do rio Jutaí (AM)

Mais de 50 balsas de garimpo ilegal que operavam nos rios Jutaí, Curuena e Mutum, no município de Jutaí (a 751 quilômetros de Manaus), foram destruídas durante a Operação Korubo, realizada para reprimir a extração ilícita de minérios na região. Mais de 40 policiais federais, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e servidores da Fundação Nacional do Índio (Funai) participaram da operação, iniciada na segunda-feira (9) e encerrada hoje (13). O nome Korubo faz referência a um dos povos isolados que habitam a região.

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“Maior desmatador da Amazônia” comanda quadrilha de incendiários, diz MPF no Pará

Em 2015, empresário foi condenado a 54 anos e prisão, mas passou apenas seis meses na cadeia

Redação Brasil de Fato 

Investigações do Ministério Público Federal no Pará indicam que uma quadrilha envolvendo grileiros, madeireiros e produtores rurais, que tinha sido desbaratada em 2015, voltou a atuar com força na região e teria sido responsável, entre outras ações, pelo “Dia do Fogo” – série de queimadas criminosas realizadas num único fim de semana de agosto e que acabaram chamando a atenção do país para o que vinha acontecendo na Amazônia.

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