Ascensão e exaltação de Jesus: o projeto de Jesus continua na práxis das pessoas e comunidades (Lc 24,46-53; At 1,9-11). Por frei Gilvander Moreira*

Antes da separação da obra lucana – Evangelho de Lucas (Lc) e Atos dos Apóstolos (At) – só existia o relato da Ascensão em Lc 24,50-53. Após a separação de Lucas e Atos, acrescentaram outra referência à Ascensão em At 1,1-2.9-11. A tradição original comum apresenta a ressurreição de Jesus como uma exaltação (cf. Rm 1,4; Fl 2,6-11, etc.). Só o evangelista Lucas fala da Ascensão, separando-a da ressurreição. Ele quer evidenciar o caráter histórico de cada uma dessas realidades. Lucas insiste na corporalidade do ressuscitado. Na Ascensão, uma linguagem mítica expressa a realidade histórica da exaltação/glorificação de Jesus. Com a Ascensão, Lucas quer dizer que Jesus não vai embora, mas é exaltado, glorificado. Jesus não sai deste mundo. A parusia não é o retorno de um Jesus ausente, mas, sim, a manifestação gloriosa de um Jesus que sempre esteve presente no meio das comunidades (cf. Mt 1,23; 18,20; 28,20). “Estou e sempre estarei com vocês”, enfatiza o Evangelho de Mateus. (mais…)

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Repúdio à celebração oficial da “amizade Brasil-Israel”. Por Paulo Sérgio Pinheiro

O Senado brasileiro mancha sua história ao instituir o ‘Dia da Amizade Brasil-Israel’, celebra a aliança com um Estado genocida enquanto crianças palestinas são enterradas sob os escombros de Gaza

No A Terra é Redonda

É com profunda indignação que manifestamos nosso repúdio à decisão do Senado Federal brasileiro, que, por unanimidade, declarou o dia 12 de abril como data oficial de celebração da “amizade Brasil-Israel”. Trata-se de um gesto inaceitável, de insensibilidade extrema, especialmente num momento em que o Estado de Israel intensifica uma campanha sistemática de extermínio contra a população palestina na Faixa de Gaza. (mais…)

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O problema do medo na política. Por Laura Sabino

Enquanto a direita explora os temores criados pelo neoliberalismo, a esquerda brasileira se mantém paralisada para não desgastar um governo fragilizado pela força conservadora do Congresso, mídia e mercado. Mas como ensinou Antônio Gramsci e a história: só as lutas e mobilizações das massas podem mudar a correlação de força.

No Jacobina

Vivemos uma era governada pelo medo, pelo desespero e pelo sofrimento. Essa situação é agravada pela força da extrema direita brasileira — especialmente pelo bolsonarismo — que inventam fantasmas, tais como “fechamento de igrejas”, “kit gay”, “doutrinação comunista nas escolas” e até por frases absurdas como a de que a intenção dos “movimentos de luta pela moradia é tomar sua casa”. Apesar de serem falsas, essas mensagens não surgiram do nada. Há que se admitir, antes de tudo, que vivemos numa mudança de era caracterizada pelo caráter volátil do mundo do trabalho, pela precarização dos vínculos trabalhistas, pelo desemprego em massa e pela concentração de riquezas. (mais…)

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Mas Haddad diz que “ouve o país”. Qual?

Se é para revogar decretos por causa de tuítes irritadiços, melhor entregar a chave da Fazenda a algum faria limer que o usa o troco da “farinha” ou do almoço no Baleia Rooftop para comprar bots no X

Por Hugo Souza, no Come Ananás

Horas depois de baixar um decreto com novas regras para o Imposto de Operações Financeiras (IOF), o governo Lula decidiu recuar da taxação em 3,5% das aplicações feitas por fundos de investimento brasileiros no exterior. Esses fundos especulativos não pagavam nem IOF nem Imposto de Renda sobre o dinheiro que usam para fazer dinheiro fácil em outros países, ainda mais fácil e com menor risco que no Brasil. (mais…)

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A Cultura que precisamos para uma democracia transformadora. Por Cândido Grzybowski

No Sentidos e Rumos

Normalmente avaliamos as democracias de uma perspectiva quase exclusiva da política e do poder estatal vigente, incluindo aí o Congresso. Pessoalmente, tenho destacado a economia que aprisiona o poder estatal e o papel estratégico que pode ter a sociedade civil e as cidadanias ativas em disputa de hegemonia, como nos lembra Gramsci. Mas precisamos considerar a questão cultural cujo papel decisivo  cabe fundamentalmente à sociedade civil, pois tem a ver com solidariedade, valores éticos de cuidado, convivência e compartilhamento, entre todas e todos e a natureza.[1] (mais…)

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A Folha e a ‘expressão alheia’ no TikTok. Por Hugo Souza

Num passe – mais um – de naturalização da extrema-direita e seus subprodutos, o combate à misoginia e à violência psicológica virou, na Folha, tentativa de silenciar “forças oposicionistas”.

No Come Ananás

Em editorial publicado neste domingo, 18, a Folha de S.Paulo afirma que o “governo Lula gostaria de censurar TikTok e outras redes”. Trata-se de repetição com adaptação da velha – e infundada – ladainha de que regulação da mídia significa ataque à liberdade de expressão, acusação tão repisada pela imprensa corporativa ao longo dos governos do PT. (mais…)

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Brasil – o “sentido” da história. Por Valeiro Arcary

No A Terra é Redonda

Uma das peculiaridades brasileiras é que a classe dominante renunciou a uma revolução burguesa porque temia o desenlace de uma guerra civil, apavorada diante de uma maioria popular negra

1.

O desafio marxista é elaborar análises que ofereçam uma explicação ao desenlace das lutas sociais do passado. Atribuir “sentido” à história de uma nação não é uma previsão de destino, mas exige uma “régua”. A periodização política pode ser feita utilizando diferentes critérios. O mais instigante, longe de exclusivo, se inspira na luta de classes. Esse é o método marxista. (mais…)

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