Violência de Estado aumenta e número de feridos dispara no Equador; já são 11 dias de protestos

Militarização de Quito e decretos de toques de recolher fazem a repressão endurecer; manifestantes criticam blindagem midiática e postura ditatorial de Lenín Moreno

Por Lucas Rocha, na Fórum

Um novo informe da Defensoria Pública do Equador publicado neste domingo (13) dá conta de que nos últimos dois dias o número de atendimentos de manifestantes em hospitais disparou. O aumento no número de feridos se relaciona diretamente com o endurecimendo da repressão promovida pelo presidente Lenín Moreno, que já tem sido chamado de ditador por equatorianos. No sábado ele decretou 24h de toque de recolher na capital Quito e nos vales, mas recuou da medida neste domingo.

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No Equador, a insurreição tem rosto indígena

São 72% do povo. Chegaram à capital a pé ou em caminhão. Sua rebeldia sacudiu um país que muitos diziam conformado. Aliado ao FMI, o governo tentou impor a lógica dos brancos, em sua forma mais radical. Eles estão perto de derrubá-lo

Por Silvia Arana, do Estrategia Latinoamericana , no Outras Palavras

Capilar, e acima de tudo determinado, o movimento indígena equatoriano tornou-se a coluna vertebral das mobilizações em repúdio ao plano econômico neoliberal do governo de Lenin Moreno. Os protestos começaram no dia 3 de outubro, puxados pela Associação dos Trabalhadores de Transportes, que rapidamente abriu espaço para o protagonismo da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), dos sindicatos e dos coletivos de estudantes, mulheres, artistas, profissionais e trabalhadores.

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Pronunciamiento internacional frente al Paro Nacional en Ecuador

Al gobierno de la República del Ecuador y la opinión pública nacional e internacional:

Quienes firmamos este pronunciamiento somos profesors, estudiantes, investigadoras, artistas, activistas y acompañantes de diversos procesos sociales, que nos autoconvocamos para expresar nuestra profunda preocupación por los últimos acontecimientos en Ecuador.

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Ossos humanos são encontrados em casa do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner

Residência fica em um prédio localizado no terreno conhecido na cidade como “A Casa do Terror”, por conta das torturas que aconteceram no local contra opositores do regime

Por Opera Mundi

Ossos humanos foram encontrados nesta quarta-feira (04/09) em uma das casas do ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner (1912-2006), que governou o país de maneira autoritária entre 1954 e 1989.

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Argentina: os mercados cercam a democracia

Nas urnas, população goleou política quase idêntica à de Bolsonaro. Um dia depois, oligarquia financeira deflagra crise cambial e sugere: “agora, quem vota somos nós”. Vêm aí lances decisivos para o futuro da América do Sul

por Antonio Martins, em Outras Palavras

Por que permanecem firmes os governos que, a exemplo do brasileiro, perdem apoio popular, mantêm ou agravam a crise social, devastam o parque produtivo e vomitam por todos os poros incivilidade e patifaria? Qual a relação entre as políticas ultracapitalistas, tramadas nos salões elegantes dos bancos e das empresas de consultoria globais, e as falas de latrina de um Bolsonaro, um Trump, um Duterte – ou, ainda pior, a rápida erosão das liberdades civis e o avanço das milícias e esquadrões da morte? Pode um político neoliberal disfarçar-se de populista e contar com o apoio explícito do FMI? Como vencer este casamento de conveniências – porém, de sinistras consequências – entre defensores extremados da “liberdade” dos mercados e protofascistas?

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