Você consegue imaginar a PM atuando na escola do seu filho? Por Jessica Santos

Newsletter da Ponte

“Gente armada não resolve problema social”. Esta foi a frase do diretor de redação da Ponte, Fausto Salvadori, quando discutimos o texto da newsletter da semana passada. A mesma lógica funciona para o tema que escolhemos para esse texto: as escolas cívico-militares, sistema recém aprovado em São Paulo. E a noite da votação do projeto foi marcada por um test-drive da PM com estudantes que estavam ali para protestar pelo modelo de escola em que acreditam. Por não serem cordatos com a decisão dos adultos, foram “disciplinados” com cassetetes e spray de pimenta. Seis deles, inclusive, foram detidos acusados de desacato, desobediência, corrupção de menores, associação criminosa e lesão corporal.

Um belo exemplo de disciplina, não? É essa mesma PM que será colocada para disciplinar crianças e adolescentes nas tais escolas. Uma corporação que opera numa lógica de guerra em que o outro é o inimigo. A PM da Operação Escudo, dos Crimes de Maio, do Massacre do Carandiru e tantas outras provas do poder disciplinador desta instituição que aborda muito e resolve pouco. Deve ser por isso que vão entrar em outro ramo agora. (mais…)

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Relatório destaca os compromissos e resultados da Ouvidoria-Geral da DPE-RS na defesa dos direitos humanos das populações vulneráveis

https://racismoambiental.net.br/wp-content/uploads/2024/05/RELATORIO-2-Rodrigo-de-Medeiros_compressed-1.pdfhttps://racismoambiental.net.br/wp-content/uploads/2024/05/RELATORIO-2-Rodrigo-de-Medeiros_compressed-1.pdfPor Ouvidoria-Geral da DPE-RS

Já está disponível o segundo Relatório de Atividades da Ouvidoria-Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul (DPE-RS), referente ao período de 10 de outubro de 2023 a 10 de abril de 2024. Sob o mandato do advogado popular Rodrigo de Medeiros Silva, o Relatório apresenta um panorama completo das ações e resultados da Ouvidoria, com foco na transparência e no compromisso com a defesa dos direitos das populações vulneráveis.

O que você encontra no relatório: (mais…)

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A lenta execução de Julian Assange continua. Por Chris Hedges

O direito de recorrer da decisão de extradição aos EUA não garante que o jornalismo se salve do massacre judicial. Seus algozes não descansarão. Livrá-lo da prisão prolongada e morte em “câmera lenta”, como definiu relator da ONU sobre tortura, é urgente

No Outras Palavras (tradução GGN)

A decisão do Supremo Tribunal de Londres de conceder a Julian Assange o direito de recorrer da ordem de extradição para os Estados Unidos pode revelar-se uma vitória de Pirro. Isso não significa que Julian escapará da extradição. Isso não significa que o tribunal tenha decidido, como deveria, que ele é um jornalista cujo único “crime” foi fornecer ao público provas de crimes de guerra e mentiras do governo dos EUA. Isso não significa que ele será libertado da prisão de alta segurança HMS Belmarsh onde, como Nils Melzer, o Relator Especial da ONU sobre Tortura, depois de visitar Julian lá, disse que estava a ser submetido a uma “execução em câmara lenta”. (mais…)

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O legado de uma década perdida. Por Renato Janine Ribeiro

A esquerda é inteiramente representativa do senso comum de nossa sociedade – tudo de bom que acontece, e tudo de ruim, é só do Presidente

No A Terra é Redonda

1.

Não sou um fã das instituições, quero dizer: não considero que a chave para a democracia esteja nelas. Na verdade, há duas vertentes para se pensar a política moderna – uma é a da ação, outra a da instituição. Desenvolvi este tema em meu livro A sociedade contra o social, de 2000, resumo-o rapidamente aqui. (mais…)

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Povos indígenas do Rio Grande do Sul manifestam-se contra a lei do marco temporal no STF

Por Rodrigo de Medeiros Silva[1] e Igor Mendes Bueno[2]

O Povo Xokleng, de Santa Catarina, instaurou um incidente de inconstitucionalidade sobre a Lei n°14.701/2023, a lei que estabelece o marco temporal da Constituição Federal de 1988 para a demarcação de terras indígenas, no âmbito do RE 1.017.365 (Tema 1031), que trata sobre o assunto, com repercussão geral, no Supremo tribunal Federal. O Ministro Edson Fachin recebeu a petição e, no dia 08 de maio, abriu prazo para a manifestação das partes e dos amicus curiae, dentre os quais os povos originários do Rio Grande do Sul estão habilitados. (mais…)

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A dor da catástrofe e a força para dar a volta por cima. Por Cândido Grzybowski

No Sentidos e Rumos

O também meu Rio Grande do Sul – o afirmo com profundo sentimento de uma espécie de migrante em relação à sua origem – onde famílias choram a morte de entes queridos e milhares sofrem a destruição de suas condições de vida, por um “dilúvio” devastador, está diante do desafio de se refazer e seguir a vida. Energia e determinação do povo sei que é algo intrínseco da “cultura gaúcha” e me sinto parte dela. Mas por mais importante que seja esta força cultural, será que ela poderá barrar os “donos do poder”, sempre atentos a possibilidades de negócios? Para eles, nada como uma calamidade para novas frentes de acumulação fácil, mirando os enormes recursos públicos que o governo federal terá que destinar para a reconstrução. As grandes empresas “abutres”  – empreiteiras de obas públicas, construtoras,  seguradoras, o trator de arrasto do agronegócio, entre tantos outros – ficam de prontidão em tais ocasiões e nunca irão se engajar numa reconstrução virtuosa do que são os territórios de vida e identidades das comunidades atingidas: seu lugar e endereço, seu lar, local de convivência com seus familiares, amigos e antepassados, de celebrações religiosas e festas? (mais…)

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A liberdade fake e o Marquês de Sade. Por Eugênio Bucci

A liberdade fake, a liberdade sádica, que no fundo é a negação de toda liberdade, está levando o Brasil ao naufrágio total

No A Terra é Redonda

“Mercadores do caos”. É assim que o editorial do jornal O Estado de S. Paulo do dia 15 de maio qualificou aqueles que difundem mentiras sobre as enchentes no Rio Grande do Sul. O texto vai no ponto: “Bolsonaristas andam espalhando desinformação porque, inimigos da democracia que são, a eles interessa minar a capacidade dos cidadãos de confiar uns nos outros.” Palavras precisas. Justas. (mais…)

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