“O feminismo é a ponta de diamante de uma insurgência internacional”. Entrevista com Silvia Federici

Por Zur, no IHU*

Enquanto pelo mundo se organiza a quarta greve feminista em centenas de reuniões, atividades e assembleias, ouvir Silvia Federici é inspirador. Em um intervalo de sua caminhada pelo mundo compartilhando leituras e contagiando força, Silvia nos recebeu em sua casa, em Nova York, para conversar sobre a atualidade das lutas feministas, as revoltas populares dos últimos meses, as tensões do feminismo com a esquerda e os pontos mais relevantes de seu último livro.

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Centros antiaborto financiados por grupos americanos enganam mulheres vulneráveis na América Latina

Investigação da organização openDemocracy revela rede de desinformação que alveja mulheres em busca de ajuda

Por Isabella Cota/openDemocracy, na Agência Pública

“Entra, meu amor, logo vem alguém te atender”, diz uma mulher ao me receber no Centro de Ajuda à Mulher Latino-Americana em um subúrbio da Cidade do México. “Bem-vinda, deixa eu te dar um abraço”, completa, com um beijo na bochecha.

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Argentina: Governo estuda punir quem negar crimes da ditadura

Enquanto governo Bolsonaro coloca em dúvida período de repressão no Brasil, Casa Rosada vai avaliar edição de lei inspirada na França para penalizar negacionistas de crimes da ditadura entre 1976 e 1983

Por Márcio Resendoe, RFI, em Ópera Mundi

O presidente argentino, Alberto Fernández, ordenou avançar com uma legislação que penalize aqueles que negarem os crimes da ditadura militar argentina, seguindo o modelo francês que pune os que negarem o holocausto, publicamente. A postura é oposta à do governo brasileiro que nega a existência da ditadura.

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No Chile, não era paz, era silêncio. E no Brasil? Por Carol Proner

É triste ver o fascismo mostrando a cara com tanta sinceridade no Chile e no Brasil, mas, e ao menos nas ruas de Santiago, o que se sente é que a reação está à flor da pele e que o povo não vai mais ficar calado até que ocorra uma transformação efetivamente profunda”, afirma a jurista Carol Proner

No Brasil 247

Acabo de voltar de Santiago, de um evento que debateu as crises democráticas no Brasil, no Chile, na AL etc. e, ao final, nos convidaram para ir às manifestações que acontecem todas as sextas-feiras desde o histórico 28 de outubro de 2019. 

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Os olhos do Chile

Os jovens cegos enfrentam seus algozes e dizem: “eu posso vê-los, vocês não podem… vocês não têm olhos que voam”!

Por Mauro Luis Iasi, no Blog da Boitempo

“Triste va mi canto ahora,
triste camina también mi pensamiento.
Ya no quiero adornar mi cabello,
ya no quiero cantar cuando el sol
aparezca en la mañana.

Iré a la montaña a esconderme,
para que nadie me mire,
para que nadie me mire.”

Jaqueline Caniguán (1974-),
poetisa Mapuche

Em um tempo muito antigo, depois da separação dos continentes, da fúria dos vulcões, das cordilheiras gigantes e dos montes, o sol aparecia como uma explosão de cores para nada. O dia e a noite se alternavam, luz e trevas, sem que as estrelas ou a inclemência do sol pudessem percorrer impulsos elétricos e nervos, sem que cem milhões de fotorreceptores pudessem transformar luz e cores, sem que nenhum córtex pudesse captar os impulsos e formar imagens.

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La Vía Campesina llama a defender Acuerdo de Paz en Colombia, demanda cumplimiento irrestricto y exige que diálogo no sea suplantado por silencio de la violencia

Tercer aniversario de la firma del Acuerdo de Paz en Colombia – Comunicado La Vía Campesina.

La Vía Campesina

Frente al estado actual del proceso de implementación del Acuerdo Paz en Colombia La Vía Campesina hace un llamado al Pueblo Colombiano, a la comunidad internacional, a las Naciones Unidas, la FAO, la OIT, a la Unión Europea, a los Países no Alineados, a Gobiernos, Organizaciones y en general a la solidaridad internacional, a rodear el Acuerdo de Paz en Colombia, demandar el cumplimiento irrestricto de los compromisos asumidos y exigir que el diálogo no sea suplantado por el silencio de la violencia.

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Na Bolívia, direita religiosa entrou nos protestos de forma oportunista, diz pesquisadora

Para Sue Iamamoto, governo Morales foi questionado por autoritarismo e se afastar da pauta indígena, mas oposição representada por Camacho é radical e ameaça direitos fundamentais

Por Bruno Fonseca, Rute Pina, Agência Pública

Neste final de 2019, a América Latina parece determinada a colocar à prova quaisquer certezas sobre os ciclos políticos nas democracias da região. Primeiro vieram os protestos que pararam o Equador, liderados por movimentos sociais, especialmente os indígenas, em um levante que obrigou o governo a sentar-se à mesa e negociar com as populações tradicionais do país. Em seguida foi o Chile, modelo de estabilidade para alguns, de desigualdade para outros, que explodiu em protestos de rua liderados por jovens que estão incendiando a Constituição herdada da ditadura de Pinochet. Agora é a Bolívia, onde em apenas três semanas uma escalada de eventos fez a reeleição do presidente Evo Morales ir dos questionamentos a uma renúncia forçada, ao exílio e à incerteza de quem governará o país a longo prazo.

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Sojeiros brasileiros na Bolívia compõem movimento político que derrubou Evo Morales

Uma das principais frentes defendidas por Evo Morales foi a política de acesso à terra aos camponeses, contrariando latifundiários

De Olho nos Ruralistas

A participação das Forças Armadas no golpe que impôs a renúncia de Evo Morales foi incisiva. A ponto de eclipsar o apoio histórico dos latifundiários ao grupo de opositores do líder boliviano. Entre esses proprietários de terra estão os brasileiros, que começaram a cultivar soja no começo da década de 90 no leste do país — região liderada pelo município de Santa Cruz de La Sierra, berço político do golpista Luis Fernando Camacho. Eles respondem por 35% da produção anual da oleaginosa na Bolívia, de 2,4 milhões de toneladas.

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Invasão na embaixada venezuelana dura 9h; governo brasileiro condena mas não intervém

Sede diplomática do governo de Nicolás Maduro foi invadida às 5h; Bolsonaro diz que tomará “medidas necessárias”

Redação Brasil de Fato*

Continua tenso o clima na embaixada da Venezuela, em Brasília (DF), que foi invadida por volta das 5h da manhã desta quarta-feira (13) por um grupo uniformizado de apoiadores do deputado autoproclamado presidente Juan Guaidó.

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