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II Seminário Mosaico Ambiental “Rumo à Rio+20″ – IFF Campos, 28/05 a 01/06/2012

Por , 17/05/2012 08:02

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Belo Monte: “um conto de fada” disfarçado

Por , 15/05/2012 15:24

Site da imagem: echapora.blogspot.com

Os feudos eram dados pelo rei aos amigos conforme os interesses vigentes; hoje os nossos “reis” dão feudos às grandes empresas, compara Telma Monteiro

Por: Thamiris Magalhães

Ao comparar Belo Monte à Idade Média, Telma Monteiro explica que a Altamira de hoje, acuada pelas obras de Belo Monte, sofre a falta de estrutura de forma muito mais intensa do que antes de se pensar no projeto. “Prometer saneamento básico, água de qualidade, hospitais e escolas, infraestrutura urbana, são formas de se obter o poder. É o mesmo poder da Idade Média, em que os senhores feudais tinham as terras e exploravam os camponeses. Belo Monte é, aos olhos da população de Altamira e região, uma forma de rompimento com um período atrasado de ausência do Estado para uma nova era classificada de moderna, onde energia significa progresso”, disse na entrevista que concedeu, por e-mail, à IHU On-Line. Segundo a pesquisadora, as invasões, expansão desordenada e a conquista, características da Idade Média, são hoje realidades na região de Belo Monte. “Quem não viu ou não leu como os aluguéis ficaram mais caros em Altamira? A infraestrutura viária não comporta o aumento dos automóveis e motos, faltam leitos no hospital para dar conta dos acidentados. E o esgoto? E o lixo? O atraso institucionalizado em nome do crescimento e do poder dos senhores ‘feudais’ da energia.” E questiona: “é ou não é uma espécie de Idade Média acontecendo na Amazônia? Foi essa época que inspirou os contos de fada que surgiram no século XIX.” E continua: “aproveito para fazer uma comparação com a forma que o governo brasileiro tenta impor Belo Monte à sociedade: um conto de fada”.

Telma Monteiro é pesquisadora independente. Confira a entrevista.  Continue lendo… 'Belo Monte: “um conto de fada” disfarçado'»

“Belo Monte não pensou na vida”

Por , 11/05/2012 14:31

Neste vídeo da TV Cúpula, editado e produzido por Célia Maracajá, o fotógrafo indígena Roni Wasiry fala sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. “Nós vamos contar essa história”, alerta ele.

Assista ao vídeo e compartilhe.

http://cupuladospovos.org.br/2012/05/belo-monte-nao-pensou-na-vida/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+CupulaDosPovosNaRio20+%28C%C3%BApula+dos+Povos+na+Rio%2B20%29

Notícias de Belo Monte: uma pequena vitória do Rio Xingu

Rodolfo Salm*

Faz mais de dez anos, desde a edição 261 de setembro de 2001 do Correio da Cidadania, que escrevo sobre “o potencial destrutivo das hidrelétricas do Xingu”. É engraçado ver que na época escrevi que “não é preciso ser muito pessimista para concluir que são pequenas as chances de se evitar o início das obras, que estão previstas já para o primeiro trimestre do ano que vem” (2002)! E que a barragem de Belo Monte seria “o maior golpe dado pelo governo FHC nos povos indígenas da Amazônia e, consequentemente, na floresta que eles protegem”, fazendo com que “o padrão de degradação ambiental generalizada, que se observa mais a leste na região, seguindo o curso do rio Tocantins, se alastre definitivamente pela bacia do Xingu”. Mas concluí que ainda havia esperança, pois ambientalistas aliados aos índios, organizados em ONGs, ganhavam “importante participação na política nacional” e seu trabalho seria testado “pela sua capacidade de discutir com a sociedade a preservação da floresta Amazônica” e se opor ao projeto de Belo Monte.

Relendo esse texto é engraçado ver que Belo Monte não foi exatamente um “golpe do governo de FHC”. Ao contrário, essa trágica barragem no rio Xingu aparentemente vai ficar para a história como uma obra de Lula (e Dilma), supostamente seu antagonista. Evidentemente, hoje está claro que o tucano e o petista não são tão diferentes e um é mais a continuação do outro do que seu opositor. Mas, na época, eu nutria grande esperança quanto à primeira eleição vitoriosa do operário do PT, que tinha o apoio dos ambientalistas. Continue lendo… 'Notícias de Belo Monte: uma pequena vitória do Rio Xingu'»

Bancos são cobrados sobre intenção de financiar Belo Monte

Por , 10/05/2012 17:36

Por Movimento Xingu Vivo Para Sempre

Nesta quarta, 9, cinco bancos – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander – receberam uma solicitação do Movimento Xingu Vivo para Sempre para que prestem esclarecimentos oficiais sobre a intenção ou não de participar dos financiamentos da hidrelétrica de Belo Monte.

Potencial financiador da obra, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já anunciou a intenção de alocar cerca de R$ 20 bilhões para Belo Monte via operações diretas e indiretas (por intermédio de instituições financeiras credenciadas), financiamento este que enfrenta uma série de ilegalidades no processo de licenciamento, e de desconformidade com compromissos voluntários assumidos pelos banco, além de forte questionamento por parte do Ministério Público Federal.

De acordo com o Movimento Xingu Vivo, até o momento faltou transparência sobre quais instituições financeiras pretendem atuar como repassadores dos recursos do BNDES à hidrelétrica. Estas informações são de grande importância para correntistas e para a opinião pública em geral, dados o grau de polêmica que envolve a construção de Belo Monte e os graves riscos econômicos do projeto, como por exemplo a multa de R$ 7 milhões do Ibama. Continue lendo… 'Bancos são cobrados sobre intenção de financiar Belo Monte'»

Atingidos por Belo Monte farão encontro paralelo à Rio + 20 em Altamira

Por Ruy Sposati, de Altamira

No mesmo período em que o Rio de Janeiro recebe, vinte anos depois, alguns dos mais poderosos ’jogadores’ da política e da economia globais para disputar os rumos do Planeta em uma nova cúpula sobre sustentabilidade – a Rio +20 -, o Rio Xingu será palco de um novo levante contra o atentado hidrelétrico à sua vida: o Xingu +23.

Entre os dias 13 e 17 de junho, pescadores, ribeirinhos, pequenos agricultores, indígenas, movimentos sociais, acadêmicos, ativistas e demais defensores do Xingu promovem o encontro, que marca os 23 anos da primeira vitória dos povos contra o projeto de barramento do rio em 1989, após o histórico 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu.

O evento, que deve reunir cerca de 500 pessoas, acontecerá em uma das comunidades mais impactadas por Belo Monte, e visará fortalecer a luta dos atingidos contra a hidrelétrica e pelo respeito aos seus direitos sociais, econômicos, culturais e territoriais. As atividades incluirão festejos culturais, debates, seminários e protestos.

De acordo com o Movimento Xingu Vivo para Sempre, o Xingu + 23 visa, além de fortalecer os movimentos de resistência, reafirmar que, diante das fragilidades técnicas, econômicas, jurídicas e políticas do projeto, Belo Monte não é um fato consumado.

Para saber mais sobre o evento, entre em http://www.xinguvivo.org.br/x23

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6253&action=read

Xingu+23: a partir de 13 de junho, venha dançar, cantar e lutar em defesa da vida!

Por , 29/04/2012 14:15

Belo Monte e Rio+20

Por , 27/04/2012 12:23

Telma Monteriro (Gent. Conc. T. Monteiro)

Versão em português da entrevista sobre Belo Monte e a Rio+20 concedida ao jornalista Mauro Villone, do jornal La Stampa, Itália.

Mauro Villone: Qual é a situação real atual do projeto da barragem? A que ponto estão os trabalhos?

Telma Monteiro: Belo Monte já é uma grande cicatriz sangrando na Amazônia. As obras já vão avançadas invadindo o leito do rio Xingu e imagens mostram árvores inteiras e fragmentos de vegetação sendo arrastados pela correnteza, o rio turvo tingido pela terra removida das margens. Neste momento estão sendo construídas as ensecadeiras que permitirão secar uma parte dor rio para fazer a barragem.  Também estão sendo feitas as escavações na rocha para abrir 20 quilômetros de canais que vão desviar grande parte das águas do Xingu para um reservatório artificial.  Ás águas desse reservatório artificial, contidas por dezenas de diques no meio da floresta, vão fazer funcionar as turbinas da casa de força principal.  Este momento das obras é devastador para o rio que sofre com as interferências no seu fluxo. É agora que as grandes máquinas escavadeiras revolvem a terra para construir uma espécie de passagem dentro do rio Xingu; é quando as árvores são derrubadas para dar lugar à destruição com sérias consequências para a fauna e a flora.  Outra grande interferência diz respeito ao que chamam de “bota fora” ou seja, todo o material que é escavado, terra e pedras, têm que ser depositados em algum lugar na região; o trânsito de caminhões e a poluição aumentam os riscos para aqueles que moram nas comunidades próximas. Neste momento a face da Volta Grande do Xingu está sendo alterada para sempre. Continue lendo… 'Belo Monte e Rio+20'»

Belo Monte: a barreira jurídica. Entrevista especial com Felício Pontes Júnior

Por , 26/04/2012 12:03

“Onde não estamos vencendo é na área jurídica. Muitas decisões foram tomadas, por diferentes juízes ao longo de 10 anos, determinando a paralisação do licenciamento por ilegalidades, mas foram todas suspensas pelo Tribunal Regional Federal de Brasília, na maioria por decisão de seu presidente”, pontua o procurador da República no Pará

As obras da construção da usina hidrelétrica de Belo Monterecém começaram e a situação do município de Altamira, no Pará, é de “completo caos”, pois a população cresceu e os serviços públicos entraram em “colapso”, avalia Felício Pontes Júnior em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.   Continue lendo… 'Belo Monte: a barreira jurídica. Entrevista especial com Felício Pontes Júnior'»

Brasil deve ser “construtor de consensos”. Entrevista com Luciano Coutinho

Por , 25/04/2012 16:41

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, considera que o Brasil, como anfitrião da Rio+20, deve assumir o papel de “construtor de consensos” durante a conferência, porque tem uma posição privilegiada na boa relação com países desenvolvidos e em desenvolvimento. Em entrevista ao Valor, Coutinho disse que o Brasil não tem uma “posição refratária” à proposta de criação de uma agência na ONU para cuidar do tema ambiental. “Tenho dúvida quanto a criar uma burocracia na ONU, se ela será eficaz para a agenda de eficiência do uso de energia”.

Luciano Coutinho acha que o momento global é ingrato para a conferência, porque os EUA estão centrados no debate político-eleitoral e “a Europa está um tremendo salseiro”, pelos problemas econômicos. Mesmo diante desse quadro, segundo Coutinho, o Brasil precisa fazer o máximo para que a Rio+20 construa pelo menos uma agenda mais nítida para a política de sustentabilidade. “Falo no sentido estrito da palavra, de uma agenda que leve a iniciativas concretas de redução de consumo e de eficiência energética”.

O presidente do BNDES afirmou que o potencial de melhoria da eficiência energética é “extremamente relevante e não tem sido devidamente priorizado”, inclusive pelo setor privado. “Vejo muita cobrança da Rio+20 voltada para governos, mas estamos longe de construir uma verdadeira adesão do setor privado à sustentabilidade responsável, que permita reduzir a intensidade do uso de energia”.

Ao responder pergunta sobre “economia verde”, Coutinho preferiu citar o conceito de “green development”, definido como o direito ao crescimento das economias em desenvolvimento com novos paradigmas, mais eficientes, com energia renovável e cuidados com a área social. Continue lendo… 'Brasil deve ser “construtor de consensos”. Entrevista com Luciano Coutinho'»

“Eu acuso que o Governo brasileiro trata o povo do Pará como pessoas de segunda categoria”, diz dom Erwin Krautler

Por , 24/04/2012 15:04

Exatamente no dia 23 de abril de 1972 nascia a entidade que viria a ser uma das mais dedicadas à causa indígena deste país. O Conselho Indigenista Missionário (CIMI), braço indígena dentro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) completou ontem, 23, 40 anos de existência.

O presidente do CIMI e bispo da prelazia do Xingu (PA), dom Erwin Krautler, falou na entrevista coletiva de ontem, da 50ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, em Aparecida (SP), do aniversário da entidade e da polemica em torno da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que acontece em Altamira (PA).

Dom Erwin disse que no atual contexto, a data não é para muitas comemorações, mas sim de cobranças. “A meu ver, o nosso maior legado foi ter colocado as condições e causas indígenas na Constituição Federal de 1988. Infelizmente, os governos que seguiram desde então, não cumpriram o prazo estipulado na Carta Magna, que foi de cinco anos, para demarcação das terras indígenas. Atualmente, menos da metade das terras indígenas no Brasil são demarcadas, o que gera conflito com fazendeiros, madeireiros e grileiros de terras, ocasionando mortes e tragédias”, destacou o bispo prelado do Xingu. Continue lendo… '“Eu acuso que o Governo brasileiro trata o povo do Pará como pessoas de segunda categoria”, diz dom Erwin Krautler'»

Belo Monte: os problemas de um projeto político

Por , 23/04/2012 17:25

Trecho do rio Xingu (foto), onde está sendo construída a usina de Belo Monte. Foto: NYT

Dal Marcondes*

Os problemas envolvendo a usina de Belo Monte, que está sendo construída no rio Xingu, pouco acima da principal reserva indígena do Brasil, já rodaram o mundo, mas ainda não despertaram a atenção de Brasília.

Os últimos anos foram marcados por um debate entre ambientalistas e técnicos, gente que defende pontos de vista específicos e, muitas vezes, inconciliáveis.

O projeto passou por ajustes para minimizar seus impactos sobre a região, o lago diminuiu, uma inovadora e também polêmica tecnologia de geração, a “fio d’água”, foi adotada e empresas e fundos estatais foram chamados par financiar o projeto cujo custo está estimado em 25 bilhões de reais (valor solicitado pelo consórcio que toca a obra), mas pode chegar a 35 bilhões de reais no final, devido às compensações que estão sendo pedidas pela prefeitura de Altamira, o município mais atingido. Tudo isso para gerar 4 mil megawatts (médios) de energia, segundo técnicos, em uma estimativa otimista.

Belo Monte será construída. A usina já é parte da paisagem política do Brasil, assim como dezenas de outros empreendimentos que estão em obras ou em pranchetas para a Amazônia. Os impactos ambientais sem dúvida serão imensos, mas podem ser o menor dos danos dessa iceberg. Ainda no campo político, a Comissão Interamericana dos Diretos Humanos (CIDH), organismo ligado à Organização dos Estados Americanos (OEA), chegou a pedir ao governo brasileiro a suspensão da obra em 2011. O governo ignorou a notificação e seguiu em frente com seus planos. Agora, as questões pendentes de Belo Monte chegam a um campo mais conhecido do governo, a militância sindical, que começa a impor condições para que os trabalhadores sigam em frente com a obra, com greves já realizadas e ameaças constantes de paralisação. Os motivos: “melhores condições de trabalho”. Continue lendo… 'Belo Monte: os problemas de um projeto político'»

Cerca de 7 mil trabalhadores paralisam atividades em canteiro de obras de Belo Monte

Pedro Peduzzi, Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os trabalhadores da Usina Hidrelétrica de Belo Monte paralisaram hoje (23) as atividades no canteiro de obras. Na semana passada, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav), descontente com o rumo das negociações, já havia anunciado a greve.

Entre as reivindicações dos trabalhadores, duas ainda não foram atendidas: a redução do período de baixada [quando eles recebem uma folga de nove dias para visitarem as famílias, com passagens pagas pelo CCBM], e o aumento do vale-alimentação, dos atuais R$ 95 para R$ 300. O consórcio só acenou com um aumento de R$15.

Dos cerca de 7,7 mil trabalhadores, apenas 850 estão cumprindo expediente nos serviços considerados essenciais para os alojamentos nos cinco canteiros da obra – principalmente nas áreas de saúde, água e esgoto, segurança patrimonial, alimentação, além de alguns eletricistas e pedreiros. Segundo o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), a manutenção desses serviços básicos “é uma exigência legal”.

No início da manhã de hoje, os trabalhadores fizeram uma barricada no acesso ao Travessão 27, local que liga a Rodovia Transamazônica à estrada de terra para os sítios Pimental e Canais e Diques. Segundo o vice-presidente do Sintrapav, Roginel Gobbo, os trabalhadores fizeram barricadas, mas os serviços essenciais foram mantidos. Continue lendo… 'Cerca de 7 mil trabalhadores paralisam atividades em canteiro de obras de Belo Monte'»

Programação feita por Ricardo Álvares, utilizando uma versão modificada do tema Panorama, criado por Themocracy.