Controle social (con)trolado

O controle social segue a passos incertos, em uma democracia garantida por uma Constituição Cidadã exemplar, mas que não se reflete na realidade

Por Engª. Mari Polachini1, Bela. Zuleica Nycz(1), Dra. Rafaela Rodrigues da Silva(2,3), Dr. Jeffer Castelo Branco(2,3), Dra. Marinez Villela Macedo Brandão(2,3).

A participação popular, enquanto controle social, nos processos de formulação, de monitoramento, de controle e de avaliação das políticas é um dos meios formais de manifestação democrática, garantida na Constituição de 1988 (Art. 193, C.F). Através desse mecanismo, abriu-se um importante canal de interlocução entre a sociedade civil e o poder público, permitindo que organizações e a população encontrassem um local de escuta e de representatividade. (mais…)

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Lula e seus adversários. Por Paulo Nogueira Batista Jr.

No Terapia Política

A situação do governo Lula, difícil desde o primeiro dia, parece ter sofrido alguma deterioração nos meses recentes. Não chega a ser surpreendente. Sempre há uma lua de mel e ela sempre acaba. Mais importante, a herança recebida dos governos anteriores é pesada, são muitas as dificuldades de recuperar a máquina pública e – ponto que quero tratar hoje – são poderosos os adversários políticos do governo.

Cheguei a pensar em intitular o artigo “Governo sitiado”, mas me pareceu pesado e sombrio demais. Aí pensei em amenizar colocando um ponto de interrogação, mas isso também não resolveu. Não cabe espalhar pessimismo e desânimo. Os adversários são poderosos, mas o governo Lula tem seus recursos e pode prevalecer. (mais…)

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Bíblia, “coco da Bahia”, casca dura, mas com água que sacia a sede… Por frei Gilvander Moreira*

Para compreendermos bem, de forma justa e sensata, os textos bíblicos é preciso considerar que a Bíblia não caiu pronta do céu e Deus não a ditou para ninguém escrever. Os escritos bíblicos são frutos de experiências de vida, de caminhada e luta, de uma multidão de pessoas de povos injustiçados que se irmanaram para construir sociabilidade justa e fraterna a partir da fé no Deus da vida, solidário e libertador, Deus que quer vida e liberdade em abundância para todos/as, sem exceção, inclusive para todos os seres vivos da biodiversidade (Cf. Jo 10,10). A Bíblia que lemos hoje passou por inúmeras traduções. Importante recordar que existem muitas dificuldades na Tradução e na Transcrição dos textos bíblicos. (mais…)

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Lula, o Holocausto e a “Ordem baseada em regras”. Por José Luís Fiori

“Um número cada vez maior de países de todo o mundo clama pelo ‘cessar-fogo’, e ninguém consegue parar a fúria destrutiva do governo israelense”, escreve José Luís Fiori, professor emérito da UFRJ e autor, entre outros livros, de O poder global e a nova geopolítica das nações (Boitempo)

IHU

A entrevista do presidente brasileiro concedida na cidade de Adis Abeba, na Etiópia, no dia 18 de fevereiro de 2024, quando comparou o comportamento genocida do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu com Adolf Hitler e o genocídio alemão dos judeus, provocou uma pequena crise diplomática e uma grande reação da imprensa conservadora brasileira. A irritação do governo israelense é compreensível, devido à importância internacional do presidente Lula, porque esta comparação já havia sido feita por outros líderes de menor expressão global. (mais…)

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Saúde digital: “eu prefiro a IA pois ela me entende”

Dispositivos de automonitoramento da saúde multiplicam-se e chegam até a ocupar o lugar dos profissionais. Uma hipótese: a psicanálise pode explicar o que está por trás desse “amor híbrido” – e como ele se baseia em uma ilusão

por Leandro Modolo*, em Outra Saúde

Se você assistiu ao filme Her de Spike Jonze no ano de lançamento, em 2013, provavelmente foi acometido por algum sentimento de estranheza frente à história de amor híbrido que nele é narrada. A trama gira em torno de Theodore (Joaquin Phoenix), um escritor solitário, que desenvolve uma relação afetiva com um sistema operacional (SO) baseado em inteligência artificial (IA) chamado Samantha – na voz de Scarlett Johansson. Theodore está passando por um divórcio e se sente isolado e solitário. Ele decide então adquirir o tal SO da Elements Software, projetado para se adaptar e evoluir com base nos dados e informações do usuário. Na customização da sua IA, Theodore escolhe o nome feminino Samantha e, à medida que interage com ela, desenvolvem uma relação de estreita intimidade. A história então se desenrola com Theodore enfrentando desafios de um novo e diferente relacionamento, descobrindo novas formas de interagir com o mundo, compartilhar momentos de alegria, tristeza e, também, relações eróticas. Ao fim, Theodore se apaixona por Samantha com a qual tem uma breve história de amor. (mais…)

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A importância da análise de conjuntura para ativistas: um saber fazer essencial. Por Cândido Grzybowski

em Sentidos e Rumos

Tenho a sensação que, como cidadanias diversas, estamos atolados, literalmente. Não estou me referindo, no momento, às chuvas torrenciais em boa parte do Brasil, algo alarmante em si mesmo, pelos sofrimentos e estragos para muita gente, sinal evidente de mudanças na integridade do ecossistema climático. Meu olhar aqui, mais imediato, é ao perigo do atoleiro político, à falta de um claro protagonismo da ação política cidadã democrática ecossocial na atual conjuntura nacional. A vitória eleitoral de 2022 foi fundamental, mesmo apertada como foi. Mas as forças inimigas da democracia estão vivas e muito ativas. O 8 de janeiro de 2023, apenas uma semana após a posse foi um susto. Mas o fato essencial é a complexa rede de cumplicidades e financiamentos que foi criada pela extrema direita e que alimenta o ativismo político de seus seguidores. (mais…)

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Momento de perplexidades. Por Cândido Grzybowski

em Sentidos e Rumos

Sinto-me sem visão clara para definir uma direção do que fazer nesta conjuntura. Claro, ação individual é apenas a expressão de uma atitude ética de viver e agir, pois o que conta, em última análise, é o processo coletivo, algo como uma onda que se move e arrasta tudo e todos. No entanto, como ativista e analista, que assume buscar sinais e apontar possibilidades que tenham sentido, nas mais diferentes conjunturas, é se sentir numa espécie de dever de  olhar com lentes afinadas o que se passa no cotidiano, pesquisar, auscultar, mapear ações e reações, examinar céus, rios e mares, florestas, o burburinho cotidiano das cidades, as oscilações dos mercados especulativos, o jogo incansável dos que estão exercendo o poder político, o vai-e-vem da vida,  sempre em busca de brechas sobre o que precisamos fazer,  onde incidir e como avançar. É o que o coletivo – a que a gente pertence de modo afetivo, solidário, e de proximidade territorial e afinidade política – espera de umas e uns, de outras e outros, cada qual fazendo a sua parte indispensável. É a aventura do viver lidando com perplexidades, sem saber o que fazer. (mais…)

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