MPF cobra plano de segurança para combater garimpo ilegal em terras Yanomami

Ministério da Justiça se comprometeu a auxiliar a Funai na manutenção das Bases de Proteção Etnoambiental após tratativas com a Câmara de Populações Indígenas, mas ainda não apresentou o planejamento

Procuradoria-Geral da República

A Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF) realizou reunião com representantes do Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio (Funai), Casa Civil, Ministério da Defesa e Advocacia Geral da União (AGU) para discutir o combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami e a ação coordenada dos órgãos de segurança com a Funai para a manutenção das Bases de Proteção Etnoambiental (Bape) na área. No encontro, que aconteceu na última sexta-feira (6), foi discutida a elaboração e apresentação, pelo Ministério da Justiça, de planejamento estratégico para a reinstalação e manutenção dessas bases.

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Carta Munduruku: Revivendo o terror da Operação Eldorado

Carta aberta descreve momentos de terror revividos entre 11 e 14 de fevereiro no julgamento da operação que culminou na morte de Adenilson Munduruku há 8 anos. Publicada por Caio Mota, no Proteja Amazônia:

Revivendo o terror

A Operação Eldorado continua em nosso território Munduruku. Na semana de 11 a 14 de fevereiro nosso Povo reviveu o terror que passamos há 8 anos atrás quando a Operação Eldorado invadiu nossa aldeia Teles Pires, na divisa do Mato Grosso com Pará, no dia 07 de novembro de 2012. Naquele dia a polícia federal chegou nas nossas aldeias sem avisar, sem nossa autorização, desrespeitando nosso direito de consulta prévia. Os policiais desceram no meio da aldeia de helicópteros e vieram pelo rio de voadeira junto com a força nacional, IBAMA e até a FUNAI. Eles atiraram em nós com armas de fogo, bala de borracha, jogaram gás lacrimogênio e bombas na aldeia, no rio e em nossas casas.

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Raposa Serra do Sol registra primeira invasão garimpeira desde demarcação

Desde dezembro, algumas centenas de garimpeiros buscam ouro em uma área da terra indígena no município de Normandia, na fronteira com a Guiana. Lideranças dizem que há indígenas escravizados e danos ambientais

Na FolhaBV

Pela primeira vez desde a demarcação, há 11 anos, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol (RR) enfrenta o surgimento de um garimpo ilegal de larga escala. Para lideranças da região, o motivo é a expectativa gerada pela proposta do presidente Jair Bolsonaro para legalizar a atividade. Desde dezembro, algumas centenas de garimpeiros buscam ouro em uma área da terra indígena no município de Normandia, na fronteira com a Guiana. 

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Organizações alertam ONU sobre o crescente risco para os índios isolados do Brasil

Relatório que detalha como Bolsonaro desmantela a política ambiental e indigenista no país será apresentado no Conselho de Direitos Humanos em 3 de março

Naiara Galarraga Gortázar, no El País Brasil

Eles são os mais vulneráveis ​​entre os vulneráveis. Três ONGs brasileiras se aliaram para alertar nas Nações Unidas sobre o grave risco que representa o desmantelamento da política ambiental do Brasil para os povos indígenas isolados, aqueles que não têm contato com outros grupos étnicos, sejam indígenas ou não. Essas entidades advertem que o aumento do desmatamento e das invasões de garimpeiros e madeireiros ilegais têm sido muito mais acentuados nas terras onde foi confirmada a presença dessas comunidades —ou onde se acredita que elas vivam, já que de muitas delas só existem registros superficiais— especialmente sensíveis a doenças e ao desaparecimento da flora e da fauna.

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Brasil acima de tudo, indígenas abaixo de todos!

IHU On-Line

“O capitão Bolsonaro já disse que não entra no que ele entende ser uma ‘balela de defender terra pra índio’. Pode-se entender isso, mas não se pode aceitar que a autoridade máxima da nação se torne o grande responsável pela retomada da escalada etnocida contra os povos indígenas em nosso país. A história cobrará, pois, da nossa geração, o absurdo de escancarar as portas das terras indígenas para o etnocídio” escrevem Juracilda Veiga, indigenista, doutora em Antropologia, funcionária aposentada da FUNAI, coordenadora da ONG Kamuri, e Wilmar R. D’Angelis, indigenista, doutor em Linguística, professor da área de Línguas Indígenas da UNICAMP.

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“Sonho” da mineração de Bolsonaro é extermínio para indígenas da Amazônia

Presidente enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê a regularização, sem consultar os povos indígenas, para atividades como mineração, produção de petróleo e gás natural, produção de energia hidrelétrica e agropecuária. A medida contraria a Convenção da OIT e a Constituição Federal

Por Izabel Santos, na Amazônia Real

Manaus (AM) – Lideranças indígenas da Amazônia se posicionaram, nesta quinta-feira (6), contrárias ao projeto de lei do governo Jair Bolsonaro que foi enviado ao Congresso Nacional para alterar os artigos 176 e 231 da Constituição Federal de 1988 e regularizar as atividades de mineração, produção de petróleo e gás natural, produção de energia hidrelétrica e agropecuária em terras indígenas. Os indígenas dizem que mineração e hidrelétricas podem afetar florestas nas quais existem populações isoladas em áreas remotas da região amazônica.

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Duas tacadas de Bolsonaro para o extermínio indígena

No mesmo dia (7/2), governo nomeia missionário para “zelar” tribos isoladas e libera garimpo e mineração em reservas. Beneficiará meia duzia de barões – ao custo de massacres, perda de saberes ancestrais e enorme desastre ambiental. (+) “O capitão Bolsonaro já disse que não entra no que ele entende ser uma ‘balela de defender terra pra índio’. Pode-se entender isso, mas não se pode aceitar que a autoridade máxima da nação se torne o grande responsável pela retomada da escalada etnocida contra os povos indígenas em nosso país. A história cobrará, pois, da nossa geração, o absurdo de escancarar as portas das terras indígenas para o etnocídio” escrevem Juracilda Veiga, indigenista, doutora em Antropologia, funcionária aposentada da FUNAI, coordenadora da ONG Kamuri, e Wilmar R. D’Angelis, indigenista, doutor em Linguística, professor da área de Línguas Indígenas da UNICAMP.

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Bolsonaro assina projeto para permitir mineração e geração de energia em terras indígenas

Texto regulamenta artigo da Constituição, e será analisado pelo Congresso. Bolsonaro disse que índios são ‘tão brasileiros quanto nós’, e que se pudesse, confinaria ambientalistas na Amazônia.

Por Guilherme Mazui e Luiz Felipe Barbiéri, G1

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quarta-feira (5) um projeto de lei para regulamentar a mineração e a geração de energia elétrica em terras indígenas. O texto será analisado pelo Congresso Nacional.

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MPF recomenda ações para prevenir e combater surto de malária entre indígenas Yanomami, provocado por invasões de garimpeiros e desmatamento

Crescentes casos da doença afetam comunidades da etnia situadas nos municípios de Santa Isabel do Rio Negro, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF)  expediu recomendação à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e ao Distrito Sanitário Especial de Saúde Indígena (DSEI) Yanomami para que sejam adotadas medidas de prevenção, tratamento e erradicação de malária em comunidades indígenas afetadas por surtos da doença, no Amazonas (AM).

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Cobiça das mineradoras já ameaça índios isolados

Diante da complacência do governo, corporações lançam 4 mil pedidos para explorar terras indígenas — 71 delas, de povos sem contato com a “civilização”. Funai afrouxa fiscalização, favorece garimpo ilegal e contaminação por contato com brancos

Por Maurício Angelo, no Observatório da Mineração

Dados obtidos via Instituto Socioambiental (ISA) e a Agência Nacional de Mineração revelam, pela primeira vez, a extensão dos planos de mineradoras que incidem sobre povos indígenas isolados.

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