Indígenas de Roraima formam grupos de vigilância para proteção do território

Carta da 48º Assembleia dos Povos aponta falta de segurança nas 32 Terras Indígenas e violações de direitos como motivo para iniciativa; 55 mil pessoas vivem em uma área de 10,3 milhões de hectares, 46% do território do estado

De Olho nos Ruralistas

Oito povos indígenas – Ingariko, Macuxi, Wapichana, Wai Wai, Yanomami, Patamona, Sapará, Taurepang – divulgaram o resultado da 48ª Assembleia dos Povos Indígenas do Estado de Roraima, realizada em março. Um dos itens chama a atenção pela descrença no papel do Estado de garantir a segurança no território dos povos originários, quase a metade da área dessa Unidade da Federação, no extremo norte do país:

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Campeã de requerimentos minerários, Terra Indígena Yanomami sofre com explosão do garimpo

Extração ilegal se alastra pelo território, contaminando rios e degradando a floresta; levantamento do ISA mostra que região é a mais cobiçada por mineradoras

por Instituto Socioambiental – Isa / IHU On-Line

Entre 6 e 7 mil garimpeiros estão retirando ouro ilegalmente na Terra Indígena Yanomami, no norte do país. É o maior número registrado até hoje. O garimpo ilegal tem se intensificado nos últimos meses e explodiu em janeiro, depois que o Exército desativou as bases de proteção nos Rios Uraricoera e Mucajaí, as principais entradas para a Terra Indígena.

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Início de ano tem oito terras indígenas sob ataque

Ameaças e invasões avançam nos primeiros dias do governo Bolsonaro; Rondônia, Pará, Maranhão e Mato Grosso estão entre estados onde madeireiros e grileiros avançam sobre territórios de etnias como Uru Eu Wau Wau, Arara, Xavante e Guarani Mbyá

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas 

Os índios da Terra Indígena Uru Eu Wau Wau, em Rondônia, comemoravam no começo da semana passada a ação da Polícia Federal que retirou invasores de seus territórios. Mas a paz durou poucos dias. No sábado, o líder Puré Uru Eu Wau Wau já reunia novas informações sobre furto de madeira e loteamentos feitos no local: “Eles estão abrindo a mata e marcando terrenos na nossa terra”. Os brancos são acusados de furtar madeira do território e de fazer um loteamento clandestino.

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Braço direito de João de Deus fez parte de grupo que aterrorizou garimpos

João Américo França Vieira foi sócio de Rambo do Pará, morto pela PM do Pará em 1992; ambos atuavam em Castelo dos Sonhos, um distrito de Altamira imerso em conflito por terras e minérios

Por Leonardo Fuhrmann, em De Olho nos Ruralistas

Piloto de avião, garimpeiro e fazendeiro, João Américo França Vieira é tido como o braço direito do médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, acusado de uma série de abusos sexuais contra pacientes. Antes de trabalhar com o médium, Vieira tinha um histórico de problemas com a Justiça. Ele chegou a ser acusado de cinco homicídios, mas acabou absolvido por falta de provas.

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Crescimento do garimpo ilegal na Amazônia atinge duramente áreas indígenas

Segundo mapa que reúne informações da prática em terras demarcadas e protegidas, são 453 pontos de garimpo no Brasil

Bruna Caetano, Brasil de Fato 

O garimpo no Brasil não é ilegal, e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) regula as atividades de extração em determinados locais, contudo, a mineração em áreas protegidas e reservas indígenas é proibida. Mas de acordo com o mapa Amazônia Saqueada, realizado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) e pela InfoAmazônia, a região pan-amazônica é explorada em mais de 2.312 pontos de 245 áreas no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, com extração de ouro, diamantes e coltan.

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Estudo denuncia epidemia de garimpos na Amazônia brasileira

Levantamento em seis países amazônicos identifica mais de 2.500 locais de mineração não regulamentada, 453 deles no BrasilMercúrio usado no garimpo do ouro contamina fauna e populações locais

por Deutsche Welle / IHU On-Line

Apesar de décadas de combate à mineração não regulamentada, a Amazônia ainda abriga mais de 2.500 garimpos ilegais, e quase um quinto deles está localizado no Brasil, aponta um mapa divulgado nesta segunda-feira (10/12) pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental (Raisg).

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MPF consegue liminar para reinstalação de bases de proteção etnoambiental da TI Yanomami

Governo Federal e Funai deverão apresentar plano de ação em 60 dias e instalar as bases em até 180 dias

Procuradoria da República em Roraima

O Ministério Público Federal em Roraima (MPF/RR) conseguiu liminar favorável para que a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) reinstalem as bases de proteção etnoambiental da terra indígena Yanomami. A medida é considerada prioritária para o combate ao garimpo ilegal e conservação das comunidades tradicionais. (mais…)

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Justiça obriga fiscalização, repressão e prevenção contra garimpos ilegais em área do povo Z’oé, no oeste do Pará

A Justiça Federal determinou, em sentença favorável ao Ministério Público Federal (MPF), que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama), a Fundação Nacional do Índio (Funai), a União e o estado do Pará apresentem um plano para fiscalização, prevenção e repressão de garimpos ilegais dentro e no entorno da terra indígena Z’oé, no oeste do estado. O plano deve contemplar tanto a área demarcada quanto a chamada zona intangível (o entorno onde não pode haver nenhuma atividade econômica), e o prazo para apresentação à Justiça é de 90 dias, a contar da notificação da sentença.  (mais…)

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Operação conjunta desativa 27 escavadeiras, 2 pistas de pouso e 11 balsas de garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó (PA)

Ibama

Operação conjunta contra o garimpo ilegal de ouro realizada por agentes da Polícia Federal (PF), do Ibama e da Secretaria de Segurança Pública do Pará resultou na desativação de 27 escavadeiras hidráulicas, 11 balsas, 26 motobombas, 3 tratores e 2 pistas de pouso clandestinas na Terra Indígena (TI) Kayapó, no sul do estado. Dez acampamentos que davam suporte à atividade ilegal foram desmontados e duas espingardas, apreendidas. A operação teve apoio de sete aeronaves. (mais…)

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