O paradoxo da pandemia. Por Slavoj Žižek

Temos que aceitar ser uma espécie dentre as outras na Terra e, ao mesmo tempo, pensar e agir como seres universais

No A Terra é Redonda

O cansaço gerado pela pandemia agora se estende à teoria: no começo deste ano, eu me cansei de escrever sobre o assunto – a mesma situação não cessava de se eternizar e, no final, não aguentávamos mais estabelecer pela enésima vez as mesmas constatações. Existe um paradoxo aqui: no momento em que a submissão a hábitos e costumes repetitivos é acusada de tornar a vida entediante, o que nos afunda no cansaço típico destes tempos é justamente a ausência de tais hábitos e costumes. Estamos cansados de viver em um estado de exceção permanente, de esperar por novas diretivas estatais – incapazes, como somos, de encontrar momentos de descanso em nossas vidas cotidianas.

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Mapuches votam no Chile por uma nova Constituição que reconheça dívidas históricas

No Estado de Minas

Vestida de “gala” com os trajes tradicionais de seu povo, a indígena mapuche Marisol Cañupan compareceu à votação para eleger os membros da assembleia que redigirá a nova Constituição do Chile, na qual os povos indígenas reservaram cadeiras pela primeira vez.

“Estamos aqui para cumprir nosso dever cívico e principalmente nosso dever de mapuches em participar desta eleição”, disse Cañupan à AFP, usando um vestido preto coberto por uma manta ou xale, um lenço colorido na cabeça e pendurado no peito um TrapelaKucha ou colar de prata feito por seu povo.

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“A Peste” brasileira. Por Raí*

No Uol

Que me perdoem Camus, seus estudiosos e milhões de admiradores, peço licença para repetir aqui algumas de suas palavras, do clássico “A Peste”, de reivindicar tua audácia, uma ousadia à imagem das tuas, para me ajudar neste momento de súplica rebelde, deste espasmo de “combat” e de “combattant“, diante de atos desumanos e suas terríveis consequências.

Como brasileiro, como tantos outros e perante o mundo, assumo aqui que estamos habitados, sitiados, nestes tempos sombrios de nossa história, por mais de uma terrível peste. Este duplo flagelo, cujas devastações são apenas o acréscimo de nossos próprios erros coletivos, que pode contaminar muito além de nossas fronteiras.

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Homem agita bandeira nazista na varanda em área nobre de Florianópolis

Santa Catarina é o 2º Estado com mais células nazistas no país, atrás apenas de São Paulo

No Voz da Resistência

Um homem não identificado foi gravado por vizinhos agitando uma bandeira nazista em uma região nobre do centro de Florianópolis. O vídeo passou a circular nas redes sociais na noite de quinta-feira (13/05), e criou alvoroço nas redes sociais. A apologia ao nazismo é crime federal desde 1989.

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Cadê os historiadores do Amazonas? Por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Enfim, chegou o dia D, a hora H: quarta-feira (19), na CPI da Pandemia, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por decisão do STF, vai calar sobre si mesmo, mas não sobre terceiros. O que dirá sobre as mortes de pessoas asfixiadas nos hospitais? Se for depor desmascarado, como no Manaus Shopping, será que vai tirar o loló da seringa, literalmente, e atribuir a política de “imunidade de rebanho”, a falta de vacinas e de oxigênio ao governador do Amazonas Wilson Lima (PSC, vixe-vixe)? Se comparecer mascarado, pautará suas palavras no princípio “é simples assim, um manda, o outro obedece”?

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Vânia perdeu o irmão para a violência policial e a mãe para a injustiça, mas segue na luta: ‘agora é pelos dois’. Por Fausto Salvadori

Carlinhos foi morto e decapitado em 2008 por policiais que confundiram sua deficiência intelectual com deboche. A absolvição dos suspeitos foi um duro golpe para a mãe do jovem, Maria da Conceição, que morreu pouco depois. O restante da família segue na luta

Na Ponte*

Em seus 39 anos de vida, houve uns poucos segundos em que Vânia Lúcia da Silva perdeu a fé em Deus. Foi em 10 de outubro de 2008, quando reconheceu o cadáver do irmão, Antonio Carlos da Silva, numa gaveta do IML (Instituto Médico Legal) de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

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Documento final do Encontro de Lideranças e Caciques Mbya Guarani do Rio Grande do Sul

Para: Autoridades Municipais, Estaduais e Federais; Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; e para a sociedade em geral

Prezados Senhores e Senhoras,

Nós, caciques e lideranças Mbya Guarani de mais de 30 aldeias do Rio Grande do Sul, estivemos reunidos nos dias 13, 14 e 15 de maio de 2021, na Tekoa Pindó Poty, bairro Lami, em Porto Alegre/RS, com o objetivo de fortalecer a luta em defesa de nosso território. O presente encontro aconteceu na tekoa Pindó Poty por ser uma terra cujo processo de demarcação encontra-se paralisado na FUNAI em Brasília, enquanto a área vem sofrendo esbulho e ataques praticados pelo juruá (não-indígena).

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Os bilhões dos milhões de vacinas. Por Janio de Freitas

A CPI está em tempo de se voltar para o lado do dinheiro na investigação

Na Folha

O boicote à vacinação, pela sabotagem à compra de vacinas, é uma aberração que justifica o interesse nela concentrado pela CPI —que vai bem, obrigada. Mas daí deriva a ausência de questionamento, a todos os depoentes, sobre um tema que pode estar na raiz de parte dos transtornos enfim investigados.

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CPI tem indícios de que Carlos Wizard liderava ‘Ministério Paralelo da Saúde’ e vai convocá-lo a depor, diz senador

Ao lado de Nise Yamaguchi, ele teria tentado mudar a bula de medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid.

Por Octavio Guedes, no G1

A CPI da Pandemia vai convocar o empresário Carlos Wizard para depor porque tem indícios de que o chamado “Ministério Paralelo da Saúde“, que defendia cloroquina, que não tem eficácia comprovada no tratamento contra a Covid, e contaminação em massa para atingir imunidade de rebanho, tinha ele como um dos financiadores.

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Servílio de Oliveira vence ação contra Fundação Palmares e garante volta de homenagem

Desde novembro, entidade passou a considerar apenas tributos póstumos e retirou o nome de ex-pugilista, além de outros atletas negros, da lista de homenageados por feitos

Por Raphael Marinho, no Globo Esporte

Servílio de Oliveira, primeiro pugilista brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no boxe, ganhou uma ação cível contra a Fundação Palmares. O ex-atleta, bronze nos Jogos da Cidade do México, em 1968, havia sido excluído, ao lado de outros esportistas, da lista de homenageados da entidade, criada para combater o racismo e valorizar o feito de pessoas negras do país. Mas, em sentença assinada nesta sexta-feira, garantiu a volta de seu nome à lista, assim como uma indenização de R$ 10 mil por danos morais.

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