MPF cobra participação social nos planos de segurança e emergência da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará

A Norte Energia enviou documentos ao MPF sobre os planos de segurança e de emergência, mas não respondeu como assegura a informação a moradores da região

Ministério Público Federal no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar, de forma continuada, os direitos de acesso à informação e participação social dos moradores da região atingida por Belo Monte no que diz respeito às ações de prevenção e emergência da usina hidrelétrica, no Pará. Em vistoria com outras dez instituições no fim de fevereiro, representantes de 25 comunidades visitadas foram unânimes em relatar que nunca receberam nenhuma informação sobre o tema.

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MPF denuncia igreja e pastor por danos à Rebio Tinguá

Pastor fez construções para realizar eventos da igreja em área da unidade de conservação

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra a Igreja Evangélica Boas Novas, localizada no bairro de Duque de Caxias/RJ, e o pastor Anderson Pereira do Nascimento, responsável pelo empreendimento, por causarem danos ambientais à Reserva Biológica (Rebio) do Tinguá. Durante a fiscalização, os agentes ambientais constataram diversos fatores que causam danos diretos e indiretos à unidade de conservação. Dentre eles, estão o despejo sem tratamento de resíduos sólidos e sanitários no curso do rio, a supressão da vegetação e o impedimento da regeneração natural da floresta. Os servidores chegaram a encontrar uma construção de fossa que era utilizada pra despejo de resíduos sanitários.

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Abandono da saúde indígena pelo governo pode causar mortes “a cada quatro horas”

O Conselho Indigenista Missionário vem a público manifestar profunda preocupação com a situação de grave abandono da política de atenção à saúde dos povos indígenas no Brasil

Por Cimi

Lideranças indígenas vinculadas ao Fórum de Presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena e das Organizações Indígenas de todo o país, apresentaram – por ocasião da 102ª Reunião da Comissão Intersetorial de Saúde Indígena (CISI), realizada em Brasília, nos dias 19 e 20 de março de 2019 –, denúncias de que ações do governo estão paralisando o sistema de atenção à saúde dos povos. Isso porque, o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, vem deixando de realizar o repasse de recursos financeiros, contratados a partir de convênios com oito organizações da sociedade civil, que prestam serviço de saúde no âmbito dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Para alguns destes distritos, o último repasse de verbas ocorreu em outubro de 2018.

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Glicéria Tupinambá, a voz da mulher indígena na ONU: “Só cabe a nós definir como queremos viver e morrer”

Contar o fragmento de história recente do povo fez Glicéria levar à comunidade internacional o retrato do que ocorre com os povos indígenas no Brasil

Por Renato Santana*, Cimi

Glicéria Tupinambá vive na Serra do Padeiro, uma das 22 aldeias da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia. De lá partiu no início deste mês e chegou a Genebra, na Suíça, para denunciar um intrincado plano de assassinatos, revelado em janeiro, contra integrantes de sua família.

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Há um mês em hotel, atingidos pela Vale denunciam desassistência

Moradoras afirmam estar sem seus pertences e sem renda. Vale teria negado inclusive remédios

Rafaella Dotta, Brasil de Fato

Trinta dias de pedinte e desabrigada. Mesmo tendo sua casa própria, é assim que Guiomar Marotti Dumont descreve o seu último mês, desde que um alarme tocou na barragem B3/B4 da Vale, em São Sebastião das Águas Claras, e ela teve que sair às pressas da sua residência. Eram 20h de 16 de fevereiro de 2019, um sábado, dia que mudou a vida de cerca de 3 mil pessoas.

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Resíduos de Brumadinho já matam os peixes do rio São Francisco

Dados da Fundação S.O.S. Mata Atlântica mostram que alguns trechos do Velho Chico já estão com água imprópria para uso da população; Concentração de ferro, manganês, cromo e cobre está acima dos limites permitidos por lei

Por Joana Oliveira, El País Brasil

Um dos maiores temores dos ambientalistas depois do rompimento da barragem da Vale Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, concretizou-se: os rejeitos da barragem já contaminaram o rio São Francisco. Os dados recolhidos pela Fundação S.O.S. Mata Atlântica —que monitora o impacto ambiental da tragédia através de uma expedição pelo rio Paraopeba (afluente do Velho Chico)— mostram que alguns trechos do Alto São Francisco já estão com água imprópria para uso da população.

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MAB denuncia assassinatos de atingidos por barragens no Pará

Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

O Movimento dos Atingidos por Barragens está denunciando o assassinato de atingidos pela barragem de Tucuruí no Pará. Entre as pessoas assassinadas está Dilma Ferreira Silva, que é da Coordenação Regional do MAB em Tucuruí.

Segundo informações preliminares a líder do MAB no Pará teria sido assassinada junto com seu esposo e familiares.

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“Certificadora alemã agiu de forma criminosa em Brumadinho”

Em entrevista, promotor responsável por investigar desastre afirma que técnicos da alemã TÜV Süd tinham conhecimento dos riscos da barragem, mas a certificaram como estável por pressão da Vale

Por Alexander Busch, na DW

Após o rompimento da barragem 1 da mina Córrego do Feijão, na cidade mineira de Brumadinho, veio à tona o envolvimento no desastre da certificadora alemã TÜV Süd, contratada pela Vale. Engenheiros da empresa atestaram a estrutura como estável em setembro de 2018.

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Campeã de requerimentos minerários, Terra Indígena Yanomami sofre com explosão do garimpo

Extração ilegal se alastra pelo território, contaminando rios e degradando a floresta; levantamento do ISA mostra que região é a mais cobiçada por mineradoras

por Instituto Socioambiental – Isa / IHU On-Line

Entre 6 e 7 mil garimpeiros estão retirando ouro ilegalmente na Terra Indígena Yanomami, no norte do país. É o maior número registrado até hoje. O garimpo ilegal tem se intensificado nos últimos meses e explodiu em janeiro, depois que o Exército desativou as bases de proteção nos Rios Uraricoera e Mucajaí, as principais entradas para a Terra Indígena.

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Os mapas do poder dos ruralistas

Crescimento da votação de Bolsonaro corresponde, de modo impressionante, com expansão territorial do agronegócio. Para consolidar sua influência, donos da terra teriam financiado “fábrica de fakenews” e manipulado as eleições?

por Luis Fernando Vitagliano, em Outras Palavras

Para entender as eleições de 2018 devemos esquecer um pouco das diferenças politicas que normalmente influenciam nas eleições e perseguir o dinheiro que fez valer inverdades – batizadas de fakenews – que contaminaram o ambiente político. Não foi só uma estratégia que se focou em fakenews, mas isso inaugurou uma série de mudanças não só no modo como se trabalhou a comunicação de campanha, mas, também, no modo como se construiu apoios e agendas politicas.

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